sábado, 28 de abril de 2018

Gewehr 41 (W) e Gewehr 43

Gewehr 41 (W) e Gewehr 43

Gewehr 43.

Para melhorar a eficiência de combate das tropas Alemãs uma requesição para um rifle auto-regarregável foi emitida. Walther e Mauser apresentaram projetos que eram bastantes parecidos pois ambos utilizavam um sistema em que os gases de escape eram utilizados para recarregar o rifle. Testes com os rifles Mauser mostraram que ele não servia para serviço e o caminho ficou livre para o rifle de 7,92mm Gewehr 41 (W).

Uma vez que o Gewehr 41 (W) chegou as linhas de frente ele mostrou-se muito pesado para um uso confortável, muito lento para recarregá-lo em ação e sua fabricação era bastante difícil. Mas por enquanto era o único rifle auto-recarrégavel que os Alemães tinham e sua produção continuou por um bom tempo.

A maioria dos Gewehr 41 (W) foram utilizados pelos Alemães no front oriental e foi neste front onde eles encontraram os rifles automáticos Tokarev. O resultado foi o Gewehr 43, que utilizava um sistema quase igual do Tokarev. Assim que o Gewehr 43 entrou em produção a produção do Gewehr 41 (W) cessou. O Gewehr 43 era uma arma de produção muita mais simples e logo era entregue aos milhares na frente de batalha e tornou-se uma arma popular entre os combatentes. Todo modo de se simplificar a produção foi colocada no rifle até chegar no modelo conhecido como Karabiner 43 de 1944.

Especificações do Gewehr 41 (W) 

Calibre:
 7,92mm 
Comprimento: 1.124mm
Comprimento do Cano: 546mm
Peso: 5,03kg 
Velocidade inicial do projétil:
 776m/s 
Pente: 
10 cartuchos 

Especificações do Gewehr 43
 

Calibre
:
 7,92mm 
Comprimento
1.117mm 
Comprimento do Cano
:
 549mm 
Peso
:
 4,4kg 
Velocidade inicial do projétil
: 776m/s 
Pente:
 10 cartuchos

Maschinenpistole 43 e Sturmgewehr 44

Maschinenpistole 43 e Sturmgewehr 44

MP 43.

Apesar das ordens de Hitler, o Exército Alemão estava tão decidido a desenvolver o rifle projetado por Louis Schmeisser que mudou o nome Maschinenkarabiner 42 (Haenel) para Maschinenpistole 43, ou MP 43. O Exército seguiu adiante, passando do desenvolvimento para a produção e os primeiros exemplares foram entregues ao front oriental onde logo provou ser uma ótima arma.

O MP43 foi o primeiro dos rifles de assalto. Ele podia atirar disparos únicos para fogo seletivo em defesa e era capaz de produzir fogo automático quando em ataque. Taticamente, este rifle tinha um grande efeito no modo em que a infantaria podia lutar já que não precisavam mais de metralhadoras dando suporte. Isso permitiu que o Exército Alemão se tornasse mais forte devido ao poder de fogo que podia criar em comparação com outras unidades equipadas com rifles convencionais.


Uma vez que a importância desta arma foi percebida, o MP 43 tornou-se prioridade nas linhas de produção e cada vez mais chegavam requerimentos das tropas nas linhas de combate. As primeiras produzidas foram entregues as unidades de elite mas a maioria foi para o front oriental.

Nos tempos de guerra, na Alemanha, a prioridade era mais para a produção do que para o desenvolvimento e a maior mudança foi o MP 43/1 que era equipado com um lançador de granadas. Hitler rendeu-se ao MP 43 e renomeou o último projeto dele de Sturmgewehr 44 (StG44).


Alguns acessórios foram produzidos para o MP 43 como a mira infravermelha para visão no escuro conhecida como Vampir e o cano curvado conhecido como Krummlauf que podia ser utilizado para disparar de cantos sem expor o soldado. Este último item nunca funcionou direito e era projetado para disparar de ângulos entre 30º e 45º.

Após a guerra, muitos MP 43 viram serviço na Tchecoslováquia (hoje República Tcheca) e nos conflitos entre Árabes e Israelenses 

Especificações do StG 44

Calibre: 7,92mm
Comprimento: 940mm
Comprimento do cano: 419mm
Peso: 5,22kg
Velocidade inicial do projétil: 650m/s
Pente: 30 cartuchos

Volkssturmgewehr 1-5

Volkssturmgewehr 1-5


Desenvolvido por Karl Barnitzke para o Primitiv-Waffen-Programm, o Volkssturmgewehr 1-5 ou VG 1-5 foi desenvolvido como uma arma barata e de fácil e rápida produção que deveria equipar os soldados da Volkssturm. Utilizava o mesmo cartucho e pente do rifle StG 44 e tinha um sistema de gás baseado no sistema Barnitzke. Algumas VG 1-5 foram produzidas com seleção de fogo. Cerca de 10.000 unidades foram produzidas entre Janeiro de 1945 e o fim da guerra.

