domingo, 15 de abril de 2018

Guerra dos Seis Dias

Período
1967
Área do conflito
Oriente Médio
Protagonistas
Israel, Egito, Síria e Jordânia. Em menor escala, Arábia Saudita, Iraque e Argélia.
Histórico
Após a retirada das tropas da FENU (Força de Emergência das Nações Unidas), que garantiam o cessar fogo, dez anos depois do conflito árabe-israelense de 1956, o Egito voltou a ocupar o deserto do Sinai. O líder egípcio Nasser ordenou, em maio de 1967, o fechamento do estreito de Tiran, vital para Israel, aumentando sua popularidade no mundo árabe, fazendo com que a Síria e a Jordânia mobilizassem suas tropas para apoiá-lo em caso de um revide israelense. O pano de fundo era a questão palestina e os ataques da OLP (Organização pela Libertação da Palestina) aos judeus. Coerente com sua doutrina militar de "ataques preventivos", Israel já havia mobilizado suas forças armadas no início de junho e o Alto-Comando tentava convencer o primeiro-ministro da necessidade de atacar logo as forças que ameaçavam as fronteiras do país. Assim, ao amanhecer do dia 5 de junho, a Força Aérea Israelense(FAI), efetuou um ataque coordenado às principais bases aéreas do Egito, destruindo praticamente todos os seus aviões no solo ( 240 aeronaves de um total de 254 eliminados em todo o conflito) e inutilizando as pistas, marcando o início da Guerra dos Seis Dias. Bases jordanianas e sírias ( 45 de seus 142 aviões destruídos) também foram bombardeadas. Durante a guerra, a vantagem da FAI era patente: destruíra 350 aviões árabes e perdera apenas 31. No Sinai, o exército egípcio possui sete divisões e cerca de 950 carros de combate, distribuídos em posições defensivas. Por outro lado, o Exército israelense montara a Operação Lençol Vermelho, seguindo o padrão clássico da guerra-relâmpago, com cerca de 680 tanques e suas guarnições bem treinadas, infantaria e paraquedistas avançando maciçamente sobre as posições inimigas, eliminando-as e atingindo o canal de Suez. A operação foi lançada junto com o ataque da FAI, descrito acima, em 5 de junho. A 7a.Brig.Blindada e os paraquedistas capturaram as cidades de Rafia e Khan Yunis. Mais ao sul, no entroncamento rodoviário de Bir Lahfan, os Centurion israelenses emboscaram uma coluna de T-55 e uma brigada de infantaria mecanizada, destruindo 14 tanques e diversos caminhões de munição e combustível. A divisão blindada do Gen.Ariel Sharon (atual primeiro-ministro de Israel) capturara a fortaleza de Abu Aweigila, no deserto, após intensos bombardeios e a ajuda de um batalhão de paraquedistas desembarcados de helicóptero dentro do forte. Em 6 de junho, devido à exaustão das tropas israelenses, as operações foram modestas. No dia seguinte, porém, os combates recrudesceram. Na entrada do desfiladeiro de Mitla, contando com apenas nove Centurion, o Exército israelense rechaçou repetidas ofensivas das tropas inimigas, com alguns confrontos a uma distância de 100 metros, deixando no local 157 carros de combate egípcios destruídos ou abandonados. Neste mesmo desfiladeiro, em 8 de junho, os israelenses emboscaram a 3a.Div.Inf., a 6a.Div.Mecanizada e parte da 4a.Div.Blindada do Egito, aniquilando 60 tanques, 100 canhões e 300 veículos. Para reabrir o estreito de Tiran, foi enviado um grupo de combate para o sul da península, a fim de encontrar-se com uma força de paraquedistas que saltara em Sharm-el-Sheikh, mas não houve luta pois a guarnição egípcia havia batido em retirada. Raramente na história militar uma vitória tão ampla foi conquistada em tão breve espaço de tempo: bastaram quatro dias para desbaratar um exército de sete divisões. Em relação à Jordânia, que tinha o mais adestrado e poderoso exército dos que enfrentaram os judeus nessa guerra, a FAI eliminou a Real Força Aérea jordaniana e bombardeou posições da Legião Árabe, eliminando a possibilidade de uma ofensiva inimiga em direção ao mar Mediterrâneo, o que isolaria a Galiléia do resto do país, deixando-a vulnerável a um ataque da Síria. Nesta frente, a luta por Jerusalém merece registro: entre 5 e 7 de junho, forças israelenses, entre elas a 55a.Brigada paraquedista, enfrentaram uma luta encarniçada e exaustiva , de rua em rua, contra os membros da Legião Árabe e seus blindados, num confronto de 57 horas, após o qual Israel eliminou as ameaças à margem oeste e expandiu suas fronteiras até o rio Jordão. Mas o custo foi alto: os jordanianos inflingiram aoisraelenses suas mais pesadas baixas sofridas durante a guerra dos Seis Dias, com 550 mortos e 2.500 feridos. A Síria, após o fracasso de seus aliados no Sinai e na margem do Jordão, adotou uma estratégia de defesa passiva. O Exército sírio bombardeava o território israelense de suas posições fortificadas nas colinas de Golan, só vulneráveis a forças terrestres. Uma ofensiva foi lançada em 9 de junho, pela Brigada Golani com apoio de uma brigada blindada e ataques aéreos da FAI, para reconquistar as colinas. A luta se desenvolveu na área de Tel Azzaziat e Tel Faher, ao norte, apinhadas de casamatas, trincheiras, campos minados e ninhos de metralhadoras, onde estas posições foram dominadas depois de combates intensos. Ao sul, um ataque de infantaria através do rio Jordão tomou as elevações perto de Bnot Yaaqov e os paraquedistas lançados de helicóptero conquistaram Butmiye. Dominando Quneitra, a meio caminho da capital síria Damasco, os israelenses obrigaram o inimigo a pedir ajuda da União Soviética e da ONU por um cessar-fogo, obtido na noite de 10 de junho.
Forças envolvidas
Egito: 100.000 homens (sete divisões de infantaria); 950 carros de combate (T-34/85, T-55, Sherman e SU-100); 450 aviões de combate. Perdas humanas: 10.000 mortos, 20.000 feridos e 5.500 capturados. Perdas materiais: 500 tanques destruídos, 300 capturados e 10.000 veículos diversos apresados; 254 aviões eliminados.

