domingo, 15 de abril de 2018

Soldado sírio



Atuação: Guerra do Yom Kippur - 1973

Antes de outubro de 1973, era pobre a reputação do Exército sírio como força de combate. Suas fileiras estavam profundamente divididas por fatores étnicos e religiosos e apresentava um incrível recorde de fracassos militares, tendo sido arrasado pelas forças israelenses em 1948 e 1967. Mas há uma série de fatos, a partir de 1970, que fazem parte do jogo e não podem ser ignorados. Nesse ano, o general Hafez al-Assad, líder da Força Aérea síria, tomou o poder através de um golpe de Estado e passou os três anos seguintes gradualmente fortalecendo seu Exército.
Afastou oficiais promovidos por motivos políticos e os substituiu por homens com algum mérito militar, cujo profissionalismo os levara a ter melhores relações com os soldados, levantando o moral da tropa. Assad reequipou suas divisões com tanques pesados, transportes blindados, mísseis e artilharia de origem soviética, recebendo consultores russos para o treinamento de seus homens. Em 1973, aproveitando-se da complacência de Israel, que não via o Exército sírio como uma ameaça às suas posições nas colinas de Golan, a Síria preparou um ataque surpresa com o objetivo de recapturar aquela região, atravessar o rio Jordão e invadir o norte da Galiléia.
O ataque começou às 14h do dia 6 de outubro de 1973 (Guerra do Yom Kippur), com um avanço bifurcado que pegou os israelenses completamente desprevenidos. No setor norte de Golan, a 7ª Divisão de Infantaria, apoiada pela 3ª Divisão Blindada, dirigiu cerca de quinhentos tanques pesados (T-55 e T-62) contra posições inimigas, que contava com apenas cem tanques da 7ª Brigada Blindada. Mais ao sul, no principal eixo do combate, a 5ª e a 9ª Div.Infantaria, apoiadas pela 1ª e parte da 3ª Div.Blindada, empregaram seiscentos tanques contra os 57 blindados da Brigada 188 de Israel, que defendia a passagem de Rafid. O assalto foi conduzido no clássico estilo soviético, com o objetivo de obter sucesso por meio da superioridade numérica e da concentração do poder de fogo.
Porém a estreita frente de combate e o terreno montanhoso revelaram-se pouco indicados para maciças operações com blindados, forçando-os a se deslocar em trilhas fixas, onde podiam ser bloqueadas e atacadas pelos tanques israelenses, com tripulações melhor treinadas e com armamento superior. Apesar de ter abandonado mais de oitocentos carros de combate nas colinas de Golan, a maioria por falta de combustível ou peças sobressalentes, o Exército sírio, através de sua infantaria cobrou um alto preço aos israelenses pela retomada das elevações, em combates desgastantes e sangrentos, mostrando que era uma força com potencial crescente, que não mais deveria ser desconsiderada por seus opositores.
O uniforme deste soldado sugere que ele pertence a uma unidade de elite (as tropas regulares sírias usam uniforme verde-oliva ou cáqui-escuro), possivelmente de comandos ou paraquedistas. A farda parece basear-se no padrão francês, apesar de confeccionada na ex-Alemanha Oriental e como muitos itens do equipamento sírio foi também fornecida ao Exército de Libertação da Palestina. O capacete é de desenho soviético, assim como o fuzil AKMS, de 7.62 mm.

Soldado do Exército russo


Atuação: Afeganistão - 1980

Encravado na Ásia Central, sem acesso ao mar, o Afeganistão é um país montanhoso e árido, pouco desenvolvido. Mas estava na área de influência estratégica da Rússia dentro do mundo islâmico e principalmente como base avançada para se chegar rapidamente ao Golfo Pérsico. Em 1978, um golpe de estado, chefiado por Nur Mohamed Taraki, apoiado por Moscou, instalou o regime comunista no país.

