quinta-feira, 14 de junho de 2018

Navio de linha Azov


Navio de linha russo Azov ancorado em Elsinore
O navio de linha Azov tornou-se um herói da Batalha Naval de Navarino (1827), quando as forças aliadas da Inglaterra, França e Rússia derrotaram as frotas egípcias e otomanas. O navio, comandado pelo descobridor da Antártica Mikhail Lazarev, destruiu cinco embarcações de guerra inimigas, incluindo o carro-chefe otomano de 80 armas.
O Azov foi o primeiro navio da Marinha Russa a receber a bandeira especial de São Jorge, um dos maiores prêmios concedidos a um navio.

Veleiros de guerra Vostok e Mirni


Modelo de Vostok no Museu Central da Marinha em Leningrado, em 1970
Entre 1819 e 1821, Faddey Bellingsgauzen e Mikhail Lazarev conduziram uma viagem marítima a bordo dos veleiros de guerra Vostok (Leste) e Mirni (Pacífico) que resultou na descoberta da Antártida, além do mapeamento de 29 ilhas.
Veleiro de guerra Mirni
Costas, penínsulas, estações científicas na Antártida e até cadeias montanhosas do planeta Mercúrio foram nomeadas em homenagem a esses veleiros. Vostok também foi o nome da espaçonave soviética na qual Iúri Gagárin fez seu lendário vôo.

Veleiros Nadejda e Neva


Veleiro de guerra russo Neva
No início do século 19, o Império Russo estava se preparando para sua primeira circunavegação do globo. Para tanto, o Ministério Naval russo comprou dois saveiros britânicos, Leander e Thames, renomeados como Nadejda e Neva, respectivamente.
Durante uma expedição de 1803 a 1806, liderada por Ivan Kruzenchtern e Iúri Lisianski, foram feitas observações significativas nas áreas de botânica, zoologia, etnografia e oceanologia. Em 1805, os marinheiros descobriram uma nova ilha – a Ilha Lisianski – que hoje pertence ao estado norte-americano do Havaí. 
Veleiro Nadejda
Infelizmente, depois da expedição, os navios tiveram um destino trágico. O Nadejda pereceu no gelo em 1808, não muito longe da costa dinamarquesa. Quanto ao Neva, o saveiro afundou durante uma tempestade perto do Alasca em 1813.

Fragata Oriol


Modelo do primeiro navio de guerra russo Oriol
Construído em 1668, o Oriol (Águia) foi o primeiro navio militar russo a ser projetado em estilo ocidental, como uma pinaça totalmente equipada. Comandado pelo capitão holandês Dawid Butler, tinha 23 tripulantes, também estrangeiros, e uma unidade da Streltsy (infantaria russa de arma de fogo), com 35 membros. O Oriol foi projetado para proteger navios mercantes no mar Cáspio, mas acabou sendo capturado em 1670 pelas forças rebeldes do cossaco Stenka Razin, que liderou uma grande revolta no sul da Rússia nos anos de 1670 e 1671. Abandonado na margem do rio Volga, uma vez que os rebeldes não conseguiam usá-lo, esse navio logo ficou caindo aos pedaços.

Ponte sobre rodas TMM-6


Foto: Vitaly V. Kuzmin/ wikipedia.org
Segundo o manual, bastam 50 minutos para montar uma poderosa ponte mecanizada, que suporta o peso de veículos blindados. São 102 m de ponte, com secções de 17 m. Assim, é possível montar três variedades: 6 de 17 m, 3 de 34 m ou uma de 100 m.
Um veículo TMM-6 tem autonomia de 1.100 km, sendo sua velocidade máxima de 70 km/h.

GMZ-3


Foto: Kirill Braga / RIA Nóvosti
As tropas de engenharia possuem um antagonista do “Zmei Gorinitch”: o sapador sobre lagartas GMZ-3 de 3ª geração, capaz de colocar minas ao longo de quilômetros em apenas uma hora, tanto antecipadamente, como durante um combate. Caso necessário, pode enterrá-las. A versão moderna possui um equipamento de navegação que fixa as coordenadas exatas de cada mina, o que facilita o conhecimento rigoroso da disposição dos campos minados.
A tripulação se limita a escolher o chamado “esquema de implantação”; depois, o mecanismo as manda para o tapete rolante e, após a colocação de cada mina, um dispositivo espoleta a carga.

UR-77 “Zmei Gorinitch”


Foto: Víktor Tolochko / ITAR-TASS
O canhão autopropulsado UR-77 se destina a abrir passagens nos campos de minas inimigos. Os especialistas o consideram um dos melhores meios para ultrapassar os campos minados. O veículo carrega duas cargas de 90 m de comprimento, cada uma com mais de 700 kg de explosivo plástico. Lançadas, se desenrolam e caem na área necessária, fazendo explodir minas antitanques no seu redor e assegurando uma passagem com cerca de 6 m de largura.
Zmei Gorinitch é o nome de um dragão de três cabeças, personagem dos contos populares russos. O veículo se chama assim devido ao seu funcionamento: lança foguetes com um rugido reativo, atrás dos quais ziguezagueiam “caudas” compridas semelhantes à de um dragão.