Jordânia: Legião Árabe e brigadas blindadas. Perdas humanas: 6.000 mortos e um número não revelado de feridos.

Síria: Brigadas de Infantaria, 450 tanques (mais 200 na reserva), 142 aviões de combate e poderosa artilharia. Perdas humanas: 2.500 mortos e 5.000 feridos. Perdas materiais: 100 tanques, 200 peças de artilharia e 45 aviões.

Israel: Diversas brigadas de infantaria, 55a.Brigada de Inf.paraquedista, 200 aviões de combate, 680 tanques (Centurion, M-48, Sherman e AMX13). Perdas: 550 mortos e 2.500 feridos (frente jordaniana); 115 mortos e 306 feridos (frente síria); 31 aviões abatidos.
Principais batalhas
Ataque-relâmpago da FAI às bases aéreas do Egito, Jordânia e Síria, combate no desfiladeiro de Mitla, conquista do complexo de Abu Aweigila, ocupação da faixa de Gaza, luta pela cidade de Jerusalém, conquista das colinas de Golan.
Resultado final
Ocupação, por parte de Israel, da península do Sinai, da faixa de Gaza, da cidade de Jerusalém e das colinas de Golan.
Custo total estimado: US$ 3 bilhões
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1ª Guerra Indo - Paquistanesa

Período
1965
Área do conflito
Sul da Ásia
Protagonistas
Índia e Paquistão
Histórico
A região da Caxemira, do ponto de vista estratégico, tinha importância tanto para a Índia quanto para o Paquistão e sua perda era inadmissível para ambos. Já haviam lutado por ela nos anos de 1947-48, ficando dividida entre os dois por uma linha de cessar-fogo. Tentativas de solução para o problema frustraram-se e as negociações foram suspensas em maio de 63 e seis meses depois a Índia acelerou o processo de integração da Caxemira ao seu território. Descrente de um acordo, o Paquistão optou pela força militar a fim de impedir a anexação. Em janeiro de 1965, houve choques entre as guarnições da fronteira e em abril, aproveitando que o rearmamento do Exército indiano não estava completo e que suas tropas estavam concentradas próximo à China, o governo paquistanês determinou que uma brigada atacasse a área, precariamente defendida. Os indianos revidaram com duas brigadas, mas os combates não foram de grande intensidade e produziram menos de 100 mortos em seis meses. Os combates foram suspensos em junho de 65 e os dois líderes concordaram em retornar à situação anterior. Porém forças especiais paquistanesas estavam treinando guerrilheiros e fomentando a revolta dos mulçumanos da Caxemira contra a dominação indiana. Essas tropas irregulares fustigaram as unidades do Exército indiano, que foi obrigado a usar três divisões de infantaria para contê-las. O XV Corpo indiano capturou a passagem de Haji Pir, próxima a capital Muzaffarabad e para aliviar a pressão a 12a.Div.Inf. paquistanesa tomou a fortaleza de Chamba e avançou pelas planícies em direção a Akhnur, onde a sua 7a.Div.Inf. foi retida por duas brigadas indianas. A Operação Enigma, preparada pela Índia para capturar a margem leste do canal de Ichogil, usando os I e XI Corpos e a 1a.Div.Blindada, desfechada em 6 de setembro, foi um trágico fiasco. Mobilizando suas defesas em cinco pontos ao longo do canal, os paquistaneses não só rechaçaram o ataque como contra-atacaram, perseguindo os soldados indianos pelos canais de irrigação e plantações da região. Somente ao sul de Lahore as forças indianas triunfaram. A cidade de Chawinda não foi tomada devido à feroz defesa dos paquistaneses. Sob forte pressão internacional, um cessar-fogo foi assinado em 23 de setembro de 65.
Forças envolvidas
Índia: I, XI (7a. e 15a.Div.Inf; 4a.Div.Montanha) e XV Corpos de Exército, 1a.Div.Blindada, 2a.Brigada Blindada, 26a.Div.Inf. e 191a.Brigada Inf.; caças Mig 21, Hawker Hunter e Mystère.
Perdas: cerca de 6.000 mortos e feridos; 375 tanques; 35 aviões.

