domingo, 15 de abril de 2018

Soldado americano - 1ª Divisão de Infantaria



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Normandia, França - 1944

Pesadamente sobrecarregado com equipamentos para os desembarques anfíbios, este sargento da 1ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos veste o uniforme oliva, padrão do US Army nos teatros do Mediterrâneo e do Norte da Europa, tanto para as campanhas de verão como para as de inverno. Na parte superior, o uniforme é composto por três camadas. A base é uma camiseta de algodão, coberta por uma jaqueta leve a prova de água, na cor areia que contrasta com o verde oliva, que pode ser rapidamente abotoada.

Como se pode observar na gravura ao lado, a divisa de sargento está aposta na manga direita e a bandeira americana estampada na esquerda. 
Embora não possa ser claramente visualizado na imagem, o sargento veste ainda um colete salva-vidas, também na cor oliva, para a eventualidade de sua embarcação ser afundada pelo fogo inimigo. Para compor com a metade superior do uniforme, as calças são na mesma cor e com desenho que permite conforto e não atrapalha nos longos deslocamentos a pé. Os tornozelos são protegidos por uma longa e elástica tornozeleira, sobreposta ao coturno. O capacete de aço é do modelo US M1, portando um cinturão modelo M1923 com espaços para munição, suprimentos de primeiros-socorros e cantil. O sargento carrega ainda duas bandoleiras nos ombros, com mais munição extra.

A 1ª Divisão de Infantaria participou de diversas campanhas ao longo da Segunda Guerra Mundial mas a sua missão mais importante, e dramática, seria a conquista da praia denominada "Omaha", na costa da Normandia em 6 de junho de 1944, no contexto da "Operação Overlord", o famoso Dia D, o maior desembarque anfíbio da História envolvendo 132.000 homens, 1.213 navios e 4.126 lanchas.

Naquela cinzenta manhã, uma combinação de mar agitado, desembarque das tropas muito longe da praia e o fogo de metralhadoras alemães em uma posição elevada, causaram grande confusão entre os homens da 1ª Divisão provocando muitas baixas, com muitos sendo atingidos ainda na água e os que conseguiam chegar na areia apenas tentavam se proteger das balas que passavam sobre suas cabeças, numa situação que se prolongou por um bom tempo, transformando a área num "mar de sangue". Refeitos do choque inicial e conseguindo reagrupar, os homens da 1ª Divisão, honrando as tradições da unidade, foram aos poucos avançando sob fogo cerrado e destruindo uma a uma as defesas alemães e nos dias que se seguiram cumpriram com valentia todas as missões a eles confiadas, contribuindo para a retomada da Europa pelos Aliados e desfechando um golpe fatal no Terceiro Reich.

Soldado russo - Divisões de Infantaria



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Frente oriental - Ucrânia - 1941

Embora os russos estivessem melhor adaptados para enfrentar o cruel inverno de seu país do que os inimigos alemães, seus soldados também sofreram com os rigores do tempo, devido a problemas com vestimentas confeccionadas fora das normas adequadas. Os uniformes da infantaria eram extremamente básicos, como pode ser observado na gravura do soldado ao lado, que atuou nos primeiros meses da Operação Barbarossa. Sobre túnica e calças cáqui, ele veste o sobretudo padrão da infantaria, feito de tecido barato e sem controle de qualidade.

A cor frequentemente variava entre tons de marron escuro ou cinza. Com fecho frontal, possuía golas largas para proteger o rosto dos ventos gelados, em cujas pontas pode-se notar a insígnia, onde a listra preta indicava a patente do infante e o fundo vermelho representava a Arma na qual ele servia. As correias, o cinturão e as bolsas de munição eram todos feitos de couro. Além de uma pequena mochila de lona, com rações e pequenos objetos, este soldado carrega uma pá muito útil na escavação de trincheiras ou abrigos na neve. Está equipado com um dos primeiros rifles de assalto realmente efetivos da história: o Tokarev M1940, calibre 7.62 mm, semi-automático com pente para 15 cartuchos.