Volkssturmbataillon equipado com a VG 1-5.

Especificações do Volkssturmgewehr 1-5 

Calibre: 7,92
Comprimento: 960mm
Comprimento do cano: 380mm
Peso: 4,27kg
Velocidade inicial do projétil: 685m/s
Pente: 30 cartuchos

AVS-36

AVS-36


O rifle Avitomaticheskaya Vintovka Simonova 1936, ou AVS-36, estava estre os primeiros rifles com seleção de fogo formalmente adotado por uma força militar. O projetista Sergei Simonov começou seu serviço com rifles auto recarregáveis operados a gás em 1930. O primeiro protótipo ficou pronto em 1931 e demonstrou ser uma arma promissora. Três anos depois testes para melhorar a arma foram feitos. No ano seguinte uma competição entre o rifle de Simonov e um de Fedor Tokarev foi realizado. O rifle de Simonov foi o ganhador e foi aceito para o serviço sob o nome de AVS-36.

O AVS-36 era um rifle operado a gás que tinha seleção de fogo entre automático e semi automático. O cano era equipado com um grande freio de boca para diminuir o recuo. O pente era carregado com 15 cartuchos e uma baioneta era emitida com o rifle. Poucas versões para franco-atiradores foram produzidas. O AVS-36 foi primeiramente visto em público em 1938 na parada de Moscou.


Assim que entrou em serviço, a arma mostrou ter um projeto desagradável; o mecanisno de operação era complicado, problema que piorou com a construção do rifle que deixava mais sujeira entrar na arma. O freio de boca se mostrou um fracasso por que o rifle era praticamente incontrolável quando em fogo automático. A produção do AVS-36 cessou em 1938. 

Uma nova competição foi feita, onde Simonov e Tokarev enviaram seus projetos. Desta vez o projeto da Tokarev foi aceito. Apesar do rifle de Simonov conter menos peças e ser mais leve o projeto da Tokarev foi aceito por causa da interferência de Stalin em favor da Tokarev. Este rifle virou o SVT-38.

Cerca de 65.000 AVS-36 foram fabricados e por volta de 1941 foram marginalizados e aparentemente retirados de serviço e por isso viram pouca ação na Segunda Guerra. Muitos foram capturados pelos finlandeses durante a Guerra de Inverno e é na Finlândia onde hoje em dia se encontram muitos AVS-36.

Especificações do AVS-36

Cartucho: 7,62x54mmR
Peso: 4,3kg
Comprimento: 1,23m
Comprimento do cano: 612mm
Razão de fogo: 800 tiros por minuto
Velocidade inicial do projétil: 840m/s
Alimentação: pente de 15 cartuchos
Ação: operado a gás

Type II

Type II


Em 1935 a Alemanha repudiou o Tratado de Versalhes em que eles não podiam operar submarinos, levando a um acordo Anglo-Germânico em que era permitido a construção de um total de toneladas equivalente a 45% do operado pelos Britânicos. Uma importante tarefa para o supremo dos submarinos, Karl Dönitz, que tinha de resolver os números e tipos de submarinos para comprir com uma estratégia de guerra. Um dos requerimentos era sobre um submarino costal parecido com o antigo UB que operou muito bem em águas Britânicas na Primeira Guerra Mundial. O Type II é um submarino que veio do submarino Vesikko da Marinha Finlandesa, este mesmo submarino serviu de protótipo para o Type II.

O Type II foi rapidamente posto em produção e provou ser de bom governo e de boa manobrabilidade, sendo capaz de efetuar uma submersão rápido em 25 segundos. Suas características foram responsáveis pelo seu apelido, "canoa". Havia outros modelos como o Type IIB, Type IIC e Type IID. O Type IIB tinha uma maior capacidade de transporte de combustível, o Type IIC era modelado no Type IIB mas com motores mais potentes e o Type IID com pequenas modificações.

Com apenas três tubos para disparos de torpedos e pouca munição, levar um carregamento de minas era uma opção. Com a guerra no mar indo cada vez mais para o oceano, a construção do Type II cessou em 1941. Os Type II restantes foram usados como submarinos de treino. Cerca de 6 Type IIA, 20 Type IIB, 8 Type IIC e 16 Type IID foram produzidos.

Especificações do Type IID

Tipo: submarino costal
Peso: 314 toneladas na superfície e 364 toneladas submergido
Dimensões: comprimento: 43,95m; largura: 4,87m; calado: 3,90m
Propulsão: motores a diesel entregando 700hp na superfície e motores elétricos entregando 410hp quando submergido
Velocidade: na superfície: 13 nós; submergido: 7,5 nós
Alcance: 6.500km na superfície a 12 nós; 105km submergido a 4 nós
Armamento: um (mais tarde quatro) armas de 20mm antiaéreas, três tubos (todos frontais) para torpedos de 533mm mais seis torpedos
Tripulação: 25

MP 38, MP 38/40 e MP 40

MP 38, MP 38/40 e MP 40

MP 38.

