sábado, 28 de abril de 2018

Panzerkampfwagen VI Tiger

Panzerkampfwagen VI Tiger


Em 1938 ja haviam notado que o PzKpfw IV teria de ser substituído por um tanque mais moderno no futuro. Inúmeros protótipos foram construídos por diversas empresas alemãs, mas nenhuma versão foi construída. Em 1941, uma ordem foi emitida para a Henschel sobre um tanque de 36 toneladas chamado de VK 3601 que deveria ter a velocidade máxima de 40km/h, uma boa blindagem e um poderoso canhão. Um protótipo deste tanque foi construído, mas um futuro desenvolvimento foi abandonado devido a uma nova requisição emitida em Maio de 1941, em que o novo protótipo, VK 4501, deveria pesar em torno de 45 toneladas. Esta nova versão deveria estar equipada com o temido canhão de 88mm. Foi decidido que o protótipo estivesse concluído no proximo aniversário de Hitler, dia 20 de Abril de 1942.


Como o tempo era curto, a Henschel incorporou idéias do VK 3601 e outro tanque chamado VK 3001(Henschel). O resultado foi o VK 4501(H). A Porsche também entrou com seu próprio projeto, o VK 4501(Porsche). Ambos protótipos estavam prontos no aniversário de Hitler e o projeto da Henschel foi escolhido para entrar em produção em Agosto de 1942 sob a designação de PzKpfw VI Tiger Ausf E (SdKfz 181).

O Tiger esteve em produção de Agosto de 1942 até Agosto de 1944 e um total de 1.350 foram construídos. Foi então substituído em produção pelo Tiger II. Cerca de 90 VK 4501(P) foram construídos e transformados em destruidores de tanques com sua arma de 88mm sob a designação de Panzerjäger Tiger Ferdinand (SdKfz 184) em homenagem a seu criador, Ferdinand Porsche.


Havia três variantes do Tiger, sendo elas o Tiger tanque de comando (Befehlspanzer Tiger) e o Sturmtiger, cuja estrutura era equipada com um lançador de foguetes. Apenas 10 Sturmtiger foram construídos. O Tiger tinha uma poderosa arma e uma boa blindagem, mas era muito difícil de produzí-lo. Sua suspensão podia ficar obstruída por pedras e lama, que congelava durante o inverno e imobilizava o tanque. Quando o Tiger viajava por estradas, uma esteira de 51,5cm era utilizada, e fora da estrada, uma esteira de 71,5cm era usada.

Seu armamento principal consistia de uma arma KwK 36 de 88mm e três metralhadoras MG 34. Cerca de 84 cartuchos de 88mm eram levados para a arma principal e 5.850 cartuchos eram levados para as metralhadoras. O Tiger foi visto pela primeira vez pelos britânicos na Tunísia e depois foi utilizado pelas alemães em todas as frentes de batalha.

Especificações do PzKpfw VI Tiger Ausf E

Tripulação:5
Peso: 55.000kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 8,24m; comprimento: 6,40m; largura: 3,73m; altura: 2,86m
Motor: um Maybach HL 230 P 45 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 38km/h; alcance máximo: 100km/h

Panzerkampfwagen VI Tiger II

Panzerkampfwagen VI Tiger II


Assim que o primeiro Tiger entrou em produção, foi decidido desenvolver um tanque ainda mais armado e blindado, especialmente para combater qualquer tanque que os soviéticos pudessem desenvolver no futuro. Mais uma vez, a Henschel e a Porsche foram encarregadas do projeto. A Porsche projetou um tanque baseado no antigo VK 4501 que era equipado com uma arma de 15cm, mas este projeto foi rejeitado em favor de um novo modelo com uma arma de 88mm montada na torre, que também foi logo cancelado porque sua transmissão utilizava muito cobre, que era um material escasso na época. A essa altura, as torres ja haviam sido produzidas e foram utilizadas em tanques da Henschel. O VK 4503 Henschel foi terminado em Outubro de 1943 e utilizava componentes do tanque Panther.


O Tiger II, ou Panzerkampfwagen VI Tiger II Ausf B (SdKfz 182), começou a ser produzido em Kassel, em Dezembro de 1943, sendo que os primeiros a serem construídos utilizavam as torres da Porsche. Todos os tanques subsequentes ja utilizavam a torre da Henschel. Um total de 485 veículos foram produzidos. O Tiger II entrou em ação pela primeira vez em Maio de 1944 no front oriental e no front ocidental na Normandia, em Agosto do mesmo ano. Os Aliados o chamavam de Royal Tiger ou King Tiger enquanto que os alemães o chamavam de Königstiger (King Tiger).


