quarta-feira, 6 de junho de 2018

Altay MBT




O Altay é o primeiro MBT desenvolvido especialmente para equipar o exército turco  pelo governo daquele país, baseado no projeto do K2 sul-coreano e sob assistência técnica da Hyundai Heavy Industries. Seu projeto começou em 2005 com a conclusão da fase conceitual em 2010, com o primeiro protótipo apresentado em 2015; concebido para fazer frente aos mais modernos MBTs do mundo. A Otokar é a contratante principal com a Roketsan ocupando-se da blindagem e MKE o armamento e subsistemas. Está prevista a aquisição de 1.000 unidades em 4 lotes de 250 tanques cada. A Arábia Saudita manifestou a intenção de adquirir o veículo.

Apresenta linhas mais limpas em relação ao seu projeto base sul-coreano, apresentando casco mais longo e uma roda de apoio a mais, com a torre de concepção totalmente turca atendendo a requisitos deste exército. Mede 10,3 m de comprimento; 3,9 m de largura; 2,6 m de largura e Pesa 65 ton. Pode vadear a 1,2 m e 4,1 m com preparação. Supera trincheiras de 2,8 m; obstáculo vertical de 1 m; rampas de 60% de inclinação e inclinação lateral de 30%.



Está potenciado com um motor diesel MTU 883 V12 de 1.500 HP a 2.700 rpm (1.800 hp nos lotes finais, com motor turco) montado tradicionalmente a traseira, acoplado a transmissão automática Renk HSWL 295TM, podendo desenvolver uma velocidade máxima de 70 km/h com autonomia de 500 km. A suspensão é do tipo hidropneumática a qual assenta o veículo sobre sete rodas de apoio, com polia tensora a frente a tratora na parte de trés junto ao motor. Está sendo considerada a adoção de um motor elétrico para reduzir sua detectabilidade em ação. A relação peso/potência é de 23,07 hp/ton.



Está armado com um canhão principal de alma lisa Rheinmetall de 120 mm e 55 calibres fabricado localmente, montado na torre, uma metralhadora de 7,62 mm controlada remotamente e uma metralhadora de 12,7 mm para fogo antiaéreo. Transporta 40 cargas de 120 mm armazenas em separado à tripulação, 10.000 cargas de 7,62 mm e 3.200 cargas de 12,7 mm. Lançadores de granadas fumígenas com 16 cargas, em 8 lançadores. Possui avançado sistema de controle de incêndio e explosão, visores termográficos e intensificadores de visão noturna, além de completo sistema de proteção NBC. Possui sistema de gerenciamento de campo de batalha e tem capacidade de tiro antiaéreo com a arma principal.




Chivunk




O Chivunk é um veículo leve de concepção tubular, de altíssima mobilidade tática e estratégica, destinado a equipar tropas aerotransportadas. Uma aeronave KC-390 ou C-130 podem transportar quatro deles, podendo ser lançados do ar. Seu projeto tem origens em 2003 quando o Exército Brasileiro iniciou estudos para um veículo deste tipo. Após a construção de um protótipo conceitual ARANHA, foi contratada a empresa Columbus (ex-integrantes da Engesa) para desenvolve-lo, que optou por um projeto totalmente novo.

O primeiro protótipo foi construído pelo Arsenal de Guerra/SP e apresentado em 2006 ao alto comando. Após longa avaliação pelo CAEx na Marambaia, foi assinada em 2012 sua homologação. Provando ser superior ao projeto similar GAÚCHO desenvolvido com os argentinos, este veículo poderá cumprir missões de suprimento, transporte, reconhecimento, evacuação de feridos e comando e controle em qualquer tipo de terreno em apoio a tropas leves e em operações especiais. Possui construção totalmente lastreada no parque industrial brasileiro.



Está potenciado com um motor MWM de 4 cilindros e 105 hp, desenvolvendo 120 km/h e pesando 2,3 ton em ordem de marcha. Possui suspensão independentes e tração 4x4, podendo carregar 1/2 ton de carga além de transportar outras 1/2 ton em uma carreta de reboque. Mede 4,32 m de comprimento; 2,25 m de largura e 1,85 m de altura sem reparo. A distância entre eixos é de 2,7 m e pode operar com 60% de rampa vertical e 40% de inclinação lateral, transpor vaus de 0,5 m e obstáculo vertical de 0,30 m. 

Pode transportar uma metralhadora ou uma ATGW em reparo montado na parte superior da viatura. Pode ainda rebocar um morteiro de 120 mm ou um obuseiro Oto Melara de 105 mm. 