Paquistão: 7a., 10a., 11a. e 12a.Div.Inf., 5a.Brigada Blindada, 6a.Div.Blindada; caças F-104 Starfighter e F-86 Sabre.
Perdas: cerca de 5.000 mortos e feridos; 350 tanques; 19 aviões.
Principais batalhas
Captura da passagem de Haji Pir, tomada do forte de Chamba, batalha pelo canal de Ichogil e ataque a cidade de Chawinda.
Resultado final
As ofertas soviéticas de ajuda militar aos dois lados, levaram a Índia e Paquistão a aceitar a retirada de suas tropas e retorno à situação de antes da guerra. O jogo paquistanês para a conquista da Caxemira enfraqueceu o governo militar e aumentou o descontentamento interno, principalmente no Paquistão Oriental, que se tornaria independente em 1971, resultando na República Popular de Bangladesh.

Guerra do Vietnã

Período
1963 - 1975
Área do conflito
Sudeste da Ásia
Protagonistas
Estados Unidos, Vietnã do Sul, Vietnã do Norte e guerrilheiros Vietcongues (Frente de Libertação Nacional). Em menor escala, tropas da Austrália, Nova Zelândia, Filipinas e Coréia do Sul. União Soviética e China como fornecedores de armas para o ENV e para os vietcongues.
Histórico
Terminada a guerra da Indochina em 1954, haviam dois Vietnãs. O do Norte, comunista e o do Sul, cujo governo representava, do ponto de vista americano em plena Guerra Fria, a única esperança de fazer frente ao poder dos comunistas na região. Para tanto o presidente Kennedy autorizara o envio dos primeiros assessores militares, que em 1963 já eram 12.000, e helicópteros armados para o Vietnã do Sul. O envolvimento dos EUA no conflito teve como pretexto o ataque norte-vietnamita ao seus navios USS Maddox e USS C.Turney Joy enquanto patrulhavam o golfo de Tonquim, em julho de 1964. A intervenção americana se estendeu aos países vizinhos, como a Tailândia onde mantinha a maior base aérea do sudeste asiático (U Tapao) e 50.000 soldados, e Laos fornecendo armas e equipamentos às Forças Reais e a membros da tribo dos meos. O norte do Laos foi alvo de incessantes bombardeios aéreos por fazer parte da rota de suprimentos dos guerrilheiros vietcongues, a famosa "trilha Ho Chi Minh" (entre 1965 e 71 foi jogado mais peso em bombas sobre seu percurso do que em toda a Segunda Guerra Mundial). A vigilância do ar foi a principal fonte de informações dos americanos na guerra e seus aviões com sofisticados sensores eletrônicos, radares e câmeras foram primordiais no controle das atividades do inimigo. A partir de 1965 um número crescente de soldados dos EUA entrou no país: de 45.000 em maio para 125.000 em julho, chegando a 265.000 um ano depois e a 500.000 homens em 1967. Com seu extraordinário poderio bélico, os americanos e seus aliados obtiveram considerável sucesso na região rural, avançando até o Planalto Central, e construíram uma série de bases, a "Linha McNamara", para impedir a infiltração dos norte-vietnamitas, que no entanto a contornavam através do território do Camboja e do Laos e pela trilha Ho Chi Minh. Porém no início de 1967 os vietcongues haviam sido derrotados na área de Saigon, nas operações Cedar Falls e Junction City, e fracassaram nos ataques às bases da Linha McNamara em Khe Sanh, Gio Linh e Con Thien. De 1965 a 1968, os EUA empreenderam uma série regular de bombardeamento aéreo do Vietnã do Norte, de cunho estratégico, denominada Operação Rolling Thunder, tendo sido realizados 300.000 vôos e lançadas cerca de 860.000 toneladas de bombas. Os danos causados foram grandes: 77% dos depósitos de munição, 65% das instalações de combustível, 59% das usinas elétricas e 55% das principais pontes. Em princípios de 1968, adotando uma nova estratégia, os norte-vietnamitas reverteram o quadro por meio da grande Ofensiva do Tet (Ano Novo Lunar), combinando um cerco a Khe Sanh com ataques a cidades do Vietnã do Sul. Daí em diante o Exército americano, que alcançara razoável sucesso moral e militar de 1966 a 1968, entrou numa fase de recuos, desilusões e desintegração. Nas operações terrestres as forças americanas utilizavam técnicas de "busca e destruição" para atacar regimentos e divisões do inimigo, para conter sua