sábado, 28 de abril de 2018

T-35

T-35


O tanque T-35 foi um dos maiores fracassos dos projetistas soviéticos. Teve sua origem em estudos iniciados no ano de 1930 e seu primeiro protótipo ficou pronto em 1932. Em aparência e em outros muitos aspectos ele era bastante influênciado por um tanque da British Vickers Independent. 

Apesar de haver mudanças entre as diversas linhas de produção, os tanques da principal linha de produção entre 1935 e 1938 eram mais longos que os originais. Era bastante difícil coordenar, mirar e disparar as cinco torres e a efetividade do armamento era limitada devido ao baixo calibre da arma principal. As torres e a arma principal eram as mesmas utilizadas no tanque T-28. A blindagem variava entre 10mm e 30mm.


A produção do T-35 era lenta se comparada com a produção de outros tanques soviéticos da época. Apenas 61 unidades foram produzidas entre 1933 e 1939 e todos estes tanques serviam em uma única brigada localizada próxima de Moscou. Serviam mais como uma propaganda política, pois regularmente participavam de paradas militares na Praça Vermelha e davam uma falsa impressão da força dos tanques soviéticos. Os massivos veículos davam uma incrível impressão mas eram bem diferentes em serviço.

Quando o T-35 teve de ir para a Guerra em 1941, apenas alguns viram serviço, porque a maioria ficou retido em Moscou para defesa. Parece não haver registros de algum T-35 em ação nos arredores de Moscou mas os poucos outros que tentaram barrar o avanço Alemão não se saíram bem. Por serem poucos blindados e lentos, eram presa fácil para os Panzers.

Especificações do T-35

Tripulação: 11
Peso: 45 toneladas
Motor: um motor M-17M V-12 desenvolvendo 500hp
Dimensões: comprimento: 9,72m; largura: 3,2m; altura: 3,43m
Performance: velocidade máxima: 30km/h; alcance máximo: 150km
Armamento: uma arma de 72,6mm, duas armas de 42mm e cinco ou seis metralhadoras de 7,62mm

Matilda Mk I e Mk II

Matilda Mk I e Mk II


Uma ordem para um tanque de infantaria foi emitida pela primeira vez em 1934 e o resultado foi o All Infantry Tank Mk I, que mais tarde foi apelidado de Matilda. Era um tanque simples e pequeno para dois tripulantes com blindagem suficiente para enfrentar qualquer arma antitanque do período. A torre era equipada com uma metralhadora Vickers de 7,7mm enquanto que a propulsão era fornecida por um motor V8 fabricado pela Ford. Em Abril de 1937 foi emitido um pedido de 140 unidades. Quando posto em combate na França em 1940 ele mostrou todos os seus defeitos: era lento demais e estava pouco armado para qualquer tipo de combate entre blindados. As unidades que sobreviveram após Dunquerque foram utilizadas apenas para treino.

Em 1936 se iniciou o projeto para o Matilda Mk II. Terminado em 1938, o Matilda Mk II era um tanque maior que o Matilda Mk I, com espaço para quatro tripulantes, blindagem capaz de suportar qualquer arma antitanque da época e equipado com uma arma principal de 40mm. Era um tanque lento, mas isso não era um problema já que foi projetado para fornecer suporte para infantaria, onde a velocidade não era o essencial. Apesar de ser levemente armado, era um bom veículo em combate. Outra versão do Matilda Mk II, o Mk IIA era equipado com metralhadoras Besa de 7,92mm ao invés das metralhadoras Vicker.

Apesar de encontrar seus primeiros combates na camapanha francesa em 1940, o período principal do Matilda foi na campanha norte africana, onde era efetivo contra os tanques alemães e italianos com exceção do famoso canhão de 88mm. Até a Batalha de El Alamein o Matilda foi o blindado principal utilizado pelos britânicos, até começar ser ultrapassado por novos blindados melhores armados e mais rápidos. Sua importância não diminuíu pois passou a ser utilizado em operações especiais.

O Matilda Baron e o Matilda Scorpion desempenharam um importante papel ao serem utilizados para limparem campos minados. Outra variação era o Matilda CDL (Canal Defense Light) equipado com um poderoso holofotote. O Matilda Dozer era uma versão equipada com lâminas de trator para uso de engenharia. Outros eram equipados com lança-chamas, conhecidos como Matilda Frog. Não só os britânicos puderam usufruir deste blindado, os australianos também utilizaram esses veículos e suas armas em Nova Guiné e em diversos outros lugares, até 1945. Os alemães também se utilizaram de diversos Matildas capturados. Os soviéticos receberam 1.084 Matildas que serviram desde a Batalha de Moscou até serem dispensados em 1942.