Quando a MP 38 foi produzida pela primeira vez em 1938 ela revolucionou os projetos de armas conhecidos por causa do método de produção empregado nela. Ela utilizava simples estampagens de metal e plástico ao invés de madeira. A MP 38 era uma arma que preenchia a necessidade de uma arma de produção em massa para o exército. Era simples, barata e funcionava quando o dever chamava. O corpo era produzido com lâminas estampadas de metal, estampas que podiam ser feitas em qualquer oficina exigindo o mínimo de trabalho com máquinas. A maioria das armas eram deixadas apenas na superfície de metal mesmo, enquanto que outras recebiam uma pintura. Após o impacto causado pela MP 38 cada vez mais armas adotaram técnicas similares de produção em massa.


A MP 38 era bastante ortodoxa em seu funcionamento com seu sistema de alimentação, sistema de recuo e pente na vertical. Havia uma abertura do lado esquerdo em que poeira e sujeira podiam entrar, mas apesar disso, a MP 38 podia aguentar uma grande quantidade de detritos até parar de funcionar. Após entrar em ação em 1939, um problema da MP 38 foi descoberto. Caso a arma fosse danificada ela podia disparar sozinha. Esse problema causou diversos acidentes até a arma ser modificada. Essa última versão passou a ser chamada de MP 38/40.


Durante 1940 a produção da MP 38 ficou mais simples utilizando ainda mais folhas de metal e processos mais simples de manufatura. Essa nova versão foi batizada de MP 40. Para o soldado, era pouco diferente da MP 38/40 mas para a economia alemã era uma grande vantagem. A MP 40 foi entregue aos milhares para as tropas em campo e provou ser popular até entre os Aliados que sempre que podiam utilizavam as armas capturadas. A maior mudança que ocorreu na MP 40 foi a introdução de um pente duplo que ficou conhecido como MP 40/2 mas não fez sucesso e foi pouco utilizada. A MP 40 ainda pode ser encontrada em estranhos cantos do mundo, especialmente com guerrilheiros. Essa arma era também conhecida como Schmeisser, mas de onde esse nome veio não se sabe.

Especificações da MP 40

Calibre: 9mm
Comprimento: 833mm
Comprimento do cano: 251mm
Peso: 4,7kg
Pente: 32 cartuchos
Velocidade inicial do projétil: 365m/s

PPD 1934/38 e PPD 1940

PPD 1934/38 e PPD 1940


União Soviética teve problemas suficientes na década de 20 para se preocupar com projetos de novos armamentos. Quando as coisas se ajeitaram para que o Exército Vermelho pudesse ser reequipado, as submetralhadoras não eram uma prioridade e ao invés de alguma inovação, a primeira submetralhadora soviética era uma combinação de projetos antigos. Essa era a PPD-1934.

Em 1934, quando foi produzida pela primeira vez, essa arma era uma combinação da finlandesa Suomi m/1931 e das alemãs MP18 e MP38.Esse modelo foi produzido até 1940 quando algumas modificações foram introduzidas para justificar o nome PPD 1934/38. Não havia nada de novo na PPD 1934/38. O mecanismo de operação era quase o mesmo usado em submetralhadoras alemãs e após tentativas de projetar componentes soviéticos, o pente acabou sendo copiado da Suomi. Este pente comportava 71 cartuchos mas havia outro modelo de pente, curvado, que carregava até 25 cartuchos.

Havia uma variação da PPD 1934/38 que foi posta em produção em 1940 sob o nome de PPD 1940. Tinha uma peculiaridade pouco comum em outras submetralhadoras que era o modo em que seu pente encaixava-se na arma.

Quando os Alemães invadiram a União Soviética em 1941, a PPD 1934/38 e a PPD 1940 encontravam-se em poucos números no Exército Vermelho e tiveram pouco impacto nos eventos seguintes. As armas deste modelo que eram capturadas pelos Alemães eram entregues as suas unidades de segunda linha. Ao fim de 1941 a PPD 1940 ja estava fora de produção simplesmente porque os Alemães ja haviam tomado as indústrias envolvidas em sua produção e o Exército Vermelho necessitava de uma nova submetralhadora de fabricação mais fácil.

Especificações da PPD 1934/38

Calibre: 7,62mm
Comprimento: 780mm
Comprimento do cano: 269mm
Peso: carregada: 5,69kg
Pente: 71 cartuchos no tambor e 25 cartuchos no pente curvo
Razão de fogo: 800 tpm
Velocidade inicial do projétil: 488m/s