domingo, 15 de abril de 2018

Guerra Sino - Japonesa

Período
1937-1945
Área do conflito
Sudeste da Ásia
Protagonistas
China e Japão
Histórico
Em julho de 1937 os japoneses lançam uma ofensiva-relâmpago sobre as províncias do Norte e Leste (Hopei, Shantung, Shansi, Chamar e Suyan) com o objetivo de separá-las da China. Numa audaciosa operaçõa de desembarque, ocuparam Cantão e mais tarde Hong Kong. Os invasores tiveram seu caminho facilitado por uma China desorganizada, dividida militarmente entre nacionalistas e comunistas. A estratégia japonesa baseava-se em sua mobilidade, fruto do desenvolvimento industrial do país e na grande motivação de seu povo em formar um império nipônico sobre a Ásia inteira. Rapidamente ocuparam Pequim, seguida da capitulação de Tientsin e Shangai, onde após quebrarem a encarniçada resistência das tropas chinesas, em uma batalha pelas suas ruas que durou três meses, os japoneses avançaram continente adentro, até Nanquim. Um ano depois do ínicio dos combates, o Japão contolava amplas margens do Mar da China, isolando o país de qualquer auxílio ocidental. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos com apoio dos exércitos nacionalistas chineses, assumem a tarefa de expulsar os japoneses, que se rendem em agosto de 1945.
Principais forças envolvidas
A China iniciou a guerra com 1.788.000 soldados. Nos anos seguintes mobilizou 14 milhões de homens. Oficialmente tiveram 3.211.419 baixas, das quais 1.761.335 feridos, 1.319.958 mortos e 130.116 desaparecidos.
Principais batalhas
Batalhas pela conquista das cidades de Shangai e Cantão.
Resultado final
Tanto os nacionalistas, liderados por Chiang Kai-shek quanto os comunistas, liderados por Mao Tse-tung, trataram de ocupar o espaço vazio deixado pela evacuação dos exércitos japoneses, numa espécie de preparação para a guerra civil que se avizinhava. Os americanos apoiaram os nacionalistas, temerosos do avanço do comunismo naquela região estratégica.
© www.militarypower.com.br

Primeira Guerra Mundial

Período
1914 - 1918
Área do conflito
Europa, ÁfricaOriente Médio e Ásia
Protagonistas principais
Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, Alemanha, Império Austro-Húngaro, Itália, Rússia e Império Otomano (Turquia).
Histórico
O estopim do conflito foi o assassinato do presumível herdeiro austríaco, o arquiduque Francisco Ferdinando, por bósnios em Sarajevo, em 28.06.14. Na crise que se seguiu, como nenhuma potência aceitou derrota diplomática, a guerra venceu a diplomacia e o que seria uma guerra européia, tornou-se em 1917, uma guerra mundial. Após o início do conflito, dois grupos rivais se formaram: a Alemanha e a Áustria-Hungria receberam a adesão da Turquia e da Bulgária; por outro lado a Rússia, a Grã-Bretanha e a França ganharam o apoio do Japão, Itália, Romênia e finalmente Estados Unidos, que desempenhariam um papel decisivo para os aliados. Na frente ocidental, apenas os estágios inicial e final viveram uma guerra de movimento. Do inverno de 1914 à primavera de 1918, a superioridade de defesa, baseada no sistema de trincheiras e metralhadoras, contra a lenta ofensiva da infantaria, levou a um impasse. Era a guerra de desgaste, com os adversários entrincheirados numa linha de frente de 644 km, do Canal da Mancha à Suíça, combatendo em meio ao arame farpado, lama, fogo de artilharia e doenças. Na Europa Oriental e nos Balcãs, com menor concentração de efetivos e defesas mais fracas, a guerra foi mais móvel. Em novembro de 1917, os bolcheviques tomaram o poder na Rússia, em em dezembro optaram pela paz. Então os alemães poderiam concentrar seus esforços na frente ocidental e lançaram ofensivas, em 1918, para vencer no oeste antes da chegada salvadora dos norte-americanos. Falharam, apesar do sucesso inicial. Os franceses contra-atacaram, com êxito, seguidos pelos americanos perto de Amiens. Atacando em várias frentes, sem descanso, romperam a linha alemã em 30 de setembro, e um a um os inimigos foram capitulando. Em 11 de novembro de 1918, o conflito terminou. Fora o primeiro da era moderna, a trazer para o campo de batalha, pela primeira vez, o uso de gás venenoso (usado pelos alemães em Bolinów), do tanque, inventado pelos ingleses (36 deles participaram da batalha do Somme), do avião como caça, bombardeiro ou para reconhecimento e de submarinos em grande escala.
Principais forças envolvidas
Grã-Bretanha: 9.500.000 homens (1.000.000 mortos)
França: 8.200.000 homens (1.500.000 mortos)
Rússia: 13.000.000 homens (1.700.000 mortos)
Itália: 5.600.000 homens (533.000 mortos)
Estados Unidos: 3.800.000 homens (116.000 mortos)
Alemanha: 13.250.000 homens (1.950.000 mortos)
Áustria-Hungria: 9.000.000 homens (1.050.000 mortos)
Turquia: 2.850.000 homens (325.000 mortos)
Principais batalhas
Batalhas do Somme, Verdun, Marne, Champagne, Tanenberg, Flandres, Ypres, Amiens, Caporetto, Dardanelos, Kut el-Amara, batalha naval da Jutlândia e desembarque aliado em Salônica.
Resultado final
Os custos materiais e humanos foram imensos, assim como as consequências políticas e sociais, incluindo a desintegração dos Impérios Otomano e Austro-Húngaro e o início da guerra civil na Rússia. Tratados de paz: Tratado de Versailles com a Alemanha (1919), Tratado de Neuilly com a Bulgária (1919), Tratado de Saint-Germain-en-Laye com a Áustria (1919), Tratado de Trianon com a Hungria (1920) e Tratado de Sèvres com a Turquia (1920).
Custo total estimado: US$ 4,5 trilhões
© www.militarypower.com.br

