domingo, 15 de abril de 2018

CARABINAS (CLAVINAS) BELGAS “MINIÉ”

Essa arma pode ser considerada como sendo a padrão em uso na Infantaria do Império, durante a Guerra do Paraguai, pois foi a que teve presença mais maciça em combate. Era calibrada para projéteis de 14,8mm do tipo Minié, e eram equipadas com baionetas retas, com punho de latão. Inicialmente chegaram ao Brasil com alças de mira graduadas em braças, uma antiga medida portuguesa, mas logo foram alteradas para o sistema métrico, que passou a vigorar no Brasil em 1864.
Uma carabina Minié de fabricação belga (foto de colecionador particular)
Cerca de 28.000 dessas armas foram enviadas ao Paraguai, sendo distribuídas entre os batalhões de caçadores e para todas as unidades dos denominados Voluntários da Pátria. Conta-nos Adler Fonseca que, na linha de frente, soldados sofreram do mesmo problema de todo o sistema Minié, por causa da existência de uma arma da mesma classe, mas de calibre diferente: o mosquete Enfield 1858. A solução encontrada para isso foi a padronização da munição de calibre menor, o que tornou as carabinas do modelo belga muito menos eficientes do que seria de se esperar.
Detalhe do fecho de um mosquete belga do tipo Minié, bastante similar ao modelo utilizado pelo Brasil. Consta que o mesmo fabricante belga chegou a fornecer um grande lote dessas armas também aos Estados Confederados durante a Guerra Civil americana, onde passaram a ser conhecidos como “Brazilian Minié Muskets”

Guerra do Golfo

Período
1990-1991
Área do conflito
Oriente Médio
Protagonistas
Estados Unidos e Iraque. Forças da Coalizão: Grã-Bretanha, França, Arábia Saudita, Egito e pequenos contingentes de diversas nações arábes.
Histórico
A intenção de Saddam Hussein de a longo prazo controlar as reservas petrolíferas da Península Arábica levou-o a invadir o Kuwait, em 2 de agosto de 1990, numa ação coordenada, iniciada pelo avanço de duas divisões blindadas iraquianas através da fronteira, ataques executados por forças de assalto especiais na capital kuwaitiana, por unidades anfíbias e por helicópteros. Apesar de alguns focos de resistência, os bravos kuwaitianos foram facilmente sobrepujados pela investida furiosa da Guarda Republicana de Saddam. A seguir outras divisões foram enviadas para garantir a ocupação do país vizinho. A preocupação com a possibilidade de que o Iraque viesse a dominar as principais reservas de petróleo do mundo, inclusive invadindo outros países da região, levaram os Estados Unidos a preparar uma resposta armada, com apoio da ONU e aliados como Grã-Bretanha, França, Egito e Arábia Saudita. As tropas iraquianas então começaram a reforçar suas defesas, cavando profundos fossos anti-tanques, campos minados, trincheiras e extensas cercas de arame farpado nos acessos ao Kuwait. Em novembro de 1990 haviam 430.000 soldados e 4.000 tanques iraquianos naquele teatro de operações. Os americanos, por outro lado, haviam reunido a mais poderosa força militar desde a invasão da Normandia, no dia D em junho de 1944, para por em andamento o plano de liberação do Kuwait, a Operação Tempestade do Deserto. A batalha começou com intensos bombardeios a alvos estratégicos cuidadosamente escolhidos no Iraque, em 16 de janeiro de 1991, utilizando-se das mais sofisticadas armas do arsenal americano, como bombas guiadas a laser (LGB), mísseis de cruzeiro Tomahawk(290 mísseis disparados com 242 acertos) e os caças F-117 Night Hawk (stealth), com o intuito de quebrar a cadeia de comando dos iraquianos, destruir centros de comunicação (17 destruídos de um total de 26), usinas elétricas ( 50% ficaram inoperantes), pontes, bases aéreas (pistas inutilizadas e 70 abrigos aniquilados), lançadores de mísseis Scud e as baterias de mísseis anti-aéreos. No final de janeiro, os aliados tinham o controle incontestável do espaço aéreo e do mar e haviam cortado boa parte das linhas de suprimento das tropas iraquianas de ocupação. Esperando um ataque anfíbio em grande escala, o Exército iraquiano concentrou suas forças junto ao litoral, deixando as tropas da Guarda Republicana na retaguarda. A estratégia dos Aliados, no entanto, consistia em criar tantas frentes de penetração que o inimigo não saberia de onde viria o ataque principal, até ser tarde demais para reagir. Desviando-se dos pontos fortificados dos iraquianos, atacando pelos flancos para isolar o adversário, as tropas aliadas, iniciaram a grande ofensiva em 24 de fevereiro de 1991, com as Forças Árabes e os Marines á esquerda da linha de frente, a 1a.Div.Cavalaria, o 7° Corpo de Exército, o 3° Regimento Blindado, a 24a. Div.Infantaria e as 82a. e a 101a. Div.Aerotransportadas à direita. A cidade de As Salman, defendida pela 45a. Div.Inf.iraquiana, foi liberada numa atuação fulminante de tropas francesas e americanas (82a.), com apoio de helicópteros de ataque e tanques, fazendo 2.900 prisioneiros. Os marines da 1a.Divisão conseguiram dominar a área dos campos petrolíferos de Burgan, apesar dos tanques T-72 iraquianos e do ar empregnado de petróleo dos poços incendiados pelo inimigo. No setor do 7° Corpo, britânicos e americanos avançaram pelas brechas da linha defensiva, conhecida como Linha Saddam, e em Busayya enfrentaram a 12a.Div.Blindada iraquiana, destruindo 200 tanques, 100 veículos blindados, 100 peças de artilharia e fazendo 5.000 prisioneiros. O clímax da guerra viria ao longo da chamada linha 73 norte-sul, onde de 26 a 28 de fevereiro, o 7° Corpo dizimou a Guarda Republicana, tropa de elite que apesar dos intensos ataques aéreos ainda tinha 75% de seu poderio intacto. Percebendo a derrota próxima, Saddam ordenou que as tropas que restavam no Kuwait batessem em retirada, mas foram emboscados ao longo da rodovia que leva a Basra, numa ação em que durante horas os pilotos aliados destruiram centenas de veículos com uma precisão devastadora. O local ficou conhecido como "Rodovia para o Inferno". No início de março de 1991, americanos e iraquianos se reuniram em Safwan, um lugar isolado no meio do deserto, para discutir os termos da rendição do Iraque.
Principais forças envolvidas
Estados Unidos: 82a. e 101a.Div.Aerotransportada; 3° Regimento de Cav.Blindada; 24a. Div.Inf. Mecanizada; 45.000 marines; 719 aviões de combate de diversos tipos; cerca de 200 helicópteros de ataque e transporte; 120 navios de guerra; unidades das forças especiais Rangers, Boinas Verdes e SEAL.

