sábado, 28 de abril de 2018

TANQUE-MÉDIO FIAT M 11/39 e 11/40


Ficha Técnica

País: Itália (Eixo)
Tripulação: 4 (artilheiro/comandante, condutor, municiador e operador de rádio)
Peso: 14,000 Kg
Dimensões: 4,92 m de comprimento, 2,20 m de largura e 2,38 m de altura. 
Motor: SPA TM40 de oito cilindros. Diesel. Refrigerado a água.
Transmissão: Seis marchas (5 à vante, uma a ré)
Potência: 125 HP
Velocidade Máxima: 32 km/h
Autonomia: 200 KM
Blindagem: Entre 6 e 42 mm
Armamento: Canhão de 20 mm e dois de 8 mm (um anti-aéreo)

Histórico

Em 1937 foi construído o protótipo do tanque-médio Carro Armato M 11/39. O sistema de suspensão era o mesmo do L3, mas com seis rodas em cada lado. Era então semelhante ao tanque americano M3 Lee, mas com um canhão de 37 mm, contra a arma de 75 mm de seu rival americano. Logo depois a suspensão foi aperfeiçoada, resultando no desenvolvimento do modelo com oito rodas, modelo este que passou a ser o padrão de todos os tanques médios italianos. Considerado obsoleto já no início da guerra, apenas 100 unidades do M 11/39 foram construídas. Em 1940, 70 tanques foram enviados ao Norte da África, onde muitos foram capturados ou destruídos durante as primeiras batalhas com os exércitos britânicos. 
Buscando o aperfeiçoamento do modelo, surgiu o tanque-médio M 13/40, que teve um chassis semelhante, mas com a blindagem redesenhada, com densidade que ia até 42 mm. Mas a grande inovação deste modelo foi a instalação de um canhão de 8 mm anti-aéreo na cobertura. Apesar da pouca confiabilidade do modelo, sujeito a quebras e facilmente perfurável por defesas anti-tanque, a Fiat Ansaldo - 
Fossati entregava a média de cerca de 60 a 70 veículos por mês, num total de 779 produzidos. Muitos veículos foram capturados pelo exército britânico, depois de serem abandonados por suas tripulações. Estes foram subseqüentemente comissionados ao British 6th Royal Tnk Regiment (RTR) e repassados ao Australian 6th Cavalry Regiment em 1941, quando a provisão de blindados aliada era muito pequena. 
Os australianos montaram três esquadrões, Dingo, Coelho, e Wombat. Para não serem confundidos com unidades a serviço da Itália, foram pintados com cangurus brancos. Havia ainda uma versão de comando do M 13/40, cuja torre era removida e o tanque provido com instrumentos adicionais de comunicação. Vale ainda resaltar suas variantes: o Carro Armato M 14/41, que era essencialmente o M 13/40 provido com um motor diesel mais poderoso, equipado ainda com filtros de ar projetados para as duras condições do deserto. Cerca de 1,100 destes tanques foram construídos, com a única diferença para o M 13/40 do aumento em velocidade para 33 km/h e de peso (14.5 toneladas).

TANQUE-MÉDIO FIAT M 15/42


Ficha Técnica

País: Itália (Aliados)
Tripulação: 4 (artilheiro/comandante, condutor, municiador e operador de rádio)
Peso: 15,500 Kg
Dimensões: 5,04 m de comprimento, 2,23 m de largura e 2,39 m de altura. 
Motor: SPA 15TB de oito cilindros. Gasolina. Refrigerado a água.
Transmissão: Oito marchas (6 à vante, 2 a ré)
Potência: 192 HP
Velocidade Máxima: 40 km/h
Autonomia: 220 KM
Blindagem: Entre 14 e 45 mm
Armamento: Canhão de 42 mm e dois de 8 mm (um anti-aéreo)

Histórico

Evolução natural dos modelos 39, 40 e 41, o tanque-médio Carro Armato M 15/42, entrou em serviço no início de 1943. Apenas 82 deste veículo foram construídos, a maioria comissionados a Divisão de Aríete, que tentava proteger Roma dos alemães, já em setembro daquele ano. Alguns destes veículos foram capturados pelos alemães, que acabaram usando-os contra os aliados (parecia ser destino da Itália armar seus inimigos). O M 15/42 era ligeiramente mais longo que o M 14/41, e facilmente distinguível deste pela falta de uma porta de acesso da tripulação na lateral da blindagem. 
Com um motor mais poderoso, era ligeiramente mais rápido, além de ter uma blindagem melhor que seus antecessores.Mais uma vez, antes mesmo de entrar em serviço, o M 15/42 já era obsoleto e seu sucessor, o tanque-pesado Carro 
Armato P 40, já estava na linha de montagem. Este projeto teve um desfecho fatídico: equipado com a suspensão do M 15/42, com blindagem melhorada, canhão de 75 mm e um poderoso motor de 12 cilindros com 420 HP, seria um excelente acréscimo as recém aliadas forças italianas.
Mas como a Fiat estava produzindo-os no norte da Itália, eles foram arrebatados pelo exército alemão antes mesmo de terminados. Cerca de 50 deles foram concluídos e usados pelos alemães.