Guerra Russo - Japonesa

Período
1904 - 1905
Área do conflito
Sudeste da Ásia / Oceano Pacífico
Protagonistas
Rússia e Japão
Histórico
Este conflito decorreu das ambições russas e japonesas sobre a Coréia e a Manchúria. Os japoneses não haviam esquecido a intervenção russa, após o Tratado de Shimonoseki, obrigando-os a restituir Porto Arthur, em seguida ocupada por tropas russas que dali se expandiram pela Manchúria. Após inúteis protestos diplomáticos, os japoneses romperam as hostilidades apoderando-se daquele porto e derrotando os adversários em Mukden e na batalha naval de Tsushima. A vitória japonesa teve grande repercussão: pela primeira vez uma potência européia era derrotada por um Estado asiático. A derrota russa, por sua vez, patenteou a fraqueza do regime czarista e iniciou a sua queda, concretizada na Revolução de 1917.
Forças envolvidas
Na batalha naval de Tsushima, a frota russa era composta de 8 couraçados, 8 cruzadores, 9 destróieres e 13 navios auxiliares, comandada pelo Almirante Rojestvensky e o grupo de batalha japonês contava com 4 couraçados, 8 cruzadores, 16 cruzadores leves e 21 destróieres, comandado pelo Almirante Heihachiro Togo.
Em terra, 80.000 soldados russos mal equipados enfrentaram cerca de 270.000 japoneses, bem treinados e motivados.
Principal batalha
Batalha naval de Tsushima: com navios menores, mas com grande mobilidade e poder de fogo, muito superior aos pesados e antigos navios russos, a Marinha japonesa impôs uma derrota humilhante ao inimigo. Das trinta e oito belonaves russas que entraram no Estreito de Tsushima, na manhã de 27 de maio de 1905, um total de vinte e sete haviam sido afundadas ou capturadas pelos japoneses, no entardecer do dia 28, com muitas perdas humanas: os russos tiveram 4.380 mortos, 1.862 feridos e 5.917 prisioneiros. As perdas do Japão foram insignificantes: alguns navios pequenos afundados ou avariados, 117 mortos e 583 feridos.
Resultado final
Com a mediação do presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, inquieto com os progressos do Império japonês, foi assinado o Tratado de Portsmouth, entregando ao Japão a parte sul da ilha Sacalina, Porto Arthur e concessões ferroviárias na Manchúria, além de reconhecer o protetorado sobre a Coréia, pouco depois anexada.