Em 22 de junho de 1941, tropas alemães invadiram o território soviético em um ataque surpresa, abrangendo toda a frente oriental, na chamada Operação Barbarossa. Precedida de um devastador ataque aéreo, que praticamente deixou no chão a força aérea soviética, quatro divisões Panzer conquistaram uma série de objetivos ao norte, o Grupo de Exércitos Central encurralou as forças russas em Bialystok e Gorodische, fazendo 300.000 prisioneiros e destruindo 2.500 tanques, porém o Grupo de Exércitos Sul enfrentou grande resistência na região da Ucrânia, onde o 5º Exército soviético contraatacou em 10 de julho, para impedir um assalto alemão à importante cidade de Kiev.

Isto obrigou Hitler a desviar tropas da frente central que estavam avançando para a capital Moscou, para reforçar a ofensiva ucraniana. O 2º Exército alemão e a 2ª Divisão Panzer, sob o comando do general Guderian, foram incumbidos de destruir o 5º Exército russo e capturar Kiev. Após algumas semanas de ferozes combates e apesar da coragem e determinação dos soldados russos, as tropas alemães haviam esfacelado diversas Divisões do Exército Vermelho, conquistando as principais cidades da Ucrânia e capturando centenas de milhares de prisioneiros. Era somente o início de uma ofensiva e os bravos soldados russos, tendo o inverno implacável como aliado, mudariam o rumo da guerra nos anos seguintes, expulsando os alemães de seu território e, num avanço fulminante em direção a Alemanha, hasteariam a bandeira soviética em Berlin.