TANQUE-LEVE TIPO 95


Ficha Técnica

País: Japão (Eixo)
Tripulação: 4 (artilheiro/comandante, condutor, municiador e operador de rádio)
Peso: 7,400 Kg
Dimensões: 4,38 m de comprimento, 2,05 m de largura e 2,18 m de altura. 
Motor: Mitsubishi NVD 6120 de 6 cilindros. Diesel. Refrigerado a ar.
Transmissão: Cinco marchas (4 à vante, 1 a ré)
Potência: 120 HP
Velocidade Máxima: 45 km/h
Autonomia: 250 KM
Blindagem: Entre 6 e 14 mm
Armamento: Canhão de 37 mm e metralhadora de 6.5 mm

Histórico

O tanque-leve Tipo 95 foi desenvolvido para satisfazer as exigências do exército japonês no início de 1930. Os primeiros protótipos, projetados pela Mitsubishi, foram completados em 1934 e testados na China e no próprio Japão. Aprovados, receberam a denominação de KE-GO e foram colocados em produção. Mais de 1,100 unidades foram terminadas até 1943, quando a série foi encerrada. O casco e a torre do Tipo 95 eram rebitados, com a densidade da blindagem variando entre 6 e 14 mm. Seu ponto fraco era a “inspiração” nos modelos de tanques franceses em que o comandante era também o artilheiro, deixando pouco tempo para comandar o tanque de fato (o mesmo problema era comum nos tanques italianos). 
Embora usado na campanha da China, o Tipo 95 só teve seu batismo de fogo, como unidade anti-infantaria, em 1943. Como não possuía ar-condicionado, as paredes deste tanque eram forradas de amianto. 
Foi ainda em 1943 que algumas unidades foram adaptadas com um canhão de 57 mm, o mesmo que viria a equipar o Tipo 97. Essa variante recebeu o nome de KE-RI, mas não teve muito êxito e apenas 100 unidades foram completadas. Outra variante, essa anfíbia, foi chamada de KA-MI. A estrutura do Tipo 95 foi usada ainda para equipar ainda os tanques Tipos 92, 94 e 97, este último sendo o mais comum. Quando confrontado com os americanos, o Tipo 95 provou ser um veículo pouco útil, uma vez que as armas anti-tanque americanas eram bastante eficientes.

TANQUE-MÉDIO TIPO 97


Ficha Técnica

País: Japão (Eixo)
Tripulação: 4 (artilheiro/comandante, condutor, municiador e operador de rádio)
Peso: 15,000 Kg
Dimensões: 5,51 m de comprimento, 2,33 m de largura e 2,23 m de altura. 
Motor: Mitsubishi de 12 cilindros. Diesel. Refrigerado a ar.
Transmissão: Cinco marchas (4 à vante, 1 a ré)
Potência: 170 HP
Velocidade Máxima: 38 km/h
Autonomia: 210 KM
Blindagem: Entre 8 e 25 mm
Armamento: Canhão de 57 mm e duas metralhadoras de 7.7 mm

Histórico

Em meados de 1930 foi emitido o pedido para um tanque-médio para substituir o tanque Tipo 89B, que era completamente obsoleto. Como o Departamento de Engenharia não pôde concordar no melhor desing, dois protótipos foram construídos, um pela Mitsubishi e outro pela Arsenal de Osaka. Havia pouca diferença entre os dois modelos, mas o protótipo da Mitsubishi era mais pesado e possuía um motor mais poderoso. Denominado CHIHA, cerca de 3,000 veículos foram construídos. 
Foi tido como o melhor tanque japonês na Segunda Guerra. Quando entrou em serviço, em 1940, o Tipo 97 era um real avanço na engenharia de tanques. A dianteira baixa e o alto poder do canhão faziam dele um projeto a parte. Além disso, o uso de diesel ao invés de gasolina, dava uma agilidade rara aos seus rivais. Em 1942, o Tipo 97 ganhou um canhão de 47 mm para munição incendiária de maior velocidade, com maior poder de penetração. O chassis do 97 também era usado como a base para vários outros veículos, como batedores, caça-minas, artilharia auto-propelida (canhão de 150 mm) e artilharia anti-aérea. 
A maioria destes modelos foram construídos em pequenos números. Em 1943 o 97 foi substituído pelo Tipo 1 CHI-HE, seguindo pelo Tipo 3 CHI-NU. Mas a capacidade bélica japonesa já estava decadente: menos de 60 unidades desses novos tanques foram completados. O último tanque japonês, Tipo 4, só teve 5 unidades e nunca chegou a ser usado em combate.