O Tiger utilizava o mesmo motor do tanque Panther, isso tornava-o muito lento e sua blindagem dava proteção contra a maioria das armas dos tanques aliados. Por ser muito grande e pesado, ele tinha dificuldades para se mover e se esconder no campo de batalha. Muitos foram abandonados ou destruídos pela própria tripulação após ficarem sem combustível e sem suprimentos adicionais a serem entregues.


Sua estrutura era toda soldada, com um máximo de 150mm de espessura. O motorista sentava-se na frente á esquerda, com o operador de rádio e de metralhadora a sua direita. A torre tinha uma blindagem de até 100mm e acomodava o comandante e o operador do canhão que ficavam na direita enquanto que o reponsável por recarregar o canhão ficava na esquerda. O motor localizava-se na traseira. Seu armamento principal consistia de uma arma de 88mm KwK 43 e duas metralhadoras MG 34 de 7.92mm. 84 projéteis e 5.850 cartuchos eram carregados para o canhão e a metralhadora respectivamente. O chassi do Tiger II foi utilizado também no Jagdtiger B que era equipado com uma arma de 128mm. Apenas 48 deste poderoso destruidor de tanques foi construído.

Especificações do PzKpfw VI Tiger II Ausf B

Tripulação: 5
Peso: 69.700kg
Dimensões: comprimento (includindo o armamento): 10,26m; comprimento: 7,26m; largura: 3,75m; altura: 3,09m
Motor: um Maybach HL 230 P 30 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 38km/h; alcance máximo: 110km

T-35



O tanque T-35 foi um dos maiores fracassos dos projetistas soviéticos. Teve sua origem em estudos iniciados no ano de 1930 e seu primeiro protótipo ficou pronto em 1932. Em aparência e em outros muitos aspectos ele era bastante influênciado por um tanque da British Vickers Independent. 

Apesar de haver mudanças entre as diversas linhas de produção, os tanques da principal linha de produção entre 1935 e 1938 eram mais longos que os originais. Era bastante difícil coordenar, mirar e disparar as cinco torres e a efetividade do armamento era limitada devido ao baixo calibre da arma principal. As torres e a arma principal eram as mesmas utilizadas no tanque T-28. A blindagem variava entre 10mm e 30mm.


A produção do T-35 era lenta se comparada com a produção de outros tanques soviéticos da época. Apenas 61 unidades foram produzidas entre 1933 e 1939 e todos estes tanques serviam em uma única brigada localizada próxima de Moscou. Serviam mais como uma propaganda política, pois regularmente participavam de paradas militares na Praça Vermelha e davam uma falsa impressão da força dos tanques soviéticos. Os massivos veículos davam uma incrível impressão mas eram bem diferentes em serviço.

Quando o T-35 teve de ir para a Guerra em 1941, apenas alguns viram serviço, porque a maioria ficou retido em Moscou para defesa. Parece não haver registros de algum T-35 em ação nos arredores de Moscou mas os poucos outros que tentaram barrar o avanço Alemão não se saíram bem. Por serem poucos blindados e lentos, eram presa fácil para os Panzers.

Especificações do T-35

Tripulação: 11
Peso: 45 toneladas
Motor: um motor M-17M V-12 desenvolvendo 500hp
Dimensões: comprimento: 9,72m; largura: 3,2m; altura: 3,43m
Performance: velocidade máxima: 30km/h; alcance máximo: 150km
Armamento: uma arma de 72,6mm, duas armas de 42mm e cinco ou seis metralhadoras de 7,62mm

Tanque SMK


O SMK (Sergius Mironovitch Kirov) foi desenvolvido pela União Soviética antes da Segunda Guerra Mundial e era conhecido pela inteligência alemã como T-35C. Era produzido na fábrica de Kirov localizada em Leningrado. O SMK estava entre os projetos que competiam para substituir o caro e não confiável T-35. Os testes do SMK e seus concorrentes, entre eles o KV-1, ocorreram na Guerra de Inverno. O KV-1 acabou sendo escolhido por causa de sua maior resistência contra os armamentos antitanque finlandeses. A blindagem do SMK variava entre 20mm e 60mm. Cerca de 150 projéteis eram carregados para a arma da torre superior e 300 projéteis para a arma da torre inferior.