Iraque: 570.000 soldados ( 4 Div.Mec., 9 Div.Blindadas e 29 Div.Inf.); 4.500 tanques (3.847 destruídos); 2.880 veículos blindados (1.450 destruídos); 3.257 peças de artilharia (2.917 destruídas); 500 aviões de combate.
Principais batalhas
Batalhas de As Salman, dos campos petrolíferos de Burgan, de Busayya, da Linha 73 norte-sul e de Medina Ridge.
Resultado final
Rendição incondicional do Iraque (com atraso de pelo menos 10 anos em sua capacidade de produzir armas de destruição em massa e eliminação de seu poderio ofensivo), libertação do Kuwait, criação da zona de exclusão aérea ao sul do Iraque e embargo econômico. Mas Saddam Hussein continuava vivo e governando o país.
Custo total estimado: US$ 102 bilhões

Guerra das Malvinas

Período
1982
Área do conflito
Atlântico Sul
Protagonistas principais
Grã-Bretanha e Argentina
Histórico
Para tentar manter-se no poder e assegurar um mínimo de popularidade, a junta militar que governava a Argentina decidiu executar o Plano Goa, a invasão das ilhas Malvinas ou Falklands para os ingleses, que a habitavam desde 1833, com o objetivo de retomá-las. Imaginaram ter o apoio dos Estados Unidos (que na realidade colaboraram com os britãnicos) e que a Grã-Bretanha não reagiria militarmente. Assim às 4:30 do dia 2 de abril de 1982, 150 homens do Tático Buzo, uma unidade de elite dos fuzileiros argentinos, desembarcou na capital Port Stanley para prender o governador, mas encontraram forte resistência do destacamento de 68 fuzileiros britânicos que defendia a área em torno da sede do governo. Os ingleses lutaram com bravura, mas após duas horas de combate, bastante inferiorizados, renderam-se. Neste momento já haviam 2.800 soldados argentinos em terra firme. A notícia do ataque às ilhas causou indignação na Grã-Bretanha e reação do governo foi imediata, ordenando a criação de uma força-tarefa para recuperá-las, a mais de 12.000 km ao sul. Já no dia 25 de abril um grupo de assalto com homens do SAS e SBS, apoiados por navios da Royal Navy que haviam danificado seriamente o submarino argentino "Santa Fé"operando na região, retomou as ilhas Geórgia do Sul. Em 2 de maio o submarino inglês "Conqueror" disparou alguns torpedos Mk.8 contra o cruzador "General Belgrano" e dois deles o atingiram, fazendo com que adernasse, afundando uma hora depois matando 368 tripulantes. Este fato mostrou o poderio da frota inglesa e a Marinha argentina retirou suas principais unidades de superfície da região, retornando às suas bases onde permaneceriam até o fim da guerra. Porém o afundamento do destróier HMS "Sheffield" por mísseis Exocet lançados por aviões Super Etendard, mostrou que os argentinos eram capazes de devolver golpes recebidos. Agora a Argentina mantinha nas ilhas um contingente de 10.000 soldados e um campo de pouso na capital. Homens do SAS desembarcados de helicópteros perto do aeroporto, usando cargas explosivas destruíram seis aviões Pucará, quatro Turbo-Mentor e um Skyvan argentinos estacionados ali e retornaram a salvo, sem uma baixa sequer. Essas tropas especiais foram usadas ainda para operações psicológicas, infiltração atrás das linhas inimigas para observar sua disposição, localização e marcação de zonas de