sexta-feira, 8 de junho de 2018

Caminhão blindado Fiat 626 NM


1941 blindado Fiat-626NLM
FIAT 626
tipoCaminhão médio
Lugar de origemItáliaItália
Histórico de serviço
Em serviço1939-1945
Usado porItáliaItália 
FrançaFrança (700) 
Alemanha nazistaAlemanha (3.300) 
BulgáriaBulgária (100)
guerrasSegunda guerra mundial
História de produção
projetado1938
fabricanteFIAT
produzido1939-1948
Número construído10.000
variantesFIAT 626 N 
FIAT 626 NL 
FIAT 626 NLM
especificações
pesoaproximadamente 3 toneladas (6.000 lb)
comprimento6,21 m
largura2,18 m
altura2.675 m
tripulação1 motorista e 1 ou 2 passageiros 
com 21 passageiros (máximo)

suspensão4 × 2 (modelos posteriores 4 × 4)

Alcance operacional
340 km (210 milhas)
velocidade65 km / h (40 mph)
Fiat 626 era um caminhão médio italiano que atendia às especificações para a Segunda Guerra Mundial. O Fiat 626 NLM operou na África do Norte Italiana (1940-1943), na África Oriental Italiana (1940-1941), nos Bálcãs (1940-1944), na França (1940-1944) e na União Soviética (1941-1943 / 44).
Em 1939, o 626 foi o primeiro caminhão da FIAT com cabine avançada e substituiu os modelos 621 e 633.
A versão inicial do 626N para uso civil era o 626N ("N" para Nafta , o italiano para diesel ). O 626NL (de Long Nafta - "diesel long"). A versão militar do Exército Italiano e da Força Aérea Italiana foi o 626NLM (For Military Long Nafta )
Um laborioso confiável, o FIAT 626 tornou-se o caminhão médio padrão da Itália e operava em todas as frentes.
A França encomendou 1.650 caminhões; 700 foram entregues na época em que a Itália declarou guerra em 10 de junho de 1940. Após o armistício italiano com os Aliados em setembro de 1943, o FIAT 626 foi usado pelas forças alemãs. Em 31 de janeiro de 1945, 3.000 haviam sido produzidos para uso alemão. Em 1941, 100 caminhões foram comprados pelo exército búlgaro depois que a Bulgária se tornou aliada da Alemanha e da Itália . O Exército Búlgaro ainda usou os veículos em 1944-1945, depois que o país assinou um armistício com os Aliados e participou da guerra contra a Alemanha.
A produção terminou em 1948, depois que 10.000 Fiat 626 foram produzidos nas linhas de montagem da FIAT em Turim .
1939 Fiat 626 radio train 9601939 FIAT 626 NLM Regia Aeronautica änhanger Radiômetro de reboque E393 N
1939-fiat-626-caminhão-rádio-960
1939 fiat 626NM
1939-fiat-626nm
Fiat 626 RNL bus
Ônibus FIAT 626
1939 FIAT-626NM
1939-fiat-626nm
1939-40 Fiat 626 N
1939-fiat-626nm
1939-40 Fiat 626 Na
1939-fiat-626nm dentro
1939-48 Fiat 626 ambulância NLM
1939-1948-fiat-626-NLM-ambulância
1939-48 FIAT 626BLM da Brigada de Incêndio
1939-1948-fiat-626blm-of-the-fire-brigade
1939-48 Fiat 626BLM
1939-48-Fiat-626blm
1939-48 Fiat 626TNL
1939-48-Fiat-626tnl
1939-48 Fiat 628N.
1939-48-Fiat-628n
1940 FIAT 626NL Corpo de Bombeiros Hidro-espuma
1940-fiat-626nl-idroschiuma-of-the-fire-brigade

