domingo, 15 de abril de 2018

Soldado iraniano



Atuação: Guerra Irã-Iraque - 1980

Na Segunda Guerra Mundial a simpatia do Irã pela Alemanha nazista determinou a ocupação do país por ingleses e soviéticos em 1941. O xá Reza Khan foi forçado a abdicar em favor de seu filho, Reza Pahlevi, que pôs o Exército iraniano a serviço da causa dos Aliados. No começo dos anos 60, iniciou-se um amplo programa de modernização do país e de suas Forças Armadas. Com os recursos do petróleo, o Irã recorreu principalmente aos Estados Unidos para reequipá-las com carros de combate M-48 e M-60, veículos blindados de transporte de tropas (VBTT), artilharia, armamento antitanque e antiaéreo.
Os quadros do Exército foram ampliados, chegando a 150.000 soldados regulares e mais de 400.000 reservistas. Mas o autoritarismo do xá, perseguindo líderes religiosos e reprimindo a oposição, desetabilizou seu governo, fazendo com que o descontentamento popular fosse generalizado e provocando a sua queda do poder em 1979. Os nacionalistas islâmicos, liderados pelo aiatolá Khomeini, e que foram recebidos com festa nas ruas, implantaram um regime que adotava os preceitos ortodoxos da seita xiita, num ambiente de fanatismo religioso. No início, o Irã passou a receber ajuda da União Soviética, mas logo as relações foram cortadas e houve execuções em massa de comunistas e membros da oposição.
O novo governo adotou atitudes agressivas também em relação aos EUA, que haviam dado asilo político ao xá Reza Pahlevi e se negavam a extraditá-lo. Em 1980, tentando aproveitar-se da confusão reinante nas Forças Armadas do inimigo, os iraquianos invadiram o Irã, assumindo o controle do rio Chatt-el-Arab que divide os dois países e é a única saída do Iraque para o mar. Foi o início de uma guerra sangrenta que duraria oito anos, mas que serviu para unificar as forças iranianas contra um inimigo comum.
Apesar de terem seus oficiais substituídos por expurgos ou deserções e de não contarem com equipamentos pesados dos EUA ou da URSS, as tropas iranianas revelaram extraordinário espírito de combate. O conflito com o Iraque era considerado uma "guerra santa" e os soldados nas frentes de batalha recebiam chaves de plástico, para que segundo a doutrina xiita, abrissem as portas do Paraíso para aqueles que morressem no "combate aos infiéis". A vanguarda do Exército iraniano era constituída pelo Pasdaran - Corpo de Guarda Revolucionária - com cerca de 150.000 xiitas ortodoxos. Dividido em batalhões, o Pasdaran atuava como ponta-de-lança, em conjunto com as brigadas.
Diferindo de seus adversários iraquianos, que normalmente tinham uniformes em brim cáqui, as Forças Armadas do Irã costumavam usar a cor verde-oliva, embora muitos combates ocorressem em regiões semidesérticas, onde esse tom sobressai bastante. O capacete deste soldado do Corpo de Guarda Revolucionário é o US M1 e a bandoleira parece basear-se em modelos britânicos. As armas incluem o fuzil de assalto alemão H&K G3, de 7.62 mm.

Soldado do Exército iraquiano


Atuação: Guerra Irã-Iraque - 1980

Em setembro de 1980, o Iraque começou uma guerra com o Irã, tendo como estopim conflitos de fronteira, onde os iraquianos reivindicavam a posse de territórios e a navegação pelo rio Chatt-el-Arab única saída de seu país para o mar. O dinheiro proveniente da grande produção de petróleo possibilitou ao Iraque a aquisição de todo equipamento necessário para armar seus soldados.

Seu Exército possuía um contingente de 180.000 homens e 250.000 reservistas, organizado em quatro divisões de blindados, com 2.000 blindados pesados de fabricação soviética, duas mecanizadas, quatro de infantaria, além das brigadas de forças especiais e da Guarda Republicana. Apesar de alguns êxitos iniciais, os iraquianos se viram diante de um inimigo com determinação fanática e uma bravura quase suicida e tiveram que sustentar longas e custosas batalhas, com pesadas baixas para ambos os lados.


