sábado, 28 de abril de 2018

TANQUE-PESADO CHAR B II


Ficha Técnica

País: França (Aliados)
Tripulação: 4 (municiador, artilheiro, comandante/condutor/artilheiro, operador de rádio)
Peso: 31,500 Kg
Dimensões: 6,37 m de comprimento, 2,50 m de largura e 2,79 m de altura. 
Motor: Renault de 6 cilindros. Gasolina. Refrigerado a água.
Transmissão: Seis marchas (5 à vante, 1 a ré)
Potência: 307 HP
Velocidade Máxima: 28 km/h
Autonomia: 180 KM
Blindagem: 65 mm
Armamento: Canhão de 75 mm, canhão de 47 mm e uma metralhadora de 7.5 mm

Histórico

A série de tanques conhecida como Char B é um resultado direto das observações feitas na Primeira Guerra. O projeto, de 1921, possuía um canhão de 75 mm montado sob uma poderosa blindagem. Sua produção começou apenas em 1935, com o Char B I, com um canhão de 47 mm na torre e outro de 75 mm no casco. Esse sistema foi permitido devido a um complicado sistema de direção, que facilitava o posicionamento do tanque para a melhor mira. Apesar de ser um projeto antigo, o Char B I possuía muitas características de desing avançado, além de inovações de motorização. Porém a tripulação de quatro homens ficou dividida dentro do casco, o que dificultou a comunicação interna e isso conduziu a muitos problemas operacionais.
Isso fazia com que o treino da tripulação fosse muito mais especializado, para aproveitar o máximo potencial do veículo. O modelo final foi o Char B II, com uma blindagem de 65 mm e um motor mais poderoso. Algumas unidades ganharam ainda um canhão anti-aéreo. Aproximadamente 400 Char B, em suas três versões, entraram em serviço antes da invasão alemã. Era o mais pesado e poderoso tanque francês em ação na Segunda Guerra, lideram unidades blindadas. Os alemães logo aprenderam a temer esse tanque, principalmente devido a seus excelentes resultados contra o PzKpfw IV.
Porém com a dirigibilidade bastante delicada, além da sua baixa velocidade, fizeram do Char B um alvo relativamente fácil de ser capturado quando esgotada sua munição. Mais uma vez o uso de unidades distantes uma da outra, espalhadas pela fronteira, foi o principal inimigo do tanque. As unidades capturadas pelos alemães receberam o nome de PzKpfw Bl-II 740(f) e foram usados para os mais variados propósitos. Alguns foram usados pelas forças de ocupação, outros repassados para a defesa da Muralha do Atlântico e vários receberam canhões de artilharia auto-propelida. Alguns foram ainda providos com lança-chamas (PzKpfw Flamm(f)). Em 1944 alguns foram recapturados e passaram a ser usados pela França Livre, mas apenas um punhado chegou em funcionamento a 1945.

TANQUES-LEVES VICKERS (MK I a VIII)


Ficha Técnica

País: Inglaterra (Aliados)
Tripulação: 3
Peso: 4,877 Kg
Dimensões: 3,96 m de comprimento, 2,08 m de largura e 2,23 m de altura. 
Motor: Meadows ESTL de 6 cilindros. Gasolina. Refrigerado a água.
Transmissão: Seis marchas (5 à vante, 1 a ré)
Potência: 88 HP
Velocidade Máxima: 52 km/h
Autonomia: 201 KM
Blindagem: 10 a 15 mm
Armamento: Canhão de 12.7 mm e metralhadora de 7.92 mm

Histórico

O tanque-leve Vickers teve sua origem em uma série de tanques projetados pela Carden-Loyd durante os anos 20. A história destes pequenos veículos é bastante extensa, terminando com o Carden-Loyd Mk VIII. O protótipo foi o Vicker Mk I, veículo inovador, mas com poucas unidades produzidas. Todavia serviu para fornecer as idéias que serviram aos seus sucessores. Com uma tripulação de apenas dois homens, tinham uma pequena torre com uma metralhadora 7.7 mm. Foi seguido pelo Mk IA (blindagem melhorada) e Mk II (torre e suspensão modificadas). Os Mk III, IV e V foram variantes de pequena produção destes veículos, cuja grande modificação foi o aumento da capacidade de 2 para 3 homens.
Em 1930 surgiu o Mk VI. Mesmo com uma blindagem fina de 10 a 15 mm e armado apenas com um canhão de 12.7 mm e uma metralhadora de 7.7 mm, os veículos Vickers eram extremamente ágeis, capaz de velocidades muito altas para os campos de batalha de então, sendo usados por todos os anos 30 (sobretudo na Índia) e o início da Segunda Guerra. Logo eles foram considerados praticamente inúteis na nova dinâmica e combate. A pouca blindagem era frágil demais, podendo ser perfurada por calibres pequenos. Mas como veículo de observação o Vickers era imbatível, podendo entrar e sair de terrenos muito rapidamente.
Na França, em 1940, eles foram alocados incorretamente como tanques de combate e sofreram pesadas baixas. Continuaram, porém, em uso na campanha da África. Várias tentativas de adaptação foram feitas, como conversão de unidades anti-aérea, mas com pouco uso efetivo. Surpreendentemente, os alemães gostaram muito do modelo e adaptaram as unidades capturadas na França em anti-tanque e transporte de munição.

