quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Caminhão GMC Cisterna 6 x 6

As viaturas militares consomem, normalmente, muito combustível.  São muito pesadas e necessitam de um motor de grande potência para impulsioná-las, daí, surgindo um grande consumo.
Na década de 50, a quantidade e a localização de postos de combustível eram  precárias, portanto, todos os comboios militares eram acompanhados por uma viatura tanque, conhecida pelo nome de Cisterna, que supria os veículos com combustível.    Todos os veículos do 7o. GACosM usavam gasolina.
Ainda hoje, os comboios que se dirigem a lugares inóspitos necessitam do acompanhamento da Cisterna.
O reservatório  da  Cisterna  era  montado  num  chassi  do  caminhão  GMC, 6x6, modelo CCKW-352.

GMC Cisterna 6 x 6  2 1/2 toneladas

FICHA TÉCNICA - GMC Cisterna 6 x 6  2 1/2 ton
Dados iniciais
Fabricante 
General Motors Co.
Origem
Estados Unidos
Ano de fabricação 
1941 - 1946
Total produzido
 600000 unidades, incluindo todos modelos 6 x 6
Motor - GMC 270 OHV
DisposiçãoDianteiro longitudinal
Deslocamento268,5 cu.in ou 4400 centímetros cúbicos
Potência 
91,5 HP a 2750 rpm                                
Torque216,8 lbs.ft ou 29,9 MKgf a 2400 rpm
No. de cilindros6
No. de válvulas12
Combustível
Gasolina
Capacidade do tanque de combustível
151 litros
Câmbio
TipoManual 4 marchas à frente e 1 à ré
Sistema elétrico
Bateria6 volts
Carroceria
Guarnição2 homens
UtilizaçãoTransporte de combustível
Comprimento
6439 mm
Largura
2311 mm
Altura
2362 mm
Altura livre do solo251 mm
Distância entre eixos
4165 mm + 1118 mm até o terceiro eixo
Distância entre rodas1580 mm na dianteira e 1720 mm na traseira
Raio de curva10668 mm
Peso
4876 kg
Carga útil2427 Kg
Capacidade da cisterna2800 litros
SuspensãoMolas semi-elípticas e amortecedores hidráulicos
Ângulo de entrada \ saída54° / 36°
Rampa máxima33°
Profundidade máxima de água762 mm
Pneus 
7,50" x 20,00”
Desempenho
Velocidade72,4 Km / h
Consumo
31,25 litros / 100 Km ou 3,2 Km / litro

Viatura TNE Ford Engesa F600


A tradicional linha F da Ford nasceu no Brasil em 1957 como o F-600, um caminhão tipicamente estradeiro para a época, mas só em agosto de 1968, saía de linha de produção, em São Paulo, o primeiro caminhão Ford F-600 militarizado com a rara tração 6×6 fabricado pela Engesa no Brasil. É um caminhão para 6,5 toneladas de carga. As linhas arredondadas da cabine eram semelhantes as do F6, seu antecessor americano.
O F-600 era a gasolina e tinha 167 CV de potência. Seu primeiro motor, um V8 de 4,5 litros, ganhou o apelido de motor-roquete (de rocket, “foguete” em inglês) e só foi nacionalizado em 1968, mas não perdeu seu ronco grave que até hoie emociona os fãs de veículos antigos.
O F-600 gastava muita gasolina, mas essa desvantagem foi compensada pelo preço mais baixo que o dos caminhões a diesel. Só em 1971 surgiu como opção, o F-600 a diesel. Com a elevação dos preços do petróleo, as fabricas fizeram cada vez menos caminhões à gasolina até a total dieselizãção.
O Ford F-600 das Iinhas 4×4 e 6X6 foram uma das viaturas mais usadas pelo Exército Brasileiro durante os anos de 1970 a 1980.
 Ficha Técnica: 
Fabricante: Ford Engesa Brasil
Ano de Fabricação: 1968
País de Origem: Brasil
Destino: Transporte de pessoal ou carga
Combustível: Gasolina
Guarnição: 02

