domingo, 15 de abril de 2018

paraquedista alemão



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Itália - 1943

Os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial viram os paraquedistas alemães fazendo uso de uniformes especialmente desenhados para suas funções. Mas por volta de 1943, período no qual as forças aerotransportadas estavam sofrendo terríveis baixas na frente Leste, no combate ao Exército soviético, de forma geral os equipamentos fornecidos a esta tropa de elite já não eram tão exclusivos e seguiam o padrão do Exército alemão. Especialmente depois do relativo fracasso do lançamento dos páras na tomada da ilha de Creta, essa unidade não mais foi utilizada para grandes operações aerotransportadas até o fim do conflito.
Porém o soldado ao lado, no caso ocupando o posto de sargento-major, ainda carrega dois itens característicos dos paraquedistas alemães: o rifle FG-42, o qual foi um dos primeiros fuzis de assaltode concepção avançada à época, desenhado e produzido especificamente para esta função, e o capacete coberto com tela para aplicação de folhagens que auxiliavam na camuflagem do combatente. O sobretudo, padrão do pessoal de apoio em terra da Luftwaffe, com camuflagem de lascas ou cacos em dois tons, possui três bolsos verticais para munição. As calças, com padronagem para climas tropicais, são afiveladas na altura dos tornozelos.
Os paraquedistas alemães, operacionalmente vinculados à Força Aérea (Luftwaffe) e não ao Exército, considerados por Hitler como uma de suas principais armas secretas, tiveram atuação destacada na guerra, sempre cumprindo suas missões com destemor. Na tomada de Creta em maio de 1941, transportados por aviões Junkers Ju-52 que podiam levar cerca de dezoito soldados equipados, enfrentaram feroz resistência dos ingleses tendo que lutar palmo a palmo para conquistá-la, sofrendo pesadas baixas ao final de uma semana de combates, perdendo quase 3.700 homens e com 151 Ju-52 abatidos.
No assalto à fortaleza belga de Eban-Emael em maio de 1940, a despeito de sua quase invulnerabilidade, os paraquedistas a tomaram em questão de horas, quando um grupo de 55 homens desceu na parte superior do forte e utilizando-se do recém inventado explosivo de carga oca simplesmente o esfacelou, abrindo caminho para as tropas terrestres chegarem à capital belga.
Em outra ação fantástica desta tropa, o resgate de Mussolini nos Alpes italianos em setembro de 1943, uma companhia de paraquedistas desceu de planadores em uma pequena área em frente ao hotel na montanha onde o líder italiano era mantido sob custódia, e não dando chance de reação aos guardas levaram Mussolini de avião ao encontro de Hitler. Lançados do ar ou em terra acumularam façanhas assombrosas, conquistando o respeito de seus adversários pela forma corajosa e profissional com que sempre combateram.

Oficial do Exército Vermelho - Rússia



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Queda de Berlim, Alemanha - 1945