TANQUE-LEVE MK VII TETRARCH


Ficha Técnica

País: Inglaterra (Aliados)
Tripulação: 3
Peso: 7,620 Kg
Dimensões: 4,30 m de comprimento, 2,31 m de largura e 2,12 m de altura. 
Motor: Meadows 12 cilindros. Gasolina. Refrigerado a água.
Transmissão: Seis marchas (5 à vante, 1 a ré)
Potência: 165 HP
Velocidade Máxima: 64 km/h
Autonomia: 224 KM
Blindagem: Entre 4 e 15 mm
Armamento: Canhão de 40 mm e metralhadora de 7.92 mm

Histórico

O tanque-leve MK VII Tetrarch começou sua vida como Vickers MK VII. Mas uma série de modificações do projeto, em 1937, resultaram no protótipo deste novo carro de combate. Com o desing completamente renovado, recebeu o nome de Purdah. Apesar de excelentes atributos, precisou mostrar serviço antes do contrato de produção ser assinado. Rebatizado de Tetrarch (devido as quatro rodas de cada lado), sofreu inúmeros pedidos de alteração por parte do exército antes de ser colocado em produção, apesar da falta de entusiasmo pelo veículo.
Eles eram feitos “sob encomenda” para operações específicas, como a invasão de Madagascar, em maio de 1942. Muitos deles foram doados para a União Soviética. Mas a sorte do Tetrarch mudou radicalmente com o estabelecimento definitivo das operações aerotransportadas. Devido ao seu baixo peso, foi o primeiro veículo blindado transportado de avião para operações de campo. Um novo modelo de planador, General Aircraft Hamilcar, foi projeto e construído exclusivamente para levar os Tetrachs. 
Em abril de 1944 foram feitos os primeiros testes dessa empreitada, com excelentes resultados. Para cumprir seu novo papel, o Tetrarch recebeu um canhão de 76.2 mm, sendo rebatizado de Tetrarch ICS. Eles entraram em ação no Dia D, em 6 de junho de 1944, durante a segunda onda aerotransportada. A maioria deles pousou perto do rio Orne onde a vida de combate era bastante curta. Logo eles eram usados na travessia do rio Reno, em março de 1945. Devido a seu pequeno número, seus batalhões eram completados com as unidades M22 americanas. Depois da guerra, os remanescentes do conflito ficaram em serviço até os planadores Hamilcar serem descomissionados. 
O desíng básico do Tetrarch foi usado para vários veículos durante a guerra, como o tanque-leve MK VIII Harry Hopkins (blindagem de 6 a 38 mm). Apenas 177 unidades foram construídas. Hoje, o exército britânico possui uma versão atualizada do Tetrarch, também aero-transportada.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Lançador de Ponte XLP-10

Características

Peso: 19.000 kg
Total de combustível: 204 l
Velocidade máxima: 55 km/h 
Degrau máximo: 0,61 m 
Fosso máximo: 1,40 m 
Rampa máxima: 50º 
Inclinação lateral máxima: 30º 
Passagem de Vau: 1,30 m
Histórico
Na segunda metade dos anos 70, o Estado Maior do Exército se preocupava em desenvolver um projeto de um veículo blindado sobre lagartas para lançamento de ponte, o qual deveria ser construído sobre chassis de carros de combate. 
A ponte, moderna para os padrões da época, possuía uma grande flexibilidade, o que permitia sua acomodação mesmo em terrenos irregulares, através de um sistema de barras paralelas articuladas. Para sua colocação ou retirada era necessário um único operador, no caso o motorista do carro. 
    Este veículo foi oficialmente apresentado no desfile de 7 de setembro de 1977 em Brasília e sua produção teve início logo em seguida, com a produção de apenas quatro exemplares, sem contar o protótipo, e sua designação oficial passou a ser CCX-1-LP10 e ficou operacional no EB em unidades que operavam os carros de combate X-1 e X1-A2 até que estes foram desativados e substituídos por outros mais pesados que não podiam utilizar-se deste modelo de lança-ponte.