O primeiro Matilda foi produzido em 1937, mas quando a guerra começou apenas dois estavam prontos. 2.987 foram produzidos pela Vulcan Foundry, John Fowler & Co, Ruston & Hornsby, London, Midland and Scottish Railway e North British Locomotive Company. O último foi entregue em Agosto de 1943.


Especificações do Matilda Mk I


Tripulação: dois (comandante/atirador, motorista)
Peso: 11.176,5kg
Motor: Ford V8 de 80 cavalos
Blindagem: 10-60mm
Dimensões: comprimento: 4,85m; largura: 2,28m; altura: 1,86m
Performance: velocidade: 12,87km/h; velocidade off-road: 9km/h; alcance: 130km


Especificações do Matilda Mk II


Tripulação: quatro (comandante/atirador/motorista/carregador)
Peso: 25.000kg
Motor: dois motores Leyland de 6 cilindros desenvolvendo 95bhp cada ou dois motores AEC desenvolvendo 87bhp cada
Blindagem: 20-78mm
Dimensões: comprimento: 6m; largura: 2,6m; altura: 2,5m
Performance: velocidade: 24km/h; velocidade off-road: 12,9km/h; alcance: 257km

Panzerjäger I

Panzerjäger I


Quando o primeiro tanque leve PzKpfw I (Panzerkampfwagen I) foi produzido em 1934, a intenção era utilizá-lo como um veículo de treinamento, mas nos primeiros anos da guerra, como muitos tanques pesados ainda não estavam disponíveis em muitos números, o PzKpfw foi utilizado em combate. O Pzkpfw tinha apenas dois homens na tripulação, uma blindagem muito leve e uma metralhadora, por isso, em 1940, todos já haviam sido retirados de combate, mas eram ainda utilizados para treinamento. Muitos tanques ficaram sem serviço, até que veio a oportunidade de converter estes tanques na primeira arma autopropulsada alemã.

Já havia sido decidido que alguma forma de arma antitanque seria de grande vantagem para unidades antitanque, que, de outra maneira, utilizavam armas rebocadas. O primeiro projeto apresentava uma Pak 35/36 de 37mm montada em um PzKpfw sem torre. Apesar desta versão parecer promissora, ela não foi aceita. Na metade de 1940 foi requerido uma arma de maior calibre, pois consideravam a arma de 37mm fraca contra futuras blindagens. Uma arma tcheca antitanque de 47mm foi montada no tanque, que passou a designar-se de Panzerjäger I für 4,7cm Pak.


A arma tcheca era forte e capaz de atravessar a maioria das blindagens encontradas. A Alkett AG produziu um total de 132 unidades. A arma era montada em um pequeno escudo que era aberto em cima e atrás. A tripulação consistia do motorista, ainda na posição original do PzKpfw I, e dois homens operando a arma. No padrão, um total de 74 projéteis podiam ser carregados.

O destruidor de tanque PanzerJäger I viu serviço no norte da África e nos estágios iniciais da campanha contra a União Soviética. Eles provaram-se fortes o bastantes para derrotar tanques inimigos, mas a sua falta de proteção para a tripulação o tornou um alvo vulnerável. Assim, após o Exército Alemão estar melhor equipado, o Panzerjäger foi retirado das linhas de frente e enviado a missões de policiamento. Muitos serviram nos Bálcãs contra revoltosos. Em 1942, no front Oriental, muitos tiveram suas armas removidas e eram utilizados como veículos de transporte. Alguns utilizavam armas francesas de 47mm capturadas. Poucos Panzerjäger permaneceram em serviço após 1944.

Especificações do Panzerjäger I

Tripulação: 3
Peso: 6.000kg
Motor: um motor Maybach NL 38, 6 cilindros, desenvolvendo 100hp
Dimensões: comprimento: 4,14m; largura: 2m; altura: 2,1m
Performance: velocidade máxima: 40km/h; alcance: 140km

Panzerfaust

Panzerfaust


A Panzerfaust apareceu em 1942, produzida pela HASAG em Leipzig, fornecia aos soldados uma arma antitanque pessoal que não causava recuo e incorporava alguns princípios de foguete. A Panzerfaust era simples e barata, era nada mais do que um tubo que propulsionava uma granada de carga oca de simples despositivos de mira e disparo.A parte traseira do projétil ficava contida dentro do tubo e quando disparada, quatro estabilizadores de metal abriam para fornecer estabilidade.

