quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Panzer 35 / 38 (t)


(reprodução/Internet)
Quando foi anexada pelo Reich, em 1938, a Tchecoslováquia possuía um indústria bélica florescente, e que seria bastante aproveitada pelos nazistas. Os destaques foram os tanques Skoda Lt 35 e 38, modernos e resistentes, armados com canhões de 37 mm e tecnicamente superiores aos Panzer I e II.
Os alemães autorizaram a conclusão do desenvolvimento e a produção do Lt 38, e o rebatizaram como Panzer 38 (t). Além das tarefas originais, vários foram reconfigurados para outras missões, como o canhão de artilharia autopropulsado Bison e o caçador de tanques Jagdpanzer 38 (t).

Sd.Kfz. 234 Puma


(reprodução/Internet)
No início da Segunda Guerra, o reconhecimento do que havia à frente das divisões de tanques era feito por carros blindados simples, leves e com armamento quase sutil.
Em menos de cinco anos, os exploradores evoluíram para o Sd.Kfz. 234 Puma, um complexo blindado de oito rodas com tração e esterçamento integrais, 12 toneladas de peso e um canhão de 75 mm equivalente à dos tanques médios da época.
Ainda espantosamente atual, o Puma tinha ótimo desempenho off-road, longo alcance (entre 560 e 1.000 km em estradas), três vezes a velocidade dos melhores tanque da época e um motor Tatra V12 produzido na Tchecoslováquia então ocupada.
Sua blindagem não suportava o impacto de canhões de grosso calibre, mas isso não era fundamental na missão de mostrar o caminho para os companheiros da pesada, os Panzer.

Sd.Kfz. 250 e 251

(reprodução/Internet)
A verdadeira revolução da Blitzkrieg foi o emprego maciço de tanques e transportes de tropas que rompiam os pontos frágeis das defesas inimigas e os exploravam com velocidade atordoante. Dentro dessa tática, coube aos Sd.Kfz 250 e 251 o papel de transportar em qualquer terreno uma equipe de fogo completa, entre 7 e 13 integrantes, até a linha de frente.
As quase 30 mil unidades produzidas demonstraram eficiência em todos os fronts, e pelo 23 variantes foram desenvolvidas para diferentes missões
A tração era proporcionada pelas esteiras traseiras, enquanto a direção era dada pelas rodas dianteiras, mas a esteira do lado interno das curvas podia ser freada para girar sobre o próprio eixo e agilizar as manobras.
O conceito de half-track não era novo: já havia sido empregado na Primeira Guerra Mundial por causa das vantagens em terrenos off-road e por distribuir melhor (por uma área mais ampla) a pressão do peso sobre o solo. Algo parecido seria produzido em massa pelos EUA nas séries M2, M3, M5 e M9.

BMW R75 e Zündapp KS 750


(reprodução/Internet)
O substituto natural do soldado montado num cavalo poderia ser ele pilotando uma moto. Duas fabricantes – BMW e Zündapp – construíram ao todo 35 mil de conjuntos de motos e sidecars.
Ambos seguiam as mesmas especificações, com motores de dois cilindros opostos com comando no bloco, 750 cm³, quatro marchas à frente e ré, diferencial blocante no eixo formado pela roda traseira e a roda do sidecar, seletor de relações de marchas para terrenos on-road e off-road e suporte para uma metralhadora MG 34 de 7,92 mm.
Mais leve e ágil, a Zündapp KS 750 era a preferida, e a partir de 1942 os conjuntos foram unificados para a configuração de moto KS 750 e sidecar BMW. Refinadas e ao mesmo tempo robustas, inspiraram os americanos a encomendar algo parecido para a Harley Davidson, e hoje valem ouro. Mesmo na época, saiu caro para os alemães: cada kit custava o dobro de um VW Kübelwagen militar.