desembarque, ações de sabotagem e incursões no continente, para confundir o adversário. Depois da guerra um jornal inglês afirmou que a Grã-Bretanha usou uma base secreta no Chile, a partir da qual os comandos poderiam atacar bases argentinas como Rio Gallegos e Rio Grande ou outros alvos estratégicos no território continental. Em 7 de maio, a Royal Navy estabeleceu uma Zona de Exclusão Total ampliada para até 20 km da costa argentina, dentro da qual qualquer navio que trafegasse sem autorização seria atacado e destruído. Nesta fase vários navios-patrulha argentinos e outros que tentaram furar o bloqueio foram impiedosamente atingidos ou aprisionados. Os poucos aviões ingleses Sea Harrier atuavam somente em defesa da frota ou em PAC (Patrulhas Aéreas de Combate), enquanto os Skyhawk, Dagger, Mirage III e Super Etendard argentinos eram obrigados a operar a partir de bases na Argentina, no limite de seu alcance. Mesmo assim causaram danos em diversas unidades de superfície inglesas. Ao amanhecer do dia 21 foi desencadeada a Operação Sutton, com o desembarque dos Royal Marines na Baía de San Carlos, a 105 km de Port Stanley. Nas horas seguintes cerca de 4.000 homens e 1.000 toneladas de equipamentos já estavam na cabeça-de-praia. A reação argentina veio pelo ar com ataques aos navios que apoiavam o desembarque, causando danos em vários deles e afundando as fragatas HMS "Ardent" e "Antelope", mas com a perda de cinco caças Skyhawk e quatro Dagger. O avanço das tropas inglesas sobre a ilha foi rápido. Em 29 de maio os paraquedistas do 2° Batalhão do Regimento Real, capturaram Groose Green, fazendo mais de 1.000 prisioneiros. A seguir caiu Port Darwin, após forte resistência de soldados argentinos entrincheirados. Foram os primeiros confrontos reais das tropas terrestres, que enfrentaram e venceram forças quatro vezes superiores em número. Em 9 de junho as tropas argentinas nas Malvinas estavam confinadas em torno da capital Port Stanley e os ingleses pretendiam atacá-las em uma frente bastante ampla, com a conquista dos montes ao seu redor para sitiá-las. Conseguiram seu objetivo, porém os argentinos lhes cobraram um preço alto, resistindo ferozmente. Diversos soldados britânicos foram condecorados postumamente por seus atos de bravura nestes combates. A tomada da capital se tornou uma questão de tempo, já que não havia mais vontade de lutar por parte dos jovens recrutas argentinos. Em 14 de junho as tropas inglesas entraram nas ruas de Port Stanley, mas não haveria reação. Pouco depois representantes dos dois lados encontraram-se para discutir os termos da rendição.
Principais forças envolvidas
Grã-Bretanha:

Marinha: 111 navios (42 da Royal Navy, 24 da Esquadra auxiliar e 45 mercantes requisitados); 3a. Brig. Comandos dos Royal Marines ( 40°, 42° e 45° batalhões, 29° Reg. Artilharia e outras); Exército: 3° Batalhão de paraquedistas; 5a.Brig.Inf.; tanques leves Scorpion e Scimitar; Aviação Naval: helicópteros Lynx Mk2 e Sea King Mk5; caças Sea Harrier.
Perdas: 255 mortos e 777 feridos; 10 aviões e 24 helicópteros destruídos; 2 destroiéres, 2 fragatas e 2 navios auxiliares afundados; 3 destroiéres, 3 fragatas e 2 navios auxiliares avariados.
Argentina:

Guarnição Militar das Malvinas: 10.000 homens (25º Reg.Inf., 8°eg.Inf., 9a.Cia.Eng., 2° Batalhão Inf.Marinha, 10a.Brig.Inf.Mec., entre outras); veículos blindados Panhard; aviões Pucará e C-130 Hércules; helicópteros Bell UH-1H e Puma; caças A-4 Skyhawk, IAI Dagger, Mirage III e Super Etendard (operando a partir do continente).
Perdas: 1.000 mortos e n° não divulgado de feridos; 76 aeronaves e 26 helicópteros destruídos; 1 cruzador, 1 submarino, 1 barco patrulha e 3 navios auxiliares afundados; 2 barcos-patrulha avariados.
Principais batalhas
Batalhas pela retomada das cidades de Goose Green, Port Darwin e Port Stanley. Desembarque na Baía de San Carlos. Conquista dos montes Longdon, Harriet e William ao redor da capital.
Resultado final
A derrota pela posse das Ilhas Malvinas/Falklands desgastou ainda mais o regime militar que governava a Argentina há dez anos e em 17 de junho o general Leopoldo Galtieri foi obrigado a renunciar. No ano seguinte foram realizadas eleições, com a participação de 80% do eleitorado, tornando-se presidente o advogado Raúl Alfonsin, que implantou uma reforma nas Forças Armadas e levou aos tribunais os oficiais culpados pela frustrada aventura nas Malvinas.
Custo total estimado: US$ 5 bilhões

Guerra Irã - Iraque

Período
1980 - 1988
Área do conflito
Oriente Médio
Protagonistas
Irã e Iraque
Histórico
A animosidade entre o Irã e o Iraque é antiga e em 17 de setembro de 1980, Saddam Hussein usou uma antiga disputa de fronteiras, sobre a posse do canal de Shatt-al-Arab, como pretexto para invadir o país vizinho. Sua real intenção era enfraquecer o poder do Irã para que seu fervor fundamentalista deixasse de ser uma ameaça ao seu domínio pessoal no Iraque. As Forças Armadas iranianas tinham armamentos modernos comprados na época do Xá, mas a revolução do aiatolá Khomeini expurgou os oficiais profissionais e os substituiu por voluntários fanáticos mal treinados e inexperientes. Por outro lado as Forças Armadas iraquianas haviam se reequipado e com a ajuda dos soviéticos vinham treinando modernas táticas conjugadas de combate. A ofensiva começou com ataques aéreos contra aeroportos iranianos e baterias de radar da defesa aérea, sem muita efetividade. Em terra o Exército iraquiano lançou seis de suas doze divisões de infantaria contra as cidades de Qasr-Shirin, Khorramshahr, Ahu, Susangard e Dehloran que foram tomadas rapidamente, e em poucos dias se apoderou de uma faixa de 50 km de largura em território do Irã. Os iranianos recuaram para uma posição defensiva e ao longo de 1981 se fortaleceram para organizar um contra-ataque. No verão de 1982, em uma estratégia audaciosa chamada Operação Ramadan, ondas humanas de fanáticos avançaram até as linhas inimigas, saltando sobre campos minados e sob o fogo de artilharia, com dezenas de milhares de baixas, que não conseguiram abalar as defesas iraquianas. Em fevereiro de 1983 os iranianos lançaram poderosa ofensiva em toda a frente de combate, rompendo a defesa inimiga numa das vias de acesso a Bagdá, mas não puderam aproveitar essa vantagem pois suas tropas reservas estavam esgotadas e sofreram cerrados ataques da Força Aérea do Iraque e de forças blindadas que defendiam a capital. Neste ano calcula-se que as baixas do Irã foram de 150 mil homens e do Iraque de 75 mil homens. Na primavera de 1984 os iranianos lançaram a Operação Amanhecer V, com mais de 500.000 homens, na região pantanosa ao norte de Basra, mas um contra-ataque iraquiano com divisões blindadas empurrou-os para o deserto, onde foram contidos. O Iraque lançou