Engesa EE-50

 
 O Engesa EE-50 6x6, projetado no fim dos anos setenta, foi o maior  caminhão militar já desenvolvido no Brasil, com peso vazio de 10,8 toneladas e máximo de 22 toneladas das quais 10 são de carga, ele atinge 80km/h e possui uma autonomia de 700km.
Engesa EE-50
Especificações
Dimensões:(metros)7,85X2,60X2,90(comprimento X largura X altura)
Motor:
V6 Diesel, Scania D11, 215HP
Combustível:300L

Engesa EE-25

 
Prospecto do caminhão EE-25 da Engesa, na sua primeira versão. 
    O Caminhão EE-25 alcançou 2416 unidades vendidas, sendo que o maior comprador foi Angola que adquiriu 1377, vindo a seguir Bolívia com 597 e o Brasil com 254 além da Colômbia (17), Equador (35), Gabão (7), Guiné (36), Iraque (2), Paraguai (5), Suriname (32) e Venezuela (54).
Engesa EE-25
Especificações
Dimensões:(metros)6,82X2,25X2,50(comprimento X largura X altura)
Pesos:
6,9T(normal) 11,9T(Máximo)
Carga:
5T
Motor:
V6 Diesel, OM-352A, 174HP
Velocidade:80km/h
Combustível:200L
Autonomia:600km

Engesa EE-15

 

Engesa EE-15Especificações
Dimensões:(metros)5,40X2,14X2,40(comprimento X largura X altura)
Pesos:
7,2T(Máximo)
Carga:
3T
Motor:
V6 Diesel, OM-352, 149HP
Velocidade:80Km/h
Combustível:120L
Autonomia:600km

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Vultee V-11GB2

História e Desenvolvimento. 


A Aircraft Manufacturing Co. Vultee Division, foi fundada em 1932 nos Estados Unidos pelo projetista Gerard F. Vultee, um jovem engenheiro que já havia trabalhado com Jonh Nortrhop no desenvolvimento do Lockheed Vega, e agora decidira seguir seu próprio rumo. Com um projeto próprio denominado Vultee V-1 que tinha como foco inicial o transporte executivo, tratava-se de um veloz monoplano, monomotor, todo metálico, com capacidade para transportar até oito passageiros. Apesar de ser extremamente promissor e ter inclusive registrado recorde de velocidade e autonomia apenas 27 exemplares foram comercializados no mercado civil americano, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), vários Vultee V-1 foram contrabandeados e empregados no conflito pelos dois lados, apresentando uma nova faceta para qual o modelo nunca fora pensado inicialmente.

Visando o mercado de exportação a versão militar designada Vultee V-11 teve seu desenvolvimento a partir de 1935 e compreendia uma aeronave de ataque com tripulantes equipada Wrigth Cyclone SR 1830-F53, de 750hp, que conservava as excelentes características de desempenhos vistas no modelo civil V-1. Basicamente o novo Vultee V-11 empregava o motor, estrutura das asas e o trem de pouso de seu antecessor, sendo as demais partes desenvolvidas para a nova aeronave, tinha como principal missão ataque leve, bombardeio de mergulho (picado) e treinamento avançado.
O primeiro protótipo realizou seu voo inaugural em 17 de setembro de 1935, empreendendo um voo de Los Angeles até Glendale. Porém o início da campanha de ensaios em voo não foi exatamente auspicioso, visto que esta aeronave se acidentou, com perda total, no dia seguinte quando sofreu uma pane no motor durante a decolagem. Apesar deste contratempo o segundo protótipo foi concluído em 03 de outubro do mesmo ano e incorporava alguns aperfeiçoamentos, como hélice tripa e a capacidade de portar uma metralhadora MG40 calibre .30 em uma gondola, alocada na fuselagem inferior da aeronave. Desta vez a campanha de ensaios ocorreu tranquilamente definindo o projeto final com mais alguns aperfeiçoamentos permitindo assim a empresa a iniciar uma agressiva campanha comercial de exportação junto a nações amigas a partir de meados de 1936.