Marder IFV




O Marder IFV é um veículo desenvolvido para equipar a infantaria mecanizada do exército alemão e acompanhar o MBT Leopard I nos campos de batalha, substituindo o Schutzenpanzer Lang HS.30. Seu desenvolvimento começou em 1960, sendo as primeiras unidades entregues em 1971 e produção até 1975 com 2.136 veículos entregues. O Puma, que deverá substituí-lo já está finalizado e pronto para produção a partir de 2015.

Construído pela Rheinstahl, é um veículo de concepção convencional para o combate de infantaria e acompanhamento de carros de combate. Construído todo em aço soldado oferece proteção contra o fogo de armas leves e estilhaços de artilharia, além de munição perfurante de até 20 mm, sendo que as versões mais recentes resistem aos disparos do canhão de 30 mm do BMP-2. O motorista está acomodado do lado esquerdo com o motor a sua direita. Além do motorista o veículo leva um artilheiro e seu comandante, transportando mais seis soldados de infantaria sentados de costas um para o outro e com condições para o combate de dentro do veículo, o qual é acessado por uma rampa traseira.




O Marder possui suspensão por barra de torção e possui seis pares de rodas de apoio que rodam dentro da lagarta, polia tensora a retaguarda e polia tratora a frente, a três roletes de retorno, com amortecedores hidrostáticos. No centro do casco está montada uma torreta para dois ocupantes com escotilha para o comandante do carro, equipada com um canhão Rheinmetall Mk 20 Rh202 de 20 mm e disparo automático controlado de dentro do carro, com uma metralhadora MG3 7,62 mm montada coaxialmente a esquerda do canhão. Carrega 1.200 unidades de 20 mm e 5.000 de 7,62 mm. A versão 1A2 carrega ainda um ATGM Milan com mais seis unidades de reserva. As versões 1A1 e 1A2 possui duas seteiras de cada lado para fogo de infantaria do interior do veículo, sendo a versão 1A3 não as possui devido a acréscimos na blindagem. Dispõem ainda de seis lançadores para granadas fumígenas montados na torre. A versão 1A1 tem um metralhadora montada na traseira controlada de dentro do veículo.




É propulsado por um motor diesel MTU MB 833 Ea-500 de seis cilindros com 591 hp a 2.200 rpm, com radiadores montados a traseira do casco em ambos os lados da rampa. O motor aciona uma caixa de transmissão  de engrenagens planetárias de quatro velocidades a frente e quatro a ré. Uma unidade de travagem hidrostática na caixa fornece a direção do veículo. Transporta 652 litros de combustível com autonomia de 500 km, podendo cruzar a velocidade de 75 km/h nas primeiras versões e 65 km/h nas versões mais recentes com blindagem mais pesada. Pode cruzar vaus de 1,5 m ou 2,5 m com preparação. 

Pesa 28,5 ton (A1 e A2) ; 33,5 ton (A3)e 37,5 ton (A5). Possui relação peso/potência de 21,1 hp/ton e mede 6,79 m de comprimento; 3,24 m de largura e 2,98 m de altura, e distância do solo de 0,45 m.




Sofreu ao longo da vida inúmeras atualizações como melhorias na blindagem com consequente aumento de peso e reforço na suspensão (A3), rearranjo de escotilhas e torre, modificações no sistema de aquecimento,  instalação de intensificadores de imagem noturnos e periscópios termográficos e sistemas de criptografia (A4) e proteção avançada contra minas (A5), ar condicionado e camuflagem multi-espectral (A5A1). Serviu de base para a concepção do TAM argentino e como portador de SAMs Roland. Não foi exportado inicialmente, sendo que o Chile adquiriu 280 veículos de segunda mão.

Entrou em combate no final da carreira no Afeganistão, onde demonstrou eficiência e simpatia de suas tripulações, porém estas sentiram a falta do ar condicionado que lhes causou grande estresse físico.




M3 Stuart



O M3 Stuart é um carro de combate leve para reconhecimento de campo de batalha fabricado pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. Foi o primeiro carro de combate norte-americano a participar da guerra, já que foi fornecido aos ingleses antes dos EUA entrarem. Seu desenvolvimento foi fruto da avaliação de que o tanque leve M2 estava obsoleto e não atendia as novas demanda de combate. Sua produção iniciou em 1941 de se estendeu até 1943, quando deu lugar ao M24 Chaffee nas linhas de produção e campos de batalha. Foram construídos cerca de 25.000 exemplares.




Em relação ao seu antecessor teve a blindagem reforçada, suspensão modificada e novo sistema de recuo. Foi armado com o mesmo canhão M5 de 37 mm e cinco metralhadoras Browning M1919A4: Duas diametralmente opostas nos lados do veículo apontada para a frente, um coaxial ao canhão, uma na torre para fogo antiaéreo e a última a frente do casco no lado direito.