uma campanha aérea contra a infra-estrutura petrolífera iraniana, destruindo um importante terminal na ilha de Kharg e todos os navios-tanque que chegassem ou saíssem do país, deixando em alerta os EUA e países europeus, preocupados com seus interesses comerciais na região. Em março de 1984, os iranianos atacaram pelos pantânos perto de Qurnah, mas comandos iraquianos voaram de helicóptero até estas posições e dizimaram a infantaria inimiga na batalha de Majnoon. No ano seguinte as forças do Irã atacaram pelo sul, atravessando o canal de Shatt-al-Arab e retomaram a península de Faw, enfrentando e vencendo a Guarda Republicana, tropa de elite de Saddam. No norte os iranianos avançaram sobre o importante centro petrolífero de Kirkuk e os iraquianos reagiram lançando gás de nervos e gás mostarda sobre o inimigo. Em 1987 após ter a fragata USS Stark atingida por engano por um míssil Exocet do Iraque e a USS Samuel Roberts atingida por minas do Irã no Golfo, os EUA lançaram a Operação Louva-Deus alvejando instalações petrolíferas do iranianas e dizimando sua pequena Marinha, fazendo pender a balança da guerra a favor do Iraque. Na Batalha das Cidades, o Irã disparou mais de sessenta mísseis Scud contra o Iraque, que revidou com mais de duzentos desses mísseis. Em 17 de abril de 1988, Saddam lançou uma poderosa força, de mais de um milhão de homens, incluindo a Guarda Republicana e tropas do Exército totalmente remodeladas e reequipadas após o desastre da península de Faw, numa ofensiva terrestre final, envolvendo blindados, infantaria, artilharia e helicópteros. Bem conduzida, incluiu o ataque de dois Corpos de Exército avançando de norte para sul, acompanhada de um ataque anfíbio através do canal, na retaguarda iraniana, provocando a fuga em massa do inimigo. Em maio o Exército iraquiano desfechou um ataque frontal sobre posições iranianas próximas ao Lago dos Peixes, esmagando-as e mostrando uma flexibilidade operacional incomum. O terceiro grande combate ocorreu ao norte da península, onde a Guarda Republicana comandou uma clássica manobra de cerco, isolando soldados iranianos e matando-os sistematicamente, capturando milhares de prisioneiros. Em quatro meses e cinco rápidas e decisivas batalhas o Exército do Iraque havia marchado 1.100 km do sul ao norte, avançando bastante em território do Irã. Estabelecido um equilíbrio de forças e desgastados por oito anos de conflito com milhares de mortos, os dois lados pediram uma trégua e sentaram-se para discutir suas diferenças.
Forças envolvidas
Irã: Diversas divisões de infantaria e divisões blindadas; caças F-14 Tomcat, F-4E Phantom e helicópteros de ataque AH-1 Cobra; tanques M-60 e Chieftain.
Iraque: Diversas divisões de infantaria e divisões blindadas; caças Mig-21, F-6 e F-7 (fabricados na China) e helicópteros de ataque Mil Mi-24; tanques russos T-55 e T-72.
Baixas humanas: cerca de 1.000.000 de mortos e 1.500.000 de feridos de ambos os lados.
Principais batalhas
Batalha de Majnoon, retomada da península de Faw, ataque a Kirkuk, Batalha das Cidades e a campanha final iraquiana Tawakalna Ala Allah.
Resultado final
Apesar de manter sua revolução intacta, o Irã saiu bastante enfraquecido do conflito. A balança militar do Oriente Médio pendera decisivamente para o lado do Iraque, cujo grande número de tanques, artilharia, aviões de combate e homens em armas deu a Saddam a maior força militar da região. Sentindo-se fortalecido ele iria voltar suas atenções belicistas para outros vizinhos no Golfo Pérsico.
Custo total estimado: US$ 150 bilhões