Este investimento inicial não tardou a render bons resultados, com o primeiro contrato de exportação de  30 unidades celebrado com a China no mesmo ano, sendo seguidos por mais dois contratos sendo um para a Turquia com 41 aviões  e outro para a União Soviética, e neste último caso , além de quatro células adquiridas diretamente da Vultee Division, foi cedida a licença para a fabricação do avião e seu motor, tendo sido fabricados 32 unidades do V-11GB sob a designação local de BSh-1, também seria posteriormente fabricado sob licença pela empresa CAMCO na China em uma nova versão de ataque recebeu a designação de V-12D, na sequencia o modelo também seria exportado para o Brasil em 1938. 
Infelizmente o modelo não foi bem aceito pelas forças armadas em seu pais de origem, pois neste mesmo período a Marinha Americana que poderia ser um dos maiores usuários já estava iniciando o emprego de bombardeios de mergulho e picado com melhor desempenho, entre eles o Douglas TBD Devastador, a Aviação do Exército Americano chegou a adquirir 7 células para a avaliação.  Ao todo foram produzidos até fins de 1940 um total de 225 unidades sendo divididos em 12 versões distintas.

Emprego no Brasil. 

No final da década de 1930, a Aviação Militar do Exército Brasileiro necessitava de uma aeronave de médio porte para a realização de missões de ataque e de bombardeio de precisão (picado), para substituir antigos biplanos Vought V-65B Corsair e Boeing 256 e 267 que eram o esteio de sua força nestas tarefas e se encontravam muito defasados tecnologicamente devido aos grandes avanços ocorridos durante esta década. Após extensa avaliação e mediante a uma apresentação realizada no Brasil do modelo pelo fabricante em abril de 1937, a Diretoria de Aviação Militar do Exército decidiu pela escolha do modelo da Vultee / AMC, celebrando assim um contrato no valor de 1,4 milhões de dólares para a aquisição de 20 células do V-11GB2, peças de reposição, treinamento de pilotos e mecânicos e documentação.

De acordo com o contrato original as aeronaves seriam entregues com o motor Wrigth Cyclone R-1820-G2 com 850 HP sendo superior a versão anterior, também seriam equipadas com duas metralhadoras Colt MG53 de calibre .50 e duas metralhadoras Colt MG40 de calibre .30 instaladas nas asas, ao contrário das quatro metralhadoras .30 previstas nas demais versões. Ademais também iriam dispor de duas metralhadoras móveis Colt MG40, sendo uma dorsal e outra ventral, complemente seu pacote de armas, seu bomb bay complementado por seis pontos duros subalares poderia portar uma carga ofensiva de até 1.681 kg que seria composta por bombas de demolição de 45 a 500 kg e bombas químicas de 45 kg produzidas pela empresa americana Lake Erie Chimical Co.Para as missões de bombardeio vertical contava com o visor de mira Stoppey D-48 que podia ser complementado com uma câmera vertical Fairchild K3B, para missões de reconhecimento ou documentação fotográfica dos ataques.
As primeiras aeronaves foram trazidas ao Brasil por via naval, sendo montadas no hangar da Panair do Brasil, localizado no Aeroporto Santos Dumont (Rio de Janeiro), sendo os restantes montados no Parque Central da Aeronáutica, que os entregou e, 5 de junho de 1939. O V-11GB2 receberam as matriculas seriais 105 a 129, sendo esta sistemática mantida durante toda a sua operação no Exército Brasileiro até 1941.Assim que foram incorporadas, as aeronaves foram destinadas ao 1º Regimento de Aviação (1ºRAv), sendo lotadas no Grupo de Bombardeio, que tinha como emblema um jacaré estilizado montado em uma bomba, com os primeiros voos operacionais ocorrendo na primeira semana de novembro de 1938. Em setembro de 1939 três unidades foram transferidas ao 3º Regimento de Aviação (3ºRAv), sediado em Porto Alegre (RS). A Escola de Aviação Militar (EAvM) sediada no Campo dos Afonsos, recebeu em 13 de abril de 1939 três V-11 com a finalidade de adestrar os instrutores e cadetes do último ano.