Soldado da Infantaria - Japão



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Iwo Jima - 1945

Este soldado do Exército Imperial japonês está usando o típico uniforme de algodão cáqui, comum aos soldados japoneses que combatiam nos teatros de operação tropicais na região do Pacífico, durante a Segunda Guerra Muundial. Contudo, ele está sem a jaqueta cáqui modelo M90 que tinha golas dobradas, a parte frontal com duas fileiras de seis botões cada e bolsos nas laterais, introduzidas em 1938 em substituição às jaquetas de gola alta rígida, pois devido às altas temperaturas a que estavam submetidos era incomum vê-los vestindo as jaquetas no ambiente operacional. Este modelo de uniforme foi adotado logo após o fim da Primeira Guerra, e nos anos seguintes foram feitos os devidos ajustes para adaptá-lo às condições climáticas do Extremo Oriente. As calças eram geralmente limitadas à altura dos joelhos e a parte inferior da perna era coberta com fitas cáqui enroladas até os tornozelos, muito úteis na proteção contra as picadas de insetos que infestavam as selvas tropicais da Ásia. Calçavam então botas de couro de cano curto, chamadas tabi. Como proteção para a cabeça ele usa o quepe de campanha padrão do exército japonês, com uma alça de couro marrom para prendê-lo ao queixo e uma proteção em tecido para o sol escaldante da região na parte posterior, que podia ser removida pelo combatente. Na parte da frente do quepe havia uma estrela de cinco pontas. No transcorrer da guerra, estes quepes eram feitos com diferentes tipos de materiais, incluindo palha, enquanto outros eram pintados para fins de camuflagem e cobertos com pequenos gravetos para disfarçar seu contorno. Este quepe podia ser usado por baixo do capacete circular de aço, o qual era pintado na cor mostarda e também tinha uma estrela amarela de cinco pontas na sua parte frontal. Sua arma principal é o rifle Arisaka Mod.99, calibre 7.7 mm com carregador para cinco cartuchos, cujas diversas versões tiveram mais de 10 milhões de unidades fabricadas entre 1897 e 1945.
A coragem e a disposição de combater até a morte, características do soldado do Exército Imperial japonês durante todo o conflito, oriundas dos valores de uma cultura milenar e de uma devoção cega ao Imperador Hiroito, em nenhuma outra batalha foi tão colocada à prova quanto na que se travou pela conquista da ilha de Iwo Jima. A guerra entrava em seu quarto ano e os americanos estavam resignados que uma vitória final só seria alcançada com a invasão das ilhas do território do Japão. E para que seus bombardeiros pudessem alcançá-las seria necessário conquistar aeródromos ao longo do caminho. Nesse ponto, a ilha de Iwo Jima era estratégica para os Aliados. Situada a cerca de 1.060 km de Tóquio, tinha escassos 8 km de comprimento por 7,2 km em sua parte mais larga, e em sua ponta sul se erguia o monte Suribachi, com 170 metros, de onde se dominava a maior parte da ilha. A despeito de sua aparente pouca importância militar, Iwo Jima havia sido transformada em uma verdadeira fortaleza pelos mais de 25.000 soldados japoneses ali instalados sob o comando do general Kuribayashi.Ao longo de toda a ilha os japoneses haviam construído um labirinto de túneis, bunkers, ninhos de metralhadoras, bases para artilharia e buracos suficientes para apenas um homem. Muitas das metralhadoras estavam posicionadas com a sobreposição de suas áreas de alcance de tiro, em locais reforçados com aço, concreto e sacos de areia, que poderiam absorver as ondas de choque dos bombardeamentos americanos pré-invasão. E o planejamento do desembarque já estava pronto: a 4ª e a 5ª Divisões de Marines, tendo a 3ª Divisão como reserva, totalizando uma força com mas de 40.000 homens, tomariam de assalto as praias ao sul de Iwo Jima. Partindo dali, eles isolariam e capturariam o monte Suribachi, liberando seu caminho através da ilha, conquistando os aeródromos e subjulgando os bolsões da resistência japonesa. Pelo menos assim imaginavam. Na manhã de 19 de fevereiro de 1945, os fuzileiros americanos atacaram as praias. Por longos vinte minutos não houve qualquer reação por parte dos defensores japoneses. Kuribayashi havia instruído seus soldados a matarem pelo menos 10 americanos antes de se suicidarem pelo Imperador e que só abrissem fogo quando as praias estivessem lotadas de soldados inimigos e equipamentos desembarcados.
Como o estrondo de um trovão, o silêncio macabro foi quebrado. Então balas e bombas japonesas começaram a "chover" sobre os americanos, infringindo pesadas baixas. Para piorar ainda mais a situação, a areia negra de origem vulcânica das praias dificultava sobremaneira o avanço das tropas e impedia o progresso dos veículos. Contudo, os fuzileiros bravamente controlaram o fogo inimigo e procuraram isolar o monte Suribachi no primeiro dia. Em seguida abriram caminho da base do extinto vulcão e iniciaram uma árdua escalada. A parte alta do monte estava longe de ser um lugar seguro, mas em 23 de fevereiro uma patrulha conseguiu chegar ao topo e triunfandemente hasteou uma bandeira dos Estados Unidos, em uma cena que ficou imortalizada pelas lentes do fotógrafo Joe Rosenthal, tornando-se uma das fotos mais famosas e emblemáticas do Século XX. Embora este feito tenha levantado o moral das tropas, mais de um mês de combates encarniçados ainda estava por vir. O progresso no terreno era medido em metros. Os fuzileiros americanos rastejavam no solo arenoso para poder lançar granadas e sacolas com explosivos nas fendas dos bunkers ou nas bocas das cavernas. Os japoneses resistiam se movimentando pelas redes de túneis, lutando tenazmente e infringindo pesadas perdas aos Aliados. Lança-chamas queimavam os defensores vivos, obrigando-os a sair de suas posições entrincheiradas ou os imolando quando se levantavam. Algumas cavernas foram seladas com explosivos queimando todos que estivessem dentro. Ainda assim era difícil quebrar o ímpeto dos bravos soldados do Exército Imperial. Por diversa vezes, os japoneses prendiam cargas explosivas junto ao corpo e se lançavam contra os bem protegidos fuzileiros, detonando-as em um ataque suicida do último homem que restou naquela linha defensiva. Em 26 de março, após 36 dias de combates desgastantes, Iwo Jima foi finalmente declarada segura. As posições fortificadas japonesas na ilha foram virtualmente dizimadas. Os fuzileiros capturaram apenas 216 prisioneiros, já que os soldados japoneses preferiam lutar até a morte ou mesmo se suicidar a se render ao inimigo. O corpo do general Kuribayashi nunca foi encontrado, e acredita-se que ele possa ter cometido suicídio ou que tenha sido morto enquanto liderava um desesperado ataque final. Os americanos perderam mais de 6.800 homens mortos e mais de 17.000 feridos, mas os objetivos da "Operação Detachment" haviam sido alcançados. Porém a custo muito alto para os Aliados que encontraram pela frente um inimigo determinado, capaz do sacrifício supremo em defesa da nação do Sol Nascente.

