Ficha TécnicaPaís: Alemanha (Eixo)Tripulação: 3 (piloto, artilheiro e municiador)Peso: 10,000 kgDimensões: 4,64 m de comprimento, 2,30 m de largura e 2,02 m de altura.Motor: Maybach de 6 cilindros (gasolina). Refrigerado a ar.Transmissão: Seis marchas (5 à vante, uma a ré)Potência: 140 HPVelocidade Máxima: 55 km/hAutonomia: 200 kmBlindagem: 35 mmArmamento: Canhão de 20 mm canhão e metralhadora 7.92 mm.Versões: A, B, C, D, E, F, J e L.HistóricoA partir de um pedido do governo alemão em 1934, o PzKpfw-II (ou Panzer II) foi apresentado pela empresa MAN, (embora desenvolvido em cooperação com a Mercedes). Foram construídos vários prototipos, parte dos quais foram submetidos a testes na Guerra Civil Espanhola, embora nenhum veículo tenha sido oficialmente fornecido. O resultado desses testes, resultou em vários aprefeiçoamentos que levaram ao aumento da blindagem e naturalmente do peso do veículo. A versão "C" incluia já o primeiro lote de alterações e foi apresentada em 1937, atingindo um peso total de 9500Kg, especialmente por causa da inclusão de uma couraça frontal maior. À medida que as alterações íam sendo introduzidas novas versões foram sendo apresentadas.As versões D e E, em 1938 e a versão F, em 1940. As várias alterações acrescentaram 10cv de potência ao motor e implicaram um aumento na blindagem que aumentou o peso do tanque para 10,000Kg. A velocidade máxima atingiu os 55Km/h. O total de Panzer-II produzidos nas versões A, B e C foi de 1113, e na versão E/F de 524. Até 1941 o tanque esteve na primeira linha, mas rapidamente se tornou obvio que era completamente obsoleto no teatro da frente russa. Os alemães utilizaram o PzKpfw-II como tanque anfibio, num desenvolvimento pensado para a invasão de Inglaterra. Os carros seriam lançados à água a alguns metros da costa, nas praias e avançariam submersos até atingir a zona de rebentação das ondas, onde um sistema automático libertava o canhão e permitia ao tanque começar a disparar de imediato. A iniciativa foi abandonada e alguns desses tanques foram utilizados durante a invasão da URSS na travessia do rio Bug em 22 de Junho de 1941.Vários modelos de carros Panzer II e derivados estiveram ao serviço até 1945 embora não na linha de frente. Embora fosse o carro de combate mais importante da Alemanha durante a invasão da Polônia em 1939 e da França em 1940 - com 950 unidades ao serviço - tornou-se evidente que o Panzer II não tinha armamento suficientemente capaz para perfurar a blindagem dos tanques que haviam sido colocados em operação pela França e pela Grã Bretanha. Mesmo assim, a produção continuou até 1942, altura em que se encontravam ao serviço cerca de 800 unidades. A produção deste pequeno tanque foi uma das formas de prover as forças blindadas alemãs, que tinham sido aumentadas para um total de 36 divisões blindadas. Como aconteceu com outros veículos, o chassis, motor e restante mecânica do Panzer-II foram adaptados para produzir outro tipo de veículo, inclusive uma versão lança-chamas, conhecido como Flammpanzer II.