As alterações solicitadas ao fabricante pela Diretoria de Aviação Militar do Exército, fizeram com que os V-11GB2 apresentassem um desempenho ligeiramente inferior aos V-11GB em termos de velocidade máxima, razão de subida e teto operacional, porém apresentavam um alcance significativamente maior o que pode ser aferido em um  dos feitos mais marcantes na aviação militar brasileira, sendo responsável pelo estabelecimento do recorde de permanência no ar e distância ao completar um voo sem escalas com duração de 11:45 horas no trecho compreendido entre Fortaleza e Porto Alegre em 8 de julho de 1939. Este perfil de operação encorajou o DAvM a aumentar a quantidade de aeronaves, agregando mais cinco unidades ao contrato original, sendo estas configuradas com duplo comandos para as tarefas de instrução. Além disso o fabricante desenvolveu uma versão com flutuadores denominada V-11GB2F a qual se destinava a uma possível compra por parte da aviação naval, com a construção de um protótipo que acabou posteriormente incorporado a Aviação do Exército.

Com a criação da Força Aérea Brasileira em 27 de janeiro de 1941, as 23 células remanescentes foram incorporadas ao acervo desta nova força, mantendo temporariamente suas marcações originais da Aviação Militar, sendo assim aplicadas as novas marcações incluindo a adoção de matriculas seriais de 4 dígitos. As necessidades de incremento de missões de patrulhamento no litoral nordestino obrigaram o deslocamento de seis V-11GB2 do 1ºRAv para Recife, onde foram empregados nesta tarefa de outubro de 1941 a maio de 1942, quando foram substituídos por aeronaves especializadas para este tipo de missão. Apesar do grande número de horas voadas em missões de patrulhamento do litoral brasileiro durante a guerra não existem registros oficiais que indiquem o ataque de algum aparelho deste modelo a submarinos alemães. Em 17 de abril de 1945, foram transferidos três aviões do 1ºRAv para o 3ºRAv, com o objetivo de reforçar as atividades de patrulhamento no litoral sul do Brasil.
Ao término do conflito as 16 aeronaves restantes, foram transferidas ao 1º Grupo de Bombardeio Picado (1ºGBPi) sediado na Base Aérea de Santa Cruz, nesta fase a disponibilidade das células estava muito reduzida, poia a maioria das aeronaves necessitava de uma revisão geral no Parque de Aeronáutica de São Paulo (PASP, para onde foram transferidos em de 7 de outubro de 1947, sendo a maior parte delas condenada e descarregada por não ser recomendável sua recuperação. Somente dois aviões, que estavam em melhores condições (FAB 5005 e FAB 5009), foram destinados para o destacamento da Base Aérea de Curitiba em 24 de março de 1949 para o emprego em missões de transporte e adestramento, sendo estas duas aeronaves desativadas da FAB em 8 de março de 1950.

Thunderbolts Blocks 27 / 28 / 30

História e Desenvolvimento. 

Sua origem remonta o ano de 1939, quando a Republic Aviation projetou o modelo XP-41, que era equipado com um motor radial Pratt & Whitney R-1830 com turbo compressor, trem de pouso retrátil e armado com duas metralhadoras, apesar de ser uma promissora aeronave a USAAC o rejeitou devido ao desempenho insuficiente, chegando a propor a incorporação do mesmo turbo compressor empregado nos bombardeiros B-17. 


Com base nesta orientação a aeronaves foi reprojetada para acomodar o turbo compressor, este novo modelo receberia a designação de YP-43 e teve seu primeiro protótipo entregue em setembro de 1940, paralelamente os engenheiros Seversky e Kartvelli propuseram um novo conceito, no qual o a aeronave apresentaria uma cabine mais aerodinâmica e um cubo de hélice encobrindo o motor, de forma a reduzir o arrasto aerodinâmico imposto pela grande área frontal do motor radial, as qualidades previstas no projeto impressionaram tanto o comando da USAAC, que 80 unidades foram encomendadas antes mesmo da construção do primeiro protótipo.
O iniciar das hostilidades na Europa deixou claro que tanto o P-43 quanto o P-44 eram inferiores aos novos Mersserschimit ME-109, levando assim ao cancelamento desta encomenda, mediante este novo cenário a Republic viria apresentar uma versão melhorada denominada XP-47A , porém a mesma foi rejeitada novamente, na necessidade de se evitar a perda de um novo contrato, os engenheiros Seversky e Kartvelli projetaram uma nova aeronave que apesar de diferir completamente da anterior recebeu a designação de XP-47B.

