sábado, 28 de abril de 2018

Bachem BA 349 Natter


Entre os muitos experimentos da Alemanha ao fim da guerra, está o Bachem BA 349 Natter, era um míssil pilotado, semi-dispensável e lançado verticalmente. Projetado sob a liderança de Erich Bachern, a maioria dos seus componentes eram feitos de madeira, era propulsado por um foguete Walter 109-509A-2 (o mesmo do Messerschmitt 163). Para a decolagem, quatro foguetes de combustível sólido Schmidding forneciam 4.800kg força de impulso por dez segundos antes de serem ejetados. O BA 349 Natter deveria ser lançado na aproximação de bombardeiros aliados, o piloto escolheria seu alvo e dispararia seus 24 foguetes Föhn de 7,3cm . Ele então ejetaria o nariz da aeronave e abriria seu próprio paraquedas. A aeronave podia ser reutilizada.

Os testes começaram em Outubro de 1944. Em Fevereiro de 1945, foi feito o primeiro lançamento vertical não tripulado. Mas, no primeiro voo de teste tripulado o canopy falhou e o piloto, Lothar Siebert, morreu. Uns vinte BA 349 foram construídos, e uns dez designados á Kirchheim, mas antes que qualquer bombardeiro aliado pudesse ter sido interceptado, as instalações foram tomadas pelas tropas aliadas que avançavam.

Especificações do Bachem BA 349 Natter

Tipo: interceptador de assento único dispensável
Motor: um foguete Walter 109-509A-2 de combustpivel líquido desenvolvendo 1.700kg força de impulso (70 segundos de duração) e quatro foguetes Schmidding 109-553 de 1.200kg força de impulso de combustível sólido e ejetáveis (10 segundos de duração)
Performance: velocidade máxima: 800km/h ao nível do mar; taxa de subida inicial: 11.140m por minuto; teto de serviço: 14.000m; raio de ação: 40km
Peso: carregado no lançamento: 2.200kg
Dimensões: envergadura: 3,60m; comprimento: 6,10m; área da asa: 2,75m²
Armamento: 24 foguetes Föhn de 7,3cm

Heinkel He 280


O primeiro avião turbojato do mundo, o Heinkel He 280 voou pela primeira vez em 2 de Agosto de 1941 (19 meses antes do Gloster Meteor). O projeto do He 280, que começou no fim de 1939, incluía uma asa baixa com turbinas sob as asas, trem de pouso triciclo, dois lemes de direção e dois estabilizadores verticais. Apesar da necessidade de motores de pequeno diâmetro, o Dr, von Ohain resolveu o problema com o HeS 8 que produzia 700kg de empuxo. Um par destes motores propulsavam o 280 VI no seu primeiro voo.


Um total de nove 280 foram produzidos, incluindo o He 280 V2 e He 280 V3 com motores HeS 8, o He 280 V4 com dois motores BMW 190-003 e mais tarde com seis Argus 109-014, o He 280 V5 com motores HeS 8, o He 280 V6 (também como o V5) com três canhões de 20mm MG 151, o He 280 V7 quef oi testado como um planador de alta velocidade para pesquisas aerodinâmicas, o He 280 V8 com motores 109-004 e o He 280 V9 propulsado por motores 109-003.


Apesar da produção do He 280 ter sido planejada, queixas sobre sua fraqueza estrutural na cauda,tremulação também na cauda e armamentos e combustível inadequados, fizeram com que o projeto do 280 fosse abandonado em favor do Messerschmitt Me 262. Foi no 280 que houve o primeiro uso de um assento ejetor, quando o piloto de teste abandonou a aeronave após os comandos travarem.

Especificações do Heinkel He 280 V5

Tipo: protótipo interceptador/caça de assento único
Propulsão: dois turbojatos HeS 8A de 750kg de empuxo
Performance: velocidade máxima: 900km/h a 6.000m de altura; razão de subida inicial de 1.145 metros por minuto; teto de serviço estimado: 11.500m; alcance: 650km
Pesos: vazio: 3.215kg; máximo na decolagem: 4.310kg
Dimensões: envergadura: 12,20m; comprimento: 10,40m; altura: 3,06m; área da asa: 21,50m²
Armamento: três canhões de 20mm MG 151 montadas no nariz

Churchill Crocodile


A primeira especificação para um tanque lança-chamas foi feita no início de 1938, ainda que não existisse um departamento de pesquisa para lidar com fogo. Algumas tentativas desordenadas levaram a um número de modelos experimentais, mas nada definitivo foi alcançado até a criação de um Departamento de Petróleo e Guerra (Petroleum Warfare Department), e então algum trabalho mais definido começou. O PWD concentrou-se num tipo de projetor que utilizavahidrogênio comprimido para propelir o jato de combustível.