A nova regulamentação sobre os uniformes russos, criada em 1943, alterou por completo a estrutura do Exército Vermelho. A tradicional gola alta com as insígnias foram abolidas e todos os distintivos com a patente do oficial foram transferidos para as ombreiras. Comandantes foram abastecidos com um uniforme de parada, com um casaco na cor cáqui de acabamento simples, com cinco botões de metal dourado, sem bolsos na frente mas com dois bolsos falsos na parte de trás e gola reta, conforme podemos observar na figura do tenente ao lado. As calças são na cor azul marinho com uma listra fina na cor vermelha na lateral. O quepe, seguindo a tradição russa com a parte frontal alta, tanto serve para compor o uniforme de gala como para ser usado em combate, sendo que a faixa colorida identifica a seção onde ele serve. Os emblemas do colarinho têm o mesmo propósito, identificando a sua patente, onde o oficial veterano ostenta duas barras e o jovem oficial apenas uma. Note que a insígnia no punho do casaco também representa sua patente. O Exército Vermelho tinha dois tipos de ombreiras, douradas ou prateadas, com cerca de 6 cm de largura e tinha listras as quais também indicavam a Arma em que serviam. Sua arma é a famosa submetralhadora PPSh que podia ser abastecida com um pente circular contendo 71 cartuchos, mas na ilustração está equipada com o pente curvo.
Em meados de abril de 1945, as forças soviéticas posicionadas ao longo do rio Oder estavam prontas para avançar sobre Berlim. A Frente Ucraniana 1 sob o comando do general Konev e a Frente Bielorussa 1 liderada pelo general Zhukov (onde o oficial ao lado estava integrado), reuniam cerca de 2.500.000 de homens que logo enfrentariam a oposição de 1.000.000 de alemães, que os aguardavam em posições fortemente defendidas na margem oeste do Oder. Os desesperados alemães sabiam das terríveis consequências caso as tropas russas rompessem a sua linha defensiva e estavam preparados para lutar como jamais haviam feito antes. A barragem inicial de artilharia dos russos empregou uma concentração recorde de um canhão a cada 4 metros ao longo da frente de combate. Foi o prelúdio adequado para um dos mais ferozes episódios da Segunda Guerra Mundial. Apenas duas pequenas cabeças-de-ponte haviam sido conquistadas nos primeiros dois dias, 16 a 18 de abril, mas foram efetuadas profundas penetrações nas 48 horas seguintes.
Por volta de 20 de abril a resistência alemã ao longo do rio Oder havia sido completamente esmagada e cinco dias depois as duas forças russas já tinham circundado Berlim e se reuniram nos arredores do lado oeste da cidade. No mesmo dia, 25 de abril, as tropas americanas que avançavam pelo outro front, fizeram contato as tropas russas no rio Elba, na altura da cidade de Torgau. A capital possuía cerca de 2.000.000 de civis e um contingente de 30.000 militares e suas rudimentares posições defensivas não eram páreo para as gigantescas forças que avançavam sobre elas, mas ainda assim a cidade resistiu até o fim. Entre os dias 26 de abril e 2 de maio, ferozes combates foram travados em suas ruas, com os dois exércitos soviéticos avançando pelo norte e pelo sul. No dia 30 de abril o Reichstag (Parlamento alemão) foi tomado pelos russos e ante sua iminente captura Adolf Hitler cometeu suicídio em um bunker no subsolo do prédio, colocando um ponto final em sua louca ambição de conquistar o mundo. Em 4 de maio de 1945, o general Montgomery aceitou a rendição incondicional da Alemanha e três dias depois a guerra na Europa estava formalmente terminada.

Marines - Estados Unidos



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Tarawa - 1943
 
O marine (fuzileiro naval) ao lado, com uma expressão de cansaço devido aos fustigantes embates com os japoneses, utiliza um uniforme composto de duas peças confeccionado em tecido especial, cujos fios são trançados em forma de zigue-zague para maior resistência, completado com coturnos marrons e capacete de aço forrado com camuflagem para região de praias (beach camouflage). Este padrão de camuflagem foi gradualmente adotado pelos marines, primeiro em blusões e depois em calças, até compor uma única peça muito utilizada nas campanhas de retomada das ilhas no Pacífico.
A arma em seu ombro é o famoso fuzil semi-automático M-1 Garand. Também visíveis estão o cantil, o cinturão com diversas bolsas para munição reserva e estampados no bolso esquerdo do blusão as palavras "USMC" e o emblema da Corporação. A insígnia da unidade, no ombro, é a figura de um "2" em forma de cobra. O distintivo da unidade mostrava uma mão segurando uma tocha sobre o Cruzeiro do Sul com fundo vermelho no formato de uma ponta de flecha.
Este marine pertence à 2ª Divisão, que foi vista pela primeira vez em ação na Segunda Guerra no desembarque na ilha de Guadalcanal. Movendo-se por seus próprios meios, juntou-se à 1ª Divisão para a ofensiva ao longo da costa norte, a qual é considerada como a primeira vitória em larga escala dos Aliados sobre os japoneses no conflito. Mais tarde, parte de seus homens foram deslocados para Tulagi, onde ajudaram a fazer a varredura em busca das últimas tropas japonesas que ainda resistiam ali e nas ilhas vizinhas.
Costumeiramente os japoneses lutavam com tenacidade, a despeito de muitas vezes estarem sem provisões ou munição, preferindo morrer a se entregar. Esta atitude do inimigo cobrou muitas vidas dos Marines, mas também ajudou a provar a coragem e honra de seus homens quando em novembro de 1943, a 2ª Divisão recuperou a ilha de Tarawa, o restante das ilhas Gilbert e as ilhas Mariana, já no início de 1944.
A campanha para reconquistar Tarawa foi uma das batalhas mais sangrentas na história militar dos Estados Unidos. Cerca de 5.000 homens desembarcaram na ilha e ao final do primeiro dia 1.500 deles estavam mortos ou feridos. No dia seguinte as tropas de reserva da Divisão tiveram 344 de seus oficiais e praças mortos ou feridos pelo implacável fogo das metralhadoras japonesas. Após cinco dias de intensivos combates os marines haviam conseguido aniquilar todas as posições defensivas dos japoneses, porém contabilizando 985 mortos e 2.193 feridos em suas fileiras. Embora os americanos tivessem superioridade em termos de poder de fogo, a batalha de Tarawa foi vencida pela coragem individual de seus marines. As táticas, devido as características do terreno, permitiam apenas ataques frontais ao inimigo entrincheirado, nos quais os marines jamais hesitaram em avançar.

