| Características Peso sem carga: 31.000 kg Peso de combate: 35.000 kg Pressão sobre solo (peso de combate): 0,72 kg/cm2 Total de combustível: 700 l Velocidade máxima: 67 km/h Degrau máximo: 0,7 m Fosso máximo: 2,40 m Rampa máxima: 60º Inclinação lateral máxima: 30º Passagem de Vau: 1,30 m |
Histórico
É um carro de combate brasileiro, desenvolvido pela empresa Bernardini em parceria com o Centro Tecnológico do Exército, baseados na experiência adquirida com a modernização do M41C Caxias. Nunca foi produzido em série. É um derivado do M41, incorporando novas tecnologias e um canhão de 90 ou 105 mm, mas mantendo as características apreciadas pelo Exército Brasileiro no M41. Era um carro de combate médio, e projetado de acordo com as necessidades do Exército Brasileiro e do parque automobilístico nacional, de forma a reduzir a dependência de equipamentos e peças importadas. A grande vantagem do Tamoyo estava na grande percentagem de incorporação de componentes fabricados no Brasil. Toda a blindagem, a torre os sistemas hidráulicos, as lagartas, um dos motores e até o canhão podiam ser fabricados no Brasil. Alguns dos outros equipamentos, embora de origem internacional, poderiam ser nacionalizados desde que o número de sistemas a adquirir fosse suficiente e justificasse a operação. |
terça-feira, 24 de abril de 2018
MB-3 Tamoyo
T-17 Deerhound
| Características Peso de combate: 14.000 kg Total de combustível: 284 l Velocidade máxima: 60 km/h Fosso máximo: Não Aplicável Rampa máxima: 60% (34°) Passagem de Vau: 0,81 m |
Histórico
Por meio de acordos com os ingleses, que necessitavam de novos veículos militares, os americanos começam, então, o desenvolvimento de diversos veículos blindados armados de rodas, iniciando a partir de 1940. O T-17 possuía particularidades bem interessantes, possuindo uma torre giratória, armada com um canhão de 37mm e uma metralhadora .30, além de uma .30 coaxial na parte frontal do casco. Era impulsionado por dois motores em linha, Hércules JXD, com 110 H.P. cada, à gasolina, situados na parte traseira do veículo, cada um com sua própria embreagem e caixa de transmissão com quatro velocidades. No Brasil foram usados inicialmente como veículos de comando em algumas Unidades Blindadas, depois repassados para a Polícia do Exército (PE) que os usou até meados dos anos 70 no Rio de Janeiro. Este veículo blindado foi o primeiro 6x6 usado pelo Exército, embora seja quase que totalmente desconhecido, ofuscado pelos Ford M-8 Greyhound 6x6 que tanto sucesso fizeram, inclusive participando da Campanha da Itália com a FEB. |
M4 Sherman
| Características Peso de combate: 30.300 kg Pressão sobre solo (peso de combate): 0,92 kg/cm2 Total de combustível: 670 l Velocidade máxima: 38 km/h Degrau máximo: 0,61 m Fosso máximo: 2,3 m Rampa máxima: 60% (34º) Inclinação lateral máxima: 30% (18,5º) Passagem de Vau: 1,0 m |
Histórico
M4 Sherman foi o principal tanque desenhado e construído pelos Estados Unidos da América para as forças aliadas durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido utilizado neste conflito tanto pelos Estados Unidos quanto exportado pelo programa de arrendamento de guerra estadunidense para ampla utilização em várias frentes de guerra por seus aliados, soviéticos, britânicos, chineses, franceses e brasileiros. Foram construídos mais de 50.000 tanques acrescidos de centenas de veículos, denominadas com número de modelo diferente e capacidades concretas, sendo fabricados 2.000 tanques por mês, construídos em onze fábricas diferentes nos Estados Unidos. Projetado para substituir o M3 Lee, os Shermans tinham como ponto forte a manobrabilidade, a fiabilidade e um projeto que permitia a produção em grande quantidade. O Sherman marcou a virada da guerra para os Aliados. Era o "cavalo de batalha" dos americanos, e apesar das suas deficiências relativas foi produzido em tal quantidade que impressionava os oficiais nazis. |
M3 Scout Car
| Características Peso de combate: 5.600 kg Pressão sobre solo (peso de combate): 4,22 kg/cm² Total de combustível: 110 Velocidade máxima: 89 km/h Degrau máximo: 0,35 m Fosso máximo: Não Aplicável Rampa máxima: 30% Passagem de Vau: 0,71 m |
Histórico