iniciativa, desarticular suas bases e responder às provocações e fustigamentos. Na região do delta do Rio Mekong, na selva ou nas montanhas, a tática era a "guerra nas aldeias". Ao se embrenhar na mata para combater os vietcongues, tornavam-se alvos de armadilhas, minas (causadoras de 11% das baixas no campo) e emboscadas, vigiados de perto por um inimigo que conhecia cada palmo da região e possuía uma intrincada rede de abrigos subterrâneos e túneis. Os helicópteros, indispensáveis na campanha dos aliados, e a artilharia pouco podiam fazer, e na maioria das vezes os soldados americanos ficavam extremamente vulneráveis neste território pouco conhecido. A ofensiva do Tet iniciou-se na noite de 30 de janeiro de 1968, após intenso bombardeio com morteiros e foguetes, quando as forças do Exército norte-vietnamita (ENV) e do Vietcongue, com cerca de 84.000 homens, atacaram simultaneamente cinco grandes cidades, 36 capitais de província, 64 capitais de distrito e cinqüenta aldeias. Os dois principais alvos foram a capital Saigon e a cidade imperial de Huê. Os americanos e o Exército sul-vietnamita (ESV) reagiram rápido, recuperando a capital e as cidades importantes em uma semana. O Norte perdeu 30.000 homens e o Sul 11.000 soldados. O período de 1968 a 72 marca uma fase de poucos combates, a retirada da maior parte das tropas americanas, ordenada pelo presidente Nixon (pressionado pela opinião pública em seu país) e a transição para uma guerra convencional entre os exércitos regulares do Vietnã do Norte e do Vietnã do Sul. Em março de 1972, o ENV iniciou uma grande invasão rumo ao sul, organizada pelo general Vô Nguyen Giap, veterano da guerra contra os franceses de 1945 a 54, aproveitando-se da fragilidade das tropas do ESV e da diminuição do apoio dos EUA e de seu poderio aéreo na área. Mas o general Giap não conseguiu a vitória fácil que imaginou, pois substimara as forças dos aliados. Os dois lados tentaram manter as posições conquistadas, criando um impasse. Em 23 de janeiro de 1973, todos os envolvidos no conflito assinam um acordo de cessar-fogo. Em fins de março todos os soldados americanos já haviam abandonado o Vietnã. Nos dois anos seguintes, os comunistas avançaram por todo o Sul e sem o apoio das forças americanas, o ESV não tinha como reagir. Em abril de 1975, o governo de Saigon estava prestes a cair. Na cidade o pânico era generalizado e muitas pessoas, como funcionários públicos e policiais, foram mortos pelos vietcongues, que os consideravam traidores. Os Estados Unidos ainda conseguiram evacuar o pessoal de sua embaixada e cerca de 7.000 pessoas para evitar um massacre ainda maior. Eram quase 8 horas do dia 30 de abril quando os últimos marines partiram. Às 11 horas um tanque do ENV derrubou os portões do palácio presidencial. Era o fim da Guerra do Vietnã.
Principais forças envolvidas
Estados Unidos: 2.300.000 homens serviram no Vietnã de 1961 a 1974, com 46.370 mortos e 300.000 feridos.

Vietnã do Sul: 1.048.000 homens (Exército regular e Forças Populares), com 184.000 mortos.

Vietnã do Norte e Vietcongues: cerca de 2.000.000 homens, com 900.000 mortos no total.
Principais batalhas
A ofensiva do Tet, a batalha pela cidade imperial de Huê, as operações fluviais no delta do Rio Mekong, bombardeio aéreo do Vietnã do Norte (Operação Rolling Thunder), combates na região conhecida como Triângulo de Ferro (Operações Cedar Falls e Junction City), batalha de Khe Sanh, patrulhas da US Navy em águas costeiras (Operação Sea Dragon) e a queda da capital Saigon.
Resultado final
Unificação do país, com a criação da República Socialista do Vietnã, que sem crédito no exterior e isolada no plano diplomático, possuía graves problemas econômicos; reafirmou sua aliança com a União Soviética e rompeu com a China; reaproximou-se da França. Para os Estados Unidos restaram o trauma de uma guerra que não contou com apoio de seu povo em momento algum e ainda arranhou o seu orgulho de potência militar.
Custo total estimado: US$ 720 bilhões
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Guerra Árabe - Israelense