Gurkha Rifles - Índia



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Monte Cassino, Itália - 1944

Ao iniciar os combates no extremo Oriente em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, as tropas do Exército indiano não por acaso utilizavam o mesmo tipo de uniforme de seus compatriotas que lutavam no Oriente Médio: composição na cor cáqui, em algodão para melhor suportar as altas temperaturas. Este vestuário também era usado pelas tropas que serviam na própria Índia e por aquelas que serviam ao longo da fronteira indo-burmanesa. Um item que sofreu uma significante mudança foi a cobertura da cabeça. Os diversos tipos existentes, como os quepes pontiagudos, quepes de serviço utilizados pelos oficiais britânicos ou os tradicionais turbantes dos soldados gurkhas e indianos, deram lugar a uma boina simples, embora os demais ainda fossem permitidos em ocasiões cerimoniais. O combatente ilustrado aqui é um cabo do 9º Gurkha Rifles, unidade pertencente à 11ª Divisão Indiana.
Um componente interessante de seu uniforme é a bermuda cáqui (apelidada de "Bombay Bloomers"), extremamente confortável e que permite melhor mobilidade em regiões áridas. O cinturão padrão 1937 possui bolsas especiais para cartuchos extras para sua metralhadora Thompson M1928 (calibre .45, com cadência de fogo de 675 tiros/minuto, pentes para 20, 30, 50 ou 100 projéteis e alcance efetivo de 200 metros) e uma bolsa maior para guardar um binóculos. A sua origem Gurkha é indicada pela lendária adaga em forma curva, a kukri, guardada em sua bainha no cinturão e pela faixa de tecido comprimida (puggaree), no quepe, com o distintivo verde dos Gurkhas Rifles no lado direito. Os destemidos guerreiros ghurkas, conhecidos por sua bravura em combate, têm feito parte do Exército britânico desde o século dezenove e serviram em diversos teatros de operação, lutando com particular distinção no Norte da África, durante a campanha da Itália, especialmente em Monte Cassino e no Sudoeste da Ásia. Devemos lembrar que durante a guerra a Índia pertencia ao Império Britânico (sua independência se deu em 1948) e suas tropas serviam sob o comando de oficiais ingleses. Porém eles sempre foram considerados um reforço muito bem vindo para qualquer força Aliada.
No início de 1944, um antigo convento no alto do Monte Cassino, na Itália, que cortava a linha de defesa alemã na região, era alvo de pesados ataques. Os Aliados fizeram um assalto frontal à quase inexpugnável posição no dia 17 de janeiro, mas a totalidade dos ataques falhou. O Corpo Expedicionário Francês se juntou às forças aliadas mas obtiveram apenas avanços limitados em algumas áreas, com pesadas baixas. O Corpo de Exército da Nova Zelândia também sofreu similares reveses entre os dias 15 e 18 de fevereiro. Um longo hiato se seguiu à primeira ofensiva, durante o qual os Aliados se reagruparam e se reforçaram para um novo esforço, lançado em 11 de maio ao longo de um front de 32 km, compreendido entre a área leste do monte e o litoral. O X Corpo de Exército britânico, do qual fazia parte o 9º Gurkhas Rifles, avançou sobre a parte mais sul da linha inimiga, mas foi contido pelos alemães.
Os americanos romperam a linha ao longo da costa, avançando até a cidade de Santa Maria Infante. Foram os franceses que cruzaram o rio Garigliano, cortaram as linhas de comunicação e impediram a chegada de suprimentos às tropas alemães. Com o cansaço de seus homens e a escassez de alimentos e munições, o General Kesselring não teve outra alternativa a não ser ordenar uma retirada em 17 de maio, abandonando a posição no alto do monte Cassino, tão arduamente defendida nos meses anteriores. Dentro do histórico convento haviam sido escavados diversos túneis e redutos para ajudar a proteger seus defensores alemães dos pesados bombardeios aliados e agora estava reduzido a escombros, tendo a sua retomada custado muitas vidas.