Essencialmente similar ao P-47B, o P-47C inicial caracterizou reforçou todas as superfícies de controle de metal, um regulador turbo supercharger de GE atualizado e um mastro de rádio vertical curto. Após a fabricação inicial de um lote de 57 P-47Cs, a produção foi alterada para o modelo P-47C-1 com a produção de 55 unidades que foram seguidas por mais 128 aeronaves agora da versão P-47C-2s, que passaria a contar com ponto duro sob a linha central para transporte de bombas ou tanques suplementares. Uma nova variante P-47C-5 introduziria o motor R-2800-59 com injeção de água-metanol.No final de 1942, a maioria dos problemas com o P-47 haviam sido eliminados  e os P-47Cs 56º Fighter Group  foram enviados para a Inglaterra para se juntar à Oitava Força Aérea. 

Todos os P-47s produzidos até este ponto tinham uma configuração de fuselagem tipo "razorback" com um canopy com pesadas molduras que deslizava para traz, gerando assim problemas de visibilidade na retaguarda da aeronave. A fim de solucionar esta deficiência a versão P-47D-25 passou a contar com canopy em forma de bolha (bubbletop) que passou a ser entregue para a USAAF a partir de 1944. A alta cadencia de produção aliada as experiências obtidas em combate proporcionaram a inclusão no projeto de novos aperfeiçoamentos originando o P-47D-27 que passava a contar com um sistema de injeção de água melhorado, a versão subsequente a P-47D-28 foi equipada com uma nova hélice Curtiss Electric paddle-blade, em virtude do principal emprego da aeronave em missões de ataque ao solo freios de mergulho foram adicionados no P-47D-30, finalmente a última variante da versão Delta o P-47D-40 passou a contar com  a barbatana dorsal adicionada ao estabilizador vertical.
As últimas versões a serem produzidas foram o P-47M que tinha por objetivo ser uma variante de alta velocidade usando o motor R-2800-57 projetada para combater jatos alemães e aeronaves movidas a foguetes, e o P-47N versão de longo alcance projetada para o serviço no Teatro do Pacífico; equipada com o mesmo motor R-2800-57 e  asas maiores com pontas quadradas, com maior  capacidade de combustível. Entre 1942 e 1945 foram produzidas 15.636 células de todas as versões, se mantendo em operação em diversas forças armadas até a década de 1960.

Emprego no Brasil. 

O 1º Grupo de Aviação de Caça foi criado em 18 de dezembro de 1943, com o objetivo de compor o esforço aliado no teatro europeu, sendo definido o emprego de caças bombardeiros P-47D Thunderbolt, o primeiro contado dos pilotos com o modelo se deu em Suffolk Field, Long Island em Nova York durante o curso de formação e conversão para a aeronave para a qualificação e liberação dos brasileiros para o combate. Após este processo todo o contingente da FAB se deslocou por via naval para a Itália, onde chegaram no dia 06 de outubro de 1944.

Os primeiros 31 P-47D de um lote original de 68 células destinadas a FAB foram transladados até a base de Tarquinia  a partir de 14 de outubro por pilotos brasileiros e já se encontram com as marcações nacionais, destas, 16 células eram da versão da P-47D-RE-25, e algumas se tonaram celebres ostentando as designações “D3”, “B5”, “C3”, “2”,”A1”,”D4”,”C4” e ”A2”. As primeiras missões tiveram início em 31 de outubro, sendo inicialmente empregados em conjunto com esquadrões americanos visando a aclimatação no teatro de operações e as condições reais e combate, após o fatídico acidente ocorrido com o 2º Tenente Aviador Oldegard, as aeronaves passaram a contar com uma quilha dorsal fornecida em kits pelo fabricante, sendo as mesmas instaladas em campo.
Durante os 184 dias de operação na Itália os P-47D da Força Aérea realizaram 2546 surtidas ofensivas e 04 defensivas distribuídas ao logo de 445 missões efetivas, das células do modelo P-47D-RE-25 entregues a FAB na Itália, duas foram perdidas em acidentes e quatro abatidas pela  artilharia anti aérea alemã, as restantes logo após o termino das hostilidades foram desmontadas e remetidas ao Brasil por via naval, sendo recebidas em julho de 1945 na cidade do Rio de Janeiro, onde foram montadas na base aérea do Galeão sendo transladadas em voo para a Base área de Santa Cruz, onde junto com células das versões P-47D-25/27/28 veteranas da campanha da Itália foram lotadas na dotação do recém criado 2º Grupo de Caça. 