Em 1979, o primeiro-ministro Hafizullah Amin depôs o próprio Taraki e desencadeou uma violenta repressão contra os rebeldes islâmicos. Alegando um pedido de ajuda do governo local, forças russas invadiram o território afegão, colocando na presidência Babrak Karmal. Era o início de um conflito de consideráveis proporções. Estima-se que o total de efetivos das tropas russas envolvidas fossem de 120.000 homens, cujas unidades eram substituídas de seis em seis meses. Porém no início apenas uma pequena parte desse efetivo atuava diretamente contra os revoltosos, pertencentes à 201a. Divisão Motorizada de Rifles.


Para poupar a infantaria, os russos fustigavam constantemente as posições do inimigo com ataques aéreos, utilizando caças-bombardeiros e helicópteros Hind. Instalados em grandes acampamentos, com material pesado, o Exército russo não tinha a mobilidade necessária para enfrentar os guerrilheiros afegãos, que escondidos nas montanhas, as quais conheciam minuciosamente, castigavam as tropas russas que se aventuravam pelos estreitos caminhos da região e derrubavam os Hind com suas armas leves. A Rússia jamais os subjugou e anos mais tarde sairia da guerra desmoralizada.


O soldado de infantaria está equipado para o inverno, com sobretudo marrom-cinza e botas de couro, de cano alto, com gorro de pele artificial cinza. Primeiro-sargento de uma unidade motorizada de carabineros, tem sua arma de serviço identificada pelos distintivos vermelhos na gola do casaco, enquanto a patente é indicada pelas faixas nas alças do ombro. O armamento consiste num rifle de assalto AKM, calibre 7.62 mm e uma pistola, além de uma baioneta que também pode ser usada para cortar arame farpado. Fabricada em grandes quantidades a AKM não oferece muita precisão a distâncias médias, mas combina simplicidade de operação com alto poder de fogo. No final dos anos 70 começou a ser substituída pela AKS, arma semelhante, mas de calibre 5.45 mm.

Soldado de infantaria da Rodésia


Atuação: Rodésia (atual Zimbabwe) - 1976

A Infantaria Africana da Rodésia (RAR) foi uma das mais importantes forças engajadas pelo Exército na busca e destruição de unidades da União Popular Africana do Zimbabwe (ZAPU) e União Nacional Africana do Zimbabwe (ZANU) movimentos que lutavam por um Estado independente da Grã-Bretanha.
A resistência física foi uma característica dos soldados da RAR, conhecidos por sua habilidade em cobrir rapidamente grandes distâncias a pé, bem como por sua experiência na luta antiguerrilha, adquirida durante a campanha da Malásia, no fim dos anos 50, a serviço dos ingleses. Criada em 1940, inicialmente para cuidar da segurança interna, recebeu treinamento e armas modernas, sendo enviada para a Birmânia, no fim da Segunda Guerra Mundial, onde participou de combates na região montanhosa de Arakan, demonstrando eficiência e coragem.
No pós-guerra, um breve período de inatividade foi interrompido com o envio do regimento para a zona do canal de Suez, mais uma vez ganhando o respeito do inimigo. Em 1956 a RAR dirigiu-se para a Malásia, numa época em que as forças britânicas ativas naquela área conseguiram resultados positivos para deter a ação de guerrilheiros comunistas. Com a declaração unilateral de independência da Rodésia branca dirigida por Ian Smith, em 1965, os grupos guerrilheiros da ZAPU e da ZANU aumentaram a pressão sobre as forças de segurança interna. A RAR foi deslocada para a fronteira norte do país, ao longo do rio Zambeze, região na qual executou incansável luta antiguerrilha até o fim do conflito, com cerca de 2.000 homens (três batalhões) na ativa quase todo o tempo. Após a criação da República do Zimbabwe, em 1980, o regimento continuou em serviço, mas desta vez sob o comando de um de seus antigos inimigos, Robert Mugabe, o homem que liderara as forças da ZANU, agora eleito presidente da nova nação.
As características especiais dos combates nas matas do país africano refletem-se no tecido de algodão utilizado no uniforme e no boné deste soldado de infantaria. O boné tem abas móveis laterais e o distintivo da Infantaria Africana sobre fundo verde e preto. Dois cantis estão presos ao cinturão, que segue desenho britânico de 1958. Os coturnos foram provavelmente fabricados na África do Sul, de acordo com o modelo americano da Segunda Guerra Mundial, com perneira de duas fivelas. Até a metralhadora leve FN, de fabricação belga, calibre 7.62 mm e equipada com bipé, foi camuflada para uso na África.