O motor era um a gasolina Continental W-670 de 7 cilindros dispostos radialmente, refrigerado a ar de 250 hp de uso aeronáutico, montado na traseira com polias motoras na parte da frente e eixos de transmissão pelo meio do compartimento de combate. O carro pesa 14,7 ton com relação peso/potência 17,82 hp/ton; mede 4,33 m de comprimento; 2,47 m de largura e 2,29 m de altura. Possui uma blindagem de 13 a 51 mm, suspensão com molas helicoidais e tripulação de quatro integrantes. Desenvolve 58 km/h e tem autonomia de 119 km.




O Stuart entrou em combate com o British Army no norte da áfrica com resultados medíocres. As grandes perdas foram atribuídas a melhores tátitcas e treinamento alemães do que a inferioridade em relação aos blindados alemães. Os britânicos listaram deficiência do armamento principal e desenho ruim do layout interno com apenas dois tripulantes na torre. A fluidez da guerra no deserto também revelou a pequena autonomia deste carro. Sua velocidade era apreciada bem como sua confiabilidade mecânica. Foram usados principalmente na função de reconhecimento, muitos com a torre suprimida para diminuir o peso (Stuart Recce), outros como carros blindados simples (Stuart Kangaroo), sendo alguns convertidos em em veículos de comando (Stuart Command).




Os soviéticos também o utilizaram considerando-o com blindagem deficiente e propensos a pegar fogo. Como utilizam combustível de aviação de alta octanagem não se adequou a sua logística, onde a maioria dos carros usavam diesel ou gasolina de baixa octanagem. A lagartas estreitas não eram adequadas a lama da primavera russa e neve de inverno, além de que sua pequena autonomia foi considerada inadequada para um veículo de reconhecimento. Foi utilizado pelos americanos pela primeira vez na guerra do pacífico nas operações nas selvas do sudeste asiático, com resultados positivos naquele teatro de selva. Devido a suas deficiências de armamento e blindagem foi usado até o fim da guerra primordialmente para reconhecimento, sendo paulatinamente substituído pelo M24 e M4 Sherman nas missões de choque. No Pós guerra os excedentes foram fornecidos a vários países, atuando ainda em campanhas na índia e na áfrica.




Esteve em serviço nas forças da Austrália, Bélgica, Brasil (350 M3A3/A5), Canadá, Chile, China, Taiwan, Colômbia, Cuba, Checoeslováquia, Rep Dominicana, Equador, El Salvador, França, Grécia, Haiti, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Holanda, Nova Zelândia, Nicarágua, Paraguai (o último usuário), Filipinas, Polônia, Portugal, África do Sul, Rodésia do Sul, Turquia, Reino Unido, Uruguai, EUA, URSS, Venezuela e Iugoslávia.

Um grande número de variações foram implementadas a este projeto, com modificações de meia vida de grande monta feitas em países como o Brasil, que o mudou radicalmente.



    2S19 MSTA-S 152 mm Howitzer SPH



    O 2S19 MSTA-S é um obuseiro autopropulsado russo montado em um chassi sobre lagartas comum ao carro de combate T-80, equipado com um tubo de 152 mm e entrou em serviço no exército russo em 1989. Construído pela Uraltransmash destina-se a equipar as unidades divisionárias do exército deste país. Sua versão rebocada denomina-se MSTA-B.




    Sua arma principal é um obuseiro 2A64 de 152 mm e 47 calibres, fabricado em Volgogrado, possuindo um alcance de 22,7 km (28,9 km com base bleed), operando em elevações de +68º a -3º, com deriva de 360º. Dispara uma variedade de munições de alto-explosivo de fragmentação (HE-FRAG), alto-explosivo de fragmentação base bleed (extensores de alcance), granadas de submunições e grana guiada a laser. Existe ainda uma granada de guerra eletrônica equipada com interferidor de comunicações com 700 m de raio de influência. A granada krasnopol (guiada a laser) destina-se ao fogo anticarro com alcance de 20 km e guiagem inercial de meio curso, probabilidade de acerto de 90%. Possui ainda uma metralhadora PZU-5 Utes de 12,7 mm para fogo antiaéreo controlada remotamente, e três lançadores fulmígenos em cada lado da torre. Transporta 50 projéteis, que pesam 42-44 kg, de 152 mm e 300 de 12,7 mm. Sua guarnição é de cinco e sete homens, dependendo da forma de operação.