Soldado australiano



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Norte da África - 1941

Durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, a estratégia militar da Austrália estava intimamente alinhada com a Grã-Bretanha. Em razão disso a maior parte das unidades militares australianas no período de 1940-41 foram enviadas para os fronts do Mediterrâneo e Oriente Médio, onde seriam uma parte importante das forças da Commonwealth (Comunidade britânica) na região.

A primeira ação do Exército australiano foi na Operação Compasso, uma bem sucedida ofensiva dos aliados no Norte da África. Em 14 de dezembro de 1940, embora ainda não totalmente equipada, a 6ª Divisão australiana recebeu a missão de dar apoio à 4ª Div.Indiana e capturar algumas fortalezas defendidas pelos italianos que haviam sido contornadas pela 7ª Div.Blindada inglesa durante seu avanço. A 6ª Divisão entrou em ação novamente em Bardia, no dia 03 de janeiro de 1941, conquistando mais uma posição fortificada.

Ainda que ocupada por tropas italianas em grande número, a infantaria australiana rapidamente penetrou as linhas defensivas com apoio de fogo de tanques e artilharia britânicos e foram feitos mais de 40.000 prisioneiros. Seguindo em frente, a 6ª Divisão colaborou no esforço aliado na conquista da importante cidade de Tobruk, onde mais 25.000 soldados italianos foram capturados. Após breve descanso a Divisão virou para oeste através da rodovia costeira que levava para a região da Cyrenaica, onde em 4 de fevereiro ocupou a cidade de Benghazi.

O uniforme deste soldado é representativo do vestuário utilizado pelo Exército australiano não somente na época da Segunda Guerra, mas também dos 20 anos que precederam este conflito. O item mais característico é a cobertura para a cabeça: o tradicional chapéu de feltro com abas largas, onde a aba esquerda é levantada e afixada à parte superior por um distintivo. O agasalho tem um desenho diferente com quatro grandes bolsos na frente, quatro botões de bronze para fechá-lo, com as insígnias da unidade costurada no colarinho e na manga. Ele traduz o típico soldado de infantaria australiano com suas calças cáqui terminadas por tornozeleiras de lona. Amplamente envolvido em campanhas aliadas no Norte da África, em regiões desérticas de clima sufocante, ele carrega um kit necessário para a sua sobrevivência neste ambiente hostil, além é claro do armamento individual representado pelo rifle Lee Enfield, o cinturão modelo 1908 com bolsas para munição e outros itens, e a baioneta modelo 1907.