As primeiras Panzerfausts entrarem em serviço em larga escala em 1943, essa primeira versão era conhecida como Panzerfaust 30 (klein). 30 referia-se ao seu alcance de 30 metros e klein (pequeno) porque era ainda curta até outro projétil maior ser introduzido. Este novo projétil tinha uma maior capacidade de penetração em blindagens e conhecido como Panzerfaust 30. O pouco alcance destas primeiras armas eram uma desvantagem para o operador que tinha que chegar perigosamente perto do tanque para destruí-lo. A Panzerfaust era letal para qualquer tanque mesmo que mirar fosse um tanto difícil e o operador ainda tinha de tomar cuidado para não se machucar com a exaustão.

Após a Panzerfaust 30 veio a Panzerfaust 60 e a Panzerfaust 100 que tinham um maior alcance mas o projétil continuava o mesmo. Havia planos de introduzir a Panzerfaust 150 e a Panzerfaust 250 mas o fim da guerra acabou com a chance dessas armas entrarem em combate.


O projétil da Panzerfaust podia penetrar até 200mm enquanto que o projétil da Panzerfaust 30 (klein) podia penetrar 140mm. Assim, qualquer tanque aliado era vulnerável e as tripulações destes tanques adicionavam proteção extra que variava desde sacos de areia até placas de metal. Milhões de Panzerfausts foram produzidas até o fim da guerra em 1945. Como estas Panzerfausts podiam ser utilizadas apenas uma vez e conforme os recursos Alemães tornavam-se escassos, as Panzerfausts modelo 150 e 250 podiam ser recarregadas e assim conservavam os estoques de metais.

A Panzerfaust encaixou-se perfeitamente nas táticas defensivas Alemãs de 1943 até 1945 e as tripulações de tanques inimigos vieram a temer a arma. Disponível em grandes números, era encontrada em quase todo carro alemão e muitos membros da Volkssturm foram para o combate equipados com apenas a Panzerfaust. Sendo mirada corretamente e a uma distância apropriada, cada soldado Alemão podia ter um tanque destruído no seu crédito.

Especificações da Panzerfaust 30 (klein)

Alcance: 30 metros
Peso: total: 1,47kg; peso do projétil: 0,68kg
Diâmetro do projétil: 100mm
Velocidade inicial do projétil: 30m/s
Capacidade de penetração: 140mm

Especificações da Panzerfaust 30

Alcance: 30 metros
Peso: total: 5,22kg; peso do projétil: 3kg
Diâmetro do projétil: 150mm
Velocidade inicial do projétil: 30m/s
Capacidade de penetração: 200mm

Especificações da Panzerfaust 60

Alcance: 60 metros
Peso: total: 6,8kg; peso do projétil: 3kg
Diâmetro do projétil: 150mm
Velocidade inicial do projétil: 45m/s
Capacidade de penetração: 200mm

SU-76

SU-76


Durante os dias de desespero de 1941 o Exército Ve
rmelho perdeu tanto material que os projetistas soviéticos foram forçados em ter como prioridade a produção em massa e tiveram de acabar com diversas linhas de produção de certos equipamentos e selecionar apenas alguns tipos para seguirem em produção. Um desses que continuou em produção foi o ZIS-3 de 76,2mm que além de uma excelente peça de artilharia era um ótimo destruidor de tanques.


Os eventos de 1941 mostraram aos Soviéticos
 que seus tanques leves eram inúteis e foram retirados de serviço e de produção. No momento havia em andamento a produção do tanque leve T-70 mas foi decidido convertê-lo na arma ZIS-76 e utiliza-lo como uma arma antitanque. Assim nasceu o SU-76 (Samokhodnaya Ustanovka). A conversão para receber a arma de 76,2mm e os 62 cartuchos de munição era bastante simples mas o chassi do T-70 teve de ser aumentado e rodas extras foram adicionadas para sustentar o peso. Os primeiros modelos tinham a arma montada no centro do veículo mas os modelos seguintes tinham a arma localizada na esquerda. A blindagem chegava a 25mm.


Foi em 1942 que os primeiros SU-76 ficaram prontos mas só em 1943 eles encontravam-se no Exército Vermelho em grandes números. Por volta dessa época o ZIS-3 ja era inútil contra as blindagens cada vez mais espessas dos Alemães e o SU-76 foi gradualmente direcionado ás formações de infantaria do Exército Vermelho. Um novo tipo de munição o transformou em uma excelente arma antitanque mas ao fim da guerra sua produção estava chegando ao fim em favor de armas com maiores calibres. Muitos SU-76 tinham as armas removidas e eram utilizados como rebocadores de artilharia, em transportes de munição e em recuperação de veículos. Alguns eram equipados com armas anti-aéreas.