TANQUE-LEVE HOTCHKISS H-35 e H-39


Ficha Técnica

País: França (Aliados)
Tripulação: 2 (artilheiro/comandante, condutor)
Peso: 12,100 Kg
Dimensões: 4,22 m de comprimento, 1,95 m de largura e 2,15 m de altura. 
Motor: Hotchkiss de 6 cilindros. Gasolina. Refrigerado a água.
Transmissão: Cinco marchas (4 à vante, 1 a ré)
Potência: 120 HP
Velocidade Máxima: 36 km/h
Autonomia: 120 KM
Blindagem: Entre 12 e 34 mm
Armamento: Canhão de 37 mm e uma metralhadora de 7.5 mm

Histórico

No início de 1930, o exército francês decidiu reequipar seu parque industrial de tanques e adotar novos conceitos para os veículos blindados. Naquele momento o governo decidiu dividir o uso de tanques em duas funções básicas: cavalaria e infantaria. Para suprir essa necessidade surgiu o tanque-leve Léger Hotchkiss H-35. Embora seu uso prioritário fosse para formações de cavalaria, o H 35 acabou se mostrando um excelente veículo de apoio a infantaria. Isso tornou o modelo o mais importante dentre os tanques franceses de então. O H-35 era um veículo pequeno, com uma tripulação de apenas dois homens, e estava armado com um canhão de 37 mm (1.46-em) e uma metralhadora de 7.5 mm. 
A blindagem variava entre 12 mm e 34 mm. Cerca de 400 unidades do H-35 foram produzidas a partir de 1936. Em 1939 entrou em produção o tanque-leve H-39 que, com o rápido deteriorar da situação política mundial, chegou a 1,000 unidades. Todavia, uma série de problemas de produção, sobretudo pela falta de instalações de produção de massa, impediu que mais unidades fossem construídas antes da queda da França.
O H-39 diferiu do H-35 com mais potência (120 HP contra 75 HP) e um canhão de 37 mm mais comprido. Embora mais poderoso, esse canhão se mostrou virtualmente inútil contra a maioria dos tanques alemães. Os H-35 e o H-39 foram usados na defesa da França em maio de 1940, mas seu uso estratégico fizeram deles pouco úteis no conflito. Enquanto os alemães lançavam grandes frentes de veículos blindados, os franceses espalharam os seus ao longo da linha de fronteira, como apoio a infantaria local ao invés de ser usado como uma força efetiva anti-blindada. 
Apesar de alguns bons resultados (sobretudo por parte dos H 39), a desvantagem numérica na hora do confronto era fator decisivo para a derrota. Assim muitas unidades foram destruídas ou capturadas. Sob o uso alemão foram renomeados de PzKpfw 35-H 734(f) e foram usadas sobretudo pelas unidades de ocupação (em 1941 algumas unidades foram enviadas para a Frente Russa). Todavia, nem todos os tanques H-35 e H-39 foram capturados: muitos estavam nas possessões do Oriente Médio e foram usados pela França Livre na campanha da Síria, em 1941. Após a guerra os veículos remanescentes foram doados para o exército de Israel, que os usou até 1956.

TANQUE-LEVE RENAULT R 35


Ficha Técnica

País: França (Aliados)
Tripulação: 2 (artilheiro/comandante, condutor) 
Peso: 10,000 Kg

Dimensões: 4,20 m de comprimento, 1,85 m de largura e 2,37 m de altura.Motor: Renault de 4 cilindros. Gasolina. Refrigerado a água. 
Transmissão: Cinco marchas (4 à vante, 1 a ré)

