sábado, 28 de abril de 2018

T-34

T-34


O tanque médio T-34 tornou-se uma lenda e foi uma das armas que ganhou a Segunda Guerra Mundial. Ele teve sua origem no tanque BT-7 e seus antepassados. Os primeiros resultados das séries BT conhecidos como A-20 e A-30, produzidos em 1938 como desenvolvimentos do BT-IS, acabaram para favorecer um tanque pesado mais blindado com uma arma mais forte conhecido como T-32. No T-32 podem ser observadas muitas características que iriam fazer parte do T-34.

Com o requerimento de mais blindagem nos tanques nasceu o T-34. A produção iniciou em 1940 e o modelo T-34/76A logo encontrava-se nas linhas de produção em massa. Quando os Alemães invadiram a União Soviética em 1941, tiveram uma surpresa, pois a blindagem do T-34 (mínima de 18mm e máxima de 60mm) aguentava quase todas as armas antitanques alemãs e seu poderosos canhão IV30 de 76,2mm, que logo seria substituído pelo ainda mais poderoso IV40,era efetivo contra a maioria dos Panzers. Seu armamento secundário consistia de duas metralhadoras de 7,62mm.

De 1941 em diante, o T-34 foi produzido em inúmeros modelos, a maioria deles com poucas diferenças externas. As demandas de produção requeriam bastante atividade e mesmo com muitas linhas industriais desativadas após 1941, o T-34 era entregue aos milhares. Métodos para salvar tempo, como deixar superfícies sem pintura, eram utilizados na sua produção. O próximo modelo foi o T-34/76B.


Em serviço, o T-34 era utilizado em todas as missões como combates, reconhecimento, engenharia e veículos de recuperação. Ele podia ser transformado em um blindado de trasnporte ao simplesmente carregar soldados em sua carenagem por longas distâncias. Estas tropas transportadas pelos T-34 tornaram-se o flagelo das tropas Alemãs quando estes ja encontravam-se na defensiva.

Sucessivos desenvolvimentos acarretaram no T-34/76C que tinha uma maior torre, T-34/76D que tinha uma torre hexagonal e provisão para tanques de combustível ejetáveis, T-34/76E com uma cúpula na torre que era feita toda de construção soldada, T-34/76F que era igual ao modelo 76E mas o método empregado na construção de sua torre era diferente. A arma de 76,2mm foi substituída pela arma de 85mm do tanque pesado KV-85 e essa versão passou a ser denominada de T-34/85. Versões com armas de 85mm, 100mm e 122mm também foram produzidas. Havia até versões equipados com lança-chamas.

Foi como tanque de batalha que o T-34 teve seu maior êxito. Disponível em grandes números ele teve a supremacia nos campos de batalha forçando os Alemães para a defensiva e ganhando para a União Soviética a Grande Guerra Patriótica.


Especificações do T-34/76A 

Tripulação
: 4
 
Peso
: 26 toneladas
 
Motor
: um V-2-34 V12 movido a diesel desenvolvendo 500hp
 
Dimensões
: comprimento: 5,92m; largura: 3m; altura: 2,44m
 
Performance
: velocidade máxima na estrada: 55km/h; alcance máximo: 186km

Armamento: uma arma de 76,2mm e duas metrlhadoras de 7,62mm

T-34 Modelo 1941/42, Front de Leningrado, 1942.

T-34 Modelo 1943, Guards Tank Brigade, Front de Leningrado, 1943.

T-34 Modelo 1943, Regimento de Tanque da Engenharia, 1944. Equipado com o destruidor de minas.

T-34 Modelo 1943, Guards Tank Brigade, Front de Leningrado, 1943.

T-34 modelo 1943, SS Panzer Division "Das Reich", Kursk.

T-34-85, Front Ucraniano, 1944.

T-34

Type 3 Chi-Nu

Type 3 Chi-Nu


O Type 3 Chi-Nu foi outro desenvolvimento sobre o Type 97 Chi-Ha da linha de tanques médios do Exército Imperial Japonês. O Type 3 foi feito para bater de frente ao tanque americano M4 Sherman depois do projeto Type 1 Chi-He se mostrar inadequado. O Exército trabalhava no Type 4 Chi-To para combater o M4 mas houve problemas e atrasos no programa e um tanque de substituição temporária foi preciso. O desenvolvimento do Type 3 começou em Maio de 1943 e acabou em Outubro do mesmo ano. A produção começou somente em 1944 quando materiais já estavam escassos e boa parte da indústria japonesa tinha sido afetada pelos bombardeiros americanos. Um total de 166 foram produzidos.

Ele utilizava o mesmo chassi do Type 97 mas com uma torre hexagonal maior. A arma principal podia ser elevada entre -10° e +25°. O projétil da arma de 75mm tinha uma velocidade inicial de 680m/s e uma capacidade de penetração de 90mm á 100 metros de distância e 65mm á 1.000 metros de distância. A blindagem variava entre 12mm e 80mm.