Após 1945 os SU-76 foram utilizados por nações como a China eCoréia do Norte e viu serviço na Guerra da Coréia. Outros foram parar nas forças armadas dos países do Pacto de Varsóvia. No Exército Soviético o SU-76 era conhecido como Sukami (vagabunda).

Especificaçõ0es do SU-76 

Tipo
: arma autopropulsada
 
Tripulação
: 4
 
Peso
: 10.800kg
 
Motor
: dois motores GAZ de seis cilindros cada um e desenvolvendo 70hp por motor
 
Dimensões
: comprimento: 4,88m; largura: 2,73m; altura: 2,17m
 
Performance
: velocidade máxima na estrada: 45km/h; alcance: 450km
 
Armamento
: uma arma de 76,2mm e uma metralhadora de 7,62mm

Brummbär

Brummbär


Apesar do sucesso das armas de assalto StuG III, elas tiveram suas blindagens consideradas muito leves para missões de assalto e um novo tipo de veículo de assalto era necessário. Os equipamentos autopropulsados sIG 33 tinham uma leve blindagem e os tanques PzKpfw IV estavam sendo gradualmente substituídos pelos tanques Tiger e Panther, aí estava a chance de se produzir um novo veículo utilizando o PzKpfw IV como base.

Os primeiros modelos deste veículo apareceram em 1943 sob o nome Sturmpanzer N Brummbär (urso pardo). O Brummbär tinha uma estrutura formada por placas inclinadas montadas na frente de um PzKpfw IV. Este obus era conhecido como Sturmhaubtize 43 e era uma versão mais curta do sIG 33 de 15cm. Era blindado por todos os lados e na frente a blindagem chegava a 100mm, assim os tripulantes ficavam bem protegidos. Mais tarde, mais blindagem foi acrescentada e uma cobertura de zimmerit, que impedia que cargas explosivas fossem presas na estrutura, foi adicionada. Em modelos produzidos mais tarde havia uma metralhadora montada na frente.


Um dos compartimentos do Brummbär podia armazenar até 38 cartuchos de 15cm. O comandante sentava-se atrás do obus utilizando um telescópio para selecionar alvos. Dois homens eram responsáveis pela arma e pelo recarregamento dela e outro era responsável pela mira e disparo. O motorista sentava-se na esquerda. A maioria dos alvos eram alvejados por fogo direto mas também havia provisão para fogo indireto.

Cerca de 313 Brummbär foram produzidos e a maioria foi usada em suporte direto de Panzergrenadiers e unidades de infantaria. O veículo movia-se adiante com as primeiras ondas de ataque e fornecia fogo para destruir fortificações. A infantaria tinha de permanecer por perto para prevenir inimigos destruidores de tanques de chegarem muito perto do Brummbär, que era muito vulnerável à armamentos antitanque de curto alcance, especialmente porque algumas partes de sua blindagem lateral tinham somente 30mm de espessura.

O Brummbär era um ótimo armamento, que fornecia o suporte necessário para as formações de infantaria. Por outro lado, ele era pesado demais e os primeiros modelos careciam de blindagem adequada mas tinham um poderoso obus.

Especificações do Brummbär

Tipo: obus pesado autopropulsado de assalto
Tripulação: 5 homens
Peso: 28.200kg
Motor: um Maybach V-12 desenvolvendo 265hp
Dimensões: comprimento: 5,93m; largura: 2,88m; altura: 2,52m
Performance: velocidade máxima na estrada: 40km/h; alcance máximo: 210km
Armamento: um obus de 15cm e uma ou duas metralhadoras de 7,92mm

ZiS-30

ZiS-30


O ZiS-30 era uma arma antitanque autopropulsada construída para o Exército Soviético em 1941. Eles eram ótimos veículos, eram conversões do T-20 Komsomolets, mas sua produção foi limitada devido ao número de Komsomolets que ainda estavam em uso. O ZiS-30 foi um dos poucos projetos desenvolvidos na União Soviética logo após a Operação Barbarossa, em 1941. Cerca de cem foram produzidos pois faltavam chassis e canhões ZiS-2. O canhão ZiS-2 era montado no chassi de um T-20.

Especificações do ZiS-30

Dimensões: comprimento: 3,45m; largura: 1,86m
Blindagem: entre 7mm e 10mm
Motor: GAZ-M de 4 cilindros desenvolvendo 50hp
Performance: velocidade máxima: 40km/h; alcance: 250km
Armamento: uma arma de 57mm ZiS-2 e uma metralhadora DT de 7,62mm