Potência: 82 HP
Velocidade Máxima: 20 km/h 
Autonomia: 140 KM

Blindagem: 40 mm 
Armamento: Canhão de 37 mm e uma metralhadora de 7.5 mm
 

Histórico


O Renault R 35 teve sua origem inspirada no desing do tanque Renault ZM. Começou a ser projetado em 1934, em resposta a um pedido de exército francês para um novo veículo de apoio a infantaria. Ele veio a substituir o Renault FT 17, que estava em serviço desde a Primeira Guerra Mundial. A produção começou em 1935, mesmo sem testes de campo, para fazer frente ao aumento bélico alemão. Nates que as primeiras unidades fossem entregues, o exército decidiu aumentar a blindagem original de 30 mm para 40 mm. O R 35 nunca substituiu completamente o FT 17, apesar das 1,600 unidades construídas, tornando-se o mais comum tanque de infantaria francês. O grande erro dos planejadores dessa arma foi acreditar que o conceito tanque pouco havia mudado desde 1918. A torre foi pobremente montada, com pouca visão, além do fato de que o comandante/artilheiro assumia ainda a tarefa de municiador. Outro problema era o som do veículo, que fazia um R 35 ser ouvido longe. Em 1940 uma versão com uma suspensão revisada, conhecida como AMX, foi introduzida, sob o nome de R 40, mas poucas unidades foram construídas antes da invasão alemã. O R 35 mostrou-se inócuo contra os tanques alemães. Eles foram alocados em pequeno número em apoio direto a formações de infantaria e a maioria foi facilmente cercada pelas divisões panzer. A arma dele se mostrou virtualmente ineficaz contra até os tanques alemães mais leves. Entretanto a blindagem de 40 mm se mostrou bastante eficiente contra a maioria das armas anti-tanques alemãs. Muitas unidades foram abandonadas e capturas intactas pelos alemães, servindo as forças de ocupação e como veículo de treino. Com a invasão da União Soviética, muitos R 35 foram enviados para a Frente Leste com adaptações para servirem de artilharia auto-propelida e transporte de munições. As torres retiradas acabaram servindo de defesa litorânea no Muro do Atlântico. Assim o R 35 passou para a história como um veículo usado muito mais pela Alemanha do que pela França.

TANQUE-MÉDIO SOMUA S-35


Ficha Técnica 

País: França (Aliados)

Tripulação: 3 (artilheiro, municiador, comandante/operador de rádio/condutor)
Peso: 19,500 Kg 
Dimensões: 5,38 m de comprimento, 2,12 m de largura e 2,62 m de altura.
Motor: SOMUA de 8 cilindros. Gasolina. Refrigerado a água.
Transmissão: Seis marchas (5 à vante, 1 a ré)
Potência: 190 HP 
Velocidade Máxima: 40 km/h
 
Autonomia: 230 KM
 
Blindagem: Entre 20 e 55 mm
 
Armamento: Canhão de 37 mm e uma metralhadora de 7.5 mm


Histórico 

Quando do reequipamento do braço de cavalaria do exército francês, em 1935, a d'Outillage de Société Mécanique et d'Usinage d'Artillerie (SOMUA), apresentou um protótipo de tanque que chamou muita atenção protótipo por seu desing avançado. Era o SOMUA S-35. Ele foi colocado em produção quase imediatamente mas, como em quase todos os outros setores da indústria bélica francesa antes de 1939, sofreu com a lentidão. Apenas 400 S-35 tinham sido concluídos até a invasão alemã. Destes, apenas 250 viram combate devido as dificuldades de organização da defesa francesa. O S-35 teve muitas características inovadoras que se tornaram comuns nos tanques produzidos depois dele. Além da excelente blindagem, possuía um motor de bom desempenho e um radio interno de bom raio de ação. O S-35 estava equipado ainda com o canhão 47 mm SA, um dos mais poderosos de sua categoria. S-35 teve um excelente desempenho no campo de batalha, apesar de um sério erro de projeto: a parte superior e inferior da blindagem eram unidas por um anel parafusado, que podia se romper com um impacto direto. Mas isso gerou menos problemas que a função tripla do comandante, que era também operador de rádio, municiador e condutor. Com esse sério sobrecarregamento de um único homem, poucas vezes o potencial do S-35 foi realmente atingido. Usados com a mesma tática dos blindados franceses, espalhados pela fronteira em pequenos grupos, apenas em poucas ocasiões puderam se fazer valer contra as colunas panzer. Depois da ocupação da França, os alemães assimilaram o S-35 (PzKpfw 35-S 739(f)), usando-os nas forças de ocupação, bem como de treinamento e ainda cedendo algumas unidades para o exército italiano. A maioria deles estava na França quando da invasão aliada, em 1944, e foram usados na defesa do território. Os aliados, por sua vez, quando capturavam algum S-35, repassava-o para os exércitos da França Livre.