Autorizado pelo presidente Kennedy, fascinado por estas unidades, o uso da característica boina verde, tornou-se marca registrada dos GFE, cujos membros ficaram mundialmente conhecidos como os "Boinas Verdes". As Forças Especiais desempenharam muitas funções no Vietnã do Sul, mas muito pouco pode ser revelado, mas certamente tiveram um relacionamento maior com tropas sul-vietnamitas e com a população do que qualquer outra unidade americana durante o conflito. Porém eram vistos com desconfiança e suspeita pelos comandantes das tropas regulares de seu próprio país, o que por vezes interferia em suas operações. A partir dos anos 70, atuaram na Baviera, em bases na antiga Alemanha Ocidental e na Zona Central do Canal do Panamá, além de participarem ativamente do "aconselhamento" de exércitos da Ásia, África e América Latina.
O treinamento é realizado em campos especialmente construídos nas bases do Exército e nos mais diversos tipo de ambientes, desde desertos até montanhas cobertas de neve. Conhecem a fundo todas as armas leves do mundo, mas estão equipados com o confiável e eficaz fuzil M-16A2 ou o Colt Commando, mais curto, ambos de 5.56 mm, com disparo automático ou em rajadas de três tiros, além dos demais equipamentos de última geração, indispensáveis ao bom desempenho de uma tropa de elite. A identificação básica de seus membros é claro a clássica boina verde. A insígnia combina duas flechas cruzadas (distintivo dos batedores índios) com uma adaga semelhante à dos SAS ingleses. Em torno da adaga há um lema em latim: "De Oppresso Liber" (Livre da Opressão). Os uniformes são os mesmos do Exército americano, embora possam ser adicionados alguns itens específicos, conforme as operações.
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domingo, 15 de abril de 2018
Boinas Verdes - Estados Unidos
Batalhão Tonelero - Brasil
Suas especialidades envolvem as ações de reconhecimento pré-assalto e pós-assalto em apoio às forças de desembarque, com efetivos altamente qualificados como mergulhadores autonômos ou usando o paraquedas como meio de infiltração, com a missão de identificar e relatar atividades do inimigo, conduzir fogos das armas de apoio, implantar sensores no terreno e orientar operações com helicópteros. As ações de comando visam destruir ou danificar objetivos relevantes, retomar instalações, capturar ou resgatar pessoal,obter dados, despistar e produzir efeitos psicológicos. O Curso Especial de Comandos Anfíbios, com duração de dez semanas, possui as seguintes disciplinas: técnicas de infiltração; patrulha; explosivos; socorrismo avançado; combate em áreas urbanas; luta corpo-a-corpo; montanhismo; e técnicas de sobrevivência no mar e em terra.
Fazem parte do inventário da unidade, submetralhadoras com silenciadores H&K MP5 SD ou a compacta H&K MP5 KA4, ambas com calibre 9 mm, fuzis para tiros de precisão Parker-Hale M.85, calibre 7.62 mm, fuzis Colt Commando M4, de 5.56 mm, metralhadoras FN Minimi, calibre 5.56 mm, submetralhadoras israelenses Mini-Uzi, de 9 mm, lunetas de visão noturna Kite com aumento de 4x, utilizadas tanto para tiro quanto para observação, dentre outros. Os uniformes utilizados são os mesmos que vigoram nas demais unidades do Corpo de Fuzileiros Navais, totalmente camuflado, usado em combate, exercícios e diariamente nos quartéis. O distintivo, de metal dourado, traz uma caveira que significa morte e destruição ao inimigo, a âncora simbolizando a Marinha do Brasil, um raio referência à rapidez e violência das ações e um par de asas que traduzem a capacidade aeroterrestre.
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Força Aerotransportada - Rússia
Consideradas muito confiáveis, foram sempre as primeiras a atuar em missões no exterior, como na Tchecoslováquia (1968) e no Afeganistão (1979). Para ressaltar seu caráter de elite usam uniformes e insígnias diferentes, armas especiais e possuem um programa de treinamento extremamente rigoroso. Todas as divisões são classificadas na Categoria 1, isto é, mantêm constantemente a totalidade de seus contingentes e equipamentos e têm prioridade na escolha dos soldados recrutados. Cada divisão conta com um contingente de 7.000 homens e aproximadamente 1.500 veículos. O transporte dessa força é feito pela Aviação de Transporte Militar (VTA), que dispõe de grande número de aviões Ilyushin II-76 ("Candid"), Antonov An-12 ("Cub") e An-22 ("Cock").
A cor da boina é azul, diferentemente da maioria das unidades de paraquedistas de outros países que preferem a cor vermelha, bem como azuis são os galões do ombro e as pontas dos colarinhos. Há um emblema especial na manga direita e a insígnia esmaltada dos componentes da "Guarda", mais o emblema de qualificação bordado nas golas e pintados nos veículos. O paraquedas principal é o modelo D-1, que suporta uma velocidade de 190 nós ( 342 km/h) e uma altura mínima de 150 metros. As formações mais conhecidas são a 103a. Divisão Aerotransportada. que tomou o Aeroporto de Praga em 1968, e a 105 a. Divisão Aerotransportada de Guardas, que tomou o Aeroporto de Kabul em dezembro de 1979.