Criado pela empresa norte-americana, em 1938, "White Motor Company" e também conhecido pelo nome de “White Scout Car”, por causa de sua montadora tinha seu projeto baseado em um chassi de caminhão comercial. Era um veiculo blindado de tração 4x4 para ser empregado em missões de reconhecimento, transporte de tropas e para reboque de canhões de pequeno calibre, além de escoltas, patrulhas e como ambulância. O M3A1 foi fornecido para os países aliados através do acordo de Lend-Lease, sendo que o Brasil recebeu as suas primeiras unidades em 1942. Possuía como armamento típico duas metralhadoras: uma .30 e outra .50 e sua tripulação poderia chegar a 8 militares, contando com o motorista e o comandante da viatura. |
Renault FT-17
| Características Peso sem carga: 6.100 kg Peso de combate: 6.600 kg Pressão ao Solo: 0,59 kg/cm² Total de combustível: 95 l Velocidade máxima: 7 km/h Degrau máximo: 0,6 m Fosso máximo: 1,35 m Rampa máxima: 50º |
Histórico
De origem Francesa, o Renault FT foi um dos primeiros blindados de guerra fabricados no mundo. Leve, rápido e fácil de ser produzido, operado, mantido e reposto, o Renault FT foi o mais bem sucedido blindado utilizado pelas unidades de cavalaria aliadas durante a I Guerra Mundial entre as quais serviram os militares brasileiros na frente ocidental, durante a missão militar de 1918. Projetado e fabricado ao final daquele conflito para "abrir caminho" em direção às trincheiras inimigas, dando cobertura aos avanços da infantaria, pesava apenas 6,5 toneladas, comportando dois tripulantes. Sua torre giratória tornou-se padrão nos principais blindados que vieram depois. Foi o primeiro blindado do Exército Brasileiro, em uso na Companhia de Carros de Assalto, sob o comando de José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, em 1921, tendo sido amplamente utilizados até o início da II Guerra Mundial. Hoje, o Renault FT-17 é o símbolo do Centro de Instrução de Blindados. |
EE-T1 Osório
| Características Peso sem carga: 41.000 kg Peso de combate: 43.000 kg Total de combustível: 1.354 l Velocidade máxima: 70 km/h Degrau máximo: 1,15 m Fosso máximo: 3,0 m Rampa máxima: 60% Inclinação lateral máxima: 40% Passagem de Vau: 1,2 m |
Histórico
O EE-T1 Osório é um carro de combate pesado desenvolvido nos anos 80 pela empresa brasileira Engesa. Foi projetado para ser o primeiro MBT (Main Battle Tank) legitimo brasileiro. Logo depois participou de uma concorrência para equipar as Forças Armadas da Arábia Saudita, a opção pelo M1 Abrams inviabilizou sua produção. Apenas protótipos foram construídos. Em 1987 o protótipo final para ser testado pela Arábia Saudita estaria pronto para enfrentar os seus concorrentes. Os testes seriam feitos por tripulações da Arábia, e constavam de rodagem em rodovia e deserto, consumo, resistência do motor, superação de obstáculos, substituir lagartas, testes de tiro com alvo móvel e estático e, entre outros, andar de ré e rebocar outro tanque de até 35 toneladas por 15 km. O Osório fez tudo isto e ainda rebocou o Abrams, bem mais pesado. No final dos testes, restaram apenas o Osório e o M1 Abrams americano. Os Árabes davam como vencedor o Osório, o que gerou um entusiasmo no Brasil. Porém, no meio disto tudo o Iraque invadiria o Kuwait e na corrida o fornecedor que tinha os tanques para pronta entrega eram os americanos. Por fim, a Arábia Saudita comprou o M1 Abrams inviabilizando a produção do Osório. |
EE-T4 Ogum
| Características Peso de combate: 4.400 kg Pressão sobre solo (peso de combate): 0,29 kg/cm2 Total de combustível: 120 l Velocidade máxima: 75 km/h Degrau máximo: 0,6 m Fosso máximo: 1,00 m Rampa máxima: 50º Inclinação lateral máxima: 30º Passagem de Vau: 0,6 m |
Histórico
Na segunda metade dos anos 80 a ENGESA apresentou um veículo blindado leve, sobre lagartas, projetado para possuir grande flexibilidade e apto a desenvolver vários tipos de missões com uma grande variedade de versões previstas sobre o mesmo chassi. Um veículo extremamente compacto, com baixa pressão sobre o solo, aerotransportável, podendo, inclusive, ser lançado de paraquedas, extremamente ligeiro, com grande mobilidade e raio de ação, além de baixo peso. Uma curiosidade é o fato de ter participado de uma concorrência em Abu Dhabi em 1988 e conseguido vencer tecnicamente o Wiesel nas provas ali realizadas. O EE-T4 Ogum ainda é um veículo versátil mesmo para os dias de hoje, seu conceito é extremamente moderno e poderia ser utilizado em proveito de diversas tropas como as de Operações Especiais e Paraquedistas entre outras, nas mais variadas funções. |
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