Especificações do SMK

Tripulação: 7
Peso: 55 toneladas
Dimensões: comprimento: 8,75m; largura: 3,36m; altura: 3,35m
Performance: velocidade máxima: 35km/h; alcance: 220km
Motor: um motor GAM-34BT desenvolvendo 850hp
Transmissão: 6 marchas
Armamento: primário: uma arma de 76,6mm L-11 localizada na torre superior e outra arma de 45mm M1935 localizada na torre inferior; secundário: 3 metralhadoras de 7,62mm

TANQUE-LEVE LT VZ 35


Ficha Técnica
País: Tchecoslováquia (Eixo)
Tripulação: 4 (comandante, motorista, artilheiro, municiador/radioperador).
Peso: 10,500 kg
Dimensões: 4,9 m de comprimento, 2,159 m de largura e 2,209 m de altura.
Motor: Skoda de 6 cilindros (gasolina). Refrigerado a água.
Transmissão: Seis marchas (5 à vante, uma a ré)
Potência: 120 HP
Velocidade Máxima: 40 km/h
Autonomia: 193 km
Blindagem: Variava de 12mm a 35mm
Armamento: canhão 37,2 mm e duas metralhadoras de 7,92 mm (co-axial e casco)
Versões: S-ll-a e S-ll-b.
Histórico
Em outubro de 1934, o exército Tcheco pediu à fábrica Skoda o protótipo de um modelo de tanque-médio, chamado S-II-A. O modelo foi completado no ano seguinte e começou a ser testado em junho de 1935. Logo foram descobertas inúmeras falhas no projeto, resultantes do desenvolvimento apressado do tanque. Sem esperar que estes problemas fossem corrigidos, foram encomendadas 160 unidades, sendo que cinco delas foram entregues no ano seguinte. Mas os problemas foram tantos que os veículos foram devolvidos para a fábrica para modificações e aperfeiçoamento. Os primeiros 138 tanques foram comissionados pelo exército Tcheco, sob a denominação LT vz 35, enquanto outros 126 foram designados para o exército da Romênia, sob o codinome R-2. Gradualmente os problemas foram eliminados e o tanque ganhou uma boa reputação entre as forças militares. Foram então construídos mais 219 veículos para o exército da Alemanha, onde recebeu o nome de Panzerkampfwagen 35(t). Isso se deveu em parte a escassez de tanques e o papel decisivo que eles teriam nos planos de invasão da França, equipando parte da 6ª Divisão Panzer. Em 1942, os tanques foram convertidos em unidades de morteiro (Mörserzugmittel), apoio à infantaria e de manutenção de tropas mecanizadas. A suspensão em cada lado era formada por oito pequenas rodas (duas por bogie), com tração na roda traseira e uma de rolamento a frente. Havia também quatro rolos de rasto-retorno. Uma particularidade deste tanque era o uso de ar comprimido na transmissão e direção, para minimizar o esforço do piloto. Este diferencial causou muitos transtornos na Frente Leste, já que o sistema não se portava bem em baixas temperaturas.

TANQUE-LEVE TNH P-S





Ficha Técnica
País: Tchecoslováquia (Eixo) 
Tripulação: 
4 homens (comandante, artilheiro, municiador e motorista)

Peso: 9,700 kg
Dimensões: 4,546 m de comprimento, 2,133 m de largura e 2,311 m de altura. 
Motor:
 Praga EPA de 6 cilindros (gasolina). Refrigerado à água. 

Transmissão:
 Seis marchas (5 à vante, uma a ré)
 