Ficha TécnicaPaís: Alemanha (Eixo)Tripulação: 5 (comandante, artilheiro, carregador, condutor e operador de rádio)Peso: 22,000 KgDimensões: 5,52 m de comprimento, 2,90 m de largura e 2,50 m de altura.Motor: Maybach HL 120 TRM de 12 cilindros. Gasolina. Refrigerado a ar.Transmissão: Seis marchas (5 à vante, uma a ré)Potência: 300 HPVelocidade Máxima: 40 km/hAutonomia: 155 kmBlindagem: 50 mmArmamento: Canhão de 50 mm e 2 metralhadoras MG de 7,92 mmHistóricoUm dos mais bem sucedidos carros de combate da 2ª Guerra Mundial, o Panzerkampfwagen III começou a ser produzido em meados de 1930, como parte do rearmamento alemão. A idéia original do Departamento de Armas era um tanque-médio com canhão de 37 mm usando munição incendiária anti-tanque, mas o diâmetro da torre possibilitou a instalação de um canhão de 50 mm. Mais uma vez a construção ficou a cargo do consórcio Daimler-Benz, Krupp, Man e Rheinmetall-Borsig. Os primeiros protótipos, A, B e C foram produzidos em pequenos números, servindo como veículos de teste para melhorias, principalmente em relação a suspensão.Em setembro de 1939 o veículo entrou em serviço e foi usado na invasão da Polônia. Os vários upgrades no projeto (veja mais abaixo) tornaram o carro a principal arma blindada alemã. Para as operações no Norte da África, os veículos eram providos com um equipamento tropical, enquanto para a invasão de Inglaterra foi construída uma versão especial anfíbia. Nunca foi usado nessa missão, mas alguns foram bem úteis durante a Invasão da Rússia, em 1941. Foi lá também que o canhão de 50 mm mostrou sua limitação contra os blindados russos.A versão (Ausf) J ganhou então um canhão de 60 mm. Em 1942, a versão com canhão de 37 mm já havia sumido das linhas de combate. Participou efetivamente da invasão da França e foram feitas ainda outras variantes, como veículo de recuperação, veículo de observação e veículo de comando. Mais de 15,000 chassis de PzKpfw III foram construídos para os mais diversos usos, sendo usados até 1945.VersõesPanzer III Ausf A,B,C,D - modelos de pré-produção em 1937-38. 75 produzidos.Panzer III Ausf E,F - Modelos de produção de 1939-1940. Armado com um canhão de 37 mm (mais tarde 50 mm). 531 produzidos.Panzer III Ausf G - Mais blindagem. Armado com 50 mm L/42. 600 produzidos em 1940-41.Panzer III Ausf H - Modificações menores. 308 produzidos em 1940-41.Panzer III Ausf J - Blindagem frontal modificada novamente (50 mm SP). 482 produzidos em 1941.Panzer III Ausf J/1 - Armado com 50 mm L/60. 1067 produzidos nos finais de 1941 até Junho/Julho 1942.Panzer III Ausf L - Blindagem aumentada para 50 mm + 20 mm. 653 produzido em 1942.Panzer III Ausf M - Modificações menores, 250 produzidos em 1942-43.Panzer III Ausf N - Armado com um canhão de 75 mm L/24. 700 reequipados, modelos J/L/M em 1942-43.
Ficha TécnicaPaís: Alemanha (Eixo)Tripulação: 5 (comandante, artilheiro, carregador, condutor e operador de rádio)Peso: 25,000 KgDimensões: 7,02 m de comprimento, 3,29 m de largura e 2,68 m de altura.Motor: Maybach HL 120 TRM de 12 cilindros. Gasolina. Refrigerado a ar.Transmissão: Sete marchas (6 à vante, uma a ré)Potência: 300 HPVelocidade Máxima: 38 km/hAutonomia: 200 kMBlindagem: De 14,5 a 80 mmArmamento: Canhão de 75 mm e 2 metralhadoras MG de 7,92 mmVersões: A, B, C, D, E, F, F1, F2, G, H, I e J.HistóricoO Panzerkampfwagen IV teve a distinção de permanecer em produção ao longo de toda a Segunda Guerra Mundial, e formou a coluna vertebral das divisões blindadas do exército alemão durante o conflito. O modelo nasceu em 1934, quando o Departamento de Armas fez o pedido de um veículo médio para liderar os batalhões blindados. A Krupp assumiu essa empreitada, com seu modelo VK 2001(K), que assumiu o codinome de PzKpfw IV. Ao longo de sua carreira, o chassis básico permaneceu praticamente inalterado, mas com a ameaça das armas anti-tanque inimigas, a blindagem foi sensivelmente melhorada e novas armas foram incorporadas.O último modelo, cuja produção iniciou-se em março de 1944, foi o PzKpfw IV Ausf J. No total, foram produzidos mais de 9000 veículos. O primeiro modelo (Ausf A ou SdKfz 161), apesar de já contar com o canhão de 75 mm, tinha apenas 14,5 mm de blindagem no casco e foi construído basicamente para testes entre 1936-37. Os demais modelos receberam reforços na blindagem, com destaque para o modelo Ausf F2, o primeiro blindado soldado. A torre do Pzkpfw IV foi também a primeira com rotação de 360°. Sua mobilidade foi uma das principais características do tanque, fazendo com que ele estivesse presente em todas as frentes de batalha da Alemanha. Com o avanço do conflito, ganhou mais metralhadoras (inclusive uma na traseira) e proteção para as lagartas, extremamente vulneráveis.A versalidade do chassis fez dele pau para toda obra, servindo como base para blindado anti-aéreo, anti-tanque, de comando e até uma versão de ponte móvel.ProduçãoSd. Kfz. 161 - Ausf. A-F (1937-1942)Sd. Kfz. 161/1 - Ausf. F2/G (1942-1943)Sd. Kfz. 161/2 - Ausf. G-J (1943-1945)
Ficha Técnica
País: Alemanha (Eixo)Tripulação: 5 (comandante, artilheiro, carregador, condutor e operador de rádio)Peso: 45,500 KgDimensões: 8,86 m de comprimento, 3,43 m de largura e 3,10 m de altura.