Guerra do Afeganistão

Período
1979 -1984
Área do conflito
Ásia Central
Protagonistas
Rússia e guerrilheiros afegãos mujahedin
Histórico
Em 29 de novembro de 1979, o general soviético Viktor Paputin voou para Cabul, capital do Afeganistão, presumivelmente com a tarefa de convencer o então primeiro-ministro Hafizullah Amin a entregar o governo a Babrak Karmal, exilado desde 1978, e apoiado pelos soviéticos. Amin resistiu às pressões e a recusa selou seu destino. Nas semanas seguintes, mais de 100.000 homens de unidades motorizadas soviéticas, apoiadas por blindados e artilharia, ocuparam posições junto à fronteira afegã. Em 24 de dezembro, unidades da 105ª Divisão Aerotransportada de Guardas começaram a aterrissar no aeroporto de Cabul, estabelecendo uma cabeça-de-ponte, de onde iniciaram sua ofensiva, capturando várias bases aéreas, os prédios do Ministério do Interior e da central telefônica. Cerca 1.500 conselheiros militares que atuavam no país sabotavam equipamentos do exército afegão e desestimulavam qualquer tipo de resistência por parte das tropas oficiais. No dia 27, uma coluna de VBTT cercou o palácio do governo, que foi tomado de assalto por paraquedistas. Na luta que se seguiu, Amin foi morto e Babrak Karmal assumiu o poder. Sem resistência, outras quatro divisões chegaram ao Afeganistão: a 66ª e a 357ª Divisões Motorizadas seguiram para Herat e Kandahar, a noroeste e ao sul; a 201ª e a 360ª divisões, com tanques T-54 e T-62 cruzaram o rio Amu Darya e atingiram Bagram. A princípio, os soviéticos deram prioridade ao controle das áreas urbanas e linhas de comunicação. Mas com o exército afegão desmoralizado na luta contra os guerrilheiros mujahedin, os soviéticos tiveram que mudar de tática, empregando suas tropas em incursões terrestres, apoiadas por veículos blindados e maciços ataques aéreos e assaltos com helicópteros. Os mujahedin, liderados por Ahmed Massoud, bem treinados e armados pelos chineses e americanos com fuzis AK-47, canhões anti-aéreos ZU-23, minas e lança-granadas RPG-7, conheciam a região melhor do que ninguém, atacando os comboios inimigos, infringindo-lhes pesadas perdas e fugindo em direção às montanhas. Até 1984, haviam resistido no vale de Panjshir a seis ataques em larga escala. Trata-se de um vale estreito de mais de 100 km, circundado por altas montanhas, ideal para a luta de guerrilhas. Na Operação Panjshir 5, em maio de 82, um batalhão soviético foi helitransportado para uma posição elevada, enquanto a Div.Motzda.Nevel-Polotsk com tanques T-62 e VBTT subia o vale. Porém os guerrilheiros atacaram o Batalhão no cume impondo-lhe muitas baixas e em seguida bloquearam o avanço da Div.Motzda. submetendo-a a um ataque constante nas estreitas estradas do vale, caindo vitíma dos campos minados da guerrilha. Na Operação Panjshir 6, em agosto, os soviéticos, agora mais cautelosos, fizeram um bombardeio preparatório realizado por aviões e helicópteros armados Mi-24. As tropas avançaram, consolidando cada estágio com ataques secundários aos vales laterais, para cortar as rotas de fuga dos mujahedin. Em abril de 1984, o comando soviético lançou a sétima ofensiva contra o vale do Panjshir, mobilizando 20.000 homens, seiscentos blindados e sessenta helicópteros, com mais de trinta incursões aéreas diárias sobre as posições guerrilheiras. O líder Massoud recuou com seus homens para regiões menos expostas e passou a efetuar atentados nas cidades contra alvos militares. No final de 1984, após todo o desgaste sofrido em termos materiais e em sua imagem junto a outros países, a União Soviética retirou suas tropas do Afeganistão, deixando seu aliado Babrak Karmal entregue à própria sorte.
Forças envolvidas
Rússia: 110.000 homens (20.000 baixas, sendo 5.000 fatais); carros de combate T-54 e T-62; veículos VBTT; helicópteros Mi-8 Hip, Mi-24 Hind e Mi-26; aviões de ataque MIg-23; custo anual da invasão US$ 3 bilhões.
Guerrilheiros mujahedin: 10.000 homens com apoio financeiro e material de chineses, americanos, egípcios e paquistaneses.
Principal batalha
Campanhas pelo domínio do Vale do Panjshir.
Resultado final
Sem o apoio das tropas soviéticas e com o exército afegão praticamente desmantelado, Brabak Karmal foi deposto pelos guerrilheiros mujahedin que implantariam um regime muçulmano ultra tradicionalista, o Talibã, permanecendo no poder até a recente invasão americana, em 2001, em represália ao apoio dado a Osama Bin laden e sua organização terrorista Al-Qaeda.
Custo total estimado: US$ 116 bilhões