Soldado de infantaria paquistanês


Atuação: Guerra Indo-Paquistanesa - 1965

Como força militar, o Exército paquistanês tornou-se sinônimo de confiabilidade e eficiência, a ponto de alguns países vizinhos o requisitarem para ações de segurança interna. Por ocasião da independência e da divisão da Índia, em 1947, o novo Estado ficou com as unidades muçulmanas do velho Exército indiano, que havia sido organizado pelos colonizadores ingleses.

Famosos regimentos de cavalaria subsistem no Paquistão, assim como a tradição de profissionalismo militar. Porém equipar seus soldados com modernos equipamentos sempre se constituiu em um problema. Até a guerra de 1965, a Inglaterra e principalmente os EUA fornerciam armas em abundância, mas esses dois países decidiram embargar a ajuda militar quando tiveram início as hostilidades com a Índia. A partir de então, os esforços de diversificação dificultaram a vida dos soldados paquistaneses, pois a aquisição de equipamentos chineses, franceses, russos e suecos resultou na complicação do treinamento bélico e de manuntenção.


A grande eficiência militar do material humano tem origem na natureza da sociedade paquistanesa: todos os soldados são voluntários e jamais houve necessidade de serviço militar compulsório, embora tivesse um efetivo de 450.000 homens e cerca de 500.000 reservistas. Parte desta motivação podia ser atribuída a uma forte tradição militar, pois a grande maioria dos recrutas vinha do oeste do país, da região do Punjab e das áreas da fronteira noroeste, onde a população era constituída por siques, gurcas e outras "raças guerreiras".


Jovens desses povos começam a nutrir interesse pela vida na caserna muito antes de poder unir-se efetivamente às tropas. O outro lado da moeda tem sido uma certa arrogância, em especial entre os oficiais superiores, o que provavelmente comprometeu a conduta dos paquistaneses nas campanhas de 1965 e 1971, mas ainda assim o Exército tem sido a instituição de maior prestígio popular do Paquistão.


A influência inglesa no uniforme e no equipamento deste soldado é evidente: uma bandoleira britânica, modelo 1937, é usada sobre uniforme de brim cáqui, enquanto uma rede de camuflagem simples cobre o capacete inglês da Segunda Guerra Mundial. A divisa preta sobre fundo vermelho indica a patente do soldado, no caso membro da Força de Fronteira. Reforçando o aspecto arcaico do Exército paquistanês de 1965, o soldado carrega um velho fuzil de ferrolho móvel, também da Segunda Guerra.