Motor: Maybach HL 230 P30 de 12 cilindros. Diesel. Refrigerado a ar.Transmissão: Sete marchas (6 à vante, uma a ré)
Potência: 300 HP
Velocidade Máxima: 46 km/hAutonomia: 177 KMBlindagem: De 15 a 120 mm
Armamento: Canhão de 75 mm e 2 metralhadoras MG 34 de 7,92 mm
HistóricoProjetado para substituir o PzKpfw III e o PzKpfw IV, o Panzerkampfwagen V Panther foi a contrapartida alemã para superar os carros de combate russos T-34/76 e igualar-se aos mais recentes veículos aliados. O Panther, foi, segundo analistas, o melhor carro de combate da Segunda Guerra Mundial (permaneceu com essa alcunha até a década de 50). As linhas angulosas romperam com a tradição de desenho alemã e em traços gerais, a silhueta inspirava-se na do T-34.
No entanto as semelhanças terminavam por aí, pois o Panther era maior, mais blindado e tinha um canhão de 75mm, muito melhor do que a sua contraparte soviética. Produzido a partir de 1943, foram produzidas 4,800 unidades, pouco se comparado com os T-34 russos (11.000 produzidos apenas no ano de 1944) ou Sherman americanos. Mas como prova da sua qualidade, o comando aliado considerava que eram necessários 5 Sherman para combater cada Panther com possibilidades de sucesso.Assim, após os desembarques da Normandia, a tática favorita das tripulações dos Sherman e Comets dos exércitos aliados quando descobriam alguns Panthers emboscados era aguardar fora do alcance das peças alemãs e chamar os aviões caça-tanques Typhoon para resolverem o problema a partir do ar. Centenas de Panthers foram assim destruídos nos combates da Normandia. O inesperado aparecimento do revolucionário tanque T-34 nas mãos soviéticas, fez com que todos os tanques nas linhas de frente alemães obsoletos, quase que literalmente da noite para o dia. Não havia nenhum tanque de tamanho ou performance comparáveis disponíveis aos alemães, que até aquele momento não suspeitavam que os russos tivessem qualquer coisa de desenho tão avançado. Esta complacência tinha sido causada totalmente pela excelência e versatilidade do PzKpfw IV. Estudos para um sucessor do PzKpfw IV tinha começado já em 1937, quando a firma de Henschel e outras foram chamadas a produzir desenhos na classe de 30-35 toneladas. Entretanto, o progresso nesses foi lento, parcialmente devido a mudanças de idéias quanto as especificações. Em 1941, protótipos por Henschel, VK.3001(H), e Porsche, VK.3001(P), tinham sido completados mas, logo antes da invasão da Rússia, quanto o T-34 foi encontrado, as especificações foram mudadas mais uma vez em favor de um desenho maior, com um canhão de 8.8 cm na categoria de 45 toneladas, o VK.4501.Este eventualmente se tornaria no Tanque Pesado Tigre.Enquanto isso, o General Guderian, comandante do Panzergruppe II, em cujo setor o T-34 foi encontrado pela primeira vez em grandes números, em novembro de 1941, enviou um relatório para o seu comandante de Grupo de Exércitos, sugerindo que o Ministro dos Armamentos deveria, de forma urgente, montar uma comissão para investigar que tipo de novo desenho de tanque – e canhão anti-tanque – seria necessário para conter a ameaça do T-34 e restituir a superioridade de tanques aos alemães. O Ministério dos Armamentos atuou de forma rápida, e criou justamente tal comissão, que foi enviada para a frente de Guderian para uma investigação “in loco”, em 20 de novembro de 1941, para avaliar as principais características do desenho do T-34. As três principais características deste veículo que tornavam tecnicamente obsoletos todos os tanques alemães existentes eram: (1) blindagem inclinada, que dava capacidade de deflexão de tiro otimizada em todos os ângulos; (2) as grandes rodas de suspensão, que davam um andamento estável e regular; e (3) o canhão mais longo que o casco, uma característica anteriormente evitada pelos alemães, como impraticável. A proposta da MAN foi aceita em maio de 1942 e foi pedido a eles que produzissem um protótipo tão rápido quanto possível. Enquanto isso, o eng. Kniepkampf, engenheiro-chefe e projetista do Waffenprüfamt 6, tomou a responsabilidade pessoal do detalhamento do