O Type 3 foi utlizado nas ilhas do Império para defender contra a suposta invasão Aliada do Japão. Cerca de seis regimentos estavam equipados com o Type 3. Com a rendição do Japão, ocorrida antes da planejada invasão, o Type 3 acabou nunca sendo utilizado em combate.

Especificações do Type 3 Chi-Nu

Tripulação: 5
Peso: 18,2 toneladas
Dimensões: comprimento: 5,64m; altura: 2,68m; largura: 2,41m
Motor: Mitsubishi Type 100 V-12 desenvolvendo 240hp
Performance: alcance: 210km; velocidade: 39km/h
Armamento: arma principal de 75mm e uma metralhadora Type 97 de 7,7mm

Cruiser Tank Mk VI Crusader

Cruiser Tank Mk VI Crusader


O Cruiser Tank MK VI, que veio a ser conhecido como Crusader, tem suas origens no tanque Covenanter. Apesar de serem parecidos haviam diversas diferenças como as cincos rodas do Crusader contra as quatro rodas que o Covenanter tinha.

O protótipo chamado de A15 possuía duas pequenas torres: uma localizada na frente da cobertura do motorista e outra para um artilheiro sentado na parte frontal do tanque. Cada uma dessas torres era equipada com uma metralhadora de 7,92mm. Logo após alguns testes a torre do motorista foi retirada. Esses primeiros testes também denunciaram problemas no resfriamento do motor e na caixa de marcha. Esses problemas foram difíceis de serem resolvidos e foram encontrados até mesmo em Crusaders que estavam sendo retirados de combate.


O primeiro modelo de produção foi o Crusader I que tinha uma blidagem de 40mm e um canhão de 40mm. Quando o Crusader I entrou em combate em 1941 ele já era inadequado para o combate. As armas de 57mm, que podiam resolver o problema, ainda eram escassas e sua blindagem foi aumentada em torno de uma base de 50mm. Este era o Crusader II mas somente no Crusader III que arma de 57mm foi utilizada. A versão III acabou sendo a versão padrão para os combates no Norte da África antes de ser substituído pelo tanque Sherman M4.

No combate o Crusader era rápido mas sua blindagem não era espessa o suficiente e aqueles equipados com o canhão de 40mm não faziam frente aos seus equivalentes alemães. Após perderem sua função como tanque de combate os Crusaders foram utilizados em diversos propósitos especiais. Alguns foram convertidos para tanques antiaéreos com uma Bofor de 40mm ou dois ou três canhões de 20mm montados sobre eles. Outros Crusaders, sem suas torres, eram utilizados como rebocadores de veículos e de artilharia. Essas versões rebocadoras foram muito utilizadas na Europa em 1944 e 1945.

O Crusader foi um clássico armamento britânico da Segunda Guerra apesar da sua falta de eficiência de combate. Mesmo com uma baixa agressividade foi um tanque que se superou e viu ação em diversos lugares e em diversas versões.


Especificações do Crusader III

Tripulação: 3
Peso: 20.067kg
Motor: um Nuffield Liberty Mk III desenvolvendo 340bhp
Dimensões: comprimento: 5,99m; largura: 2,64m; altura: 2,23m
Performance: velocidade máxima na estrada: 43,4km; velocidade máxima off-road: 24km/h; alcance com tanque de combustível extra: 204km

T-40

T-40


Apesar da falta de sucesso dos tanques T-37 e T-38, as autoridades do Exército Vermelho ainda consideravam a necessidade de um tanque leve e anfíbio para missões de reconhecimento. Em 1938, um grupo de projetistas em Moscou receberam a ordem de crair um tanque para substituir o T-38. Deveria haver duas versões, uma anfíbia, denominada de T-30A e outra versão não anfíbia denominada de T-30B. Em 1939, ficou pronto o T-30, e ao fim do mesmo ano ele foi aceito no Exército Vermelho sob o nome de T-40.

Para acelerar a produção, o T-40 foi projetado para utilizar diversos componentes de caminhões e automóveis, mas a produção foi extremamente lenta, já que na época não havia grande prioridade em produzir tanques leves. Comparado ao T-37 e ao T-38, o T-40 era um tanque completamente novo. Tinha uma metralhadora pesada de 12,7mm (originalmente, foi sugerido um canhão de 20mm). A traseira era um pouco maior para poder suportar as câmaras de flutuação. A propulsão dentro da água era fornecida por uma hélica localizada na traseira e havia apenas um leme.
 