Guerra do Yom Kippur

Período
1973
Área do conflito
Oriente Médio
Protagonistas
Israel, Egito e Síria.
Histórico
Após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, a fronteira entre Israel e Egito se estendera até o Canal de Suez. A primeira linha de defesa era o próprio canal, obstáculo que os israelenses tornaram mais eficaz aumentando a altura das margens e construindo ao longo delas, uma série de posições fortificadas, que se comunicavam entre si por meio de um sistema de estradas, que ficou conhecida como a Linha Bar-Lev. Porém o Egito estava disposto a recuperar seu antigo território e em 6 de outubro de 1973, com apoio da Síria, iniciou o ataque, abrindo fogo contra as fortificações israelenses, que no primeiro minuto receberam um bombardeio de mais de 10.000 granadas. Atacando ao longo de todo o canal, os egípcios utilizaram equipamentos para construção de pontes e mangueiras de alta pressão (para abrir caminho nas altas margens de areia) para atravessá-lo e quatro horas depois suas divisões de infantaria, blindadas e mecanizadas, já haviam estabelecido várias cabeças-de-ponte de até 7 km de largura do outro lado do canal. Na frente sul o ataque fora realizado pelo 3° Exército e as operações ao norte foram conduzidas pelo 2° Exército, que obtiveram sucesso absoluto na travessia do Suez, com poucas baixas e resolveram se manter na defensiva, aguardando o inevitável contra golpe israelense. A ofensiva egípcia tomou os isrelenses de surpresa, que comemoravam nesta data o Dia do Perdão (Yom Kippur, em hebráico). Imediatamente as Forças de Defesa (FDI) foram postas em alerta total. Nas colinas de Golan, na fronteira com a Síria, defendida pelas 7a. e 188a.Brigadas Blindadas israelense, ocorreu o ataque simultâneo de três divisões de infantaria do Exército sírio, com intenso apoio de fogo de artilharia, enquanto duas divisões blindadas avançavam pela Galiléia. Na manhã de 7 de outubro, a 7a.Brigada ainda controlava suas posições, mas a 188a. fora destruída e 90% de seus oficiais estavam mortos ou feridos. Mesmo assim os israelenses resistiram e no dia 10 as tropas sírias estavam arrasadas, perdendo em cinco dias de combates 867 tanques, centenas de canhões e milhares de veículos de tipos variados. Decidido a neutralizar a Síria, para depois concentrar seu poderio contra os exércitos egípcios no Sinai, no dia 11 de outubro Israel avançou em direção a Damasco, capital síria, ocupando Mazrat Beit Jan, depois de feroz batalha de mais de seis horas, a aldeia de Horfa e as estradas transversais de Maatz. A colina de Tel Shams só foi conquistada no dia 13, pela 31a.Brigada de paraquedistas. No sul os tanques israelenses enfrentaram vigorosa resistência, com fogo de artilharia e equipes anti-tanques com mísseis RPG-7 dos sírios, bloqueando seu avanço. Na manhã do dia 14, conseguiram escapar ao cerco e se dirigir a Damasco. A tomada do monte Hermon por unidades de Israel, no dia 21, selou em definitivo o destino das tropas sírias. Mas a ameaça da União Soviética de intervir diretamente no conflito para salvar seu aliado, freou o ímpeto do avanço israelense e na noite de 22 de outubro, ambos os lados aceitaram a proposta da ONU de cessar-fogo. Na região do canal de Suez, as 217a., 460a. e 600a. Brigadas Blindadas israelenses atacaram as posições defensivas dos egípcios ao norte e sofreram pesadas perdas (70 tanques destruídos) sob o fogo de artilharia, de carros de combate e armas antitanque teleguiadas. Na guerra aérea não houve vitórias fáceis para Força Aérea de Israel, que obteve a superioridade através de métodos clássicos de combates entre caças. A vantagem numérica dos sírios e egípcios, que contavam ainda com sistemas de mísseis antiaéreos soviéticos SA-2 e SA-6, foi superada pela maior destreza de seus pilotos e o alto desempenho de seus aparelhos. Depois do fracassado contra-ataque, Israel mudou sua estratégia e decidiu anular os blindados inimigos a leste do canal e atravessá-lo em direção ao Egito. Preparava-se o cenário para a maior batalha de tanques desde a Segunda Guerra Mundial, com 1.500 tanques egípcios contra 500 tanques israelenses, defrontando-se numa linha de 160 km. Nos passos de Mitla e Giddi, o 3° Exército egípcio caiu em uma armadilha montada por uma divisão blindada do inimigo, que o obrigou a debandar, deixando noventa tanques e vários blindados destroçados. Na região de Ismaília e El Qantara, o 2° Exército egípcio teve o mesmo destino perdendo a maioria de seus blindados para o fogo inimigo. No total, a luta do dia 14 custou ao Egito 264 tanques, grande número de veículos blindados e mil mortos. A iniciativa agora era dos israelenses, que cruzaram o canal de Suez ao norte do Lago Amargo, estabelecendo o controle de uma área de 5 km de largura em território egípcio, isolando as tropas inimigas na margem leste. A situação crítica de suas forças e o ameaçador avanço do Exército israelense, levou o presidente do Egito, Anuar Sadat, a pedir a intervenção das grandes potências para mediar o conflito, e em 25 de outubro a luta cessou, com os israelenses abrindo um corredor para as tropas sitiadas.
Forças envolvidas
Israel: 217a., 460a. e 600a. Brig.Blindadas (contra os egípcios); 7a., 14a., 17a., 19a., 20a. e 79a. Brig.Blindadas (contra os sírios); 31a.Brigada paraquedista; carros de combate Centurion, M-48, M-60 e T-54/T-55 (capturados); caças Mirage IIICJ e F-4E Phantom II.
Perdas: 772 soldados mortos, 2.453 feridos e 250 tanques atingidos (frente síria); 110 tanques perdidos (frente egípcia)

Egito: 2° Exército (2a., 16a. e 18a. Div.Inf.+ 14a., 15a. e 24a. Brig.Blind.+ 21a. Div.Blind. e 23a.Div.Mecanizada); 3° Exército (7a. e 19a. Div.Inf. + 22a. e 25a. Brig.Blind. + 4a. e 6a. Div.Mecanizadas); carros de combate T-54 e T-62; sistemas de mísseis antiaéreos SA-2 e SA-6; caças Mig-21MF e Su-7.
Perdas: cerca de 2.000 soldados mortos e 400 tanques destruídos.
Síria: 1a. e 3a. Div.Blindadas; 5a., 7a. e 9a. Div.Infantaria; carros de combate T-54.
Perdas: 3.500 soldados mortos, 7.000 feridos e 1.150 tanques destruídos.
Principais batalhas
Ataque à Linha Bar-Lev, combates pelas colinas de Golan, tomada do monte Hermon, batalha no Vale de Lágrimas, batalhas de tanques nos passos de Mitla e Giddi.
Resultado final