Em meados de 1983 o Iraque já se encontrava em posição defensiva, preocupado apenas com os contra-ataques do Exército iraniano. Esta situação perdurou até 1988 quando a guerra terminou, sem a conquista dos objetivos desejados por Saddam Hussein. Apesar do apoio soviético, o mau desempenho das tropas iraquianas demonstrou as muitas fraquezas de seu Exército como instituição de combate, que novamente se evidenciaria naGuerra do Golfo, em 1990, quando as forças aliadas, sob o comando dos EUA, precisaram de somente 100 horas de combate para libertar o Kuwait.


O militar, cabo do Exército iraquiano, usa uniforme leve de brim cáqui, adequado ao clima da região onde se travou a guerra Irã-Iraque. Suas botas de lona e borracha são também leves e apropriadas para o deserto. As duas listras na manga indicam o posto e a águia dourada do emblema na frente da boina é o símbolo nacional do Iraque. A maioria das armas e do equipamento era fornecida pela ex-União Soviética, fabricante do fuzil de assalto AKMS de 7.62 mm e dos bolsos carregadores presos ao cinto.

Soldado do Exército indiano



Atuação: Guerra Indo-Paquistanesa - 1965

Após libertar-se da Grã-Bretanha em 1947, o novo Estado indiano herdou numerosos regimentos (dos siques, dos gurcas e dos rajputs, entre outros) que ostentavam longa tradição militar a serviço do império britânico. Os líderes da Índia não pretendiam se desfazer das melhores características dessas tropas, mas o Exército longe de ser um símbolo de unidade, era recrutado a partir de segmentos restritos da sociedade, com uma reputação de instituição elitista, nada boa num país marcado por disputas separatistas religiosas e territoriais.

Apesar da perspectiva de guerra com o Paquistão que desaconselhava mudanças bruscas no Exército, o governo decidiu que as Forças Armadas deveriam refletir a nação livre e determinou que as novas unidades, como o Regimento paraquedista, abrisse o alistamento a qualquer indiano, sem restrições. No confronto indo-paquistanês de 1948 as tropas indianas demonstraram confiabilidade, mas cometeram falhas na guerra fronteiriça com a China em 1962 permitindo que o inimigo ocupasse com facilidade as áreas disputadas. Este fato desencadeou novas mudanças no Exército indiano, que teve seu contingente duplicado mantendo-se a sua característica profissional, transformando-se num misto dos povos e das castas da Índia.

A reorganização atingiria sua maturidade em 1965, na guerra com o Paquistão, apoiada numa política em que todas as minorias tinham acesso às listas de promoção e na divulgação de atos de bravura das novas unidades recrutadas. Tendo feito seu batismo de fogo em 1965, o Exército indiano alcançaria em 1971 extraordinário sucesso contra um já dividido e desequilibrado Paquistão. Nessa campanha ficaram demonstrados seu alto moral e sua estrutura de exército moderno. Com velocidade de movimentação de tropas, adaptabilidade e uso freqüente de ataques sustendados por helicópteros, o Exército indiano era uma instituição altamente desenvolvida, de posse de técnicas e armamentos modernos.

Este soldado sique é membro de um regimento regular do Exército indiano. Mesmo assim ele traz a tradicional pulseira de aço sique no braço direito, bem como um turbante verde-oliva com uma faixa por baixo, o que igualmente identifica seu povo. Também verde-oliva é o uniforme, com cinturão padrão do equipamento britânico de 1937e as tornozeleiras cobrem parte dos coturnos. Refletindo ainda a herança militar do colonialismo britânico na Índia, o fuzil é um Lee Enfield n°1 MkIII, com a baioneta afixada.