VBC Eng Leopard 1

Características

Peso sem carga: 42.500 kg 
Peso de combate: 43.000 kg 
Potência de Desobstrução: 270 m³/h
Potência da Escavadeira: 140 m³/h
Total de combustível: 1.410 l
Velocidade máxima: 50 km/h
Degrau máximo: 0,9 m
Fosso máximo: 2,5 m
Rampa máxima: 50%
Inclinação lateral máxima: 30%
Passagem de Vau: 1,9 m (com sistema de mergulho acionado)
Histórico
A VBC Eng Leopard 1 BR, também conhecida com Pionierpanzer 2 Dachs, é uma viatura blindada de combate capaz de realizar operações de desobstrução, arrancamento, guindaste, escavação, corte e solda, trabalhos submersos  e trabalhos de resgate, além de possuir uma parafusadeira de impacto e uma policorte/esmerilhadeira.
    A origem desse tipo de viatura remonta a Segunda Guerra Mundial, onde havia a necessidade de um carro de resgate. Os EUA foram os precursores, criando a viatura M32, o primeiro carro de resgate, sobre um chassi de Sherman M4.
    Em 1966, a Alemanha fabrica, o Pionierpanzer 1. Utilizando o chassi do Leopard 1, foi acrescentado um braço de guindaste hidráulico. Seu guincho principal tinha a capacidade de 40 ton e o carro recebeu lâmina de apoio, assim como equipamento de corte e solda. Em 1988 foi modernizado, recebendo o nome de Pionierpanzer 2 Dachs. Recebeu um braço telescópio (guindaste e concha),  policorte/esmerilhadeira e parafusadeira de impacto.
    Sua chegada no Brasil foi em 2009, e, em 2010, foi ministrado seu primeiro curso de operação no Parque Regional de Manutenção 3, ministrado pelo Centro de Instrução de Blindados. 

VBE ENG M4 30t Laq

aracterísticas

Peso de combate: 29.000 kg 
Total de combustível: 670 l 
Velocidade máxima: 48 km/h 
Degrau máximo: 0,6 m 
Fosso máximo: 2,3 m 
Rampa máxima: 60% 
Inclinação lateral máxima: 30%
Passagem de Vau: 1,0 m
Histórico
Na década de 1980 estavam em curso no Exército Brasileiro, diversos estudos para a concepção de programas de modernização ou conversão de carros de combate M4 Sherman, entre estes figurava um que visava o desenvolvimento de uma Viatura Blindada Especial de Engenharia. Neste contexto em 1982, uma parceria foi formada entre o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e a empresa Moto Peças S/A e desenvolveram, a partir do chassi do modelo original M4A1, a M4 Viatura Blindada Especial de Engenharia (VBE-ENG-M4-30t-Lag).
    Foi criada uma estrutura de carroceria inteiramente nova, feita de aço soldado, em formato similar a um M113, só que maior. Em sua parte superior, foi incluído um guincho hidráulico com capacidade de 20 t e uma lança articulada para elevação de cargas até 10 t e, na frente, uma lâmina de terraplanagem, além de dispor de uma capacidade de reboque de veículos de até 40 t.
    O projeto e contrato previa a construção de 15 desses veículos, mas por entraves no projeto e limitação de verbas para investimento, o lote foi reduzido para um protótipo e cinco unidades operacionais e, após não passar em testes, foi desencorajada sua produção.

MB-3 Tamoyo

Características

Peso sem carga: 31.000 kg
Peso de combate: 35.000 kg
Pressão sobre solo (peso de combate): 0,72 kg/cm2
Total de combustível: 700 l
Velocidade máxima: 67 km/h
Degrau máximo: 0,7 m
Fosso máximo: 2,40 m
Rampa máxima: 60º
Inclinação lateral máxima: 30º 
Passagem de Vau: 1,30 m
Histórico
É um carro de combate brasileiro, desenvolvido pela empresa Bernardini em parceria com o Centro Tecnológico do Exército, baseados na experiência adquirida com a modernização do M41C Caxias. Nunca foi produzido em série. É um derivado do M41, incorporando novas tecnologias e um canhão de 90 ou 105 mm, mas mantendo as características apreciadas pelo Exército Brasileiro no M41. 
    Era um carro de combate médio, e projetado de acordo com as necessidades do Exército Brasileiro e do parque automobilístico nacional, de forma a reduzir a dependência de equipamentos e peças importadas. 
    A grande vantagem do Tamoyo estava na grande percentagem de incorporação de componentes fabricados no Brasil. Toda a blindagem, a torre os sistemas hidráulicos, as lagartas, um dos motores e até o canhão podiam ser fabricados no Brasil. Alguns dos outros equipamentos, embora de origem internacional, poderiam ser nacionalizados desde que o número de sistemas a adquirir fosse suficiente e justificasse a operação.