Período
1956
Área do conflito
Oriente Médio
Protagonistas
Egito e Israel (apoiado por França e Grã-Bretanha)
Histórico
No dia 21 de outubro de 1956, David Ben-Gurion, primeiro-ministro de Israel, voou para Sèvres, na França, para num encontro com os representantes franceses e ingleses, coordenar um ataque conjunto dos três países ao Egito, que havia nacionalizado o canal de Suez e proibira a passagem de navios israelenses, bloqueando também o estreito de Tiran, passagem obrigatória para o porto judeu de Eilat. O plano deveria se desenvolver em duas etapas. Inicialmente Israel invadiria a península do Sinai, avançando em direção ao canal e em seguida França e Grã-Bretanha interviriam, com o objetivo alegado de por fim ao conflito, numa ocupação defensiva da região. Na verdade, o medo de Israel de ser invadido por seus vizinhos árabes era o motivo maior para esta invasão. Os combates começaram quando, em 29 de outubro, um batalhão da 202a. Brigada paraquedista, comandada pelo coronel Ariel Sharon (hoje primeiro-ministro de seu país), saltou a leste do desfiladeiro de Mitla, aguardando a chegada do restante da brigada que vinha por terra desde a fronteira. Apoiada pela artilharia e carros de combate AMX13, a coluna subjulgou El Kuntilla, El Thamed e a vila de Nakhl, e na noite do dia 30 se juntou ao batalhão de Aron. A tomada do desfiladeiro de Mitla, sem valor tático ou estratégico, custou aos israelenses 38 mortos e 120 feridos. Ao mesmo tempo, a Força Tarefa 38 atacava Abu Aweigila, um complexo de fortificações, cercada de arame farpado, campos minados e posições de artilharia, defendido por duas brigadas egípcias. Avançando por várias frentes, os israelenses romperam a linha defensiva egípcia, que resistira valentemente, tomando a cidade em 31 de outubro. A seguir, Israel ocupou a faixa de Gaza e a cidade de Rafia, ao norte e Sharm el Sheikh, na extremidade sul do Sinai. O Egito, temendo a invasão franco-inglesa, resolveu poupar sua força aérea e os blindados para uso no futuro e deixou suas tropas desprotegidas no deserto. O final desta campanha coincidiu com os saltos dos paraquedistas britânicos e franceses sobre Port Said e Port Fuad. Em 5 de novembro as hostilidades cessaram.
Forças envolvidas
Egito: 3a. e 8a. Divisões de Infantaria; 1a. Brigada Blindada com tanques pesados T34/85 e leves SU100; caças Mig 15 e Vampire.

Israel: 7a., 27a. e 37a. Brigadas Mecanizadas; 202a. Brigada de paraquedistas; 1a., 4a., 9a., 10a., 11a. e 12a. Brigadas de Infantaria; Corpo de Blindados com 100 tanques Sherman e 100 tanques AMX13; caças Mystère IV, Ouragan e Vautour.
Principais batalhas
Tomada do desfiladeiro de Mitla, conquista do complexo de Abu Aweigila, ocupação da faixa de Gaza e posse de Sharm el Sheikh com a reabertura do estrito de Tiran.
Resultado final
A invasão custou a Israel 181 homens, 25 carros de combate, 2 jatos Mystère IV e 9 aviões pequenos. Cerca de 2.000 egípcios foram mortos e 6.000 aprisionados. O equipamento capturado incluía 100 tanques, muitas peças de artilharia e veículos leves. A FAI alegou ter derrubado 5 Mig e 4 Vampire. Com intermediação da ONU, em 1957 as forças israelenses se retiraram do território egípcio e o canal de Suez foi desobstruído. A  FENU    (Força de Emergência das Nações Unidas), composta de tropas de vários países, inclusive do Brasil, permaneceu por mais de dez anos na linha do armistício, a fim de prevenir novos conflitos entre Israel e Egito.
Custo total estimado: US$ 13 bilhões