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Astrus PLM 6×6

acao1Há quase 10 anos tive o prazer de conhecer essa fantástica viatura, por convite do amigo Angelo Meliani, apreciador e restaurador de veículos militares antigos. Viajamos de São Paulo até a Praia Grande, litoral paulista, para ver de perto a máquina. Esse incrível caminhão 6×6, equipado com a mais alta tecnologia, teve seu projeto iniciado em 1990 e nos últimos dois anos passou a integrar a frota do exército brasileiro.
Texto e fotos James Garcia
PLM – Plataforma de Lançamento Múltiplo. Esse nome não remete de imediato ao incrível caminhão 6×6 fabricado pela Avibras-Tectran. Mas entender esse nome fica fácil, ao sabermos que a tal plataforma é a caçamba de 24,5 toneladas, de onde podem ser lançados mísseis mortíferos.
frente1
frente2
Porém, mais interessante que se ater ao lado bélico desse caminhão, é conhecer a mecânica do Astrus, nome pelo qual é mais conhecido, um super veículo montado sobre mecânica Mercedes-Benz alemã, e equipado com acessórios que fazem qualquer off-roader ficar de queixo caído.
trasemodulo copy
Percebe-se a inegável robustez do Astrus logo no chassi, que é construído em perfil “U”, super reforçado.
motor
O motor que foi instalado bem no centro da cabine de operações é um Mercedes OM 422, V-8, capaz de desenvolver 284 cv a 2300rpm. Seu torque máximo é de 106kgfm a 1200 giros, ou trocando em miúdos, um verdadeiro colosso de força em baixa rotações.
Mesmo pesando quase 36 toneladas, o Astrus consegue se movimentar com agilidade e conforto, chegando aos 100 km/h em estradas de asfalto. Na terra, a velocidade indicada no seu manual é de 27 km/h, mas obviamente ele anda muito mais do que isso.
lama
Sua dirigibilidade é facilitada por um câmbio bem escalonado de 5 marchas e um sistema de direção hidráulica, com um admirável poder de esterço. É realmente incrível ver as manobras ágeis desse gigante em terrenos fora-de-estrada.
acao
molas
Por transportar tanto peso, o caminhão recebeu especial atenção nos quesitos suspensão, sistema de calibragem pneus e tração. O feixe de molas traseiro é do tipo dependente, com a posição das molas invertidas. Essa suspensão, conhecida como Tandem, não é igual, mas atua de forma similar ao sistema de suspensão boomerang, usado nos caminhões militares Engesa, só que com a vantagem de ter curso de suspensão nos sentidos vertical e longitudinal, já que os dois últimos diferenciais são articulados. O curso de suspensão obtido é extraordinário, basta ver a torção nas fotos.
sem modulo
modulo
Caixa de Surpresas
A operação de calibragem dos pneus do Astrus é feita de dentro de sua cabine, através de um sistema similar ao rodoar, usado nos caminhões comuns, só que muito mais robusto e bem protegido, já que as mangueiras e bicos de ar comprimido, estão fixados na parte interna dos eixos, longe de qualquer perigo.
interior
comtracao
A tração do Astrus é um show a parte. Pode-se optar por andar em 6×2, 6×4, 6×6, reduzida em todas essas marchas, e como se não bastasse, há o recurso de bloqueio nos três diferenciais. Como ainda não inventaram veículo que não atole, o Astrus conta ainda com outros truques para se livrar do aperto, tais como as sapatas hidráulicas que servem para carregar e descarregar a plataforma traseira, e que podem ser muito úteis no caso de um atolamento em terreno pantanoso, por exemplo. Para isso, basta fixar uma base firme no solo, algo como pedras ou tábuas, que a mesma levantará o caminhão.
comandohidr
Se isso ainda não for o suficiente, pode-se contar com o auxílio do poderoso guincho hidráulico, instalado na lateral esquerda do chassi e que pode ser usado tanto na dianteira, como na traseira do carro.
Por dentro da fera
A parte interna da cabine tem tantos botões, comandos e aparelhos eletrônicos, que se parece mais com um nave espacial. Está tudo ali: controles de tração, reduzida, boqueios de diferencial, pressão dos pneus, todos os acionamentos de equipamentos hidráulicos, além é claro, dos computadores que trabalham ligados aos armamentos do Astrus. Caso aconteça alguma pane na mira eletrônica, os disparos podem ser efetuados com o auxílio de uma escada para cálculo manual de tiro, localizada na parte traseira da viatura.
lado
Como toda viatura militar de grande porte, o Astrus é totalmente blindado, os vidros inclusive, à prova de balas.
O formato da cabine não tem o design pontudo à toa. Isso faz com que os tiros ricocheteiem com maior facilidade. Tanques e caminhões da 2ª Guerra Mundial já usavam esse design.
diferencial
acaosuspen
Andando num terreno arenoso de litoral, com várias dunas, alagados, pântanos, inclinações e lamaçais, o poderoso Astrus não demonstrou o menor sinal de fraqueza, dando várias provas pelas quais era considerado um dos caminhões militares mais modernos do mundo.