Boinas Verdes - Exército americano



Atuação: Vietnã - 1968

As Forças Especiais americanas, cujos membros são conhecidos como os "boinas verdes", foram oficialmente criadas no dia 20 de junho de 1952 em Fort Bragg, com a formação do 10º Grupo de Forças Especiais. Um ano depois constituiu-se uma segunda unidade, o 77º Grupo. Em 1961, os dois grupamentos totalizam 800 homens e faziam parte regular do Exército americano. Apesar de contestadas por muitos, o presidente Kennedy as encarava como a arma ideal no combate aos movimentos guerrilheiros que surgiam em diversos países do Terceiro Mundo e insistiu em sua expansão, aumentando seu efetivo para 5.000 soldados.
Nessa época elas foram maciçamente empregadas contra os vietcongues, no Vietnã, onde já estavam atuando desde 1957, fornecendo treinamento para as tropas sul-vietnamitas. A unidade básica das Forças Especiais era a Equipe A, que consistia em dois oficiais e dez soldados, todos voluntários que recebiam adestramento em cinco especialidades: armas, comunicações, primeiros-socorros, informação e engenharia, além de estar preparados para longas permanências na selva. Sua atuação pode ser dividida em três níveis. O primeiro correspondeu à criação dos Grupos Civis Irregulares de Defesa nas montanhas da região central vietnamita, onde combateram o avanço inimigo nessa área de importância estratégica vital, operações que aumentaram de escala até o final da ofensiva do Tet (1968), quando transferiram essa responsabilidade para as Forças Especiais do Vietnã do Sul.
O segundo plano de atuação correspondeu aos chamados Projetos Alfabeto, em que unidades de reconhecimento eram utilizadas para se infiltrar em áreas controladas pelas forças inimigas. O último nível ainda tem uma aura de mistério: tratava-se das atividades do Grupo de Estudos e Observações, criado em 1964, contando com cerca de 2.000 homens, que efetuava operações clandestinas através da fronteira, incluindo o resgate de pilotos abatidos em território norte-vietnamita.
Outro capítulo obscuro das Forças Especiais foi o seu envolvimento na contra-insurreição em países da América Latina, onde além de treinar oficiais e soldados latino-americanos na Escola das Américas, no Panamá, participaram diretamente de uma série de operações altamente secretas, principalmente na Guatemala, na Colômbia e na Bolívia. Posteriormente as Forças Especiais atuaram no Oriente Médio em países como o Irã, Afeganistão e Iraque, sempre exercendo suas atividades sob grande sigilo.
Embora a proteção de cabeça seja do tipo comumente usado no Vietnã, o uniforme básico deste soldado é feito de tecido camuflado padrão folhagem. O distintivo do grupo de transportes aéreos das Forças Especiais, uma adaga com três raios sobre fundo azul, pode ser visto na manga esquerda do uniforme. Devido ao clima tropical do Vietnã, as botas eram confeccionadas em náilon e couro. O equipamento portátil corresponde ao modelo M1956, com mochila, cinturão com bolsas de munição, granada, cantil, kit de primeiros-socorros, baioneta e coldre para a pistola calibre .45. A arma principal é o fuzil de assalto M16 A1, de 5.56mm.

Highlander - Exército britânico


Atuação: Aden, Golfo Pérsico - 1967

Um dos mais famosos regimentos da Escócia, o dos Highlanders de Argyll e Sutherland (A&SH), possui tradições que remontam ao ano de 1794, quando 91 montanheses foram recrutados para combater soldados da Revolução Francesa. Entre 1870 e 1880 participaram das guerras que expandiram o Império Britânico.

Na Primeira Guerra Mundial, já com quinze batalhões, o A&SH teve pesadas baixas na frente ocidental: quase 7.000 oficiais e soldados foram mortos. Com nove batalhões na Segunda Guerra Mundial, combateu principalmente na Malásia e na Itália. Atuou ainda na Palestina, Quênia, Chipre e Guerra da Coréia onde obteve considerável reputação. Mas foi em Aden, atual capital do Iêmen do Sul, no Golfo Pérsico, que os Highlanders se tornaram conhecidos por sua atuação fulminante nos conflitos urbanos, em 1967.

A cidade próxima de Crater havia caído em mãos de rebeldes nacionalistas e o regimento recebeu ordem de retomá-la. Numa brilhante operação os soldados britânicos introduziram-se na cidade ao cair da noite e aniquilaram rapidamente os guerrilheiros, restabelecendo o controle da área.