Soldado do Exército Brasileiro



Atuação: Missões de Paz da ONU - 2014

O Brasil, por sua reconhecida vocação pacifista e conciliadora, desde a criação da Organização das Nações Unidas (ONU) comprometeu-se a colaborar com as operações desenvolvidas por esta instituição na manutenção da paz, participando ativamente da resolução de conflitos no exterior. Logo após o témino da Segunda Guerra, militares brasileiros fizeram-se presentes nos acontecimentos que convulsionaram a Grécia, participando da UNSCOB, de 1947 a 1951. No Oriente Médio, em duas ocasiões, soldados brasileiros estiveram em ação. Na segunda dessas missões, a partir de 1967, o Brasil enviou para a região cerca de 600 homens que formavam o "Batalhão Suez", ficando acantonados próximo ao Canal de Suez. Esta missão da ONU durou dez anos, com os "capacetes azuis" passando por momentos de extrema tensão, mediando conflitos entre árabes e israelenses. Na mesma época o país integrou a Força Interamericana de Paz criada para mediar uma guerra civil que assolava a República Dominicana. Assim, em maio de 1965, aviões da Força Aérea Brasileira pousavam em São Domingos levando a FAIBRAS, que por 16 meses manteria cerca de 1.200 homens em regime de revezamento semestral, em uma experiência que resultou bastante valiosa em virtude da infraestrutura de apoio montada em termos de comunicações, logística e emprego do transporte aéreo em larga escala.
Passados vinte anos sem atuar além de nossas fronteiras, tropas brasileiras cruzaram o Atlântico em direção à Angola, iniciando sua participação nas UNAVEM I, II e III, no período e 1989 a 1997, para acabar com os sangrentos conflitos na região e fiscalizar a saída das tropas cubanas que apoiavam uma das facções. Foram mais de 1.000 homens das Forças Armadas que se revezaram a cada semestre para executar esta missão que durou quase nove anos. Em Angola houveram baixas fatais entre os brasileiros no cumprimento do dever, mas isso não modificou o comportamento de nossos homens, que eram carinhosamente chamados pela população local "amigo bolacha", devido ao hábito de repartirem suas rações com famintos habitantes atingidos pela guerra civil. Do outro lado do continente africano, Moçambique viveria uma situação semelhante. A ONU então providenciou a criação da ONUMOZ em 1992 e o Brasil a princípio enviou apenas observadores militares que inspecionavam os acampamentos de refugiados, porém dois anos mais tarde já havia o Contingente do Brasil em Moçambique (COBRAMOZ), com o valor de uma companhia. Nossos soldados estiveram ativamente envolvidos na desmobilização de grupos combatentes, apreensão e destruição de armamentos, e distribuição de alimentos e água em ações sociais. Na Europa, a escalada da violência na antiga Iugoslávia levou à intervenção da ONU e observadores militares brasileiros tomaram parte em diversas missões tais como a UNPROFOR (1992-95), UNCRO (1995-96), UNPREDEP (1995-99) e UNMOP (1999-2002), participando de patrulhas intensivas, identificação de armamentos e intermediação de infindáveis negociações entre ferozes inimigos.
No continente americano, desde o final dos anos 80, foram inúmeras as participações brasileiras em missões de paz ou de observação, como a ONUCA (1989-1992) na Nicarágua, a ONUSAL (1991-92) em El Salvador, MINUGUA (1994-2000) na Guatemala e MOMEP (1995-99) na fronteira Equador-Peru. Depois de seis anos e o envio de 12 contingentes, encerrou-se a participação brasileira em três missões da ONU no Timor Leste, no sudoeste da Ásia, onde o Brasil executou um papel fundamental quanto à transformação daquela pequena ilha em uma nação independente, auxiliando na organização das instituições, colaborando com profissionais das mais diversas áreas e criando um ambiente seguro para o funcionamento da estrutura implantada. Atualmente nossos capacetes azuis enfrentam seu maior desafio: a participação destacada na MINUSTAH (Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti) onde desde 2004 homens de nossas três Armas, em regime de revezamento semestral, têm a função de proporcionar um ambiente seguro e estável nos campos de segurança pública, direitos humanos e apoio ao processo político, em escopo que abrange outros setores como o policial civil, eleitoral, assuntos humanitários, desmobilização, desarmamento e reintegração, entre outros. Passados dez anos, é sem dúvida o nosso maior e mais amplo envolvimento em uma missão militar no exterior, com enormes desafios nas áreas de logística, comunicações e desdobramento das tropas na capital e principais cidades do Haiti. Pelas características do soldado brasileiro, forte no momento do combate mas amistoso e condescendente com a sofrida população civil em áreas de conflito, coube sempre a um general brasileiro o posto de comandante geral (Force Commander) de todos os contingentes internacionais que compõem a MINUSTAH.
Exército Brasileiro há alguns anos iniciou uma série de estudos visando dotar o combatente brasileiro de equipamentos mais modernos e sofisticados, conjugados com uma melhor capacidade de comunicações e uma maior consciência situacional, proporcionada pelo acesso on-line às informações no teatro de operações. Assim nasceu o projeto Combatente Brasileiro do Futuro (COBRA), que nesta etapa inicial compreende a aquisição de equipamentos em pequenas quantidades para serem testados operacionalmente em unidades integrantes das Forças de Ação Rápida (FAR) e tropas especiais do Exército. Neste contexto destacam-se o recebimento de: novo fuzil de assalto Imbel IA2 calibre 5.56 mm, rádios de comunicação individuais, designador laser, monóculos e binóculos de visão noturna, equipamentos de proteção individual como óculos balísticos, cotoveleiras e joelheiras, colete de proteção balístico nível III-A, novo capacete modelo ACH Cobra 1, cantil flexível, novo suspensório com mais compartimentos e mudanças no desenho e material de confecção dos uniformes, enquanto prosseguem os estudos para a adoção de um novo padrão de camuflagem.