Guerra da Coréia

Período
1950 -1953
Área do conflito
Sudeste da Ásia
Protagonistas
Estados Unidos, União Soviética, China, Coréia do Sul e Coréia do Norte
Histórico
Com o final da Segunda Guerra, a Coréia foi dividida em dois Estados, separados pelo paralelo 38: a Coréia do Sul, apoiada pelos Estados Unidos e a Coréia do Norte, amparada pela União Soviética. Na madrugada de 25 de junho de 1950, o Exército norte-coreano (EPCN) invadiu seu vizinho do sul, encorajado pela vitória comunista na China e pelo descaso dos americanos, que não reagiram a agressões fronteiriças anteriores. O ataque surpresa pegou o Exército sul-coreano (ERC) despreparado, e numa ofensiva avassaladora, obrigou as tropas sul-coreanas e americanas a recuarem para defender o reduzido perímetro de Pusan, cidade portuária no sudeste do país. Os americanos, comandados pelo General Douglas MacArthur, prepararam um grande desembarque em Inchon, a oeste, que ocorreu ao amanhecer do dia 15 de setembro, precedido de bombardeio aéreo e naval, com poucas baixas. Vencida esta etapa, os marines seguiram em direção a capital Seul, defendida por 20.000 soldados do EPCN, que resistiram ao intenso fogo de artilharia e somente depois de sete dias de combate encarniçado, a cidade foi completamente retomada. Em 7 de novembro, após avanço das tropas americanas e do ERC em diversas frentes, inclusive atravessando a fronteira em direção ao norte, a China resolveu socorrer seus aliados do EPCN, com cinco divisões de infantaria. A preocupação dos EUA era de que a intervenção chinesa em larga escala levasse a uma guerra global. No mesmo mês, os marines desembarcaram em Wonsan, a leste, e tentaram dominar a área dos reservatórios de Chosin, mas foram rechaçados pelo 13° Exército chinês e obrigados a efetuar uma retirada, perseguidos pelo inimigo que provocou a morte de 718 homens e 3.508 feridos entre os fuzileiros. Em janeiro de 51, com suas forças reequipadas e com todo material suficiente, os americanos promoveram um contra-ataque, numa ampla linha de frente, sempre precedido por forte fogo de artilharia e ataques aéreos, caracterizado por duas fases distintas e ao longo dos três meses seguintes avançaram vigorosamente rumo ao norte, recuperando o domínio de diversas cidades que estavam em poder do EPCN e dos chineses, forçando o inimigo para além do paralelo 38, infringindo-lhe cerca de 70.000 baixas. Então a guerra da Coréia entrou num período de escaramuças e pequenos combates, com ambos os lados preocupados em manter os pontos estratégicos já conquistados, lembrando a luta de trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Esta situação persistiu por longos dezoito meses, enquanto as negociações de paz, intermediadas pela ONU, prosseguiam. Apesar da natureza estática dos dois últimos anos do conflito, as perdas de vidas foram acentuadas, e todos sofreram muito mais do que nos dois anos de guerra de movimento. O armistício total foi assinado em 27 de julho de 53 e a guerra da Coréia terminava praticamente como havia começado, apesar de ter causado tanta morte e destruição.
Principais forças envolvidas
Coréia do Norte: 135.000 efetivos e 100.000 reservistas; 150 tanques T-34; morteiros de 122 mm; obuseiros de 76 mm; 180 caças-bombardeiros soviéticos.

Coréia do Sul: 100.000 efetivos. Não contava com tanques pesados ou médios, não possuía muitos aviões de combate, nem artilharia.

Estados Unidos: 300.000 efetivos; bombardeiros B-29; caças Sabre F-86. Diversos porta-aviões, navios de escolta e transporte de tropas.

China: 300.000 efetivos; caças Mig-15; tanques e artilharia pesada.

Tropas da ONU: 35.000 homens de mais de vinte nações, entre elas Grã-Bretanha, Austrália, Canadá, Bélgica, Colômbia, Turquia, Holanda e África do Sul.
Principais batalhas
Desembarque em Inchon, defesa do perímetro de Pusan, travessia do Rio Yalu, batalha de Chosin, resistência em Imjin, combate pela colina de Pork Chop e retomada da cidade de Seul.
Resultado final
Fixação de uma linha entre os dois lados, permitindo a criação de uma zona desmilitarizada; acertos sobre a repatriação de prisioneiros de guerra entre as partes; criação de uma comissão composta por países neutros para supervisionar o cessar-fogo e o cumprimento dos acordos.
Custo total estimado: US$ 340 bilhões

Guerra da Indochina

Período
1945 - 1954
Área do conflito
Sudeste da Ásia, na Indochina Francesa, que compreendia a região dos atuais Vietnã, Laos e Camboja.
Protagonistas
França e tropas do Vietminh (Frente de Independência do Vietnã)
Histórico
Iniciada como uma revolta de libertação contra o domínio colonial francês, a Guerra da Indochina foi uma série de duros confrontos. Algumas revoltas fracassadas em 1930 e 1940 pareciam demonstrar que os franceses estavam capacitados a manter o pleno domínio da região, que já o faziam desde o final do século 19. Mas esta posição logo estaria ameaçada. O colapso de seus exércitos na Europa, em 1940, deixou a administração francesa na Indochina em situação difícil. Em 1945 o Vietminh, com apoio da China comunista, assumiu o controle administrativo de Hanói e deu prosseguimento à luta pela completa emancipação do país. Em novembro de 1946, a França atacou tropas do inimigo em Haifong e sua Marinha ordenou o bombardeio naval do porto e da cidade, causando a morte de 6.000 civis. Na luta pela cordilheira de Cao Bang, em outubro de 1950, as tropas francesas foram massacradas na selva e de um total de 4.600 soldados apenas 23 conseguiram escapar para That Khe, produzindo um sério golpe no prestígio francês. Na batalha pelo controle do delta do Rio Vermelho, em 1951, a França obteve uma vitória significativa, fundamental para evitar sua expulsão da Indochina. Lançando mão de artilharia, blindados, paraquedistas e ataques aéreos concentrados, os franceses provocaram 11.000 baixas ao inimigo. Porém em 1952, o Vietminh voltou a triunfar na batalha de Tonquim, derrotando os franceses em Nghia-Lo e Hoa Binh, marchando em direção ao Laos. A decisiva campanha pelo controle do vale de Dien Bien Phu, de novembro de 53 a maio de 54, selou o destino do exército da França e de seu império na Ásia. Ao seu final, os franceses sofreram 8.221 baixas, com 1.293 mortos e os vietnamitas perderam 8.000 homens e tiveram 15.000 feridos. Os soldados franceses capturados tiveram de enfrentar a "marcha da morte", uma caminhada de 800 km até os campos de prisioneiros e nesta jornada, dos 9.000 presos dois terços morreram pelo caminho. Finalmente em 21 de julho de 1954, o governo de Paris reconheceu a perda de seu domínio e asinou um acordo de paz.
Principais forças envolvidas
Cao Bang: 308a. Divisão Vietminh; 4.600 soldados franceses

