quarta-feira, 6 de junho de 2018

M42 Duster


O M42 Duster é uma variante para defesa anti-aérea do carro de combate leve M41 Walker Bulldog, construída para o US Army  a partir de 1952 até 1959 pela GM. Feito todo em aço soldado, foram produzidos cerca de 3.700 unidades, as quais experimentaram ação durante a Guerra do Vietnam e foi especialmente útil no fogo contra forças terrestres não blindadas, embora sua concepção seja para o abate de aeronaves.



Com a decisão de substituir o chassi M24 chaffee do US Army durante a guerra da Coréia, o M42 veio para ocupar o lugar do blindado anti-aéreo M19 Gun Motor Carriage com seus canhões automáticos duplos de 40 mm Bofors M2A1. Como estes canhões eram considerados eficazes, simplesmente foram transpostos para o novo veículo, com uma torre redesenhada para acomodar-se ao maior diâmetro do anel do novo chassi. Não possui radar diretor de tiro. No final dos anos 50 foram retirados de serviços e substituídos por lançadores HAWK, pois chegou-se a conclusão que armas de tubo não eram mais eficazes contra jatos moderno. O regimento 517 baseado no Panamá os operou até 1970. Durante a Guerra do Vietnam este sistema voltou a ativa, mas como a ameaça aérea do Vietnam do Norte não se fez presente estes veículos cada vez mais se engajaram no combate terrestre como fogo de apoio.



Pesa 22,5 ton totalmente carregado; abriga uma guarnição de 6 integrantes. Possui o mesmo motor Continental (ou Lycoming) de 6 cilindros a gasolina do M41 com 500 hp, montado na parte traseira do veículo, acoplado a uma transmissão Allison de 2 velocidades. Cruza a uma velocidade máxima de 72 km/h e tem uma autonomia de 160 km. Possui polia tratora na traseira e tensora na dianteira, com cinco pares de rodas de apoio rodando dentro da lagarta.



Foi operado pelos EUA, Áustria, Alemanha, Grécia, Japão, Jordânia, Líbano, Paquistão, Taiwan, Tailândia, Turquia, Venezuela e Tunísia.

Mede 5,82 m de comprimento; 3,23 m de largura; 2,85 m de altura; possui blindagem de 9 a 25 mm; relação peso/potência de 22,2 cv/ton e suspensão por barras de torção.




FMC LVTP-5




O LVTP-5 é um veículo anfíbio sobre lagartas para transporte de pessoal, com capacidade marítima, construído pela FMC para os US Marines. Foram produzidas 1.124 unidades com estrada em serviço em 1956, sendo unidades de transporte e unidades especializadas, tendo entrado em combate na Guerra do Vietnam, sendo uma evolução dos LVTPs mais antigos. Foi usado além dos US Marines, pelos fuzileiros navais de Taiwan, Filipinas e Chile.



Em relação aos outros veículos da série se apresentou consideravelmente maior, sendo capaz de transportar de 30 a 34 infantes completamente equipados, com acesso ao interior por rampa montada na dianteira do veículo. Foi substituído em serviço pelo LVTP-7, sendo o LVTP-6 uma modelo menor baseado no M59 APC. O LVTP-5 apresentou variantes de comando (LVTC-5), varredor de minas (LTVE-1), recuperação (LVTR-1) e apoio de fogo com um obuseiro de 105 mm (LVTH-6). Uma versão anti-aérea foi estudada e construída com uma torre do M42 Duster, sem no entanto entrar em serviço (LVTAA-X1).



Pesa 41,2 ton; mede 9,04 m de comprimento; 3,57 m de largura; 2,92 m de altura. Está pótenciado com um Continental a gasolina VE-1790-1 V-12 de 704 hp, com uma relação peso/potência de 17 hp/kg e montado na traseiro do veículo. Motor está acoplado a uma transmissão Alisson CD-850-4A com duas marchas frente e uma a ré. Possui autonomia de 306 km na estrada e 92 km na água. Desenvolve uma velocidade de 48 km/h na estrada e 11 km/h na água. Está apoiado em 9 pares de rodas que se apoiam na lagarta, com polia tratora na parte de trás e tensora a frente, com distância do solo de 0,46 m, e pressão de 0,64 kg/cm2. Supera obstáculo vertical de 0,91 m e trincheira de 3,65 m, e pode vencer rampas com 70% de inclinação.