Soldado de montanha - França



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Noruega - 1940


Em meados do mês de abril de 1940, cerca de 10.000 soldados britânicos e franceses que estavam concentrados há algum tempo em portos na Inglaterra para uma possível ajuda à Finlândia, foram finalmente embarcados. Sua missão agora era tentar retomar a cidade de Trondheim e criar um ponto de apoio para os Aliados dentro da Noruega, que estava sob ataque constante das forças alemãs. Um grupo maior foi desembarcado em Namsos, ao norte, e em Andalsnes ao sul do objetivo. Um pequeno contingente foi infiltrado em Narvik, no extremo norte da Noruega. O homem ao lado, denominado caçador alpino (chasseur alpin, em francês) ou soldado de montanha, pertencia à 5ª Brigada do Exército francês que era um dos componentes da Força Expedicionária Aliada recém chegada ao território norueguês.
Ele veste a boina azul , tradicional do chasseur, o uniforme de algodão à prova d'água e para uma proteção adicional contra o frio e as severas condições climáticas da Escandinávia, ele carrega um casaco todo forrado com pele de carneiro que pode ser observado enrolado e preso à parte superior de sua mochila. Suas armas são uma pistola no coldre e um fuzil M-36, de 7,5 mm. Como itens padrões das tropas de montanha francesas vêem-se as polainas sobre as botas e, claro os skis, embora estes tenham provado ser de pouca utilidade durante a campanha da Noruega. A França não era diferente do exército de outros países no que diz respeito aos equipamentos fornecidos a este tipo de unidade especializada. Portanto não surpreende que seus homens também fossem sobrecarregados com o kit do montanhista.
No início de 1940, Hitler havia voltado suas atenções para a Escandinávia, onde tinha um especial interesse sobre as jazidas de ferro da Suécia para a produção de aço, fundamental para a munutenção da máquina de guerra nazista. O minério seria exportado para a Alemanha através do porto norueguês de Narvik, na Noruega. Em 9 de abril os alemães lançaram a sua ofensiva sobre a Noruega e a Dinamarca, baseada em uma estratégia que consistiu no desembarque anfíbio em seis pontos da Noruega, apoiados por diversos lançamentos de paraquedistas. As escoltas navais para o desembarque em Narvik sofreram pesadas baixas, com o afundamento do cruzador Blücher e danos consideráveis ao encouraçado Lützow. Ainda assim as tropas alemães conseguiram capturar importantes campos de pouso, os quais permitiram o reforço e o reabastecimento das unidades de assalto, e a utilização de aeronaves de combate contra os navios ingleses ao longo da costa.
As forças de defesa norueguesas eram fracas e os alemães capturaram numerosos depósitos de armas, deixando os reservistas que haviam sido mobilizados ainda mais sem ação. O planejamento Aliado para a região se provou totalmente inadequado diante do profissionalismo e da superioridade numérica das tropas alemães. Uma após a outra, as principais cidades do país foram sendo conquistadas pelos nazistas, culminando com a tomada da capital Oslo. Em maio, tropas inglesas, francesas e polonesas tentaram retomar duas importantes cidades, mas seu breve sucesso em Narvik foi ofuscado pela infrutífera tentativa na cidade de Trondheim ao sul. Nesta área as tropas seriam evacuadas em duas semanas, e em seguida Narvik também seria abandonada para os alemães, quando a invasão da França precipitou a retirada dos Aliados, principalmente dos chasseur alpin franceses, que agora deveriam se concentrar na defesa de sua pátria contra o domínio nazista.