Soldado da 1a. Divisão de Cavalaria Aerotransportada - EUA


Atuação: Guerra do Vietnã - 1966

A 1a. Divisão de Cavalaria Aerotransportada dos Estados Unidos foi constituída em julho de 1965, com o objetivo de integrar helicópteros nas operações de uma divisão completa e representou uma experiência única quanto ao emprego de uma formação aerotransportada autônoma e de grande porte.

Com efetivo de 16.000 homens, organizados como uma divisão de infantaria, porém apoiada por um grupo de aviação de 400 aeronaves, que podiam carregar de uma só vez três dos oito batalhões da Divisão. Consideradas de elite, essas tropas eram as primeiras a ser engajadas em combate e sua habilidade de localizar e desbaratar focos da guerrilha inimiga foi vital.

Sua primeira missão no Vietnã foi atacar uma forte concentração do Exército norte-vietnamita (ENV) no vale de Ia Drang, onde infligiu 2.000 baixas ao inimigo, com a perda de apenas quatro helicópteros. Na ofensiva do Tet, atuou como ponta-de-lança com o objetivo de socorrer a cidade de Khe Sanh. Porém sua maior operação foi a invasão do Camboja, em maio de 1970, onde foi a vanguarda aérea das forças de assalto sul-vietnamitas.

O kit do soldado da Cavalaria Aerotransportada assemelha-se bastante ao das demais tropas americanas durante a Guerra do Vietnã. Um uniforme de campanha simples, de algodão, é usado em conjunto com botas de nailón e couro, próprias para a selva, e capacete de aço M1 com cobertura camuflada (note-se dois frascos de repelente presos à tira do capacete).

O equipamento do cinturão segue o padrão M56, que inclui granadas de fragmentação M26AI e sacolas com pentes para a metralhadora M60. O fuzil é um M16A1, rigorosamente testado no Vietnã, onde provou ser um equipamento eficiente. Uma característica interessante é a argola, afixada sobre a tira do ombro esquerdo, destinada às operações de descida de helicópteros.

Marines - EUA


Atuação: Guerra do Vietnã - 1968

Formado em 1775, o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos tem uma longa e notável carreira como uma das mais destacadas forças de combate do mundo. Os marines projetaram-se durante a Segunda Guerra Mundial, quando agiram como ponta-de-lança da campanha americana no Pacífico e firmaram sua reputação de impetuosidade. Neste período seu contingente atingiu quase meio milhão de homens, contando com suas próprias unidades de apoio blindado, naval e aéreo.
Seu papel primordial tem sido agir como Força de Deslocamento Rápido, pronta para entrar em ação a qualquer momento. E assim foi na Guerra da Coréia onde os marines estavam entre os primeiros a entrar em luta na defesa do perímetro da cidade de Pusan, em julho de 1950. Depois do conflito coreano, o primeiro envolvimento militar em escala completa dos Estados Unidos ocorreu em 1965, quando os fuzileiros travaram guerra de infantaria contra os vietcongues e o Exército norte-vietnamita nas selvas e arrozais do Vietnã do Sul.
ofensiva do Tet de 1968 intensificou a luta de guerrilha e em pouco tempo os marines estavam envolvidos, principalmente em Khe Sanh e em Hue. No fim de janeiro a isolada base de fogo dos marines em Khe Sanh foi sitiada por mais de 20.000 soldados inimigos, que mantiveram um constante fogo de artilharia por mais de dez semanas. Na cidade imperial de Hue, os vietcongues conseguiram defender a área da cidadela, e os marines foram incumbidos de expulsá-los.
Ocorreram então, durante 24 dias, terríveis combates de rua, que deixaram 5.000 vietnamitas mortos nas suas ruínas. Apesar dessas vitórias, o desgaste externo e a opinião pública interna levaram os Estados Unidos a iniciar, em 1968, o processo de retirada do Vietnã. Desde então, o Corpo de marines tem demonstrado seu valor em várias ocasiões como na intervenção da ONU no Líbano, em 1982, na ilha de Granada, em 1983, no Panamá, na Somália e especialmente na Guerra do Golfo, em 1990.