A popularidade dos Highlanders era tanta que quando o governo inglês, por contenção de gastos, resolveu desmobilizar o A&SH, uma petição com mais de um milhão de assinaturas foi entregue às autoridades, solicitando que não o fizesse. E conseguiram. Os Highlanders continuaram, mas tiveram suas atividades reduzidas.

Embora se identifique por uma série de características escocesas, o soldado highlander usa jaqueta e calças cáquis padronizadas do Exército britânico. Suas botas têm solas de borracha e as polainas de lã são curtas. O cinto é o modelo de 1958. Um acessório importante é o quepe Glengary azul, com a faixa quadriculada vermelha e branca, característica dos Highlanders. O cabo usa suas divisas no braço direito, costuradas no tecido xadrez próprio de seu regimento. Note-se o distintivo no quepe, prateado e com as letras A&SH gravadas no centro. O fuzil é o indefectível FAL L1A1, com calibre 7.62 mm. Costumavam portar também máscara contra gases n° 4 Mk2 nas operações de controle de tumultos urbanos em Aden.

Soldado das Brigadas de Infantaria de Selva


Atuação: Selva amazônica - Brasil

Com uma área de quase 5 milhões de km², equivalente a sete vezes o tamanho da França, a selva amazônica é um ambiente hostil ao homem, por seus animais peçonhentos, rios caudalosos, igarapés, densa vegetação e grande umidade. A sua importância estratégica para o Brasil reside nos seus infindáveis recursos minerais e vegetais e no fato de ter 11.000 km de fronteiras com países vizinhos.
No cumprimento de sua missão constitucional de garantir a integridade do território, o Exército Brasileiro teve de adaptar-se ao desafio, buscando uma doutrina de operações apropriadas ao meio. O primeiro passo nesse sentido foi a criação do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), sediado em Manaus, por onde passam, em cursos ou estágios, os oficiais e graduados que vão servir na região, sob o Comando Militar da Amazônia.
No CIGS são ministrados conhecimentos peculiares ao combatente de selva, tais como: sobrevivência, transposição de obstáculos verticais e horizontais, armadilhas, tiro diurno e noturno, técnicas para transpor cursos de água com pontes improvisadas com cordas, manejo de explosivos, entre outros. A organização das Brigadas de Selva é semelhante à de uma brigada convencional de infantaria, porém adaptada ao meio ambiente onde deve cumprir a missão. O treinamento também é adequado às dificuldades da região, que apresenta perigos de todos os tipos, iminência constante de combate ou ações de emboscada, além da precariedade de suprimentos e comunicações.
O combatente de selva do Exército Brasileiro, normalmente recrutado entre os povos que habitam a Amazônia, destaca-se por sua aclimatação ao ambiente, o que exige abnegação, frugalidade e coragem, colocando-se entre os melhores do mundo, referência internacional quando se fala em guerra na selva, recebendo anualmente no CIGS oficiais de diversos países amigos, incluindo, Estados Unidos, Colômbia, Peru, Grã-Bretanha e França, que aqui vêm aprimorar seus conhecimentos.

A ilustração mostra como os uniformes em uso no CIGS são adequados para a camuflagem na região e passam por estudos constantes que visam aperfeiçoá-los. Além da japona especial que proporcione proteção sem tolher a mobilidade, os coturnos devem ter orifícios de ventilação e saída da água para facilitar a secagem após intenso suor e inúmeras travessias de igarapés. Portam ainda um tipo de ferramenta de múltiplo emprego: machado, lâmina de facão e instrumento para cavar, servindo ainda como arma individual. Carregam sempre dois cantis devido ao excessivo consumo de água. O fuzil é o Pára-FAL, de 5.56 mm.