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Gurkhas - Grã-Bretanha
Os demais, 2°, 3º, 6°, 7° e 10° Gurkha Rifles continuaram com o Exército britânico, expandindo seus batalhões incluindo serviços de engenharia, comunicações e transporte. A grande maioria dos oficiais é de origem nepalesa, cujos indivíduos se esforçam extremamente para atingir o oficialato, no posto máximo de major ou oficial conselheiro em assuntos pertinentes aos gurkhas. Os membros dessa tropa são recrutados no Reino do Nepal, entre as tribos que vivem em meio às montanhas do Himalaia. Alistados aos 18 anos, passam por um período de treinamento de nove meses, servindo no mínimo por cinco anos e os melhores ficam até completar os 32 anos.
Mas tornaram-se mundialmente famosos por sua participação na Guerra das Malvinas, em 1982, com o 1° Batalhão - 7th Duke of Edinburgh's Own Gurkhas Rifles - integrando a 5a. Brigada de Infantaria inglesa. Desembarcaram na Baía de San Carlos e na primeira semana organizaram patrulhas para cercar grupos dispersos de argentinos, que os chamavam de "terríveis selvagens", pela extrema agressividade com que atacavam seus inimigos.
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11a. Divisão de Paraquedistas - França
A 11a.Divisão está baseada em Tarbes, embora suas unidades fiquem aquarteladas em diversos pontos. Integra a força de intervenção rápida, junto com a 9a. Div. de Infantaria Leve da Marinha, a 27a. Div.Alpina, a 6a.Div.de Blindados Leves e a 4a.Div.Aerotransportada. Está organizada em duas brigadas com sete unidades: 1a.RPIMa (paracomandos), 3a., 6a., 8a. RPIMa, a 1a. e a 9a. RCP (infantaria leve) e a 2a. REP (paraquedistas da Legião Estrangeira). Todos os seus integrantes são voluntários e obedecem aos mesmos critérios de seleção e treinamento das demais forças de paraquedistas, sendo exigidos elevados padrões de preparo físico e mental, pois devem estar aptos a atuar em qualquer parte do mundo e em qualquer tipo de terreno, defendendo os interesses da França ou de seus aliados.
Quando o Exército francês resolveu equipar suas tropas com o fuzil FAMAS de 5.56 mm, as unidades de paraquedistas foram as primeiras a utilizá-lo. Projetado e fabricado pelo Arsenal Saint-Étienne, tem um pente com 25 projéteis, pesa apenas 4 kg, tem somente 76 centímetros de comprimento, o que o torna uma arma ideal para paraquedistas, que necessitam de um fuzil curto, leve e eficiente. A metralhadora ainda é a robusta e confiável MAT, de 9 mm. Esta arma possui um dispositivo de segurança na empunhadura que está sempre acionado e só é liberado pela pressão da mão do atirador. Seu uniforme é o padrão do Exército e sua condição é identificada pela boina vermelha, sendo que os da Legião usam boinas verdes. Do lado direito do peito têm um emblema de prata em forma de asa.
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GSG 9 - Alemanha
Todos os membros do GSG 9 devem ser voluntários saídos das fileiras da PFF, que passam por um curso de treinamento de 22 semanas direcionado para o combate ao terrorismo. As primeiras treze semanas são dedicadas a atividades policiais, questões legais, adestramento com armas e artes marciais. A segunda parte engloba uma análise detalhada dos movimentos terroristas, combinada com o desenvolvimento de habilidades individuais. O treinamento é feito em locais diferentes, como convém a uma força que nem sempre sabe onde será chamada a agir e devido ao seu rigor a taxa de desistência chega a 80% dos incritos.
A arma básica usada pelos membros do GSG 9 é a submetralhadora Heckler & Koch MP-5, calibre 9 mm, equipada com silenciador. Todos os soldados levam uma pistola, normalmente a P7 PSP, de 9 mm, também fabricada pela HK, que tem um dispositivo exclusivo: só dispara quando está sendo empunhada ou a pistola Glock austríaca. Para snipers estão disponíveis rifles Steyr, PSG-1 ou HK G3. O uniforme de combate é a farda padrão da PFF, verde com boina na mesma cor. Em ação usam capacete padrão dos paraquedistas ou de kevlar com viseira, coletes e escudos à prova de balas, equipamentos de comunicação e visão noturna. O grupo teve seu batismo de fogo em 1977, em Mogadíscio, capital da Somália, quando um comando GSG com 27 homens tomou de assalto um avião da Lufthansa seqüestrado pelos terroristas da Fração do Exército Vermelho e libertou os cem reféns praticamente ilesos. O GSG 9 fora testado e correspondera.
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Batalhão de Forças Especiais (BFEsp) - Brasil
A partir de janeiro de 2004, esta unidade passou a integrar a então recém criada Brigada de Operações Especiais, sediada em Goiânia, que desde sua ativação integra a Força de Ação Rápida Estratégica (FAR-E) do Exército Brasileiro. O lema desses excepcionais soldados não poderia ser outro: " Qualquer missão, a qualquer hora, em qualquer lugar, de qualquer maneira ".
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