Soldado alemão - Hitlerjugend Division



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Normandia, França - 1944


A 12ª SS Panzer Division ou Hitlerjugend Division (Juventude de Hitler) era uma divisão mecanizada das Waffen SS, conhecida como unidade de "rompimento" das linhas inimigas. Sua principal característica era ser formada basicamente por soldados nascidos em 1926, antigos membros da Juventude Hitlerista, enquanto que os oficiais eram geralmente veteranos da Frente OrientalCiente de que a Divisão deveria estar pronta para o combate o mais rápido possível, seu comandante o general Fritz Witt ignorou algumas ordens e regulamentos, focando o treinamento em cenários realísticos de combate e exercícios de fogo real. O resultado disto é que a moral dos homens da Hitlerjugend era excepcionalmente alta e o relacionamento deles com os oficiais e sargentos era bastante informal, porém baseado no respeito e lealdade mútuos.
Em março de 1944, com cerca de 20.500 homens, a Hitlerjugend foi considerada pronta para o serviço ativo e recebeu ordens para se deslocar para a região de Caen, na Normandia, onde faria parte do 1º SS Panzer Corps. A Divisão estava equipada com 81 tanques Panther, 104 tanques Panzer IV, caça-tanques Jagdpanzer IV, blindados anti-aéreos Wirbelwind, canhões autopropulsados Hummel e Wespe, além de diversos veículos menores para transporte de tropas, reconhecimento e comando.
No dia 6 de junho, quando os Aliados lançaram a Operação Overlord (Dia D), desembarcando nas praias da Normandia, a 12ª SS era a unidade alemã mais próxima do inimigo. Ao avançar na direção das praias denominadas "Sword" e "Juno" foi severamente atacada por bombardeiros aliados que causaram atrasos no deslocamento dos veículos blindados o suficiente para tirar-lhes o elemento surpresa. Com três batalhões de infantaria mecanizada e duas companhias de tanques, o general Kurt Meyer tinha ordens para deter o avanço das tropas canadenses naquele setor, preparando-lhes uma emboscada ao sul de Franqueville. Com seus homens mantendo excelente disciplina tática e demonstrando muita coragem o ataque da 12ª SS pegou os canadenses desorganizados, forçando-os a recuar para Authie com o batalhão de Meyer em seu encalço. A Hitlerjugend tomou as cidades de Authie e Franqueville, e capturou cerca de 150 soldados do regimento dos Highlanders da Nova Escócia e as tripulações do 27° Regimento de Tanques. A despeito da ferocidade dos contra-ataques da 12ª SS em toda aquela frente de combate sob sua responsabilidade, a Divisão falhou em não conseguir pressionar as forças aliadas de volta à praia.
Combatendo em um estreito perímetro defensivo nas cercanias de Caen, o que restava da 12ª SS estava sofrendo, como o resto do Exército alemão, com a escassez de munições, suprimentos e combustíveis. Mesmo com todas as dificuldades os membros desta valorosa unidade continuariam combatendo na região da Normandia até setembro de 1944 perdendo no período cerca de 12.000 homens entre mortos, feridos ou desaparecidos. Após um breve descanso e recompletamento, a Divisão Hitlerjugend ainda combateria o US Army na Batalha do Bulge e enfrentaria o Exército Vemelho nas proximidades de Budapeste, na Hungria. Em 1944 os uniformes camuflados já eram amplamente usados por unidades do Exército alemão, embora a maioria com status de tropas de elite. Este soldado da Hitlerjugend Division está vestindo um jaleco e calças com padrão de camuflagem italiano, com o capacete também coberto com tecido na mesma padronagem. No período final da guerra era comum ver unidades alemães utilizando uniformes fornecidos pelos italianos, uma vez que a sua debilitada capacidade industrial já não conseguia atender a demanda de seu Exército. Ele carrega uma metralhadora MG 42, de 7,92 mm, que ficou famosa por sua confiabilidade, robustez, facilidade de manuseio, mas principalmente por sua capacidade de produzir e manter um impressionante volume de fogo.