O Crocodile (Crocodilo) foi designado para ser utilizado junto do tanque de infantaria Churchill, por este motivo, Churchill Crocodile. Quando ele apareceu pela primeira vez em 1942 uma mudança na política do Gabinete de Guerra disse que não havia mais um requerimento oficial para um tanque lança-chamas, o trabalho apesar disso seguiu em frente. Em Abril de 1943 uma nova mudança nas políticas desejava a volta do Crocodile mais uma vez e em Agosto de 1943 um requerimento de 250 foi posto, estes veículos deveriam equipar as unidades que desembarcariam na Normandia.

A ordem foi emitida apesar do fato de que nenhum teste com as tropas foi realizado. No plano inicial os Crocodiles deveriam ser montados nos tanques Churchill Mk IV, mas a maioria foi instalado nos tanques Mk VII. A parte principal do Crocodile era instalada sobre um reboque de duas rodas puxado pelo tanque Churchill e conectado a ele por uma junta universão pela qual o combustível pressurizado tinha que passar. O prjetor localizava-se na frente do tanque instalado no lugar da metralhadora. A metralhadora de 75mm e a metralhadora da torre eram guardadas para serem utilizadas como em um tanque normal se necessário. O reboque podia ser ejetado quando vazio ou se necessário. O reboque continha combustível e gás comprimido sufuciente para produzir 80 segundos de chamas e o alcance operaional era de 73 metros, apesar de que em condições favoráveis o alcence chegava a 110 metros.

Um tanque Sherman americano equipado com o Crocodile.
O Churchill Crocodile entrou em ação pela primeira vez no Dia-D, 6 de Junho de 1944. Desde então eles forem utilizados em todos os teatros de operações e acabaram se tornando armas muitos efetivas. Havia planos de utilizarem Crocodiles em tanques Sherman dos Estados Unidos, embora que algum trabalho tenha sido feito, apenas 6 foram construídos e apenas 4 entraram em serviço na Europa.

Pela época, 800 Crocodiles haviam sido produzidos. O principal usuário do Exército Britânico era a 79º Divisão de Blindados. Assim que a guerra acabou, a maioria foi retirado de serviço.

Maschinengewehr 42


Apesar da excelência da MG 34 os projetistas da Mauser estavam procurando algo mais simples. Com o exemplo da MP 40 que era de fácil produção e de baixo custo eles decidiram adotar novos métodos de produção utilizando o menor número possível de máquinas de alto custo aliado com novos mecanismos de operação. Os novos mecânismos vieram de diversas fontes. A experiência com a MG 34 mostrou como a alimentação podia ser refeita e projetos conquistados na Polônia mostraram novos sistemas de travas. Outras idéias vieram da Tchecoslováquia e da própria Mauser. Destas inovações vieram o MG 39/41 e após inúmeras séries de testes veio a Maschinengewehr 42 ou MG 42.


A MG 42 apresentava técnicas de produção em massa. Projetos anteriores utilizavam folhas de metais simples mas não com eficácia, pois os duros ambientes onde uma metralhadora deve operar significavam que poucas tiveram sucesso. Com a MG 42 o sucesso foi imediato. Utilizada como uma metralhadora de emprego múltiplo ela apareceu pela primeira vez em 1942 na União Soviética e no norte da África e assim em adiante sendo utilizada em todos os fronts. Era fornecida somente para as tropas de linha de frente. Não contente com a MG 42, uma das melhores metralhadoras ja produzidas, a Mauser veio com a MG 45 que tinha uma razão de fogo maior ainda. A MG 42 ainda vive em muitos exércitos.

Soldados da Waffen SS utilizando uma MG 42.

Especificações da MG 42

Calibre: 7,92mm 
Comprimento
: 1.220mm
 
Comprimento do cano
: 533mm
 
Peso
: 11,5kg (com bipé)
 
Velocidade inicial do projétil
: 755m/s
 
Razão de fogo
: até 1.550 tpm
 
Alimentação
: 50 cartuchos por fita

Maschinengewehr 34


Os termos do Tradado de Versalhes proibiam o desenvolvimento de metralhadoras na Alemanha mas com a Rheinmetall-Borsig operando escondida na fronteira com a Suiça na década de 20, este termo foi passado para trás. Projetos seguintes resultaram em uma metralhadora refrigerada por ar que virou a Solothurn Modell 1930,uma metralhadora de projeto avançado que teve muitas de suas características implantadas nas armas seguintes. Poucas foram produzidas e os Alemães necessitavam de uma arma melhor, o que resultou na MG 15 que foi produzida para a Luftwaffe.