M108 SPH 105 mm howitzer



O SPH M108 de 105 mm foi desenvolvido para ser o componente de curta distância de uma nova geração de veículos para equipar a artilharia autopropulsada do US Army ao lado dos M109 de 155 mm, o M110 de 203 mm e M107 de 175mm. Surgiu em 1962 como um substituto do M52, um SPH também de 105 mm desenvolvido sobre o chassi do tanque leve M-41 e usado no Vietnam, porém considerado inadequado pelos militares norte-americanos, e que ficou em serviço por poucos anos no exército dos EUA. 

O M108 participou com efetividade dos combates no Vietnam, porém foi sendo considerado pouco potente se comparado ao seu irmão maior M109 de 155mm, sendo a partir dos anos de 1970 gradualmente substituído por este no USArmy, e transferido para outros países, dentre eles o Brasil.

Foi operado além dos EUA pela Bélgica, Brasil, Espanha, Taiwan e Turquia. Já aposentado pelos dois primeiros e em processo de substituição no Brasil pelo modelo M109A5+.




Montado sobre o mesmo chassi do M109, está equipado com um obuseiro M103 de 105 mm e 30 calibres que não ultrapassa o comprimento do chassi, disparando projéteis de 15 kg. Pode operar em elevações de -6 graus até 75 graus, com um alcance de 11 km. Pode disparar munição HE, WP (fósforo branco), iluminativas e químicas, além da granada M67 HEAT.  É compatível com todos os modelos de munição 105 mm padrão NATO, a exceção das munições assistidas. Pode acondicionar até 87 disparos.




O chassi é construído em alumínio, proporcionando-lhe baixo peso em relação aos chassis de aço, pesando 21 toneladas. Sua armadura oferece proteção frontal contra projéteis de 12,7 mm AP, com superfícies planas em todos os lados e pequena inclinação sobre o compartimento frontal. O motorista acondiciona-se a esquerda da parte frontal do veículo, tendo o motor a sua direita. A torre em forma de ferradura é arredondada e inclinada na frente e laterais e angulada na parte traseira, acompanhando o desenho do chassi, com uma porta de cada lado. Uma porta traseira no chassi e torre permite o remuniciamento e acesso da tripulação. Possui uma escotilha arredondada na parte superior esquerda onde se monta a luneta de pontaria e outra mais a retaguarda do lado direito com reparo para uma metralhadora 12,7 mm, que proporciona alguma proteção antiaérea e de fogo geral, carregando cerca de 600 disparos deste calibre. Mede 6,1 m de comprimento, 3,15 m de largura e 3,27 m de altura

É guarnecido por uma tripulação de 5 artilheiros que se acomoda no compartimento da torre, sem equipamento de ar-condicionado, aquecedores ou proteção NBC.





















O trem de força é constituído por um motor Detroit Diesel 8V71T com 8 cilindros em V que oferece 425 HPs, acoplado a uma transmissão mecânica Allison XTG-411-2A com 4 velocidade a frente e 2 a ré, permitindo ao veículo desenvolver 56 km/h na estrada com uma relação potência/peso de 20,32 hp/ton. O tanque de combustível comporta 511 litros que abastece um deslocamento de até 386 km.