VW Type 166 “Schwimmwagen”


(reprodução/Internet)
Com base no Volkswagen Type 82 “Kübelwagen”, o jipe militar que fora baseado no Fusca alemão, Ferdinand Porsche (o avô do Ferdinand que criou o Porsche 911 e faleceu mês passado) idealizou uma carroceria em forma de casco flutuante, e equipou-o com tração nas quatro rodas e diferencial blocante em ambos os eixos.
Na água, uma hélice era acoplada ao virabrequim do motor traseiro, e a direção era determinada pelas rodas dianteiras, que atuavam como lemes.
O resultado dessa simplicidade? Mais de 15 mil unidades construídas para a Wehrmacht, o que torna o Schwimmwagen o anfíbio mais numeroso de todos os tempos. Poucos sobreviveram intactos – e um deles vive e se exibe no Brasil.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Classe "Argos"





    A Armada tem atribuídas, também para patrulha, um conjunto de lanchas. A classe “Argos” (1ª Série) dispõe de cinco navios, de projecção e construção nos estaleiros do Arsenal de Afeite. Com menos de dez anos de serviços, os navios de 90 toneladas têm uma tripulação de oito homens e autonomia para 1.350 milhas, podendo atingir os vinte e oito nós. São navios armados com duas MG-42 e projectados para operar em condições de mar mais adversas que os seus sucessores.



Tipo
Lancha de Fiscalização
Comprimento
27m
Tonelagem
94 toneladas
Velocidade Máx.
26 nós
Guarnição
8

Classe "Viana do Castelo"



    Esta classe - de concepção e construção portuguesa - foi projectada na década de 90 com o fim de substituir um grande número de navios que eram usados, de forma inadequada e custosa, na patrulha da ZEE portuguesa (corvetas das classes "João Coutinho" e "Baptista Andrade" e patrulhas "Cacine"). O programa prevê um total de doze navios cuja construção em estaleiros portugueses se iniciou em 2003 com a entrega dos dois primeiros navios prevista para 2005. Dez navios serão configurados para patrulha costeira, havendo dois optimizados para operações de balizagem e combate à poluição. Além de equipamento adicional, estes receberão provavelmente algumas alterações no casco e no projecto e uma motorização diferente. Aos navios desta classe caberão as seguintes missões: patrulhar, vigiar e fiscalizar as águas costeiras e oceânicas de jurisdição nacional; apoiar e controlar actividades económicas, cientificas e culturais ligadas ao mar; executar operações de busca e salvamento (SAR) no mar; colaborar na defesa do ambiente, nomeadamente na prevenção e combate à poluição marítima.
    Em 2004, o primeiro navio da classe foi baptizado "Viana do Castelo", em homenagem à cidade e a sua vocação marítima, bem como, ao facto de ser nos Estaleiros Navais de Viana do castelo (ENVC) que se leva a cabo a construção de tais navios.
    O primeiro NPO 2000 terá um custo aproximado de 35 milhões de euros, sendo previsível uma redução de preço para os seguintes. O navio deslocará 1.600 toneladas e terá cerca de 79 metros de comprimento. Com uma guarnição de apenas trinta e dois homens poderá receber provisoriamente outras trinta e duas pessoas, o que o torna particularmente útil para missões de busca e salvamento e apoio a operações anfíbias. O navio armado com uma peça de 40mm disporá de capacidade de comando e controlo, comunicações de concepção nacional e de pista para helicóptero. A sua autonomia é de cerca de trinta dias de operação ou cinco mil milhas à velocidade de quinze nós (pode atingir os vinte nós).
    Recentemente, no decurso de visita oficial do Ministro da Defesa português à Tunísia foi discutida a possibilidade deste país adquirir navios da classe NPO 2000 para a sua Marinha. Anteriormente outras nações - nomeadamente a Argentina, Marrocos e a Argélia - haviam mostrado, igualmente, interesse no projecto dos ENVC.

Tipo
Navio de Patrulha Oceânico (NPO 2000)
Comprimento
83,1m
Tonelagem
1.600 toneladas
Velocidade Máx.
20 nós
Autonomia
5.000 milhas a 15 nós
Armamento
1 reparo de 40mm
SensoresOs radares dos NPO serão 2 Manta 2000A fornecidos pela Kelvin Hughes, usados como radar de navegação e de apoio de aproximação ao helicóptero.
Guarnição
35 (apto a receber mais 32 elementos)
Número de Unidades
12 (dois navios em construção de doze encomendas firmadas)