A principal desvantagem do T-40 era sua pouca blindagem, que no máximo chegava a 14mm, o normal eram 7mm. Em 1940, a blindagem foi considerada muito leve, principalmente após a experiência operacional na Guerra de Inverno. Foi decidido que as propriedades anfíbias do T-40 eram dispensáveis, assim, mais blindagem poderia ser adcionada. O veículo resultante poderia servir junto de unidades mecanizadas.

Um veículo chamado T-40S foi produzido, mas logo viram que este modelo iria precisar de muito mais instalações de produção do que o modelo original, e a linha de desenvolvimento foi cessada. Ao contrário, foi decidido utilizar o T-30B. Este modelo foi aceito para serviço sob o nome de T-60, e logo substituiu o T-40 como o novo tanque leve de reconhecimento.
 O T-40 não foi fabricado em grandes números e a produção cessou após 225 terem sido construídos (um número pequeno para os padrões soviéticos.), e o tanque leve soviético veio a um rápido fim. 

Especificações do T-40
 

Tripulação
: 2
 
Peso
: 5.900kg
 
Dimensões
: comprimento: 4,11m; largura: 2,33m; altura: 1,95m
 
Performance
: velocidade máxima: 44km/h; alcande máximo: 360km
 
Armamento
: uma metralhadora DShK de 12,7mm

Land-Wesser-Schlepper

Land-Wesser-Schlepper


A Rheinmetall Borsig foi selecionada em 1936 para desenvolver um trator que pudesse ser utilizado em operaões anfíbias. A idéia era que esse veículo fosse capaz de rebocar um trailer especial que podia flutuar, sendo capaz de carregar veículos ou equipamentos de até 18.000kg. A Rheimetall respondeu ao pedido com o veículo anfíbio Land-Wesser-Schlepper (LWS). 

O estranho veículo passou por diversos testes sem chamar muita atenção até a se iniciar os preparativos da Invasão da Inglaterra (Operação Leão-marinho) que nunca ocorreu. Sem dúvida alguma esse veículo seria de grande utilidade na travessia do Canal da Mancha, mas o resultado da Batalha da Inglaterra pendendo para o lado dos Aliados e um grande atraso fez com que o projeto do LWS só decolasse em 1941. Entrando em serviço em 1942 ele foi bastante útil na União Soviética e no Norte da África.

Algo que contava contra o LWS era sua falta de blindagem. E em operações militares como era esperada na planejada Invasão da Inglaterra, a blindagem seria essencial. Caso contrário os três tripulantes mais os vinte homens que seria capaz de levar, acabariam sendo abatidos facilmente pelas defesas Britânicas nos riscos que uma invasão anfíbia acarreta. Após dois protótipos ficarem concluídos o projeto foi abandonado em 1942, já passado a derrota na Batalha da Inglaterra e toda a esperança de uma invasão das Ilhas Britânicas agora que a Alemanha Nazista focava-se no leste europeu. Após o termino da guerra os LWS foram encontrados e levados para o Reino Unido para avaliações. Poucos exemplares foram produzidos.


Especificações do Land-Wesser-Schlepper

Tripulação: 3
Peso: 13.000kg
Motor: um motor Maybach ML120 V12 de 300hp
Performance: velocidade: 35km/h na estrada e 12km/h na água
Dimensões: comprimento: 8,60m; altura: 3,16m; largura: 3,13m
Blindagem: nenhuma
Armamentos: nenhum

Autoblinda 40 e 41

Autoblinda 40 e 41


Os carros blindados Autoblinda 40 e 41 tiveram sua origem no requerimento de um carro de alta performance para uso da polícia colonial italiana nas novas colônias na África. A Cavalaria Italiana também tinha um requerimento de um veículo novo na mesma época e os dois projetos foram então fundidos para produzir um novo veículo. Este novo veículo tinha o motor atrás e a torre (que tinha um metralhadora) na parte da frente. Havia outra metralhadora na parte traseira e o veículo podia ser dirigido pela posição normal, na frente, ou por outra posição na área traseira. Este era o Autoblinda 40, cuja produção iniciou-se na metade de 1940.

Quando a ordem de produção foi emitida, foi especificado que um pequeno número de Autoblindas 40 deveriam ser produzidos com canhões de 20mm ao invés de duas metralhadoras de 8mm na torre. O canhão utilizado era o do tanque leve L 6/40, esta versão com a torre do tanque no lugar da torre convencional ficou conhecido como Autoblinda 41, logo perceberam que esta combinação arma-veículo era muita mais eficaz do que a versão com metralhadoras, portanto, a produção foi focada nos Autoblinda 41. Poucos Autoblinda 40 foram fabricados, e muitos desses foram convertidos em modelo 41.