Mitsubishi Type 89 IFV





O Mitsubishi Type 89 VCI é um veículo de combate de infantaria sobre lagartas construído para o exército japonês, em serviço a partir de 1989. Seu desenvolvimento começou em 1980 e intencionava-se a aquisição de cerca de 300 unidades. Seu ritmo de produção vem sendo muito lento, com cerca de 120 unidade produzidas até 2014.





É um veículo de concepção convencional, com casco de aço soldado e seis pares de rodas de apoio que rodam dentro da lagarta e três roletes de retorno. Polia tratora a frente e polia tensora atrás, com suspensão por barras de torção. O motor é um diesel Mitsubishi 6SY31WA de 600 hp a 2000 rpm de 6 cilindros, localizado na parte dianteira esquerda do casco acoplado a uma transmissão automática, e o motorista acomoda-se a direita com uma escotilha de peça única acima dele que abre para a direita. Possui periscópio passivo de visão noturna. Um infante fica atrás do motorista com escotilha própria e seteira esférica para disparo no lado direito.




No centro do veículo está montado uma torre com canhão Oerlikon Contraves de 35 mm com cadencia de 200 tpm, produzido sob licença no japão, designado L90. De cada lado da torre estão montados casulos individuais do míssil anticarro Type Jyu079 MAT. Abaixo dos casulo estão montados dois lançadores quádruplos de lançadores de fumígenos, um em cada lado. A torre está equipadas com detectores laser.




Na parte traseira do casco está o compartimento da tropa que acomoda sete infantes equipados, com acesso por duas portas traseira que se abrem para os lados. Além daquela já citada, a tropa conta com mais cinco seteiras para disparos de dentro do veículo para os lados e mais uma seteira na parte de trás.

Mede 6,7 m de comprimento; 3,2 m de largura de 2,5 m de altura (2,75 total). A blindagem é secreta, mas sabe-se ser espaçada e composta com cerâmica endurecida. Possui autonomia de 400 km e velocidade máxima de 70 km/h. Pesa 27 ton, peso alto para esta classe de veículo. Devido ao seu alto peso consome grande quantidade de combustível e não é anfíbio.





ShKH DANA vz 77 152 mm Howitzer SPH




O Dana (D Elo Automobilni Nabíjené Automaticky) é um obuseiro autopropulsado sobre rodas, baseado em um chassi Tatra 815 Kolos 8x8, construído pela ZTS Dubnica nad Váhon na antiga Tchecoeslováquia (hoje Eslováquia) no início da década de 1970, como alternativa ao soviético 2S3 Akatsiya. Também conhecido como ShKH vz 77 foi projetado pela Konstrukta Trencín e está em serviço na República Checa, Líbia, Polônia, Geórgia e Eslováquia. O projeto foi concluído em 1976 e entrou em serviço em 1981. Em 1994 mais de 750 unidades tinham sido construídas.

Ao contrário dos obuseiros autopropulsados da época, foi montado em um chassi sobre rodas,que possui maior mobilidade estratégica e é mais fácil de manter, não prescindindo de carretas para seu transporte. Foi dotado de um inovador sistema automático de carga, primeiro de seu tipo e capaz de carregar o tubo com qualquer elevação. Possui uma cabine de direção a frente  e um compartimento de combate aberto na parte intermediária e o compartimento do motor na parte traseira.



O veículo é dotado de um obuseiro de 152 mm x 37 calibres com culatra de cunha deslizante vertical semi automática, com cadência de 3 tiros por minuto durante 30 minutos. O conjunto de amortecimento é constituído por dois amortecedores pneumáticos de retorno e um êmbolo de controle. O posicionamento do tubo é feito por um sistema eletro-hidráulico e controle manual de emergência. A pontaria é feita com o auxílio de colimadores ou balisas como em outros sistemas, através de uma luneta ZZ-73, e uma mira telescópica OP5-38-D para fogo direto.  Utiliza três tipos de munições básicos: A granada HE com 18 km de alcance, uma granada HE de alcance extendido de 20 km e uma granada HEAT para fogo direto contra blindados.