A ilustração mostra um marine típico do período da ofensiva do Tet. Entre as características especiais do uniforme estão aberturas para fixação de folhagens na cobertura camuflada do capacete (além de um frasco de repelente de insetos preso na correia); colete à prova de balas, com facão suspenso e botas de náilon e couro. Além de uma ferramenta para escavação de trincheira, a pesada mochila inclui calça reforçada extra e jaqueta, impermeáveis; vê-se também um maço de cigarros. Como muitos soldados que combateram no Vietnã, este carrega três cantis de água; lembrando a estação do ano, uma árvore de Natal em miniatura. O armamento consiste na M60, de 7.62 mm, metralhadora muito usada na guerra. Utilizavam também o famoso fuzil M-16, com tiro automático, morteiros e granadas, estas últimas altamente eficazes no combate casa a casa que caracterizou a batalha de Hue.

Fuzileiro Naval - Brasil



Atuação: Litoral e rios do país

O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) tem longa história, iniciada em 1808, quando da chegada de D.João VI e de sua corte ao Rio de Janeiro, trazendo consigo alguns destacamentos da Brigada Real da Marinha portuguesa. Logo esta unidade alistaria brasileiros e no início de 1809 venceria a Campanha das Guianas, lutando contra invasores franceses que pretendiam se apoderar do Amapá. Atuariam de forma decisiva na consolidação da independência (1822), nas guerras do Prata (1825 e 1864), na Guerra do Paraguai (1864-1869) e mais recentemente integrando Forças de Paz da ONU na República Dominicana, em Moçambique e em Angola. Integrante da Marinha do Brasil, o Corpo de Fuzileiros ocupa posição de elite nas Forças Armadas brasileiras.
Em tempo de guerra, está preparado para a defesa das fronteiras marítimas e fluviais, e para o ataque por meio de operações anfíbias de desembarque, contando para tanto com o apoio de mergulhadores de combate, veículos blindados, baterias antiaéreas e helicópteros. Em tempo de paz, desempenha tarefas ligadas à segurança nos mares, portos e instalações da Marinha, vigilância das fronteiras e assistência às populações ribeirinhas. O Comando de Apoio se encarrega das atividades de formação e instrução de tropas e no campo logístico, de pesquisar e desenvolver técnicas para utilização, manutenção e reparos do material das Forças de Desembarque.
Já o Comando de Operações Navais controla a Força de Fuzileiros da Esquadra(FFE) e suas unidades operativas, sempre prontas para a ação. A FFE está encarregada das operações terrestres de caráter naval e age integrada às demais Forças, concentrando unidades de Infantaria, Artilharia, Engenharia, Reconhecimento Anfíbio, Comunicações, Blindados e Viaturas Anfíbias. As principais unidades estão instaladas estrategicamente em todo território nacional, no litoral, de Belém ao Rio de Janeiro e nas regiões fluviais da Amazônia ao Pantanal. As atividades de adestramento do CFN são contínuas e vão de pequenas frações operativas até exercícios conjuntos, que reúnem todos os componentes da FFE. Os ciclos anuais de treinamento culminam na Operação Dragão, realizado a cada ano em uma praia diferente, obtendo alta eficiência estratégica.
Este fuzileiro naval usa uniforme e equipamentos adequados para as operações anfíbias. O armamento é leve, moderno e eficiente, permitindo-lhe deslocamento rápido e adoção de avançadas estratégias de guerra anfíbia, como ocupação de cabeças-de-praia ou operações conjuntas com outras unidades. No cinturão carrega cantil, sabre, estojo de primeiros socorros, carregador para fuzil, faca de combate e granadas defensivas-ofensivas. O fuzil é o FAL de 7.62 mm, atualmente substituído pelo americano M-16.