Sargento da 101ª Airborne Division - Estados Unidos



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Europa - 1944 / 1945

O Exército americano tinha originalmente duas patentes para seus Oficiais não Comissionados (NCO, sigla em inglês): cabo e sargento. Porém, já nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial a patente de sargento possuía cinco subdivisões. Mas nem sempre era fácil identificar a patente de um sargento pelas suas divisas, embora os que tivessem especializações técnicas traziam um "T" sobre elas. O soldado ao lado é um sargento grau 4 e está usando o uniforme especialmente desenhado para as tropas paraquedistas americanas introduzido no início de 1940. O uniforme padrão para saltos era composto de duas peças, com a jaqueta e as calças na cor verde-oliva, com seções de tecido reforçado à altura dos joelhos. Ao invés de usar o capacete específico dos paraquedistas (mais curto na parte de trás para evitar traumas no pescoço durante os saltos) este veste o capacete padrão M1 das demais unidades do US Army, criado em 1941. Paraquedistas americanos, diferentemente de seus pares alemães e britânicos, não usavam a túnica longa, mas em compensação se utilizavam de um colete com diversas tiras de lona extendo-se sobre o uniforme, onde podiam ser afixados diversos tipos de equipamento. Na parte de cima da manga direita foi bordada a bandeira americana para facilitar sua identificação junto a população local e no alto da manga esquerda está o emblema de sua unidade, a lendária "águia gritando" ("Eagle Screaming", que era a mascote de um regimento da Iron Brigade durante a Guerra Civil Americana) em fundo preto, com a palavra "Airborne" na parte de cima. Sua arma é uma carabina M1A1, calibre .30, em sua versão Para, com coronha dobrável.
Os homens da 101ª Airborne Division tiveram atuação destacada em algumas das principais batalhas no teatro de operações europeu. No desembarque Aliado na Normandia ("Dia D") em 6 de junho de 1944, um dos objetivos dos paraquedistas da 101ª era proteger as quatro saídas da "Utah Beach", entre as localidades de St Martin-de-Varreville e Pouppeville, garantindo uma rota segura para a 4ª Divisão de Infantaria deixar a praia ao fim daquela manhã. Outros objetivos incluiam destruir uma bateria de artilharia alemã em St Martin-de-Varreville, capturando alguns prédios próximos a Mésières, que acreditavam estar sendo usados pelos inimigos como alojamentos e posto de comando; capturar o entroncamento do rio Douve próximo a cidade de Carentan, capturar duas passarelas para pedestres neste rio na altura de La Porte; e destruir as pontes da rodovia em Saint-Côme-du-Mont, garantindo o controle do vale do rio Douve. Sua missão secundária era proteger o flanco sul do VII Corpo de Exército e para isto destruiram duas pontes ao longo da rodovia para Carentan e uma ponte férrea a oeste da cidade. Neste processo as unidades da 101ª causaram a interrupção das comunicações alemães, provocando confusão entre as tropas inimigas, estabeleceram bloqueios para dificultar a chegada de reforços nazistas às praias da Normandia e asseguraram uma linha defensiva entre a "cabeça de praia" e a cidade de Valognes. Seus homens haviam sido lançados atrás das linhas inimigas nas primeiras horas do dia 6 e sua ação foi fundamental para o êxito da invasão Aliada naquele setor.
Entre 17 e 25 de setembro de 1944, a Divisão participou, integrando o VIII Corpo Aerotransportado, da Operação Market Garden cujo planejamento previa a captura de diversas pontes ao longo da rodovia 69 sobre os rios Maas e Reno na Holanda, criando um corredor por onde unidades blindadas britânicas flanqueariam a linha defensiva alemã, a "Siegfried Line" (uma cadeia de fortificações na fronteira com a França, construída antes da guerra), avançando rapidamente em direção ao nordeste da Alemanha, cercando o vale do Ruhr coração industrial dos nazistas, no intuito de acelerar o fim da guerra. No início a 101ª encontrou pouca resistência e alcançou a maior parte de seus objetivos, contudo a demolição pelo inimigo de seu objetivo principal a ponte sobre o canal Wilhelmina, atrasou seu avanço. Para compensar, tentou sem sucesso a captura de outra ponte, em Bestalguns quilômetros adiante, pois desta vez esbarrou em uma determinada resistência da infantaria alemã com apoio de tanques. Outras unidades também encontraram forte oposição e só restou aos Aliados retirar seus paraquedistas de lá o quanto antes, o que ocorreu nos dias 25 e 26 de setembro. Este longo setor da rodovia de responsabilidade da 101ª ficou mais tarde conhecido como a "Rodovia do Inferno".
Mas seu teste em combate mais difícil ainda estava por vir. Entre dezembro de 1944 e janeiro de 1945 os paraquedistas da 101ª teriam que defender a qualquer custo os entroncamentos rodoviários da cidade belga de Bastogne, durante a Batalha do Bulge. Na região de florestas das Ardenas, Hitler havia concentrado mais de 275.000 homens, centenas de tanques e perto de 2.000 peças de artilharia numa última tentativa desesperada de conter o avanço Aliado pelo oeste e ganhar tempo para se defender da ofensiva soviética pelo leste. Portanto a manutenção do domínio sobre este ponto estratégico pelos americanos era fundamental para negar aos alemães o uso desta rede de rodovias e atrasar seu avanço consideravelmente. Em 17 de dezembro a vanguarda das forças nazistas chegou às portas da cidade. Incapaz de capturá-la com um assalto direto, os alemães optaram por contorná-la. Cercados, os paraquedistas da 101ª protegeram suas posições em Bastogne com unhas e dentes, apesar de estarem sem apoio de fogo pesado e com poucos suprimentos. No dia 22, com os americanos quase no limite de suas forças, o mau tempo, que tanto tinha beneficiado os alemães, começou a melhorar permitindo não só que as aeronaves aliadas lançassem os tão desesperadamente necessários suprimentos, como também restabelecessem a superioridade aérea dos Aliados. Finalmente a ajuda aos valentes defensores da cidade estava a caminho. Um dia depois do Natal de 1944, como um presente, as tropas do Terceiro Exército liderado pelo general George Patton romperam o perímetro alemão e a sua ponta de lança, a 4ª Divisão Blindada fez contato com a 101ª Airbone Division. A heróica defesa de Bastogne selou o destino da ofensiva alemã. Menos de cinco meses depois, Hitler cometeria suicídio e a guerra na Europa chegaria ao fim.