Delta do rio Vermelho: 304a., 308a., 312a., 316a. e 320a. DI , 42° e 64° RI Vietminh; Grupamentos Móveis (GM) 01, 03, 05, 7° Btl.Pqd., embarcações fluviais e aviões de ataque ao solo franceses.

Tonquim: 05 divisões de infantaria do Vietminh; 03 Btl.Pqd., 15 Btl.Inf., 02 grupos blindados e unidades sapadoras francesas.

Dien Bien Phu: 28 Btl.Inf., com 37.500 homens das 304a., 308a., 321a. e 316a. DI, com amplo apoio de artilharia e morteiros, do Vietminh; 148° RI, 316a. DI, 2° e 6° BtlPqd., 1° Btl.Estrangeiro Pqd., diversos regimento de artilharia e diversos batalhões da Legião Estrangeira, dos franceses.
Principais batalhas
Batalhas na cordilheira de Cao Bang, luta pelo controle do delta do Rio Vermelho, batalha de Tonquim e campanha pela conquista do vale de Dien Bien Phu.
Resultado final
Independência do Vietnã.
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Segunda Guerra Mundial

Período
1939 - 1945
Área do conflito
Europa, África, Oriente Médio e Ásia
Protagonistas principais
Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Rússia, Japão, Itália e França.
Histórico
A guerra na Europa: sob o comando de Adolf Hitler, após 1933, a Alemanha concentrava suas energias em reverter as limitações impostas pelo Tratado de Versailles, de 1918, e transformar-se novamente em uma grande potência européia. Ciente da fraqueza da Grã-Bretanha e da França que não teriam como se opor à sua política expansionista, os alemães reocuparam a Renânia em 1936, anexaram a Áustria em 1938 e deram ínicio ao segundo conflito em escala mundial ao invadirem a Polônia em 1939. No ano seguinte foi a vez da Dinamarca, Noruega, Holanda e França caírem sob o julgo alemão. O exército britânico sozinho não foi capaz de impedir o avanço das tropas alemães e em maio de 1940, cercado e empurrado para o litoral, foi obrigado a efetuar uma retirada histórica em Dunquerque, na costa francesa, mobilizando milhares de navios de guerra e mercantes. Em 1941, a Alemanha já havia estabelecido um domínio do continente europeu que parecia intocável e resolveu invadir a Rússia, com quem assinara um tratado de não-agressão anos antes, aventura que lhe custaria muito caro. Embora seus exércitos tenham chegado perto de Leningrado e Moscou e tenham tomado Kiev, Kharkov e Rostov em 42, os alemães tinham que buscar a vitória rapidamente ou encarar a certeza da derrota. Mas sua ofensiva no front oriental começou a fracassar com sua desastrosa derrota em Stalingrado e a expulsão de suas tropas de Kursk, num contra-ataque espetacular dos soviéticos em várias frentes, que praticamente expulsaram os alemães de seu território em 1944. Ao mesmo tempo que sofria com o inverno rigorossísimo e a resistência heróica do povo russo, os compromissos da Alemanha na frente ocidental haviam aumentado, com a vitória britânica no Egito e os desembarques anglo-americanos no norte da África em 1942; a capitulação da Itália, sua aliada, e a intensificação dos bombardeios americanos e ingleses sobre seu território em 1943, obrigando-a a intensificar a defesa de seu espaço aéreo. A manutenção dessas duas frentes de combate tornou-se insustentável e a partir de 1944 os aliados ocidentais ampliaram o cerco à Alemanha. Com a superioridade aérea garantida, os exércitos americano, inglês e canadense desembarcaram na Normandia, em 6 de junho de 1944, levando a guerra para a fronteira alemã, não sem antes libertar os países ao longo do caminho, do opressor nazista. Com os Aliados invadindo pelo oeste e os russos pelo leste, com suas indústrias e cidades destruídas pelos ataques aéreos e seu povo dizimado pelo serviço militar, a Alemanha não teve como evitar a derrota.