projeto do veículo da MAN. Isto refletia a prioridade dada ao projeto Panther. Kniepkampf era uma figura chave nos projetos de veículos blindados de combate alemães daquele momento, tendo estado no Waffenprüfamt 1936 e permanecido como engenheiro chefe até o fim da guerra, em 1945. Entre outras coisas ele foi o principal responsável pelo desenvolvimento das meia-lagartas alemães e introduziu algumas características, como as rodas de suporte entrelaçadas, suspensão de barra de torção e a caixa de marchas Maybach-Olvar nos tanques alemães. Em setembro de 1942 o primeiro modelo piloto do VK.3002(MAN) foi terminado e testado nos terrenos da fábrica MAN em Nuremburg. Este foi rapidamente seguido por um seguindo modelo piloto que foi transportado para o campo de provas do Heereswaffenamt, em Kummersdorf, para testes oficiais do exército. Nesta época o tanque Tigre já tinha começado a ser produzido, mas as suas falhas - incluindo o peso excessivo, velocidade baixa e forma balística pobre - já eram reconhecidos. O novo veículo foi encomendado para produção imediata como o Pzkpfw V Panther, sob a designação do material bélico de Sd Kfz 171, com a priorização máxima. O primeiro veículo foi entregue pela MAN em novembro de 1942. Era planejado construir a uma razão de 250 veículos por mês tão logo quanto possível, mas no final de 1942 esta meta tinha sido aumentada para 600 por mês. Para atingir uma meta tão ambiciosa era necessário formar um grande grupo de produção de Panthers. A Daimler-Benz foi rapidamente alternada do trabalho com o seu projeto (protótipos dos quais tinham sido quase terminados), agora descartado, e em novembro de 1942 eles também, começaram a se equipar para construir Panteras, os primeiros veículos saindo da Daimler no começo de 1943.
Adaptado de http://en.wikipedia.org/wiki/Panther_tank
Ficha TécnicaPaís: Alemanha (Eixo)Tripulação: 5 (comandante, artilheiro, carregador, condutor e operador de rádio)
Peso: 55,000 KgDimensões: 8,25 m de comprimento, 3,73 m de largura e 2,85 m de altura.Motor: Maybach HL 230 P45 de 12 cilindros. Gasolina. Refrigerado a ar.Transmissão: Sete marchas (6 à vante, uma a ré)
Potência: 700 HPVelocidade Máxima: 38 km/h
Autonomia: 100 KM
Blindagem: De 25 a 110 mm
Armamento: Canhão de 88 mm e 3 Metralhadoras MG 34 de 7,92 mm
HistóricoO tanque-pesado Panzerkampfwagen VI - Tiger I nasceu atrasado. Desde 1938 era evidente que o PzKpfw IV teria que ser substituído por um veículo de desing mais moderno. Vários protótipos foram construídos, mas nenhum foi colocado em produção. Esses planos ficaram congelados até que em 1940 foram analisados os tanques pesados ingleses Mathilda e franceses Char-1B capturados durante a invasão da França, tendo-se decidido reativar o programa de tanque pesado alemão. Ocorreram vários reveses no processo de escolha dos modelos apresentados, o VK4501(P) da Porsche e o VK4501(H) da Henschel. O modelo da Henschel foi considerado mais simples de fabricar, tendo sido feita uma encomenda para 1350 unidades. Armado com um poderoso canhão de 88 mm AA/anti-tanque, sua produção começou em agosto de 1942, com a designação PzKpfw VI Tigre Ausf E (SdKfz 181). O Tiger ficou em produção desde então até agosto de 1944. No princípio foi tido como um sucesso, principalmente por sua atuação na Frente Leste. A sua destruição por carros de combate soviéticos era virtualmente impossível a grandes distâncias. Por outro lado, sofria com problemas de projeto. Rapidamente os alemães concluíram que o Tiger I tinha várias deficiências e não era muito superior ao KV-1 soviético. A sua blindagem vertical embora superior à de qualquer carro russo podia ser perfurada pelos canhões anti-tanque e a proteção lateral também era deficiente.Ele foi adaptado então em duas outras variantes, Ferdinand Panzer VI (fabricado pela Porsche) e PanzerJager VI JagdTiger. Ambos projetos eram ainda mais problemáticos que o original, sendo abandonados. A grande desvantagem era a falta de agilidade no campo de batalha, embora isso não tenha impedido o uso do tanque em quase todos as frentes da Alemanha.