É propulsado por um motor Tatra diesel V12 T2-939-34 de 345 hp. Mede 10,5 m de comprimento, 2,8 m de largura e 2,6 m de altura. Pesa 23 ton e desenvolver uma velocidade máxima de 80 km/h com uma autonomia de 600 km. Supera obstáculos de 1,5 m e trincheiras de 1,4 m. A arma principal possui um alcance máximo de 20 km, com elevação de -4° a +70º e deriva de 45º para cada lado. Possui um guindaste para auxiliar no manuseio da munição, e o chassi é estabilizado por três apoios hidráulicos quando em posição de tiro. A tripulação é de 5 a 6 artilheiros mais o motorista. O projétil pesa cerca de 43 kg.




Existem as versões MODAN 152 com maior alcance, melhor precisão e maior taxa de fogo. A Ondava 152 possui tubo de 47 calibres e novo mecanismo de carregamento. A ZUZANA possui calibre de 155 mm NATO. A ZUZANA 2 é um aperfeiçoamento da primeira. Existe ainda a Himalaya que é uma variante da ZUZANA montada em um chassi T-72, para atender requisito do Exército Indiano.






Patria AMV




O Patria AMV (Veículo Blindado Modular) é um veículo blindado anfíbio multifunção produzido pelo grupo finlandês Pátria. De concepção 8x8, possui design modular o que lhe permite a incorporação de diferentes componentes como torres, armas, sensores e sistemas eletrônicos em geral, além de sistemas de comunicação em diferentes configurações. Pode ser configurado como veículo de infantaria, apoio de fogo, porta morteiros, comunicações e guerra eletrônica, e outros sistemas de campo de batalha. Foram consideradas versões 6x6, 8x8 e 10x10, sendo esta última logo abandonada.



Conta com boa proteção blindada para um veículo desta categoria, podendo resistir a explosões de minas até 10 kg de TNT e disparos frontais de projéteis de 30 mm. Tem grande mobilidade “off road”, com suspensão hidropneumática individual em cada roda, proporcionando velocidade e agilidade com conforto a tripulação. Pesa de 16 a 27 ton dependendo da configuração; mede 7,7 m de comprimento; 2,8 m de largura e 2,3 m de altura. Esta potenciado com um motor diesel Scania DI 12 de 543 hp ou Scania  DC 12 de 480 hp. Seu alcance operacional é de 600 a 850 km podendo atingir velocidades de 100 km/h na estrada e 10 km/h na água, propulsados por duas unidades turbojatos. Transporta três tripulantes e 10 infantes equipados. Possui controle central de pressão dos pneus. Pode vencer rampas de 60% e inclinação lateral de 30%.



O Pátria AMV foi concebido a partir de uma demanda do exército da Finlândia de 1995 para substituir Sisu Pasi 6x6. Com o primeiro protótipo apresentado em 2001. Em 2002, além da Finlândia logo veio uma encomenda da Polônia fazendo desse veículo o principal APC da Europa na faixa de 15 a 27 ton. Devido a inerentes qualidades desse projeto, e baseado na experiência com seu antecessor junto a seus operadores, logo ganhou o mundo e mais encomendas vieram, muitas com licenciamento para produção local, tornando-se o primeiro veículo de 4ª geração a entrar em produção.




O Pátria AMV é construído em três versões básicas: o veículo padrão para a maioria das aplicações, o AMV SP com compartimento traseiro maior e mais elevado par aplicações que exigem mais espaço como postos de comando e veículos oficina e o AMV plataforma de armas pesadas, com estrutura reforçada. O AMOS é uma versão porta morteiro de 120 mm duplo carregado pela culatra, com alcance de até 10 km. O NEMO é também um porta morteiro de 120 mm único e mais leve que o AMOS, também com alcance de até 10 km.



Os Poloneses que o constroem sob licença desenvolveram o KTO Rosomak com blindagem mais leve para melhorar  a aerotransportabilidade e as capacidade anfíbias. As versões enviadas ao Afeganistão foram equipadas com blindagem modular. Os eslovenos tem a versão SKOV Svarun com porta hidráulica e mais espaço para munição, além de RPGs e Metralhadoras para uso geral. Os sul-africanos tem a versão Badger, com blindagem adicional desenvolvida pela Denel. A variante UAE é ligeiramente alongada (0,4 m) para acomodar torre com canhão. Está em serviço nas forças da Croácia, Finlândia, Polônia, Eslovênia, África do Sul, Suécia e Emirados Árabe Unidos. Participa de concorrência para os US Marines (Havoc). Um total de 1825 veículos estão em serviço. Os poloneses o estão usando no Afeganistão com cerca de 50 unidades KTO Rosomak. Mostrou resistência quando atingido por RPG-7 dos Talibãs, sendo muito respeitado por estes. A União Européia o está usando em missão no Chade.