Potência: 
150 HP

Velocidade Máxima: 42 km/h
Autonomia: 200 km
Blindagem: Entre 10mm e 25mm. 
Armamento:
 Canhão Skoda A7 de 37 mm e duas metralhadoras 7165 CZ Tipo 37 de 7,92 mm
Histórico
Em 1937, com a situação internacional deteriorando rapidamente, o exército Tcheco percebeu que necessitava de um novo modelo de tanque-leve. Desta vez eles decidiram, devido aos problemas iniciais com o LT VZ 35, realizar uma série de testes antes que o novo veículo entrasse em serviço. Enquanto a Skoda entrou com seus modelos S-ll-a e S-ll-b, a CKD entrou com o TNH P-S. Em 1o de julho de 1938 ele foi adotado como tanque padrão do exército Tcheco, sob a denominação LT vz 38. Todavia, nenhum deles estava de serviço na hora da ocupação alemã em 1939. O veículo permaneceu em produção para o Exército alemão entre 1939 e 1942, sendo que mais de 1.400 unidades foram construídas sob a denominação Panzerkampfwagen 38(t). Os alemães também exportaram 69 veículos para a Eslováquia, 102 para a Hungria, 50 para a Romênia e 10 para a Bulgária. Durante a invasão da França, o tanque foi usado pelas 7º e 8ª Divisões Panzer e continuou em serviço como tanque leve até 1942. A blindagem e a torre eram rebitadas e a densidade da blindagem ia de 10mm a 25 mm, embora a versão Ausf E tivesse 50 mm. A torre levava dois homens, operando metralhadoras 7.92-mm e MG 37. O motor era instalado na parte traseira. A suspensão consistia em quatro rodas de borracha e dois rastros-retorno, com a tração numa roda dentada dianteira uma de retorno traseira. Quando ficou ultrapassado como tanque de combate, o PzKpfw 38(t) começou a ser usado como veículo de reconhecimento. Os alemães adaptaram ainda a torre do SdKfz 222, com canhão de 20 mm. O chassis também foi usado em adaptações anti-tanque, anti-aéreo e destruidor de trincheiras. Um total de 2,584 tanques foram construídos, sendo usados até a década de 60.

TANQUE-LEVE PZKPFW I



Ficha Técnica

País: 
Alemanha (Eixo)

Tripulação: 2 (piloto e artilheiro)
Peso: 6.000 kg 
Dimensões:
 4.42 m de comprimento, 2.06 m de largura e 1.72 m de altura.
Motor: Maybach NL 38 TR de seis cilindros. Refrigerado a ar.Transmissão: Seis marchas (5 à vante, uma a ré)
Potência: 100 HP
Velocidade Máxima: 40 km/h 
Autonomia:
 140 km

Blindagem: Entre 7 e 13 mm 
Armamento: 
2 metralhadoras MG13 de 7,92 mm
 
Versões:
 Ausf A, Ausf B e Ausf C


Histórico

Em 1933 o Exército Alemão emitiu o pedido para um veículo blindado de treinamento e combate de segunda linha de aproximadamente 5000 kg. Devido aos efeitos das limitações feitas nas forças armadas pela 1ª Guerra, ele recebeu a alcunha de Landwirtschaftlicher Schlepper (trator industrial). Cinco empresas apresentaram protótipos e o escolhido foi o Panzerkampfwagen I, montado por um consórcio formado por Henschel, Wegmann, Krupp e Daimler. O primeiro grupo de 150 veículos foi pedido para a Henschel, que começou a produção em 1934 sob a designação Pzkpfw I (MG) Ausf A. O motor que equipava esta primeira série era um Krupp M 305, que desenvolvia meros 57 HP. Entrou em produção então o Ausf B, com um motor Maybach NL 38 TR. O PzKpfw I entrou em serviço em 1935, ano em foram completados 800 veículos. O Panzerkampfwagen l foi primeiro veículo do rearmamento alemão usado na Guerra Civil Espanhola e participou da invasão da Polônia em 1939.Foi então que se percebeu que o Pzkpfw I tinha sérios problemas no campo de batalha, sobretudo por sua blindagem muito leve (podia ser prefurada até por metralhadoras) e seu pequeno poder de fogo. Embora contasse com quase 1500 veículos em sua força, a Alemanha usou menos de 600 na campanha da França. Ao final de 1941 o PzKpfw estava praticamente fora das linhas de frente. Com seu uso como tanque-leve estava obsoleto, os chassis foram aproveitados e sofreram conversões para outros papéis, sendo usado como transporte de munições. Algumas unidades foram ainda convertidas em anti-tanque, equipados com o canhão tcheco de 47mm. Ambas versões foram usadas nas frentes africanas, mas logo ficou comprado que nem mesmo este uso era eficiente, devido a capacidade da blindagem inimiga. Foi tentada uma versão Ausf C, com motor Maybach HL45P, de 150 HP mas o peso excessivo (8 ton.) inviabilizou totalmente o projeto.