O chassi está apoiado sobre 7 pares de rodas, valendo-se de suspensão tipo barras de torção que rodam dentro de uma lagarta e distribuem o peso do veículo a uma pressão de 0,69 kg/cm2, sem roletes de retorno, com roda tratora a frente. Suporta gradientes de 60 % e inclinação lateral de 30%, distância do solo de 0,45 m, obstáculo vertical de 0,53 m e trincheira de 1,8 m. Pode efetuar travessias anfíbias com preparação.

Hanwha Techwin K-9 Thunder Howitzer SPH



O K9 Thunder é um obuseiro autopropulsado (SPH) desenvolvido pela Samsung Techwin (Hanwha Techwin atualmente) para equipar as forças sul-coreanas, em substituição aos modelos K55, versão local do M109A2 dos EUA, juntamente com seu veículo complementar K10, variante de reabastecimento de munição do mesmo veículo. Iniciado em 1989, o primeiro protótipo inicioiu seus testes  em 1996, com produção a partir de 1998 e IOC em 1999. Foi concebido para sobrepujar seu antecessor dando aos sul-coreanos um significativa melhoria nas capacidades de mobilidade e poder de fogo, além de superior capacidade de sobrevivência. Este veículo possui muita semelhança externa com o M109 dos EUA, podendo ser facilmente confundido por um observador desatento.

No ano de 2010 uma unidade equipada com estes obuseiros engajaram-se em um duelo com forças norte-coreanas, em um incidente conhecido como o Bombardeio de Yeonpyeong. Seis peças que retornavam de um exercício programado foram surpreendidas pela artilharia do norte, que disparou alegando que o exercício foram dirigido a território administrado por Pyongyang, causando a morte de 4 civis do sul com mais 19 feridos, além de danos materiais generalizados. O obuseiros sulistas disparam a munição que tinham armazenada nos veículos contra posições de armas do norte em retaliação. Houve um incidente de tiro com uma granada presa na peça, que foi reparada em campo e voltou a atirar num segundo momento. 2 outras sofreram danos em seus sistemas de pontaria, com apenas as 3 restantes conseguindo contra-atacar inicialmente. Foi obtida uma cadência de 1 disparo a cada minuto e meio.

O sistema K2 consiste de um tubo de 155 mm de 52 calibres (munição padrão NATO), capaz de disparar até 18 km com munição convencional, que eleva-se de -2,5 a 70 graus, além de dispor de um projétil HE assistido por foguetes a até 30 km ou um K307 com carga modular a até 40 km. Pode abrir fogo em 30 s quando posicionado ou em 60 s se em movimento. Possui sistema doppler para medição da velocidade de boca e o carregamento é automático, podendo usar as cargas padrão da OTAN ou as cargas modulares desenvolvidas localmente. O sistema pode operar 4 tipos de projéteis em 4 unidades elétricas independentes. O tubo possui um fixador de marcha operado remotamente pelo motorista.

O tubo está montado sobre um berço com 2 freios de recuo de ação hidráulica, com amortecedor interno e recuperador pneumático. O berço está apoiado diretamente no carregador, aumentando a precisão do disparo. Um freio de boca reduz o recuo sobre o sistema hidráulico e atenua o clarão do disparo, o mecanismo de recuo abre a culatra automaticamente após o disparo e recolhe os gases residuais da queima.

A luneta de pontaria para tiro indireto esta montada no lado esquerdo da torre, com proteção balística. o comandante e o artilheiro posicionam-se lado a lado no lado direito da torre, dispondo de uma metralhadora .50 para fogo defensivo com uma escotilha que se abre para trás. A torre tem um porta no lado esquerdo, existindo outra a retaguarda do chassi para acesso da tripulação e remuniciamento.