Soldado da Nova Zelândia



Atuação: Guerra do Vietnã - 1966

Na Segunda Guerra Mundial, as Forças Armadas da Nova Zelândia empenharam-se ativamente ao lado da Grã-Bretanha, enviando efetivos para combater no norte da África, na Itália e no Extremo Oriente. Terminado o conflito, o Exército neozelandês foi reduzido aos quadros dos tempos de paz e, quando ficou decidida sua participação ao lado da Austrália, em apoio às forças da ONU na Coréia, somente um regimento de artilharia de campanha pode ser enviado à frente de combate. Conhecida como Kayforce, essa unidade de 1.100 homens chegou a Seul em 1951 e teve papel destacado na luta para estabelecer a autoridade naquela região.
Ainda na década de 50 as tropas neozelandesas estiveram envolvidas também na longa campanha para suprimir a atividade dos grupos guerrilheiros comunistas na Malásia. Essa experiência de luta na selva acabou sendo útil em 62, quando um destacamento de tropas especiais operou ao lado de comandos americanos na Tailândia, e três anos depois quando combateram as forças da Indonésia em Bornéu, executando reconhecimentos armados e efetuando ataques de surpresa. Nessa época as relações da Nova Zelândia com os EUA se estreitaram e ninguém estranhou quando aquele país decidiu enviar tropas ao Vietnã, para combater ao lado de australianos e americanos.
A primeira unidade a chegar foi uma bateria de artilharia, em 65, seguida nos anos posteriores por forças especiais e pela infantaria. Quase 4.000 neozelandeses serviram no Vietnã, onde conquistaram fama por sua habilidade em combater guerrilheiros vietcongues e forças norte-vietnamitas em plena selva. Seu equipamento era basicamente inglês e americano: transportes blindados M-113, fuzis FAL e M16, submetralhadoras Sterling, metralhadoras M60 e lança-granadas tipo M79. A retirada gradual das tropas americanas ditou também a saída dos neozelandeses, que em 1972 já tinham regressado ao seu país.
Nos dias atuais o Exército regular tem um pequeno efetivo, com apenas dois batalhões de infantaria, uma bateria de artilharia e um pequeno destacamento blindado, complementado pelas tropas de reserva, que somam duas brigadas adicionais, três baterias de campanha, um esquadrão blindado, um grupo de tropas especiais e unidades de engenharia e comunicações.
Integrante das forças conjuntas da Austrália e da Nova Zelândia, este soldado da etnia maori usa uniforme tropical verde-oliva. As cartucheiras são do modelo inglês, padrão 1944; nos ombros, fitas de balas para a metralhadora M60 protegidas por cobertura à prova de água feita com pedaços de sacos de dormir, sendo uma característica dessas tropas no Vietnã. A arma é uma versão fabricada localmente do fuzil de assalto inglês L1A1, de calibre 7.62 mm.

Soldado do Exército israelense


Atuação: Guerra dos Seis Dias - 1967
Guerra do Yom Kippur - 1973

O 19° aniversário da fundação de Israel, em 15 de maio de 1967, não foi uma ocasião das mais festivas. Enquanto os habitantes de Jerusalém enfeitavam as ruas, o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser levava seu Exército para o Sinai, onde já estavam estacionados 30.000 soldados. No dia seguinte, Nasser exigiu a retirada das tropas da ONU da faixa de Gaza, bloqueou o porto israelense de Eilat e colocou suas forças em posição de combate.
Em 5 de junho Israel, seguindo sua doutrina de que o ataque é a melhor defesa, avançou sobre o Egito, Jordânia e Síria, ocupando rapidamente a península do Sinai, a Cisjordânia e as colinas de Golan. Os israelenses estavam em inferioridade numérica: seu Exército tinha cerca de 60.000 soldados regulares, contra mais de 190.000 egípcios, embora pudesse mobilizar mais de 200.000 reservistas. Mas ganhou a guerra graças ao comando competente, à atuação decisiva de sua Força Aérea e ao espírito de luta de sua infantaria, que tinha ordens de avançar pelo território inimigo, defendido por compactas formações de blindados, até onde fosse possível.
No deserto do Sinai, especialmente, os tanques egípcios ofereceram pequena resistência ao avanço das tropas israelenses. Além de ser muito bem treinado, o soldado de infantaria israelense tem forte motivação patriótica. A moderna estrutura administrativa de seu Exército, a pequena extensão territorial do país e a rapidez do sistema interno de comunicações possibilitaram fazer frente a ataques procedentes de várias direções, com uma coordenação efetiva.
Dotada de extrema mobilidade, a infantaria de Israel podia partir para a luta em menos de 72 horas e participou das operações iniciais da Guerra dos Seis Dias com quatro brigadas de cerca de 4.000 homens cada, uma brigada de paraquedistas e uma divisão blindada. Quando do cessar-fogo em 8 de junho, apenas 700 soldados israelenses haviam morrido em combate, enquanto as baixas do lado árabe se contavam aos milhares. A questão dos territórios ocupados em 1967 passou a representar um novo foco de tensão no Oriente Médio e levaria em 1973 à Guerra do Yom Kippur, na qual a infantaria chegou às portas de Damasco, capital da Síria, correpondendo mais uma vez à confiança em que nela deposita o alto comando das Forças de Defesa de Israel.
Desde a concessão de independência a Israel, em 1948, o Exército do país tem sido equipado com uma grande variedade de armas e acessórios. Este combatente da Guerra dos Seis Dias não constitui exceção. O uniforme inclui uma camisa cáqui de lã e calças iguais às dos paraquedistas franceses. O capacede M1, de fabricação americana, é coberto com pano e com uma rede de malha. O cinto de lona, fabricado no país, segue o modelo americano e britânico. O armamento consiste na versão israelense do fuzil FN FAL de 7.62 mm, arma padrão da infantaria, usada durante a década de 60. Só em 1973, por ocasião da Guerra do Yom Kippur, começaria a ser substituída pelo rifle de assalto Galil de 5.56 mm.