Dos projetos da Rheinmetall veio o que é considerada uma das melhores metralhadoras já produzidas, a Maschinengewehr 34 ou MG 34. Projetistas da Mauser utilizaram a Modell 29 e a MG 15 como pontos de início para toda uma nova série de metralhadoras. Este novo tipo de metralhadora podia ser carregada pela infantaria e montada sobre um bipé ou um tripé. O cano da arma era facilmente resfriado e sua alimentação era de dois tipos: por tambor, ou por fita. Além de uma ótima razão de fogo a MG 34 podia ser utilizada contra aviões em voo baixo.

Afrika Korps e a MG 34.

A MG 34 foi um sucesso imediato e foi direto as linhas de produção e para todas as organizações armadas da Alemanha, inclusive para a polícia. A demanda pela MG 34 continuou alta até 1945. Havia diversos dispositivos para a arma, desde um bipé até complexas instalações em tanques. Havia até um periscópio que permitia ao operador dispará-la de trincheiras sem expor-se. A produção desta arma não era ajudada pelo fato de que ela era muito boa para uso militar. Eram utilizados complexos métodos e complexas máquinas na produção da MG 34 que além de caros eram demorados.

Especificações da MG 34

Calibre: 7,92mm
Comprimento: 1.219mm
Comprimento do cano: 627mm
Peso: 11,5kg
Velocidade inicial do projétil: 755m/s
Razão de fogo: entre 800tpm e 900tpm
Alimentação: 50 cartuchos por fita ou 75 cartuchos por tambor

MG 17


Produzida pela Rheinmetall-Borsig, a MG 17 foi utilizada como uma metralhadora fixa, instalada em muitos aviões da Luftwaffe e antes da Segunda Guerra muitas foram comercializadas com outros países. Por volta de 1940 elas já começavam a ser substituídas por canhões e metralhadoras de maiores calibres. Ao fim de 1945 quase ou nenhuma aeronava tinha a MG 17 equipada.

A MG 17 foi utilizada no Messerschmitt Bf 109, Messerschmitt Bf 110, Focke-Wulf Fw 190, Junker Ju 87, Junkers Ju 88C, Heinkel He 111, Dornier Do 17/215, Focke-Wulf Fw 189, etc. Mais tarde muitas MG 17 foram modificadas para serem utilizadas pela infantaria. Cerca de 24. 271 foram modificadas para este propósito até Janeiro de 1944.

Especificações da MG 17

Calibre: 7,92mm
Cartucho: 7,92x57 Mauser; peso do cartucho: 35,5 gramas
Velocidade inicial do projétil: 855m/s com o cartucho Phosphor B e 905m/s com o cartucho SmK L'spur
Comprimento: 1.175mm
Peso: 10,2kg
Alimentação: fita

MG 81

MG 81 Z.

Desenvolvida entre 1938 e 1939, a MG 81 era uma metralhadora fixa ou flexível instalada em aviões da Luftwaffe. Substituindo a MG 15, a MG 81 foi desenvolvida pela Mauser como uma derivação da metralhadora de infantaria MG 34. Seu desenvolvimento focava-se na redução de tempo e custo de sua produção e foi fabricada de 1940 até 1945. 

MG 81 em um Junkers Ju 88.

Uma versão especial de dois canos, MG 81 Z, foi introduzida em 1942 para prover maior poder de fogo sem requerer mais espaço do que uma metralhadora padrão. A utilização mais comum da MG 81 Z foi na cauda do Dornier Do 217 que permitia ao piloto disparar contra aeronaves que o perseguiam. Outra aplicação foi no Junkers Ju 88 onde três pares delas eram montadas externamente para atacar alvos no solo.

MG 81 na cauda de um Heinkel He 111.

Especificações da MG 81

Calibre: 7,92mm
Peso: 6,5kg
Comprimento: 890mm
Velocidade inicial do projétil: 790m/s
Alimentação: fita
Razão de fogo: 1400-1600 tiros por minuto

Especificações da MG 81 Z

Calibre: 7,92mm
Peso: 12,9kg
Comprimento: 915mm
Velocidade inicial do projétil: entre 760m/s e 790m/s
Razão de fogo: 2800-3200 tiros por minuto