quinta-feira, 14 de junho de 2018

Samum


Em 2014, o porta-mísseis Samum entrou no Agrupamento Mediterrâneo da Marinha russa. O Samum pode alcançar velocidade de 50 nós por hora (cerca de 100 km/h) e pode realizar ataques preventivos inesperados contra grupos de porta-aviões. Tem oito mísseis da classe “Mosquito”, invisíveis para sistemas de defesa aérea. É o único navio-catamarã com mísseis pesados.

Almirante Gorchkov


A fragata “Almirante Gorchkov”, principal embarcação do Projeto 22350, foi construída com a tecnologia stealth e tem uma superestrutura feita de materiais compostos que absorvem ou permitem a penetração parcial das ondas de rádio, razão pela qual é invisível aos radares.

O navio deverá ser entregue à Marinha russa em 2022.

O Almirante Gorschkov está equipado com o sistema de artilharia A-192 “Armat” de 130 mm de calibre, com a cadência de tiro de 30 rodadas por minuto e um alcance de 22 quilômetros.

Além disso, o navio receberá mísseis anti-navio "Onyx" ou "Kalibr" e um sistema de defesa antiaérea "Poliment-Redut".

Pedro, o Grande


O último navio de guerra de grande porte russo foi construído em 1989 e recebeu o nome de Piotr Veliki (Pedro, o Grande, também grafado Petr Veliki), e é o maior navio de guerra do mundo, exceto os porta-aviões. Participou de diversos exercícios militares, entre eles, na Venezuela, em 2008.

Em 2019, o cruzador retornará aos estaleiros, onde será modernizado e equipado com as armas mais modernas. É candidato a receber os primeiros mísseis hipersônicos do mundo, os Tsirkon.

Almirante Nakhimov


Um dos maiores cruzadores de propulsão nuclear, o Admiral Nakhimov foi construído em 1983 e até 1992 levou o nome “Kalinin”. O comprimento do navio é de 250 metros.

Ele faz parte do projeto de cruzadores de mísseis atômicos 11442 “Orlan”, que são projetados para garantir a estabilidade militar em mares e oceanos remotos.

O navio é armado com mísseis de cruzeiro Kalibr, sistemas de defesa antiaérea S-400, 2 sistemas de mísseis antiaéreos ("Fort" e "Kinjal"), um sistema de defesa antissubmarino "Vodopad", 6 unidades de sistemas de defesa antiaérea de mísseis e artilharia de curto alcance "Kortik".

Almirante Kuznetsov


O Almirante Kuznetsov é o maior navio já projetado na União Soviética e na Rússia e o único porta-aviões russo. Seu deslocamento é de cerca de 62 mil toneladas.

Ele é um navio bem equipado que tem doze sistemas antinavio Granit, seis canhões automáticos AK-630, dois lançadores de foguetes antissubmarinos UDAV, sistema de defesa antiaérea Kinjal e um complexo de mísseis de artilharia Kortik, que não permite que o inimigo se aproxime do porta-aviões nem por ar, nem por água.

Em 2015, o Exército russo declarou que a construção de um segundo porta-aviões não seria discutida, pelo menos, durante os próximos cinco anos. Assim, o Almirante Kuznetsov continuará sendo o único porta-aviões russo dedicado a proteger os interesses do país nos oceanos.

Em 2016, Almirante Kuznetsov participou da operação militar contra o Estado Islâmico na Síria.

An-94


Um dos primeiros rifles de assalto desenvolvido para substituir o obsoleto AK-74 é o Nikonov AN-94 Abakan, criado em meados da década de 1990.

O rifle, que dispara os cartuchos mais populares da Rússia 5,45 x 39 mm, foi projetado para solucionar a principal deficiência do AK-74, ou seja, sua baixa precisão.

A arma, fabricada em série, passou a atrasar a força de recuo até que as rodadas queimadas tenham deixado o cano. Simplificando: após o disparo, o recuo é sentido apenas após os dois primeiros tiros, o que permite atingir o alvo nas mais adversas condições de combate.

O AN-94 oferece uma única função de explosão de dois disparos, com uma taxa de fogo de 1.800 por minuto. 

Porém, o armamento mostrou-se um pouco complicado em operação e manutenção, e não se adequou ao uso por soldados inexperientes ou pouco qualificados.
Assim, o Ministério da Defesa limitou a aquisição do rifle, fornecendo os AN-94 apenas para subunidades das Forças Especiais.

Fuzil de precisão DXL-3


O DXL-3 é um dos poucos armamentos russos desenvolvidos por uma empresa privada. Ele foi entregue ao Ministério de Defesa em 2010 e continua a ser usado até hoje pelo Serviço Federal de Proteção - responsável pela segurança do presidente e de outros altos funcionários do Estado.

O fuzil de precisão DXL-3 é feito com alumínio de aviação de alta resistência e projetado para funcionar em temperaturas entre 45 graus Celsius negativos e 60 graus Celsius positivos.

O DXL-3 usa cartuchos de calibre Lapua Magnum 0,338, que permitem atingir alvos a uma distância de até 1.800 metros.

Seus desenvolvedores conseguiram resolver o principal problema dos cartuchos de calibre de .338 Lapua Magnum: o enorme recuo causava até hematomas e traumas nas articulações dos ombros. Eles conseguiram reduzir o recuo, aumentaram a precisão do fuzil e facilitaram o disparo em condições de combate.

O fuzil pode ser usado por subunidades que operem tanto em ambientes urbanos, quanto fora das cidades.