SS Panzer Grenadier - Alemanha



Segunda Guerra Mundial
Atuação: Front Oriental - 1941

As Waffen-SS eram os braços armados da chamada Schutzstaffel (SS) - "Tropas de Proteção" - criadas no início do Partido Nazista, como forma de proteção pessoal de Adolf Hitler. Seus membros deveriam ser cidadãos com comprovada origem germânica, com uma condição física e mental excepcional e que seguissem fielmente as normas da ideologia nazista. Suas missões compreendiam a guarda pessoal de Hitler, o controle de guetos ou campos de concentração e atuar como tropas regulares, servindo como unidades de elite e lutando ao lado das forças regulares da Wehrmacht (Exército Alemão), muitas vezes liderando as operações ao longo da Segunda Guerra Mundial. O soldado ao lado, servindo na 3º SS Panzer Division Totenkopf, é a típica imagem do soldado das Waffen-SS operando no Front Oriental no período de 1941 a 1943. O característico capacete forrado com tecido camuflado e o casaco com mesmo padrão, eram uma vestimenta comum a estas tropas em combate naquele teatro de operações. O casaco, vestido por sobre o uniforme, é do modelo M1940 e possui os punhos com elástico e era confeccionado com padrão de camuflagem "Palm" (folha de palmeira).
O uniforme principal era o mesmo das tropas regulares da Wehrmacht, em tons de cinza, mas as botas tiveram seus canos encurtados Seu equipamento é composto por um binóculos com ampliação 6x30 e um estojo para carregar mapas e anotações. No suspensório em couro observa-se duas bolsas de lona onde eram carregados pentes de munição extra. Em seu colarinho podemos visualizar do lado esquerdo a insígnia de sua unidade, uma caveira (totenkopf, em alemão) sobre ossos, e do lado direito a sua patente, no caso SS-Scharfuhrer (líder de esquadrão), Sua arma é a confiável metralhadora MP40, calibre 9mm e carregador para 32 cartuchos, das quais mais de um milhão foram fabricadas. No cinturão e em sua mão podemos ver um par de granadas modelo M1920. Em abril de 1941, a 3º SS Panzer Division recebeu ordens de se deslocar para o Leste para se juntar ao Grupo de Exércitos Norte, sob a liderança do Marechal-de-Campo Wilhem Von Leebs. Esta Força tinha a tarefa de avançar sobre Leningrado e formar a ala nordeste da Operação Barbarossa. A 3º Divisão participou do avanço através da Lituânia e da Letônia, e em julho rompeu a "Linha Stalin".
A divisão então ultrapassou Demyansk em direção a Leningrado, onde se envolveu em pesados combates em agosto. Durante a contra-ofensiva de inverno dos soviéticos, a divisão ficou cercada por vários meses perto Demyansk, no que ficou conhecido como o "Bolsão de Demyansk". Nos combates nesta região a unidade foi redesignada "Kampfgruppe Eicke" devido ao seu tamanho reduzido pelas severas baixas. Em abril de 1942 a divisão conseguiu romper o "bolsão", mas havia perdido cerca de 80% de seus homens mortos, feridos ou desaparecidos em ação. A divisão foi então enviada para a França para poder ser reequipada no final de outubro de 1942. Para tanto, a divisão recebeu o reforço de um batalhão de tanques e foi redesignada 3ª SS Panzergrenadier Division Totenkopf, permanecendo em solo francês fevereiro de 1943. Em fevereiro de 1943, a Divisão foi mandada de volta para a Frente Oriental, agora como parte do Grupo de Exércitos Sul, comandado por Erich von Manstein. A Divisão, integrando a SS-Obergruppenführer Paul Hausser's II SS Panzer Corps, participou na Terceira Batalha de Kharkov, rechaçando a ofensiva soviética.
Durante esta campanha, seu comandante Theodor Eicke morreu quando seu avião foi derrubado. Hermann Priess sucedeu Eicke no comando da unidade. O SS Panzer Corps, Incluindo a a 3º Divisão Totenkopf, foi deslocado para o norte para participar da Operação Citadel, a ofensiva que visava a retomada da cidade de Kursk, depois de libertada pelos soviéticos. Foi durante fevereiro 1943 que o 3º SS Panzer Regiment recebeu uma companhia de tanques pesados Tiger I. Nas semanas seguintes a Divisão esteve envolvida em pesados combates, tendo perdido mais de 1.500 homens e seu regimento Panzer ficou reduzido a 20 tanques. Então a Totenkopf foi deslocada para o norte, de volta para Kharkov, tomando parte das batalhas que visavam impedir que os soviéticos retomassem o controle da cidade. Em outubro de 1943, juntamente com outras tropas do Eixo, a Divisão iniciou uma retirada em direção à fronteira da Romênia. Porém em novembro a unidade ainda se engajaria em mais um combate contra o Exército Vermelho, próximo a estratégica cidade de Krivoi, na margem oeste do rio Dniepr.