Soldado iraniano



Atuação: Guerra Irã-Iraque - 1980

Na Segunda Guerra Mundial a simpatia do Irã pela Alemanha nazista determinou a ocupação do país por ingleses e soviéticos em 1941. O xá Reza Khan foi forçado a abdicar em favor de seu filho, Reza Pahlevi, que pôs o Exército iraniano a serviço da causa dos Aliados. No começo dos anos 60, iniciou-se um amplo programa de modernização do país e de suas Forças Armadas. Com os recursos do petróleo, o Irã recorreu principalmente aos Estados Unidos para reequipá-las com carros de combate M-48 e M-60, veículos blindados de transporte de tropas (VBTT), artilharia, armamento antitanque e antiaéreo.
Os quadros do Exército foram ampliados, chegando a 150.000 soldados regulares e mais de 400.000 reservistas. Mas o autoritarismo do xá, perseguindo líderes religiosos e reprimindo a oposição, desetabilizou seu governo, fazendo com que o descontentamento popular fosse generalizado e provocando a sua queda do poder em 1979. Os nacionalistas islâmicos, liderados pelo aiatolá Khomeini, e que foram recebidos com festa nas ruas, implantaram um regime que adotava os preceitos ortodoxos da seita xiita, num ambiente de fanatismo religioso. No início, o Irã passou a receber ajuda da União Soviética, mas logo as relações foram cortadas e houve execuções em massa de comunistas e membros da oposição.
O novo governo adotou atitudes agressivas também em relação aos EUA, que haviam dado asilo político ao xá Reza Pahlevi e se negavam a extraditá-lo. Em 1980, tentando aproveitar-se da confusão reinante nas Forças Armadas do inimigo, os iraquianos invadiram o Irã, assumindo o controle do rio Chatt-el-Arab que divide os dois países e é a única saída do Iraque para o mar. Foi o início de uma guerra sangrenta que duraria oito anos, mas que serviu para unificar as forças iranianas contra um inimigo comum.
Apesar de terem seus oficiais substituídos por expurgos ou deserções e de não contarem com equipamentos pesados dos EUA ou da URSS, as tropas iranianas revelaram extraordinário espírito de combate. O conflito com o Iraque era considerado uma "guerra santa" e os soldados nas frentes de batalha recebiam chaves de plástico, para que segundo a doutrina xiita, abrissem as portas do Paraíso para aqueles que morressem no "combate aos infiéis". A vanguarda do Exército iraniano era constituída pelo Pasdaran - Corpo de Guarda Revolucionária - com cerca de 150.000 xiitas ortodoxos. Dividido em batalhões, o Pasdaran atuava como ponta-de-lança, em conjunto com as brigadas.
Diferindo de seus adversários iraquianos, que normalmente tinham uniformes em brim cáqui, as Forças Armadas do Irã costumavam usar a cor verde-oliva, embora muitos combates ocorressem em regiões semidesérticas, onde esse tom sobressai bastante. O capacete deste soldado do Corpo de Guarda Revolucionário é o US M1 e a bandoleira parece basear-se em modelos britânicos. As armas incluem o fuzil de assalto alemão H&K G3, de 7.62 mm.