Para sua época, o Autoblinda 41 tinha um projeto avançado e uma ótima performance que era estragada apenas por um problema de direção constante que nunca foi inteiramente eliminado. O armamento principal era composto por um canhão antiaéreo Breda de 20mm modelo 35 convertido, esta arma era montada coaxialmente com uma metralhadora Breda 8mm modelo 38 resfriada a ar especialmente produzida para o uso em veículos blindados. Outra desta metralhadora encontrava-se na parte traseira. Um em cada quatro veículos tinha a guarnição de uma metralhadora antiaérea montada no topo da torre. Pneus especiais para areia ou estrada podiam ser adaptados, e havia um kit disponível para converter o veículo para uso em linhas férreas. Neste kit estava incluso rodas para linhas férreas, iluminação extra, mecanismos de sinalização e refletores para serem montados na torre. Autoblindas 41 com estes kits eram extensivamente utilizados por patrulhas contra revoltosos nos Bálcãs.


O Autoblinda 40 e 41 eram muito utilizados por unidades de reconhecimentos do exército italiano na Tunísia e no deserto ocidental. No final de Setembro de 1942, havia 298 Autoblindas 41 em uso, a maioria era utilizada pela polícia colonial. Mais tarde, algum trabalho de desenvolvimento foi feito no projeto básico do veículo, que resultou no uso de uma arma de 47mm na torre, enquanto que uma variante alemã que era uma versão aberta, tinha uma arma de tanque de 50mm mas nenhum destes veículos foi posto em produção. Havia também uma variante aberta que foi produzida em pequena escala como veículo de comando ou como posto de observação móvel para unidades de artilharia.

Especificações do Autoblinda 41

Tripulação: 4
Peso: 7,5 toneladas (em ação)
Dimensões: comprimento 5,20m; largura 1,92m; altura 2,48m
Motor: um motor SAP Abm 1; 6 cilindros; resfriado a água; 80hp
Performance: velocidade máxima na estrada 78km/h; velocidade máxima fora da estrada 38km/h; alcance máximo em estrada 400km

BA-10

BA-10


O primeiro carro blindado com seis rodas BA-10 apareceu em 1932. O BA-10 era produzido pela fábrica de automóveis Gorki e era o resultado lógico de uma linha de carros de seis rodas que vinha desde a Primeira Guerra Mundial. O BA-10 era construído sobre o chassi do caminhão comercial de seis rodas AAA, apesar que sua suspensão foi modificada para suportar os pesos envolvidos e suportar alguns reforços no chassi. A estrutra do BA-10 era bastante comum, com o motor sob uma cobertura reforçada na frente e a torre na parte de trás montada sobre os dois eixos traseiros. Havia muitas variações nos tipos de armamentos levados, mas o armamento padrão era ou uma arma de tanque de 37mm ou uma metralhadora pesada DShK de 12,7mm. Outras versões utilizavam metralhadoras de 45mm.

Como outros veículos de combate soviéticos o BA-10 era um pesado e funcional equipamento. Ele tinha muitas características tipicamentes soviéticas como a habilidade de se colocar correntes nas rodas traseiras para auxiliar a tração na neve ou no barro, o estepe era colocado de modo que pudesse girar quando algum obstáculo fosse encontrado, e assim tirar um pouco do peso. Havia quatro tripulantes, um deles era responsável pela metralhadora de 72,6mm montada na frente á direita do motorista.

Outras versões do BA-10 são conhecidas como BA-32 mas havia outra variante chamada BA-10M. Esta versão utilizava a torre do tanque leve T-26B com sua arma de 45mm. Essa não foi a única torre de tanque utilizada, outras torres foram utilizadas como a do tanque leve T-30 e do tanque BT-3. Uma estranha variante do BT-10 que apareceu em 1932 foi o veículo anfíbio BAZ, que utilizava a carcaça do BA-10 junto de um corpo de flutuação derivado de antigos veículos experimentais alemães. Poucos destes foram produzidos.

Quando a Alemanha invadiu a União Soviética em 1941 o BA-10 estava em serviço em grande número com o Exército Vermelho, em torno de 1.200 BA-10. Entre 1941 e 1942 muitos destes veículos ficaram em posse dos alemães. Os alemães o acharam um veículo prestativo, mas não o consideraram moderno para utilizá-los com suas unidades de Panzers, e eles acabaram junto de unidades contra revoltosos na União Soviética e nos Bálcãs. Os alemães conheciam o BA-10 como Panzerspähwagen BAF 203.

Depois de 1942, os soviéticos começaram a deixar de utilizar veículos blindados pesados como o BA-10. Aqueles que ficaram foram transferidos para a função de veículo blindado de transporte pessoal, tendo suas torres e todos seus equipamentos interiores removidos com a exceção do banco do motorista e seus controles.

Especificações do BA-10
Tripulação: 4
Dimensões: comprimento 4,70m; largura 2,09m; altura 2,42m
Motor: um motor GAZ-M-1, 4 cilindros resfriado á agua desenvolvendo 85hp
Performance: velocidade máxima 85km/h; alcance máximo de 320km