Ficha Técnica
País: Alemanha (Eixo)Tripulação: 5 (comandante, artilheiro, carregador, condutor e operador de rádio)Peso: 69,700 KgDimensões: 10,26 m de comprimento, 3,75 m de largura e 3,09 m de altura.Motor: Maybach HL 230 P30 de 12 cilindros. Gasolina. Refrigerado a ar.Transmissão: Sete marchas (6 à vante, uma a ré)Potência: 700 HP
Velocidade Máxima: 38 km/h
Autonomia: 110 KM
Blindagem: Entre 100 e 180 mm
Armamento: Canhão de 88 mm e 3 Metralhadoras MG 34 de 7,92 mm
Histórico
A necessidade da construção do Panzerkampfwagen VI Tiger II decorre das análises feitas pelos oficiais alemães aos tanques soviéticos depois do inicio do conflito em 1941. No caso dos carros médios (como o T-34) optou-se por produzir o tanque Panther mas no caso dos tanques mais pesados, continuava a existir a possibilidade de os soviéticos conseguirem superar os tanques alemães, como o Tiger I que foi concebido no final da década de 30, não incluindo por exemplo laterais inclinadas. A sua blindagem permitia-lhe resistir a média e longa distância a praticamente todo o arsenal blindado aliado e completamente imune a qualquer tiro disparado por qualquer arma anti-tanque da época.No entanto o seu reduzido número (uma produção total de 489 unidades, chegando-se a atingir uma média de apenas 15 dias para a produção de cada unidade.), falhas mecânicas e a perda da supremacia aérea levou a que nada influenciasse o resultado final da II Guerra Mundial. Não se encontrava integrado nas divisões Panzer de forma habitual sendo adstrito às mesmas somente em necessidade encontrando-se organizados em batalhões de tanques pesados independentes. Embora fosse um carro de combate superior aos T-34 e Shermans utilizados pelos aliados, sua produção, em parte pela complexidade do veículo, e em parte pela deterioração do parque industrial alemão e falta de matérias primas, era reduzida, e portanto a produção em massa dos demais venceu a primazia técnica deste veículo formidável. O projeto inicial foi encomendado às companhias Porsche e Henschel. A primeira, achando que ganharia a concorrência, produziu diversos veículos, porém estes foram preteridos em favor do modelo Henschel, de produção mais simples. As torres já fabricadas foram adaptadas aos chassis Henschel, iniciando-se a produção em Janeiro de 1944. O Panzerkampfwagen VI Tiger II Ausf B (SdKfz 182), para dar sua extensa designação correta, viu sua primeira ação na Frente Oriental, em maio de 1944, e estava presente também na Frente Ocidente para a Invasão da Normandia. Em muitos aspectos o Tiger II era semelhante ao tanque Panther, com a desvantagem de ser mais lento e menos móvel que o Panther. Apesar de sua excelente blindagem, o tamanho e a falta de mobilidade faziam do Tiger II quase impossível de ser escondido. O resultado disso é que muitos eram simplesmente abandonados ou destruídos pelas tripulações quando acabava o combustível ou a munição em plena batalha. O chassis do Tiger foi também usado como base para o Jagdtiger B, equipado com canhão de 128 mm. Apenas 48 dessas adaptações foram feitas até o final da guerra.
Ficha TécnicaPaís: Itália (Eixo)Tripulação: 2 (artilheiro e condutor)Peso: 6,800 KgDimensões: 3,78 m de comprimento, 1,92 m de largura e 2,03 m de altura. Motor: SPA 18D de 4 cilindros. Gasolina. Refrigerado a água.Transmissão: Cinco marchas (4 à vante, uma a ré)Potência: 70 HPVelocidade Máxima: 42 km/hAutonomia: 200 KMBlindagem: Entre 6 e 30 mmArmamento: Canhão de 20 mm e de 8 mmHistóricoEm 1930, a Fiat Ansaldo construiu um tanque baseado no chassis do L3, veículo desenvolvido pela British Garden Lloyd para o Mark VI. O primeiro protótipo estava armado com um canhão de 37 mm e uma arma secundária coaxial de 8 mm. A versão colocada em produção, já em 1939, foi designada de Carro Armato L 6/40. Ao tempo de sua introdução, o L 6/40 era aproximadamente equivalente ao alemão PzKpfw II, e era usado principalmente em missões de reconhecimento e divisões de cavalaria. Um total de 283 veículos foram construídos, que foram usados na própria Itália e no Norte da África, embora alguma unidades estivessem presentes na Frente Russa. O L 6/40 continuou em serviço na Itália pós-guerra, estando finalmente fora de serviço no início da década de 50. A blindagem variava de 6 mm a 30 mm. Havia também uma versão de lança-chamas, na qual o canhão de 20 mm foi substituída por um lança-chamas de 200 litros. Serviu ainda como veículo de comando e de artilharia auto-propelida.