    A entrada em posição e remuniciamento são efetuados de forma automática com uma cadência de 8 tpm, podendo uma baterias de oito peças bater uma área com três toneladas de explosivo em um minuto. Toda a munição fica acondicionada na torre e a recarda se dá em qualquer ângulo. O sistema de controle da peça é integrado ao controle de tiro, totalmente informatizado. Um sistema automático seleciona o tipo de munição a partir da ordem de tiro, providencia o carregamento, o disparo e o recarregamento, bem como o número de tiros. Cartucho já utilizados são descartados automaticamente sem acúmulo de gases no interior do veículo. Um mecanismo de remuniciamento permite que munição vinda do exterior do veículo seja rapidamente alojada dentro da torre.


    É propulsado por um motor diesel policombustível montado na traseira (mesmo do T-72), tipo V84A com injeção direta e quatro tempos, com potência de 840 hp, sendo modelos mais antigos equipados com o motor V46-6 de 780 hp; podendo atingir uma velocidade 63 km/h e autonomia de 500 km. Esta assentado em uma suspensão do tipo barras de torção com amortecedores hidráulicos com seis pares de rodas de apoio, polia tratora na traseira e tensora na dianteira. Possui snorkel que possibilitar atravessar rios de até 1 km e 5 m de profundidade. Se equipado com lâmina pode escavar uma trincheira para se posicionar em 40 minutos.


    Está em serviço nos exércitos do Azerbaijão, Bielorrússia, Etiópia, Geórgia, Rússia, Ucrânia, Venezuela e Marrocos. Pesa 42 ton, mede 11,92 m de comprimento com a arma a frente; 6,04 m de comprimento do casco; 3,58 m de largura e 2,98 m de altura. opera a 30% de inclinação lateral, supera rampas de 60%, obstáculo vertical de 0,85 m, trincheira de 2,8 m e vaus de d 1,2 sem preparação.








    Buffalo MRAP





    O Buffalo H MRAP é um veículo construído pela Force Protection Inc da Califórnia especialmente para fazer frente aos IEDs (dispositivos explosivos improvisados), muito comuns nas guerras modernas. Experiências como as guerras no Iraque e Afeganistão mostraram que os veículos blindados leves como HUMVEE norteamericano não eram eficazes para fazer frente as estas ameaças. Foi inspirado em experiências sul-africanas durante suas guerras na Namíbia e Angola com seu veículo Casspir.

    Estes veículos são construídos com um monocasco com a parte inferior em forma de V, que tem se mostrado eficaz para lidar com explosões e desviar  e enfraquecer a potência destas. Resistem a explosões equivalentes a 21 kg de TNT sob cada pneu ou 14 kg de TNT sob o casco. Em casos reais estas explosões no máximo tem danificado os componentes destes veículos, porém com total proteção aos soldados. e constitui a primeira linha dos exércitos envolvidos neste tipo de guerra assimétrica, como a do Iraque. Resistem a calibres de infantaria e a impacto de armas tipo RPG quando equipados com blindagem gaiola. Seus vidros tem 6 polegadas de espessura e resistem a impactos de armas de infantaria. Possuem um braço hidráulico robótico na parte frontal com garra na extremidade para lidar com dispositivos explosivos a distâncias seguras, o que se revelou uma ideia funcional e eficiente. Uma câmera facilita sua manipulação de dentro do veículo.




    O veículo é projetado para manter a integridade de seus ocupantes mesmo quando em capotamento decorrente de uma explosão, com giro de 360 graus. Os ocupantes do veículo estão acomodados em cápsulas protetoras individuais tipo armadura com proteção a explosões por baixo e pelo lado. A distância do veículo do solo, proposital para se distanciar da explosão que vem de baixo lhe proporciona um perfil alto, disponibilizando aos soldados no interior um campo de tiro privilegiado contra tropas inimigas que se aproximem, podendo enfrentá-las da segurança de seu interior.

    Entrou em serviço em 2004 e deverá alcançar cinco mil unidades nas forças dos EUA. É tripulado por dois operadores com lugar para mais quatro ocupantes, Mede 8,20 m de comprimento, 2,59 m de largura e 3,96 m de altura. Pesa 20,56 ton, é propulsado por um motor diesel Mack ASET AI-400 de 450 hp, acoplado a uma transmissão Allison HD-4560P automática, desenvolve uma velocidade de 105 km/h e tem uma autonomia de 483 km. Esta montado sobre uma estrutura rodante 6x6  com 410 mm de distância do solo.




    Está em serviço nas forças do Canadá, França, Itália, Paquistão, Reino Unido e EUA. Normalmente desarmado, pode ser equipado com metralhadoras. Pode ser transportado por cargueiros C-17.