Comandos - Exército inglês



Segunda Guerra Mundial
Atuação: St. Nazaire - França - 1942

Uma ação espetacular ajudou a levantar o moral das tropas britânicas durante a Segunda Guerra Mundial: foi o ataque conjunto da Royal Navy e dos Comandos do exército ao porto francês de St.Nazaire em 28 de março de 1942, onde destruíram um dique seco de vital importância para a manutenção dos navios da Marinha alemã que operavam no Atlântico. Considerada a maior de todas as incursões de comandos até então, seu objetivo principal era destruir as comportas do único dique seco, a "Forme Ecluse", da costa da França que podia acolher encouraçados como o Bismarck e o Tirpitz.

O objetivo secundário era causar o maior dano possível aos ancoradouros de submarinos. A força militar selecionada para a missão consistia do Comando 2 reforçado por 80 homens dos grupos de demolição e o planejamento e o treinamento foram realizados em condições secretíssimas. O pequeno comboio formado por destróieres e lanchas, penetrou no porto de St.Nazaire à noite, fazendo-se passar por navios nazistas, só se revelando quando já haviam passado pelas mais pesadas baterias de costa que o defendiam. Ao aportar, teve início uma luta de incrível complexidade, com os grupos de assalto e de demolição correndo para cumprir suas variadas tarefas.

Quando o dia raiou ainda ocorriam explosões em diversos pontos e torpedos de ação retardada disparados da entrada do porto concluiam o serviço, gerando grande confusão entre os aturdidos soldados alemães e causando danos incalculáveis nos diques de St.Nazaire. A Royal Navy perdeu 31 oficiais e 751 marinheiros e os Comandos perderam 34 oficiais e 178 homens, mas o êxito da missão fez justiça ao espírito de iniciativa e à tenacidade desta unidade especial britânica, que serviria de inspiração para a criação do Special Air Services (SAS) e do Special Boat Squadrons(SBS), atualmente duas das mais bem treinadas e respeitadas tropas de elite do mundo.

A gravura ao lado representa um sargento do grupo de demolição, no momento em que checa os pentes de bala de sua submetralhadora Sten, calibre 9 mm, de baixo custo, fabricada aos milhões e que em mãos experimentadas era uma arma de surpreendente precisão, robusta e de operação muito segura. Ele veste uniforme de combate cáqui, com a barra das calças terminando por dentro de tornozeleiras em tom mais claro, por sobre a parte superior das botas, que possuíam espessa sola de borracha e ficaram conhecidas como "botas de munição". Como membro da demolição, carrega muitas granadas de mão nas bolsas frontais e uma pistola automática Browning. Um item indispensável no equipamento dos comandos é a faca de combate Fairburn-Sykes, acondicionada em uma bainha de couro embutida na parte externa da perna direita, logo abaixo do coldre da pistola.