Pode disparar a uma taxa nominal de 6 a 8  disparos por minuto durante 3 minutos. A taxa de disparo sustentado é de 2 a 3 disparos por minuto durante 1 hora. Sua cadência supera em 3x a de seu antecessor. Pode disparar ainda no modo MSRI, ou seja, 3 disparos em 15 segundos, cada um com uma elevação diferente do tubo de forma que descrevem trajetórias diferentes e podem chegar ao mesmo tempo no alvo. Possui sistema automático de controle de fogo totalmente digital (AFCS) e sistema de posição de azimute modular (MAPS).

Em 2016 foi revelado o desenvolvimento de uma torre totalmente automática, com tripulação reduzida. Podem armazenar 48 disparos, e o veículo K10 ARV construído sobre o mesmo chassi que o acompanha (1 para casa 2 peças), até 104 disparos com taxa de transferência de 12 unidades por minuto, de forma totalmente automática através de acoplamento com esteira, que permite o remuniciamento em condições operacionais severas sem exposição da tripulação.





Montado sobre um chassi sobre lagartas totalmente em aço soldado com armadura (19 mm) resistente a projéteis de 14,5 mm, fragmentos de artilharia de 155 mm e minas antipessoal. O veículo pesa 47 toneladas e está apoiado sobre uma suspensão hidropneumática e 6 rodas de apoio, capaz de vencer o terreno difícil e montanhoso do território coreano, podendo alcançar até 480 km com o combustível armazenado. Mede 12 m de comprimento, 3,4 m de largura e 2,76 m de altura, trincheira de 2,8 m, obstáculo vertical de 0,75 m e 0,41 m de altura livre do solo. Suporta rampas de 60 graus e inclinação lateral de 30 graus.


O trem de força é composto por um motor de 750 kw (1000 cv) MTU MT 881 Ka-500 diesel de 8 cilindros em V, refrigerado à água, que desenvolve uma relação potência/peso de 21 cv/ton e lhe permite atingir até 67 km/h. está acoplado a uma transmissão Allison ATDX1100-5A3 totalmente automática (uma evolução da transmissão do M1 Abrams), com 4 marchas e frente e 2 a ré.

Possui ar-condicionado aumentando o conforto de tripulação e completa proteção NBC, sistema automático de supressão de incêndio, sendo operado por uma tripulação de 5 artilheiros.

Foi exportado para a Turquia onde teve sua produção local licenciada sob o nome de T-155 Firtina, totalizando cerca de 300 unidades. Existem conversações em andamento com a Finlândia, Noruega, Egito e Índia.

Bumerang 8x8




O Bumerang é fruto de uma requisição da defesa russa para um veículo sobre rodas destinado a substituir os BTR-80, BTR-82 e BTR-90 no exército vermelho, e foi desenvolvido em conjunto com outros tipos de blindados incluido IFV sobre lagartas, MBT e SPG. 

O desenvolvimento do BTR-90 no início dos anos 1990 como substituto dos BTR-80 não atendeu as expectativas devido a um custo muito maior para um veículo bem mais complexo, porém com um desempenho melhorado, porém não significativo. Foi adquirido em pequenos números e o BTR-82, um pequena melhoria em relação ao BTR-80 foi a solução temporária. O Bumerang começou a ser entregue em 2013 na forma de lote piloto e em 2015 em maior escala.








O veículo possui a configuração padrão dos veículos desta classe com motor a frete e motorista do lado esquerdo, capacidade de transposição anfíbia com 2 propulsores. Ao contrário dos BTR-80 que tinha motor traseiro e obrigava a infantaria a deixar o veículo por portas laterais com nítida desvantagem, o Bumerang possui porta de acesso traseira e escotilhas na parte superior e apesar de todos os dados ainda não serem conhecidos, deverá carregar uma tripulação padrão de 3 componentes mais um grupo de combate de 9 infantes conforme a doutrina militar russa. 