paraquedista italiano



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Norte da África - 1941/1942

A Itália foi um dos pioneiros no treinamento e emprego de forças paraquedistas, formando uma unidade experimental em 1927 e contando com algumas companhias operacionais já em 1938. O capitão visto aqui utiliza um uniforme com novo estilo, especial para estas tropas, introduzido em 1942. Embora o padrão de camuflagem do sobretudo nas cores ocre, verde e mostarda escuros possam lembrar padrões britânicos, na realidade é a combinação das cores usadas nas jaquetas de combate do Exército italiano com as cores das túnicas usadas nas regiões saharianas.

As calças são em tom cáqui e podiam ser presas na altura dos tornozelos para não atrapalharem no momento do salto. Era comum também o uso de protetores acolchoados para os joelhos, feitos em couro. O capacete em aço, com desenho especial para as tropas paraquedistas, possui uma amarração que envolve o pescoço e passa por baixo do queixo deixando-o bem firme sobre a cabeça do combatente. O cinturão, as bolsas e o porta-mapas são todos em couro e padrão do Exército. Sua arma é uma sub-metralhadora Beretta M38A, um equipamento comum a todas as unidades de elite das forças italianas à época.

Os paraquedistas italianos durante a Segunda Guerra participaram da campanha do Eixo (Alemanha, Japão e Itália) no norte da África, integrando as forças conjuntas, sob o comando do general Erwin Rommel, conhecido como a "Raposa do Deserto", pela astúcia e inteligência com que conduziu o Afrika Korps naquela região, respeitado tanto por seus homens quanto pelos inimigos. As primeiras tropas desembarcaram no continente em fevereiro de 1941, na Líbia, e logo Rommel percebeu que as tropas inglesas ali estacionadas encontravam-se fragilizadas, ordenando um ataque em três frentes: ao norte para Benghazi, a nordeste para Msus e Mechili, e a leste para Tengeder, a fim de cortar as linhas de suprimento dos ingleses.

As tropas aliadas, apesar de terem lutado muito e tentado alguns contra-ataques, não tiveram outra alternativa a não ser recuar para se reagruparem. Em 14 de abril de 1941, italianos e alemães haviam penetrado o perímetro da cidade de Tobruk, um porto de alto valor estratégico para garantir o abastecimento das tropas, mas a guarnição inglesa que a defendia resistiu bravamente, embora encurralada. Os suprimentos e reforços recebidos por mar permitiram aos Aliados manter sua posição em Tobruk até o verão seguinte. Então em 20 de junho de 1942, Rommel resolveu concentrar seus esforços na conquista da cidade e lançou uma ofensiva através do setor sudoeste, após forte bombardeio aéreo de efeito devastador, e por volta do meio-dia suas tropas já haviam conquistado o aeródromo e empurrado os Aliados para oeste. Após esporádicos combates dentro da cidade ao longo de toda a madrugada, ao amanhecer do dia 21 já haviam eliminado quase todos os focos de resistência. O general sul-africano que comandava as tropas aliadas se rendeu, deixando o caminho para o Egito aberto para o avanço das tropas do Eixo.