M24 Chaffee




O M24 Chaffee foi um carro de combate leve desenvolvido para substituir o carro de combateStuart da 2ª Guerra Mundial. Entrou em serviço em 1944 e experimentou ação nos meses finais da guerra. Atuou nas guerras da Ciréia e Vietnam em ações de reconhecimento e apoio a infantaria.

O projeto se originou da necessidade do US Army de um tanque leve com canhão de 75 mm, capaz de substituir os canhões de 37 mm do M3 Stuart. Experimentou-se a evolução do projeto do Stuart, mas logo se tornou claro que um novo chassi seria necessário. Possui 2 motores gêmeos Cadillac 44T24 de 8 cilindro e 110 hp cada, acoplados a uma transmissão hydramatic com 8 marchas a frente e 2 a ré. A suspensão é pelo sistema de barras de torção e possui cinco pare de rodas de apoio além das polias tratora a frente e tensora atrás, com três roletes de retorno, com motor montado na parte traseira. A produção totalizou 4.731 unidades. Foi artilhado com um apela de 75 mm M6 L/40, uma metralhadora 7,62 mm na frente e uma 12,7 mm uma torre.



O veículo demonstrou poder de fogo, velocidade e agilidade no campo de batalha, tendo como ponto fraco a blindagem, propositadamente mantida leve para conferir mobilidade superior, característica de um veículo de reconhecimento. Demonstrou ser um veículo de combate confiável e seu chassi serviu para um grande número de empregos como o obuseiro M37 de 105 mm e um modelo howitzer de 155 mm, entre outros. Construiu-se ainda o T9 e T13 como utilitários, O T23 e T23 além do T33 como transportadores, O T9 como Lâmina bulldozer e o T6E1 como veículo de recuperação.

Foi adotado por grande número de países aliados dos EUA. Pesa 18,4 ton; mede 5,56 m, tem 3 m de altura de 2,77 de altura; relação peso/potência de 16,09 hp/ton; pode transpor vau de 1,02 m e obstáculo de 0,92 com fosso de 2,44 m; e alcance operacional de 161 km. Foi substituído no US Army pelo M41 Walker Bulldog.




Nahuel D.L.43


Devido a dificuldade dos argentinos em adquirirem carros de combate durante a II guerra mundial, devido a sua neutralidade e mesmo indisponibilidade dos tradicionais fornecedores, foi decidido a implementação do desenvolvimento nacional de um carro de combate médio a partir de 1945. Procurou-se desenvolver um projeto que contemplasse ao máximo os componentes de produção local, dentro da realidade do parque industrial deste país.

Denominado Nahuel D.L.43, e obviamente inspirado no Sherman norte-americano, foi equipado com lagartas, roletes, motor, caixa de marchas e outros componentes importados dos estados Unidos. Possuía blindagem inclinada de 80 mm a frente e linhas modernas para a época. Seu armamento era fraco: um canhão Krupp L.30 1909 de 75 mm, com alcance de 7.700 m e cadência de 20 tpm. Foram produzidos apenas 16 exemplares, e com o fim da guerra uma grande quantidade de de carros de combate novos e a preços atraentes ficou disponível. As autoridades argentinas deram preferência ao Sherman Firefly do qual adquiriram 120 unidades equipadas como canhão de 76 mm (17 libras) inglês. Desta forma a produção do Nahuel foi interrompida. 


O motor era um Lorraine-Dietrich 12 EB com 12 cilindros em V e 450 hp feito pela Military Airplane Factory entre 1931 e 1932 para impulsionar o caça Dewoitine D21. Foi acoplado um transmissão hidráulica de cinco velocidades, quatro à frente e uma à ré. O chassi e suspensão eram equipados com duas polias motoras frontais e duas tensoras e três boogies de rodas de apoio duplas de cada lado,além de cinco pares de roletas de retorno. Este conjunto permitiu-lhe atingir uma velocidade de 64 km/h e superar obstáculos com um gradiente de até 30º. Possuia autonomia de 250 km.