Cabo da Infantaria - Alemanha



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Front russo - 1941

A ilustração retrata um cabo da infantaria do Exército alemão durante os primeiros estágios da "Operação Barbarossa", a campanha de invasão da Rússia, a qual iniciou em 22 de junho de 1941.Naqueles dias seu uniforme era basicamente o mesmo usado pelos soldados alemães do início da Segunda Guerra, porém medidas de economia estavam começando a afetar a qualidade do vestuário das unidades da linha de frente. A mudança mais significativa no uniforme do Exército começou com a retirada das tradicionais insígnias verde-escuro do colarinho e das mangas do blusão, e das cintas dos ombros. Em seu lugar foi utilizado um tecido em tom de cinza-escuro que rapidamente tomaria o uniforme inteiro. Adicionalmente, uma linha na cor conhecida como "cinza-rato", substituiria as linhas brancas ou prata utilizadas na confecção das insígnias das unidades e nos emblemas das patentes. A qualidade do tecido usado na fabricação dos uniformes também havia piorado, que resultava em roupas que não ofereciam proteção adequada às extremas temperaturas negativas da Europa Oriental, embora a Alemanha nazista possuísse uma impressionante máquina de guerra, produzindo massiva e incessantemente todo tipo de material bélico.
No Exército alemão os oficiais não comissionados (NCO) usavam o uniforme padrão dos soldados (uma prática que diferia da maioria dos outros exércitos europeus, cujos NCO vestiam uniformes de oficiais), mas com uma pequena tira prata no colarinho da túnica e nas cintas dos ombros, com o emblema designando sua patente na parte superior da manga esquerda. Neste caso, o cabo se utiliza de tufos de palha presos ao capacete por uma tira de borracha para melhorar sua camuflagem no campo de batalha. Os homens que lutaram na Frente Oriental, além de serem obrigados a conviver com um clima extremamente rigoroso, que no inverno pode apresentar temperaturas de até -40°C, sofriam com a falta de suprimentos adequados, como roupas de inverno para mais da metade das tropas, correntes para as rodas dos veículos e escassez de rações e combustível. Sua arma principal é uma submetralhadora Bergmann MP-34, enquanto seu armamento secundário consiste de uma pistola automática Luger de 9 mm, encaixada em sua bota esquerda. Em seu cinturão pode-se observar uma baioneta e uma pequena pá para cavar trincheiras.
As forças alemãs alcançaram quase que total surpresa em sua invasão do território soviético em 22 de junho de 1941, na "Operação Barbarossa", a maior operação militar de todos os tempos, a qual foi precedida por um devastador ataque aéreo promovido pela Luftwaffe, que praticamente deixou inoperante a força aérea Vermelha. Para levá-la adiante, a Alemanha contava com 140 Divisões, com cerca de 3.000.000 de homens e mais de 2.700 aeronaves e 3.000 tanques, e com a confiança em seu Exército (Wehrmacht) que até então tinha obtido espetaculares vitórias em todas as campanhas em que havia se engajado. O 4º Grupo Panzer, reunindo diversas forças blindadas, em rápido avanço conquistou uma série de objetivos a nordeste, chegando próximo à Luga por volta de 14 de julho. O Grupo de Exércitos do Centro cercou as tropas soviéticas em Bialystok e Gorodische, fazendo 300.000 prisioneiros e capturando cerca de 2.500 tanques em uma semana de operações. O Grupo de Exércitos do Sul enfrentou uma grande resistência na Ucrânia, onde o 5º Exército Russo contra-atacou em 10 de julho para tentar impedir um ataque direto sobre a estratégica cidade de Kiev. Este desdobramento fez com que Hitler desviasse as forças do Grupo de Exércitos do Centro de seu ataque a capital Moscou para reforçar a ofensiva ucraniana.
O 2º Exército e o 2º Grupo Panzer, sob o comando do general Heinz Guderian, receberam ordens de se dirigir para o sul, destruir o 5º Exército soviético e subjulgar Kiev. Guderian era radicalmente contrário à idéia de se abandonar a ofensiva a Moscou , mas como todo bom soldado obedeceu ao que lhe fora ordenado e desviou suas tropas para o sul em 23 de agosto (mais tarde a História lhe daria razão, já que este fato mudou os rumos da campanha na Rússia, dando aos soviéticos tempo suficiente para recompor suas forças, produzir armamentos em quantidades suficientes e organizar melhor a defesa da capital do país). Uma infrutífera contra-ofensiva russa para deter o avanço alemão ao norte de Gomel, provocou pesadas perdas para o Exército Vermelho no front sudoeste nas diversas batalhas em que se viu envolvido. Muitas Divisões foram confinadas em bolsões e destruídas pouco a pouco, enquanto que somente em Kiev mais de meio milhão de soldados russos foram capturados. Em meados de novembro os alemães haviam capturado Rostov e o estreito de Perekop, o qual era a porta de entrada para a região da Criméia. Na região central da Rússia, as vitórias alemães em Smolensk e Bryansk abriram caminho para a captura de Orel, Tula e Vyazma. Os Estados Bálticos já haviam sido ocupados pelas forças invasoras e a aliança com os finlandeses ajudou a abrir caminho para a cobiçada cidade de Leningrado. Esta cidade sofreria um dos maiores horrores de toda a Segunda Guerra, tendo sido cercada pelos alemães por 900 dias, com praticamente todas as linhas de suprimentos para a população cortadas, mas que também demonstraria ao mundo a capacidade de resistência do povo russo, num dos momentos épicos daquele conflito.