Nos dois lados a destruição de equipamentos foi imensa e muitas as perdas de soldados. Para os israelenses, o total de mortos e feridos superou o de qualquer guerra anterior, mas sua vitória lhe deu a posse de 2.500 Km² na margem ocidental do canal de Suez. Os egípcios, por sua vez, sentiram que haviam resgatado sua honra e se satisfizeram com as conquistas de seu 2° Exército nos primeiros dias da guerra, que seriam um ponto de apoio sobre o qual iniciou as conversações de paz, recuperando a área do deserto do Sinai.
Custo total estimado: US$ 21 bilhões
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2ª Guerra Indo - Paquistanesa

Período
1971
Área do conflito
Sul da Ásia
Protagonistas
Índia e Paquistão
Histórico
O Paquistão emergiu como Estado em 1947, dividido em Paquistão Ocidental e Paquistão Oriental, que tinham em comum o islamismo, mas eram separados não só por 1.600 km de território indiano como por diferenças de idioma, raça, cultura e estrutura econômica. No verão de 1971 a parte Oriental queria sua independência do Paquistão, proclamando a República Democrática de Bangladesh. Com medo que uma onda de refugiados invadisse o país, a Índia resolveu apoiar a criação da nova nação. No início os indianos apenas ajudaram a armar e treinar uma força militar do governo provisório que combatiam as forças paquistanesas. Após um ataque da Força Aérea Paquistanesa(FAP) às bases aéreas indianas, em 3 dezembro, a Índia reagiu, esperando conter a ofensiva paquistanesa no Oeste e obter uma rápida vitória no Leste. Em Caxemira o Exército paquistanês (EP) atacou simultaneamente Punche e Chamba. Divisões do 15° Corpo indiano resistiram, em duros combates, onde perderam 17 blindados e 440 homens, infringindo ao inimigo a perda de 36 blindados e 1.350 soldados. As batalhas aéreas não tiveram papel decisivo na guerra, mas a Força Aérea Indiana (FAI) realizou cerca de 4.000 operações de combate no Oeste e 2.000 no Leste, em missões de interdição, ataques às concentrações tropas em terra e bombardeios. A FAP pouco pode fazer diante da superioridade do adversário. No conflito naval a Índia afundou um submarino, um destróier, um caça-minas e danificou uma dezena de outras embarcações, perdendo somente uma fragata. No Leste a ofensiva iniciou-se em 4 de dezembro, o 33° Corpo indiano avançou para o sul rumo a Rangpur e Dinajpur com quatro brigadas e em três dias superou a 16a.Divisão do EP, dominando as cidades em 15 de dezembro, mas somente após vigorosa resistência. Mais ao sul, a 4a.Div.Montanha e a 9a.Div.Inf. enfrentaram a 9a.Div.Inf.paquistanesa, tomando-lhe as cidades de Jessore e Jhenida. As 8a., 23a. e 57a. Divisões de Montanha atacaram Sylhet, Chandpur e Akhaura respectivamente, defendidas pela 14a. Div.Inf do EP, que recuou através do rio Meghna, região onde os indianos estabeleceram uma cabeça-de-ponte em Ashuganj. Em 15 de dezembro as tropas da 167a.Brigada de Montanha, apoiadas pela 57a., entraram na capital Dacca, concluindo-se a rendição das forças do Paquistão na região Oriental.
Forças envolvidas
Índia: 2° Corpo (50a.Brigada paraquedista e 3a.Brigada Blindada); 4° Corpo (8a., 23a. e 57a.Div.de Montanha) 15° Corpo e 33° Corpo (2a. Div. e 71a. Brigada de Montanha); caças SU-7, Mig 21, Hawker Hunter e Mystère.
Perdas: cerca de 3.300 mortos e feridos; 73 tanques; 54 aviões.

Paquistão: 2° Exército, 9a., 14a., 16a., 39a. e 93a. Divisões de Infanteria, um regimento blindado e seis regimentos de artilharia; caças Mirage III, F-104 Starfighter e F-86 Sabre.
Perdas: cerca de 8.000 mortos e feridos; 220 tanques; 94 aviões.
Principais batalhas
Conquista das cidades de Chamba, Rangpur, Jessore e da capital Dacca. Ataques aéreos da FAP, diurnos e noturnos sobre alvos estratégicos. Ataques navais a Karachi, no Paquistão Ocidental.
Resultado final
Em catorze dias a Índia obteve uma mudança fundamental no equilíbeio de forças no Sul da Ásia. Suas tropas derrotaram o Exército paquistanês, até então considerado superior, restaurando o prestígio de seu Exército, abalado pelos reveses do conflito de 1965. A médio prazo as relações entre a Índia e o Paquistão melhoraram muito, enquanto as relações com o novo Estado de Bangladesh (ex-Paquistão Oriental) sofriam total inversão. Afastou-se de seu antigo aliado, restabeleceu relações com o Paquistão, seu ex-inimigo da luta pela independência e aproximou-se da China.