Para honrar os acordos feitos antes do início da campanha a Força Aérea Brasileira receberia 19 células novas para recompor a dotação original, estas novas aeronaves eram da versão P-47D-30RA que foram trazidos em voo diretamente dos EUA por pilotos veteranos do 1º Grupo e Aviação de Caça, essas aeronaves diferiam em muito das operadas na Italia, pois dispunham de todas as atualizações incorporadas aos P-47D-40, como o novo visor e sistema de mira K-14B, novos cabides de bombas , provisão para o emprego de traje anti-g, novo sistema de lançamento de foguetes HVAR de 127 mm e também o revolucionário sistema NA/APS-13 que detectava a presença de aeronaves no quadrante traseiro, até uma distância de 8 quilômetros e dentro de um cone de abertura de 60º, dispondo esse dispositivo de um sistema de alerta áudio visual para o piloto.

Com o recebimento destas novas células determinou se que as aeronaves veteranas da campanha da Itália fossem destinadas ao 2º Grupo de Caça e os P-47D-30RA ao 1º Grupo de Aviação de Caça, onde as duas unidades viriam a executar as tarefas de formação de novos pilotos de combate e manutenção da operacionalidade de ataque. 

Em 1947 a FAB fazendo uso dos termos do acordo American Republic Project (ARP), viria a receber mais 25 aeronaves P-47D-30RA usadas que se encontravam estocadas nos Estados Unidos, sendo os mesmos revitalizados pela empresa TEMCO e entregues para translado nas instalações da USAAF em San Antonio no Texas, e possuíam poucas horas de voo, sendo que muitas sequer no máximo tinham 200 horas. Estas aeronaves foram distribuídas ao Esquadrão Misto de Instrução do Curso de Tática Aérea (EMICTA), que estava baseada em São Paulo, na Base Aérea de Cumbica.

Em 1952 a Força Aérea Brasileira já ensaiava os primeiros passos para a substituição dos P-47D por aeronaves de caça a jato, e foi decido que os mesmo deveriam substituir os North American AT-6D do 3º/1º GAvCa nas tarefas de formação de pilotos, mas para isto necessitava-se recompor a quantidade de células dos já renomeados F-47 Thunderbolt, pois 24 acidentes acumulados desde 1945 aliados a canibalização de um grande número de aeronaves para suprimento de peças de reposição havia reduzido gravemente a disponibilidade do modelo. Assim em 1953, a FAB tratou de obter células adicionais através do Programa de Assistência e Defesa Mutua (MDAP), um total de 25 aeronaves foram escolhidas pela USAF, muitas oriundas de unidades de caça da Virginia Air Nacional Guard (Guarda Aérea Nacional). Novamente a TEMCO a se encarregou de revitalizar e preparar as células para o translado até o Brasil.
Posteriormente todos os F-47D foram transferidos e concentrados na Base Aérea de Natal onde passariam a dotar o novo 2º/5º Grupo de Aviação (Joker), criado com a incumbência de formar os pilotos de caça da FAB. A partir de 12 de outubro de 1956 todos os F-47 remanescentes foram concentrados em Fortaleza onde passariam a equipar o 1º/4º Grupo de Aviação (Esquadrão Pacau), porém infelizmente este processo teve vida curta pois o alto número de acidentes aliado a problemas crônicos de peças de reposição reduziram em muito a disponibilidade das aeronaves, levando a FAB a decidir pela desativação operacional dos F-47 em dezembro de 1957, sendo sua totalidade descarregadas do inventario da FAB em 17 de março de 1958.