A guerra na Ásia e no Pacífico: Tendo assinado um tratado de não-agressão com a Rússia e sem chance de vitória militar ou solução política para sua guerra na China, o Japão voltou-se para as colõnias européias no sudeste da Ásia, onde esperava encontrar matérias-primas e mercados para obter independência econômica em relação aos EUA. Em junho de 41 ocupou a Indochina, sofrendo sanções dos americanos e respondeu com o ataque a Pearl Harbor. Ao desafiar a maior potência industrializada do mundo, os japoneses pretendiam lutar até chegar a um impasse, e numa paz negociada, ter reconhecida a sua primazia na Ásia Oriental. O avanço nipônico continuou e em seis meses já haviam conquistado Hong-Kong, Cingapura, as Índias Ocidentais Holandesas e as Filipinas. Mas mesmo no auge de seu avanço, o Japão falhou em tentar impor aos EUA uma derrota naval que debilitasse a capacidade militar e o moral americanos. Ao contrário, a Marinha Imperial japonesa foi derrotada em batalhas no Mar de Coral, em maio de 42, nas ilhas Midway e na campanha de Guadalcanal, de agosto de 42 a fevereiro de 43. Sem condições de concluir a guerra que iniciara, o Japão perdeu sua mobilidade estratégica e passou a atuar defensivamente, contra múltiplos inimigos, em várias frentes. Do final de 43 em diante, os EUA empregaram a eficiente estratégia de atacar ilha após ilha, usando forças anfíbias que minaram a resistência dos japoneses, que via de regra lutavam até o último homem. Os avanços americanos no Pacífico basearam-se na ofensiva irresistível de seus porta-aviões, levando a guerra às ilhas japonesas, permitindo-lhes garantir a vitória nas batalhas do mar das Filipinas, do golfo de Leyte e a retomada das ilhas Marianas, base importante para os bombardeiros que atacaram as áreas urbanas do Japão nos últimos seis meses da guerra. Convencidos que mesmo debilitados os japoneses lutariam até a morte e calculando que uma invasão do Império nipônico custaria cerca de um milhão de baixas aos Aliados, os EUA decidiram lançar sobre Hiroshima e Nagasaki a sua mais nova arma de destruição em massa: a bomba atômica. Aturdido com o ataque fulminante dos americanos e pela ofensiva soviética na China, o Japão se rendeu em 15 de agosto de 1945.
Principais forças envolvidas
Total de homens e mulheres mobilizados (1939-1945): 100.000.000

Estima-se que 40.000.000 de pessoas perderam a vida no conflito:
Alemanha: 5.000.000; Rússia: 20.000.000; Grã-Bretanha: 421.000; Estados Unidos: 400.000; Itália: 450.000; Polônia: 6.000.000; Japão: 1.800.000; França: 535.000; Yugoslávia: 1.600.000; Demais países: aproximadamente 3.800.000.
Principais batalhas
A invasão da Normandia (Dia D - 1944), ataque a Pearl Harbor (1941), Stalingrado (1942-43), combates aéreos sobre a Inglaterra (1940), Tobruk no norte da África (1942), a defesa de Moscou (1941), o cerco a Leningrado (1941-1942), tomada de Monte Casino (1944), desembarque em Salerno (1943), tomada de Berlin (1945), batalha pelo Rio Reno (1944), confronto de blindados em Kursk (1943), desembarques nas ilhas de Tarawa (1943), Iwo Jima (1945) e Okinawa (1945), retomada da ilha de Guadalcanal (1942-43) e as batalhas navais do Mar de Coral (1942), ilhas Midway (1942) e do Golfo de Leyte (1944).
Resultado final
Os custos materiais e humanos, como na Primeira Guerra, foram também imensos, fazendo dela a mais destruidora guerra da História. A Europa estava falida e a Rússia européia em ruínas. Somente os Estados Unidos, cujo dinheiro e indústrias haviam sustentado e fortalecido as economias de guerra dos Aliados, pareciam ser os verdadeiros e imediatos vencedores. O Japão e a Alemanha perderam o status de potências militares, sendo o primeiro ocupado pelos EUA e o segundo dividido em dois Estados, Alemanhas Ocidental e Oriental. Os impérios coloniais se desintegraram. Foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU) em substituição à Liga das Nações. Teria início então uma nova fase, com o mundo dividido entre o capitalismo e o comunismo, num embate ideólogico e econômico, na chamada Guerra Fria entre americanos e soviéticos, que só terminaria com a queda do Muro de Berlim, mais de quatro décadas depois.
Custo total estimado: US$ 13 trilhões