O veículo conta com tração sobre pneumáticos 8x8 e motor diesel turbo 750 cv, o mesmo do Kurganets-25 IFV com o qual compartilha vários subsistemas. Sua armadura é composta com cerâmica e será inicialmente produzido nas versões K-16 (APC) armado com uma metralhadora 12,7 mm e K-17 (IFV) armado com uma torre remotamente controlada com canhão de 30 mm e ATGWs Kornet-EM. Aceita armadura adicional, porém este acréscimo de peso pode comprometer sua capacidade anfíbia. Possui altura do solo ajustável e parte frontal em V, o que permite uma melhor resistência a explosões vindas do solo provocadas por minas e IEDs.

Pesa cerca de 25 toneladas, portanto mais leve que os Boxer alemão e o Eitan Israelense, tem autonomia de 800 km e velocidade máxima em estrada de 100 km/h. Deverá servir de plataforma para um grande número de versões como porta morteiros e ambulância, entre outras, como é comum neste tipo de blindado.






P16 Schneider AMC



O P16 Schneider AMC foi desenvolvido como um substituto melhorado do P4T 10CV "Modèle 1923", desenvolvido pela Citroen francesa e do qual foram construídas apenas 16 unidades, devido a suas limitações. A denominação AMC é derivada da expressão "auto mitrailleuse de combate" (metralhadora autopropulsada) que foi criada para burlar uma lei da época que proibia a cavalaria de usar carros de combate em 1922. O conceito do veículo semi-lagarta foi desenvolvido pelo engenheiro russo Adolphe Kégresse, e proporcionou  às unidades militares um meio dotado de excelente mobilidade para a época, através de uma esteira de metal emborrachado capaz de transpor terreno difíceis.

O P16 AMC foi construído para equipar as fileiras da cavalaria francesa, cujas unidades de pré-série foram completadas em 1925 como modelos M23 mais largos e potentes, designados M28. Eram dotados de um sistema Kégresse com polia tratora a frente e tensora atrás que também atuavam como rodas de apoio, em conjuntos com 2 bogies duplos com rodas menores emborrachadas no centro, com apenas 1 rolete de retorno. Contava com um conjunto de rodas direcionais de tamanho usual à frente, como característico de veículos deste tipo.



O chassi era dotado de uma armadura construída pela Schneider com 11,4 mm de espessura máxima, capaz de fornecer proteção contra armas de infantaria. estava potenciado com um motor Panhard P16 de 4 cilindros e 3178 cc a gasolina, refrigerado a ar e desenvolvendo 60 hp. Podia rodar a 50 km/h na estrada e 28 km/h fora dela, dependendo do tipo de terreno graças ao seu baixo peso e suspensão de bom desempenho, podendo alcançar até 250 km com seu tanque de 100 l. Podia transpor obstáculos de 0,4 m e alçar rampas com o gradiente de 40%, com seus 2 motoristas sentando-se lado a lado e equipados com direção redundante. O comandante do carro ocupava uma torre a retaguarda onde dispunha de um canhão de 37 mm e uma metralhadora Hotchkiss de 7,9 mm, em pontarias opostas. Media 4,83 m de comprimento; 1,75 m de largura e 2,6 m de altura; pesava 6,8 ton.

O M29 foi o modelo de produção, que adicionou um rolo dianteiro para superação de obstáculos de 0,5 m, além de mais um rolete de retorno da lagarta. A torre foi modificada mantendo o canhão principal e uma metralhadora coaxial de 7,5 mm. Carregava 60 cargas de HE e 40 antipessoal com mais 300 cartuchos de metralhadora com projéteis perfurantes para até 12 mm de armadura. 2 caixas laterais de armazenamento foram adicionadas na forma de paralamas, com 96 unidades entregues ao exército francês entre 1930 e 31, servindo até 1940.




Em 1932 os P16 equipavam 8 esquadrões de reconhecimento em 4 divisões. em 1937 começaram a ser substituídos pelo SOMUA S35s, com 14 unidades ainda servindo na Tunísia e o restante redistribuído a unidades de infantaria nas funções de apoio e reconhecimento. Estima-se que 54 estavam disponíveis em 1940 na Batalha da França, tendo lutado satisfatoriamente e posteriormente abandonados devido ao stress de combate. Nenhum foi capturado ou preservado.